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Polícia, tráfico de drogas, Violência

Morta senhorita Andreza

Andreza Ariani Castro, que ficou conhecida como senhorita Andreza,foi baleada por dois homens, que a perseguiram numa motocicleta. Ela tentou fugir, mas foi alcançada, baleada com cinco tiros na cabeça e nas costas e morreu, agora à noite, no bairro da Cabanagem. A polícia está fazendo o levantamento do local. Ainda não se tem maiores informações.  A suspeita é de execução. Ela tinha 22 anos. Foi candidata a vereadora de Belém, no ano passado, pelo PC do B.

Tornou-se popular quando um vídeo em que chamava amigos para uma festa, na qua haveria o uso de drogas, foi divulgado pelas redes sociais, com milhares de acessos. Ela foi presa nove meses antes da eleição, acusada de tráfico de drogas e apologia ao crime.

Carreira brevíssima encerrada dessa forma, violenta. Seguiu o marido, Huanderson Ferreira Ramos, também assassinado, cinco meses antes. Deixa órfã uma filha pequena.

Texto de Abdreza no seu Facebook para a campanha eleitoral

POR UMA BELÉM SEM PRECONCEITOS
Sou a Srta. Andreza, tenho 21 anos, mãe de uma bebê de 3 anos. Sempre morei na Cabanagem, bairro de um povo simples e trabalhador, que rala pra sobreviver com muita dificuldade. Não temos saúde e educação pública de qualidade, nem creches para as nossas crianças; nossas ruas são mal iluminadas e alagam quando chove; a violência tomou conta da cidade! Nós, jovens, não temos espaços de lazer, esporte e cultura: prato cheio para a criminalidade.
Essa é a dura realidade de toda periferia de Belém! Precisamos de mudança! Juntos, podemos construir uma cidade melhor para viver, mas Isto só é possível se vencermos o ódio, o preconceito e construirmos pontes ao invés de barreiras. Por isso, decidi ser candidata a vereadora de Belém.
Sei que não é fácil, mas para nós da periferia nunca foi fácil! Minha vida toda lutei muito para sobreviver. Trabalhei como manicure com vendas e sempre me esforcei para sustentar minha filha. Na minha vida, às vezes errei e acertei. Agora, estou com o olhar no futuro, confiante que podemos ajudar outros jovens a vencer suas dificuldades! Juntos, somos fortes!
Então, vem com a gente fazer a diferença!
65100 preconceito! 65100 embaçamento!
Conheça nossas propostas:
1. Lutar pela construção de creches nas periferias de Belém;
2. Exigir da prefeitura espaços de esporte, lazer e cultura para a juventude. As praças precisam ser um espaço atrativo para a população.
3. Propor que as escolas públicas sejam abertas nos finais de semana para a realização de projetos sociais, culturais e esportivos;
4. Cobrar da prefeitura saneamento básico e melhoria dos serviços de limpeza nas comunidades. O povo já não agüenta mais os alagamentos!
5. Lutar pela melhoria da iluminação pública em toda cidade;
6. Articular com a prefeitura a realização de Programas Sociais voltados para os jovens, para afastá-los do mundo das drogas e da criminalidade;
7. Defender educação e saúde pública de qualidade;

Discussão

46 comentários sobre “Morta senhorita Andreza


  1. E João não conseguiu o que queria
    Quando veio pra Brasília com o diabo ter
    Ele queria era falar com o presidente
    Pra ajudar toda essa gente que só faz
    Sofrer”

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    Publicado por Everaldo | 13 de abril de 2017, 22:59
  2. Lamentável. Angustiante. Quero saber se o PC do B vai fazer uma nota sobre o ocorrido. Ou se só se aproveitaram da visibilidade que ela adquiriu no período anterior às eleições quando publicou aquele vídeo.
    Suas propostas de campanha revelam as verdadeiras necessidades das periferias. Seu extermínio é mais um grito de horror que as boas famílias do centro, isoladas em suas redomas de acrílico, são incapazes de ouvir. Onde estão as autoridades? Até quando a juventude periférica vai ter esse destino? Triste, trágica Belém.

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    Publicado por Paloma Franca Amorim | 13 de abril de 2017, 23:01
    • Muito triste.

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      Publicado por Jonathan Pires | 13 de abril de 2017, 23:26
    • Difícil ler um comentário como o seu e achar que é serio, afinal ou é sarcasmo da sua parte ou é só mais um alienado mesmo…
      Lamentável e angustiante são os adolescentes que seguem esse tipo de lixo, que vcs esquerdopatas idolatram e pintam como coitados.

