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Economia, Petróleo, Transporte

Melhor para Santarém?

O governo comemorou o resultado do leilão dos dois terminais de combustíveis de Santarém, realizado ontem, em São Paulo. Primeiro pelo valor arrecadado, de 67,2 milhões de reais, bem acima das expectativas. Em segundo lugar, porque os dois portos ficaram com um mesmo arrematante, o Consórcio Porto Santarém, integrado pela Petróleo Sabbá (associação entre Raízen e . I. B. Sabbá) e pela Petrobrás Distribuidora.

O interessante é que para o porto com área maior (de 35 mil metros quadrados, com 12 tanques), o consórcio foi o único a apresentar proposta, de R$ 50 milhões, lance 231% superior ao mínimo esperado pelo governo, que era de R$ 15 milhões, talvez porque o local já era operado pela Petróleo Sabbá.

Para o terminal menor (de 19 mil metros quadrados), o consórcio ofereceu uma outorga de R$ 18,2 milhões, 62% acima do maior valor ofertado durante a abertura das propostas, de R$ 11,2 milhões. Assim, venceu outros dois competidores na disputa.

A oferta da Aba Infraestrutura e Logística foi apenas R$ 200 mil menor. Já a outorga proposta pela Distribuidora Equador foi de R$ 15,4 milhões, por uma estratégia errada para a mesma situação do outro porto: a Equador é a atual administradora da área.

Um quarto do valor da outorga oferecida, R$ 17,05 milhões, deverão ser pagos no ato ao governo federal. O restante será quitado em cinco parcelas anuais. O prazo de vigência dos dois contratos é de 25 anos, prorrogável pelo mesmo período.

Os dois terminais movimentam e armazenam granéis líquidos, principalmente gasolina, etanol, diesel e querosene. Os contratos das duas áreas estavam vencidos, o que dificultava a manutenção da sua operação. A expectativa é que o suprimento de combustíveis no Baixo Amazonas melhore.

Discussão

3 comentários sobre “Melhor para Santarém?

  1. Pera Santarém eu não sei, mas para o governo foi uma boa. Arrecadou bem mais do que pediu. Mais uma graninha para ajudar a cobrir o rombo que a Dilma deixou.

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    Publicado por José Silva | 24 de março de 2017, 21:03
  2. Alguma chance da bolada arrecada ser investida na própria região, ou ao menos ficar no estado?
    Quem sabe uma unidade de refinamento e não apenas de transbordo de combustivel, concluir a Santarém-Cuiabá, viabilizar enfim a exportacao do centro-oeste pelo alto Tapajós, etc, etc.. ?

    Curtir

    Publicado por Marlyson | 28 de março de 2017, 07:44

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