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Imprensa, Política

O cabo de guerra

O jornal Diário do Pará e o seu gerente comercial, Nilton Lobato, proporão várias ações na justiça – interpelação, pedido de indenização e responsabilização criminal – contra O Liberal. A autorização para a ida à justiça, “o mais rápido possível”, foi anunciada em editorial de destaque na edição de hoje do matutino da família Barbalho.

O motivo da reação foi uma nota de ontem do jornal da família Maiorana informando que o gerente comercial do concorrente “teria procurado o prefeito de Belém pedindo que a Prefeitura fizesse publicidade no jornal com valor equivalente a 1% da verba liberada pelo Ministério da Integração para a recuperação das praias de Mosqueiro”. O valor foi de 27 milhões de reais.

O objetivo da nota, segundo o Diário, foi atingir a imagem do jornal e do ministro Helder Barbalho, um dos sócios da empresa. Mas ela seria completamente mentirosa: “ninguém do Diário procurou o prefeito ou seus assessores para tratar desse ou de qualquer outro assunto”.

A forma enfática do desmentido, associado à ação em juízo, sugere que se trata realmente de mentira. Apesar do nível baixo da polêmica que os dois principais grupos de comunicação do Pará vêm travando, espanta que O Liberal publique notícia sabidamente falsa.

Os Maioranas têm acesso direto ao prefeito Zenaldo Coutinho e aos assessores dele. Podiam consultá-los sobre a informação. Se o fizeram (e os Barbalhos não tenham também mentido), ficaram sabendo que a notícia não tinha procedência. Se, mesmo assim, lhe deram divulgação, das duas uma: ou é por mera molecagem, para desgastar os inimigos, ou para também deixar mal o (ainda?) aliado, o tucano Zenaldo Coutinho.

Tentando salpicar veneno nas relações – ultimamente amistosas – que o prefeito vem tendo com os Barbalhos, em função dos recursos para obras (e sem contrapartida) que os adversários (ex-inimigos) lhe ofereceram. Não por ter aderido a eles, mas por um pragmatismo de sobrevivência: o caixa municipal está zerado – assim como o prestígio do alcaide da capital.

O jogo montado é um cabo de guerra, mas os dois lados ainda não estão definitivamente constituídos. De um lado estão os Barbalhos. Do outro, os Maioranas – junto com o governador Simão Jatene e o prefeito Zenaldo Coutinho, do PSDB?

Esta é a questão.

Discussão

5 comentários sobre “O cabo de guerra

  1. Na República Bananas do Pará, todos esses fatos são críveis!

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    Publicado por Maneko Aragão | 24 de março de 2017, 17:17
  2. Lucio,

    Você pode dizer que é mentira somente a partir da forma enfática foi desmentido? Não é melhor esperar os próximos capítulos?

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    Publicado por José Silva | 24 de março de 2017, 21:02
  3. Se esse cabo partisse e os dois lados merecidamente tombassem, seria excelente. Pena que no meio do ringue padecem as populações abandonadas de Belém e do Pará.

    Curtir

    Publicado por Marlyson | 28 de março de 2017, 14:38

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