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      Publicado por Argus Valgard | 14 de abril de 2017, 00:02
      • Eu espero honestamente que você releia com cuidado o que escreveu, assim como vou reler com cuidado a minha posição sobre o ocorrido.

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        Publicado por Paloma Franca Amorim | 14 de abril de 2017, 00:42
      • Olhe, há uma necessidade enorme de mudar as coisas, observe que essa morte foi anunciada. Algumas pessoas de forma nem sempre correta dão o seu grito de liberdade e pagam por isso, muitas das vezes com a vida. Com certeza você nunca teve uma casa alagada com as chuvas ou nunca precisou ou nunca cobrou seus direitos de cidadão a uma prefeitura ou governo que nunca abriu os olhos para os problemas que atualmente atingem Belém e a área metropolitana ou todo estado. Não é possível que sua mente seja tão cartesiana e pequena que não lhe mostra o horror que estamos vivendo. E põe a culpa de tudo isso em “esquerdopatas”. Não são os esquerdopatas que estão no governo e prefeitura e que estão fazendo isso um mar de lamas. Acredito que para você, bandido bom é bandido morto. Mas, é se lhe confundirem com um “bandido ” na rua e separem seu destino em uma calçada? Isso resolve o problema? Há muitos policiais bons que têm famílias, sem sombra de dúvidas, mas a remuneração digna, a falta de logística de trabalho faz com que muitos não cheguem em casa para abraçar suas esposas e seus filhos. Como resultado são criadas as milícias, o pacto com traficantes e outras coisas ruins consequência de uma total falta de governança. E isso, meu amigo, nada tem a ver com ser esquerdopata ou não. Deixe seu ódio e preconceito quando for tomar banho. ..Dizem que a água purifica, seria bom você e outros que seguem sua linha de raciocínio façam o mesmo, dizem que funciona. O grande escritor Paulo Coelho passou por essa experiência e saiu renovado, quem sabe não pode acontecer o mesmo com você!

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        Publicado por Everaldo | 14 de abril de 2017, 08:41
    • Primeiramente, lamentável.

      Não creio que o Lúcio tenha postado as propostas de campanha de Andreza como alguma explicação ao fato ou pedido de socorro. Homem inteligente demais para plantar essa ilusão. Mas sugeriu. Sua intenção talvez tenha sido mesmo criar polêmica; e conseguiu!

      Cara Paloma, você precisa tentar colocar os óculos de ver a vida sem o marxismo patológico. Suas posições às vezes demonstram que a Paloma real parece já ter sido engolida pela Paloma militante. Precisa pegar os “óculos de ver o mundo sem o marxismo” e reler realmente com cuidado o que você escreveu, recobrando a história toda, a realidade. E você foi tão preconceituosa quanto aqueles que comemoram a morte da moça.

      Quem disse que as famílias do centro estão isoladas em redomas e insensíveis com esse tipo de coisa? Quanto preconceito, minha cara! Você é de onde? Já botou os pés no bairro da Guanabara ou qualquer outro da periferia e violento de Belém? Você pareceu Marilena Chauí na Av. Paulista. A Paloma real já foi tão digerida pela Paloma militante, que talvez precise de terapia para fazer uma releitura de si própria e recuperar a noção da realidade. Perdoe-me a rudeza, mas você foi preconceituosa demais. Precisa de alguém que lhe cause algum efeito de resgate psicológico.

      Andreza vivia no mundo do crime. Teve o marido e pai de seus filhos morto pelo “tráfico”; ora, porque vivia no meio dele! Todos tinham passagem pela polícia, eram bandidos!!! Chegou a ser presa por convidar outros jovens para uma festa com drogas, “sem embaçamento”, lembra disso? Esse é o padrão de comportamento dos jovens que você acha correto? Andreza foi vítima da sociedade e não tinha a menor capacidade de se determinar? Era burra? É tudo culpa das famílias do centro e das autoridades? Mesmo com todos os meios de informação que existem, o jovem de periferia já ficou tão burro que não tem mais qualquer responsabilidade pelo resultado das próprias escolhas? Ora, quanto preconceito com as pessoas de periferia, minha cara. A maioria delas é de gente honesta, trabalhadora (como você mesma reconhece), que tem autonomia e dá um duro danado (como a gente do centro), mas você sugere culpa da “desigualdade social”? Quer dizer então que por serem pobres serão mais propensos ao crime e vítimas deles próprios? Desculpe-me, mas você foi preconceituosa até comigo, que passei uma parte da vida numa antiga periferia. Convivi com vizinhança que não prestava, mas nem por isso me tornei bandido. Fiz minhas escolhas, estudei e progredi na vida, em escolas públicas também, e com a ajuda de meus humildes familiares vindos do interior pra lá de pobre, sem nunca ter ninguém cogitando que a culpa de nossas mazelas e dificuldades era da gente do centro. Nós nunca fomos vítimas de nada senão de nós mesmos.

