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Economia, Justiça

Pedida liquidação da Yamada

Pedido de liquidação da Y. Yamada foi recebido ontem pelo juiz João Valério de Moura Júnior, da 13ª vara cível e empresarial de Belém. A ação foi proposta pela Siri Comércio e Serviços no dia 22 de março. A empresa se diz credora não paga de 305 mil reais de Y. Yamada Comércio e Indústria, que enfrenta dificuldades há alguns meses.

Discussão

17 comentários sobre “Pedida liquidação da Yamada

  1. Meu caro Lúcio,

    No sistema jurídico brasileiro, especialmente o falimentar, não há ação de liquidação de empresa devedora. Ou se pede a Falência, que gera a liquidação do ativo para pagar os credores, ou a empresa ainda não insolvente pede a sua recuperação judicial.

    Na hipótese noticiado (Yamada e Big Bem) penso que devem haver pedido a falência das empresas, processo que, como indicado acima, levará a liquidação do ativo.

    Um abraço fraterno.

    Deusdedith Brasil

    Descrição: Descrição: Descrição: Descrição: Descrição: desktop_dbaDeusdedith Brasil Advocacia S/C Av. Generalíssimo Deodoro, n.º 962, 1º andar Bairro Nazaré – CEP 66055-240 Fone: (91) 3225 4030, 3224 5999, 3321 0900

    Fax: (91) 3321 0914

    http://www.deusdedithbrasil.adv.br

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    Publicado por Deusdedith Brasil | 5 de abril de 2017, 18:27
  2. Vão depositar e contestar para evitar decreto de falência. São só 305 mil corrigidos, mais custas e honorários.

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    Publicado por Paul Nan Bond | 5 de abril de 2017, 20:21
  3. Bola de neve só depois. Não podem se apresentar nesses autos agora. Teriam de ter sido litisconsortes ativos na inicial, e parece que não foi isso. Vão ter de esperar a decretação da falência, se couber, para então se habilitarem em execução concursal de seus créditos. Eles vão querer por hora é saber qual foi o fundamento do pedido. Tá estranho: pedido de falência de uma empresa tão grande por 305 mil? Política, estratégia talvez.

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    Publicado por Paul Nan Bond | 6 de abril de 2017, 00:51
    • É uma hipótese, mas a vejo com ceticismo. Se a Y, Yamada não pagar nem quiser entrar em recuperação judicial, poderá ter sua falência decretada pelo juiz. Se pagar, ações de credores começarão a pipocar. Eles acharão que esta é a maneira certa de receber seu dinheiro.
      Quanto ao valor menor numa dívida muito maior da empresa, pode estar doendo mais nos calos de algum credor com menos capacidade de resistir ao tempo.

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      Publicado por Lúcio Flávio Pinto | 6 de abril de 2017, 09:01
      • Pedido de falência não é execução ou ação de cobrança. Nosso sistema jurídico (e a lei de falências) pode deixar a entender que sim, mas não é como funciona. Na verdade o credor está querendo garantir que vai receber alguma coisa diante da insolvabilidade do devedor (se não acaba ficando por último na execução e subsequente penhora de bens. Neste momento “processual”, entendo que não cabe à requerida pedir recuperação, nem seria aconselhável, uma incoerência colossal de quem paga mas diz que não pode pagar. Ora, se nesse pedido de falência pagar o credor, ela vai elidir o decreto de falência, provando afinal sua solvabilidade. Por isso que eu disse que tem de ver qual foi o fundamento. Não podem vir todos os credores de uma vez, pois isso depende de suas execuções e do protesto de seus títulos separadamente (ao contrário no caso de decreto de falência, que vem todo mundo, até o que não venceu). Lembre-se: não se trata de insolvência civil, mas empresarial. Enfim, tem de ver o fundamento do pedido. Mas que a situação da Yamada não é boa, ah, isso é notório.

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        Publicado por Paul Nan Bond | 6 de abril de 2017, 12:33
      • Estamos agora a ver que o Bond é advogado e dos bons.
        O despacho do juiz no caso da Big Benn foi abrir o prazo de 10 dias para a empresa se manifestar, com a possibilidade de, não podendo honrar o débito, pedir recuperação judicial ou se sujeitar à sentença do julgador. Foi o que entendi como leigo.
        Mesmo sendo leigo, não me atrevi a dizer que uma avalanche de credores se apresentaria de imediato. Há o processo administrativo a seguir antes. O que observei é que se a Yamada pagar, vai dar um recado involuntário: que só quitará o que deve na justiça. Os prejudicados certamente irão atrás do que é seu pela via adequada. Mas se não pagar, é porque está falida de fato. Nesse caso, poderá pedir a recuperação.
        Ou não?

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        Publicado por Lúcio Flávio Pinto | 6 de abril de 2017, 12:54
      • Lúcio, mas se ela não pagar, não será recuperação mas sim o juiz sentencia a falência. É para isso que servem os advogados também. Quando o juiz erra… E como erram! Por isso recursos.

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        Publicado por Paul Nan Bond | 6 de abril de 2017, 14:47
      • Se o juiz errou, será corrigido – presume-se.

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        Publicado por Lúcio Flávio Pinto | 6 de abril de 2017, 16:28
      • Mas você tem razão. A Yamada poderá sim oferecer plano de recuperação no prazo da contestação.

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        Publicado por Paul Nan Bond | 6 de abril de 2017, 15:29
      • Já tinha respondido quando li, agora, sua abonação à minha interpretação. Amém.

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        Publicado por Lúcio Flávio Pinto | 6 de abril de 2017, 16:28
      • Aliás, as duas falências não existem para a grande imprensa paraense.

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        Publicado por Lúcio Flávio Pinto | 6 de abril de 2017, 16:29
  4. A mesma empresa SIRI pediu a liquidação dá Yamada e dá BIG BEN?
    Será uma lRanja?

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    Publicado por Paulo melo | 6 de abril de 2017, 07:33
  5. Não sou especialista no assunto “Falência”. Mas vejo isso como muita tempestade pra pouco vento. Pedir falência, qualquer credor tem esse direito. A empresa se dissolver por isso é outra coisa, mesmo que a situação financeira não seja a melhor. Tem maneiras técnicas e jurídicas para resolver.

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    Publicado por oakbp | 6 de abril de 2017, 17:39

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