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Cidades, Justiça, Saúde

E o povo: onde fica?

Três promotores do Ministério Público do Estado se reuniram, ontem, com representantes da Revita – Guamá Resíduos Sólidos, empresa responsável pelo aterro sanitário de Marituba, que serve à região metropolitana de Belém, com mais de 2 milhões de habitantes. O encontro durou quatro horas. Foi a portas fechadas. Nenhum dos participantes se dignou a dar informações sobre o que aconteceu no ambiente privatizado, embora seja questão do mais elevado interesse público.

O MPE, é verdade, tem o direito de conduzir o processo sob o seu estrito controle até apresentar uma posição ao distinto público, que receberá um documento pronto e acabado. O fiscal da lei fez uma inspeção técnica ao monstruoso lixão na sexta-feira passada e submeteu os responsáveis à sabatina de ontem. Assim, deverá recolher dados para preparar a sua manifestação oficial.

No entanto, conseguiria maior benefício social se abrisse a instrução do processo a observadores externos, mesmo que limitasse o acesso e submetesse os interessados a um cadastro seletivo. Prepararia melhor os representantes da sociedade, fornecendo-lhes também informações técnicas, instruindo-os e os educando. O Ministério Público possui também essa função pedagógica e política, no melhor sentido da expressão. Não pode se limitar a TACs (Termo de Ajuste de Conduta) ou quaisquer outros procedimentos de gabinete. Deve trazer o povo para junto de si, tanto para servi-lo como para lhe mostrar a sua razão de existir. Às vezes há dúvidas a respeito. dúvidas que a enclausuramento alimenta.

Discussão

16 comentários sobre “E o povo: onde fica?

  1. Já foi alguma coisa.. Vamos aguardar a divulgação da vistoria e medidas exigidas. Pra ontem, se possível.

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    Publicado por Marlyson | 28 de março de 2017, 14:00
  2. Já estão agindo tarde, não é mesmo? Concordo que deveria ser mais transparentes com a situação, mas creio que estão receosos de que a população descubra mais coisas negativas e o que era um movimento local se transforme em um movimento muito mais forte. Enquanto isso, os donos do poder adormecem cuidadosamente em seus berços esplêndidos bem distantes da confusão que eles criaram.

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    Publicado por Jose Silva | 28 de março de 2017, 16:01
  3. “função pedagógica e política”: Sobretudo a POLÍTICA, pois sem elas há a politicagem (“mão invisível” da corrupção).

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    Publicado por Luiz Mário | 28 de março de 2017, 18:23
  4. E o promotor do meio ambiente Raimundo Moraes por onde anda?
    Bem que ele podia participar dessa reunião e explicar como conduziu o processo naquela época em que a Revita foi indicada como a única em condições de receber e tratar o lixo da região metropolitana.

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    Publicado por Edyr Silva | 29 de março de 2017, 08:31
  5. Gostaria de fazer um desabafo aqui. Já vai completar 2 semanas que o lixo não é recolido na passagem São Benedito, no bairro da Pedreira. Se percorremos outras ruas do bairro, vemos que o lixo também não está sendo recolido.
    Sei da crise em Marituba, porém, a situação nesta passagem já dura meses. Desde o final do ano passado, o carro só entrava na rua três vezes por semana. Agora, suspenderam de vez a coleta. Quase duas semanas que o carro não passa por aqui. Alguns carroceiros recolhem e jogam tudo no canal da Visconde de Inhaúma, localizado próximo. A situação é de calamidade, praticamente. A coleta não chega, mas o IPTU o tempo todo está sendo cobrado, sem atraso na frequência. Um verdadeiro abuso e desrespeito com a população. Já moro aqui há quase 20 anos e nunca vi situações como essa.

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    Publicado por Jonathan | 30 de março de 2017, 16:56
    • Obrigado pela informação, Jonathan. Esta é uma questão muito séria e terrivelmente onerosa.
      Para quem recebe o lixo no aterro dito sanitário, quanto mais lixo, melhor. A Revita fatura por cada um dos 1,5 milhão de quilos que recebe diariamente. O que ela não tem é vontade de diminuir a coleta, que não é feita por ela. Havia atraso no pagamento da coleta pela prefeitura. Não sei se ainda há. Mas está havendo alguma coisa estranha nessa caminhada do lixo até se tornar uma fedentina a atormentar Marituba.

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      Publicado por Lúcio Flávio Pinto | 30 de março de 2017, 17:53
      • Triste. Enquanto isso o poeta continua a bailar , declamando tranquilamente os seus versos na segurança do seu apartamento protegido e cheiroso.

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        Publicado por Jose Silva | 31 de março de 2017, 11:26
      • Curiosamente, a coleta parece estar normal em bairros centrais.

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        Publicado por Jonathan | 1 de abril de 2017, 10:38
      • Uma sugestão ao Ministério Público: formar uma força-tarefa (com a cobertura de policiais e a participação de representantes da sociedade civil) para uma blitz desde o início da coleta até a sua entrega e recebimento no lixão de Marituba.

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        Publicado por Lúcio Flávio Pinto | 1 de abril de 2017, 11:01
      • Aliás, não é nada curioso.

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        Publicado por Jonathan | 1 de abril de 2017, 10:39

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