      Será que essas propostas da campanha de Andreza saíram mesmo da cabeça dela, uma menina de 21 anos e sem sequer o segundo grau à época? Não está claro que ela não passou de uma ‘mamulenga’ nas mãos do PCdoB? Não lhe parece claro que o partido (que apoia bandidos) tentou vender uma Andreza ilusória para puxar voto?

      Deixe de viver numa bolha, moça. Andreza fez escolhas erradas na vida e pegou caro por isso. Era perfeitamente previsível esse resultado. Ela trilhou seu próprio destino. Se pôs em situação de risco e a culpa é dela, de seus assassinos e de mais ninguém. Os mesmos que talvez um dia ponham uma arma na sua cabeça, no centro da cidade, para surrupiar-lhe um relés de um celular. A causa que você abraça só colabora para que os jovens de periferia tenham destino semelhante. Pense nisso.

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      Publicado por Paul Nan Bond | 14 de abril de 2017, 04:33
      • *bairro da Cabanagem

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        Publicado por Paul Nan Bond | 14 de abril de 2017, 06:48
      • Quanta bobagem escrita aqui, só existe drogas porque exista quem consuma.
        Não é Marx são os que tem dinheiro e alimentam esse crime.
        Não julgueis porque não sabes que podes passar por isso ou seus familiares, tudo pela incúria do poder público que não coube a contravencao inclusive de seus crimes.

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        Publicado por Altair Silva | 14 de abril de 2017, 07:54
      • Excelente comentário Paul!!!

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        Publicado por Sabino Junior | 14 de abril de 2017, 11:31
      • Eu não vivo em uma bolha, você não me conhece.
        E não é o senhor que vai provocar em mim nenhum resgate psicológico.
        A provocação à classe média paraense é intencional, pois ela faz parte, mesmo que passivamente, desse processo de desigualdade social que mata milhares de jovens periféricos nesse país.
        Ela pode ser mãe, bandida, boa nova, militante do PCDoB ou nada disso, a justiça no Brasil não prevê pena de morte. Então não entendo como é possível se defender a barbaridade do assassinato dessa moça sob o argumento do “ela mereceu”. Ela mereceu o que? Se o senhor estivesse de fato ao lado dá justiça e das leis nas quais acredita não falaria uma besteira dessas. Nesse país, ainda, não é legal a pena de morte, Andreza deveria ser julgada em um tribunal por seus atos, como ocorre com os filhos dá classe média.
        Eu trabalho com jovens com o a Andreza e sei muito bem, não abstratamente como a Chauí a quem o senhor me compara, dos problemas pelos quais elas passam, em um contexto social desmoronado, sem apoio do Estado, sem suporte educacional.
        É isso é tudo que eu tenho a dizer.

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        Publicado por Paloma Franca Amorim | 14 de abril de 2017, 11:57
      • Além de sua ação prática, Paloma é livre e profunda na sua literatura. Não é dogmática nem a transforma em catecismo político. É uma penetrante devassadora das almas humanas, tantas elas são, tão indecifráveis. Suas opiniões podem ser polêmicas e suscetíveis a contestação. Não a sua densidade humana, o seu valor como antena intelectual do nosso mundo vasto mundo.

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        Publicado por Lúcio Flávio Pinto | 14 de abril de 2017, 12:29
      • Altair Silva, isso é um argumento? Você já assistiu quantas vezes Tropa de Elite para argumentar assim? Por Deus, não dá nem para entender direito o que você escreveu, só que eu é que sou o bobo por aqui. Cuidado para não consumir muito aquilo que só existe porque tem quem consuma.

        Camarada Lúcio advogando para Paloma. Literatura profunda? Je-suis! “Penetrante devassadora das almas humanas”, ah, vai Lúcio, dá um sorrisinho aí, vai, eu sei que está dando… Paloma escreve bem, mas não tem repertório, é limitada pela mentalidade revolucionária. Seus textos são geralmente carregados de ressentimentos com a sociedade, até com a própria família! O Liberal está mesmo decadente. A moça não enxerga a realidade, só repete o mantra da desigualdade social como disco riscado de seu mundo de classe média que tanto odeia. Ninguém enxerga que esse papo de culpa da desigualdade social é de uma discriminação colossal com a gente pobre de periferia, contraditoriamente da qual Paloma não faz parte? Mas, claro, intoxicada pela ideia de revolução social nunca vai explicar sua parcela de contribuição como classe média na morte de Andreza. Ela não tem culpa alguma, ora, porque ajuda os pobres. Já eu e quem não concorda com ela somos uns “zés manés” que só trabalham e pagam imposto, e não nos importamos com os pobres nem com mais ninguém, insensíveis.

        Talvez porque nunca tenha existido de verdade uma Paloma real; veio ao mundo militante por “force de majure”, aquela cuja fraqueza humana de berço não pode resistir: família, escola e ideologia político-partidária.

        Antena intelectual? Pôxa, amigo, não força tanto assim. Veja o que essa moça me respondeu. Distorceu tudo o que eu disse. Atribuiu a mim a defesa da pena de morte, coisa que eu NÃO disse; apenas relatei os fatos, a realidade, respeitando a autonomia de Andreza em discernir o certo do errado e decidir sobre o caminho que podia dar à própria vida. Colocou essa mentirinha de que eu defendo a pena de morte no meio para atrair a simpatia dos leitores emotivos, para me pintar como o imoral aqui. O que é que é para dizer a uma pessoa dessas?

        Dizer que eu não estou do lado da justiça, que por mim Andreza mereceu morrer e que não sei que não existe pena de morte no Brasil, ao mesmo tempo sugerindo que o que aconteceu a ela foi uma pena de morte no sentido exato, e não um crime de homicídio que teve autores individuais dos quais não se sabe, é de uma desonestidade vergonhosa, uma ofensa. Mas “acuse-os do que você faz, chame-os do que você é”, não é mesmo?

        Pelo contrário: no início lamentei. Mas lamentaria muito mais se tivesse visto um indício de que Andreza se esforçava para mudar de vida e deixar de viver do crime. Apenas relatei as razões primárias que entendo para seu fim trágico, pondo-o frente ao preconceito reverso de Paloma. Diga aí, Paloma: qual a sua parcela de contribuição como antena intelectual da classe média?

        Vejam os leitores do blog, como sempre ocorre com esse tipo de fato, que essa moça de vida bandida Andreza não passou de um bichinho de estimação virtual da intelectualidade local. Aqui. O Lúcio sabe a provocação que faz. Mas acaba colocando os camaradas numa posição de alto risco. Será que para desmascarar essa gente?

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        Publicado por Paul Nan Bond | 14 de abril de 2017, 21:34
      • Meu jornalismo tenta servir informações relevantes para a avaliação do leitor e é provocativo de reações. Por isso, muitos dos títulos das matérias são interrogativos, terminando com um acento de interrogação. Confio em que o leitor irá além de mim. É o que mais desejo. Eles indo além de mim, eu os acompanharei. Aposto na Paloma como escritora. Tanto que prefaciei seu primeiro livro, que sairá agora em SP e depois em Belém. Paloma foi convidada para ser uma das jovens escritoras na Flip. A convite, já escreve para a Folha de S. Paulo.

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        Publicado por Lúcio Flávio Pinto | 14 de abril de 2017, 22:16
    • Já existe uma nota oficial do PCdoB. Informe-se antes de falar bobagens.

      O Partido Comunista do Brasil no Pará e em Belém vem a público se solidarizar com a família de Andreza Ariani Castro, a Srta. Andreza, cruelmente assassinada na noite de 13 de abril em Belém. É mais uma vítima da violência que toma conta de nosso Estado e de nossa capital.

      A sociedade não pode conviver com este clima de insegurança, intolerância e ódio, que vitima principalmente os mais pobres, que são expostos a todo tipo de privação de direitos e a todo tipo de violência. A nossa juventude, principalmente da periferia está entregue a violência e ao extermínio, seja do tráfico ou das milícias, que muitas vezes são associados.

      Exigimos imediata apuração a mais esse crime e punição aos responsáveis.

      Não ao extermínio de nossa juventude!
      Basta de violência e de assassinatos e chacinas pelas milícias!
      Solidariedade a família de Andreza!

      Jorge Panzera
      Presidente do PCdoB no Pará

      Aroldo Carneiro
      Presidente do PCdoB em Belém

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      Publicado por Guto | 14 de abril de 2017, 10:26
      • Guto,

        Que nota pobre essa do Partido. Não menciona a contribuicao que ela deu só partido ou a causa dos mais pobres. É uma nota genérica, daquelas escritas rapidamente para cumprir uma formalidade qualquer. O PC do B já fez coisa melhor no passado,

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        Publicado por José Silva | 14 de abril de 2017, 10:34
    • Propostas de campanha? Kkkkk

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      Publicado por Sabino Junior | 14 de abril de 2017, 11:28
  3. Essa hora já está no colo da capeta essa vagabunda

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    Publicado por Vingador (@sergiobas) | 14 de abril de 2017, 00:08
    • vai te converter em cristão, seu ateu, quem és tu para julgar os outros?
      vagabunda porque não e tua mãe, ou tua irmã, se nao tens nem um comentário inteligente , guarda tua ignorância para ti próprio..

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      Publicado por Liliane | 14 de abril de 2017, 11:51
      • Vou pedir aos leitores que evitem desviar esta excelente polêmica para a agressão pessoal. O tema exige de nós serenidade, lucidez, coragem de ver a verdade e anunciá-la. Cada um tem o direito de se expressar conforme pensa, sem se preocupar em saber se está certo ou de agradar. O episódio é triste, mas pode ser muito proveitoso e de alto interesse público.

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        Publicado por Lúcio Flávio Pinto | 14 de abril de 2017, 11:56
  4. Salve grande Lucio, aqui é o Vinicius ex-func da Cia Athletica. É sempre uma grande honra ta aqui no seu blog lendo informações de um ponto de vista expert no assunto.
    Sinceramente achei até duradouro esse momento de fama que ela obteve, difícil de acreditar mas sim; assim como todos jovens que tem sonhos, ela tinha. Só que modos de vidas diferentes. Obviamente isso iria acontecer.é lamentável o momento que Belém está passando com esse índice de violencia total.tornou-se corriqueiro abrir quaisquer jornal e ter estampado uma vitima de assassinado, tanto bandido como cidadao de bem.
    Só que fica a pergunta, sera que o PC do B vai prestar alguma nota sobre o acontecimento da candidata, ou só se aproveitaram dos 15mins de fama pra terem ela?
    Grande abraço meu velho, fique com deus e muitos sucessos

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    Publicado por vinniefk | 14 de abril de 2017, 04:27
  5. Que a nossa cidade é mal governada, tem infraestrutura precária e hoje é dominada pelas drogas todo mundo sabe. A morte da miça em questão, da mesma forma como vários outros e outras na última década, demonstram a fragilidade da sociedade local em se reunir e resolver os problemas por si própria. A nossa capacidade adaptativa para enfrentar novos problemas é muito reduzida, pois somos conservadores e preferimos sempre as mesmas pessoas e os mesmos caminhos. Não se iludam. Isso não é consequência de lutas de classes, etc, mas sim resultado das nossas próprias decisões coletivas associadas a uma falência sistêmica de toda a sociedade, cujos valores mais básicos de civilidade foram permanentemente erodidos.

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    Publicado por José Silva | 14 de abril de 2017, 09:29
  6. Com esta morte, vem à tona novamente um ponto nevrálgico há muito postergado/ignorado por nossa sociedade: a necessidade de se sociologar sobre sobre os malefícios das drogas no âmbito familiar. Nao estou aqui apaniguando a moça, todavia, ela foi mais vítima precoce(em todos os aspectos) do crime.

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    Publicado por Alberto Saliba | 14 de abril de 2017, 10:43
  7. Puro oportunismo tanto da senhorita Andreza como do PC do B. A primeira porque aproveitando-se de um momento efêmero de fama às custas da apologia às drogas e a outros comportamentos nocivos à sociedade. Pobre vítima do meio em que nasceu e foi criada. No entanto muitos jovens na mesma situação a dela conseguiram superar as adversidades da vida e se tornaram vencedores. O oportunismo do PC do B poderia dispensar comentários. No entanto é mais um partido oportunista que compôs a base aliada do governo mais corrupto da história da humanidade e que aproveitou-se da fama efêmera daquela jovem com o único fim de elevar o número de votos para a sua legenda. Sugestão: na próxima eleição vamos eleger para prefeito um candidato do PC do B para vermos a capacidade administrativa dele.

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    Publicado por Sabino Junior | 14 de abril de 2017, 10:54
  8. um dia desses essa vitima da sociedade foi pega vendendo drogas em mosqueiro e tatuou no braço um palhaço que simboliza matadora de policial

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    Publicado por Marco Antonio Saboia de Paiva | 14 de abril de 2017, 12:29
  9. Lucio,
    Estou chocada que você acolha neste blog anônimo que ofende moralmente uma mulher executada e sem que sua família venha reclamar o respeito a memória da mesma como já aconteceu anteriormente.

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    Publicado por marly silva | 14 de abril de 2017, 12:39
  10. Lamento mais uma vida que se foi, Deus nos nos deu como juiz da terra, somos vítimas de nossas próprias escolhas, e soma delas, ninguem nasce bandido.

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    Publicado por K n santos | 14 de abril de 2017, 13:59
  11. Andreza viveu e morreu na selva. Se o centro de Belém vive em guerra, o subúrbio vive guerra civil. Uma moça como ela, bonita e com uma personalidade que aceitou e viveu como uma belezura ali, sendo elogiada, foi vítima. Sem educação, sem porvir, sem trabalho, foi atraída por uma viva aparentemente colorida, onde homens a desejavam, festas sem fim e as drogas rolando. Se aproximou demais do fogo. Fez negócios com o tráfico, ela e o namorado. Pegou corda de quem não devia e até concorreu nas eleições. Estava seduzida por alguma fama naquela selva. Pensava em ser indestrutível. Como sempre ocorre, o marido devia estar devendo e foi assassinado. Agora, ela. Quem foi? Traficantes? A Milícia que é o Esquadrão da Morte, formado por policiais e certamente com total conhecimento dos chefes? Essa guerra todos estão se enfrentando e não se sabe quem é quem. Andreza era confiante de sua beleza, sua liderança diante dos homens, mas no fim não valeu nada disso. Uma pena. Tenho pena de mim, também, morador desta cidade.

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    Publicado por Edyr Augusto | 14 de abril de 2017, 14:13
  12. Acho que a vida de Srta. Andreza mereceria um belo romance de não ficção, ao estilo daquele de Truman Capote, o “A Sangue Frio”. Não digo isso para ironizar o acontecido. Nem para endeusá-la. Mas sim, para que essa história não passe em branco e vire letra morta nos acervos de hemerotecas públicas. Um romance realista, não ficcional, nos ajudaria hoje e futuramente a entender melhor a vida urbana contemporânea de Belém, o mundo dos jovens pobres, negros e mestiços dessa cidade subdesenvolvida, que se afunda num torvelinho de desesperança, vivido diariamente em toda a sua crueldade. Não se trataria de um estudo sociológico, mas sim de algo mais jornalístico mesmo, como Caco Barcelos fez no Rota 66. Conclamo os brilhantes escritores de nossa terra!

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    Publicado por Maurício Costa | 14 de abril de 2017, 14:42
  13. O mais triste d tudo pra mim, de perceber neste ocorrido, é sentir tristemente a frieza de muitos “seres humanos” se glorificando de variáveis maneiras, principalmente POR um exterminío… Pessoas sem noçao, o mesmo que se alegrar com uma suposta Guerra civil e/ou fria…
    Concordo que ela nao tinha estrutura alguma Para se candidatar nessas ultimas eleiçoes, pois nao havia nenhum ano que ela foi presa POR alguns crimes… Desde de que, PC do b tivesse proporcionado a completa estrutura Para isso, Como um preparo de uma pessoa pra trabalhar/ administrar,poderia SIM acontecer, MAs nao em curto prazo. Enfim, esse contexto, acho contraditório pela parte do partido, ja que, trata- se de um combate à violencia, à juventude… Tao contraditório Como esse trágico fato em um dia de hj(sexta Santa).
    Achei bem trabalhado o marketing que acrescentaram em cima da imagem dela, MAs sera que apenas isso resolveria tudo??? Se trata realmente da evoluçao do jovem?? Seja o q for, nao estou aqui Para julgar ninguém,nao me cabe! tambem nao sou partidaria. MAs sou cidada de uma Linda cidade, país e mundo, onde seus habitantes conscientes, somos nós HUMANOS.
    Que clamamos POR Segurança, educaçao, respeito, justiça, laser, saúde… O crime nao tem só em periferia, e na periferia nao encontramos só crime!!!
    Lidamos com seres humanos onde varias coisas precisam ser trabalhadas antes de qualquer decisao séria acima de imagens e tragedias.
    A Unica visao que tento ter nesse contexto é, grandes assuntos importantissimos em qualquer era e geraçao poderao ser discutidos em prol de uma soluçao: PROGRESSO DO JOVEM E POLITICA.
    Sao fatos bem complexo onde possamos neste momento ampliar nossa visao Para esse assunto… Já que, este assunto vem d tempos atras, MAs com foi com a senhorita andreza ficou visivel, devido sua imagem que era bastante pública… É important debatermos de forma humana! parece utopia nos Dias de hoje, MAs farei sonharei por um mundo melhor até o fim da minha Vida, o que aqui neste texto irei concluir.
    Vamos ser mais humanos, assim geraremos e resgataremos mais deles!!!
    Todos temos direito de errar e depois acertar, é da Vida!!! MAs nao e do dia pra noite que nos transformamos,nós seres humanos precisamos de cuidado, de saúde, educaçao, alimentaçaao… Precisamos de uma cadeia de coisas importantes e interligadas… Que nao se resolve do dia pra noite.somos um permanente trabalho dentro de si, aqui nao classifico raça, etnia,religiao, classe social… Aqui ressalto qualquer ser humano que é preparado e dedicado Para qualquer espécir de trabalho e profissao.

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    Publicado por Aline | 14 de abril de 2017, 20:34
  14. Pergunto-me se todas essas pessoas que estão julgando a Andreza e comemorando a morte dela por ter cometido algum crime e, por isso, colheu o que plantou, sabem ou tiveram acesso à ficha criminal dela para falarem com tanta propriedade.

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    Publicado por Denys | 14 de abril de 2017, 21:42
  15. Boa noite denys, em meu relato nao afirmo bem o que aconteceu nesse seu contexto da ficha criminal… Ate porq nao cabe a mim qualquer especie nessa vertente… Na realidade o que enfatizo, é justamente essa causa da frieza de ” comemorar” um exterminio… Com tantas pessoas com esse sentimento, em um mundo once ja estamos passando POR tantas transiçoes amplas e so mesmo tempo, tristes…é preocupante!

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    Publicado por Aline | 15 de abril de 2017, 00:47
    • Entendi bem a tua colocação. Só lancei mão da questão justamente porque percebi a facilidade que muitas pessoas têm em julgarem e fazerem juízo de valor de outras baseado majoritariamente em achismos pessoais (muitas vezes sem procurar sondar os fatos). Que fique claro que não estou defendendo ninguém, mas também não estou atacando. Penso que se o Brasil tem leis (mesmo que não funcionem corretamente) e que nelas não estão incluídas pena de morte, tal situação deveria ter outro fim.

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      Publicado por Denys | 16 de abril de 2017, 14:01
  16. Arena Romana…

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    Publicado por Luiz Mário | 15 de abril de 2017, 10:08
  17. É isso ai! Ela escolheu o lado ruim prá sobreviver ns terra, até que tinha um bomprojeto para a política. Mais ela esqueceu de trabalhar seu lado espiritual, se reformar mesmo como uma cristã verdadeira. É isto.

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    Publicado por Roberto | 15 de abril de 2017, 11:43
  18. Já foram tarde ela e o marido traficantes!

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    Publicado por Mac Dowel | 15 de abril de 2017, 12:35
  19. Parabéns ao Sr. Paul foi muito esclarecedora sua posição e comentários. Agora eu acho lamentável a morte dessa moça. O único crime até hoje atribuido a ela foi a incitação ao consumo de drogas, talvez devesse algum traficante.

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    Publicado por Eduardo Oliveira | 15 de abril de 2017, 23:22
  20. Ainda bem que moro no bairro da Pratinha. Ainda bem que trabalho com empreendedorismo social e com isso pude desenvolver meu discernimento e ter certeza de quem é vítima, delituoso e produto nessas narrativas. Viver na periferia tem suas vantagens, a principal é observar os fatos in loco, sem vislumbres teóricos ou religiosos.

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    Publicado por Ingrid Souza | 22 de abril de 2017, 02:01

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