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Imprensa

Eles são brancos…

O Repórter 70, na edição de ontem de O Liberal, informa que circula pelas redes sociais uma imagem da mansão de Helder Barbalho no condomínio fechado Lago Azul, que fica entre Belém e Ananindeua”. Junto, foi incluída uma fatura do consumo de energia elétrica do ano passado. Segundo a coluna, o valor do consumo seria de R$ 155,42.

O ministro da Integração Nacional ainda não se pronunciou a respeito. Se for verdade, é uma irregularidade. Se não for, é uma montagem. Em qualquer caso, é mais um capítulo da lavagem de roupa suja que virou cabo-de-guerra entre Maiorans e Barbalhos. Nela, vale tudo. Principalmente mentir.

O Repórter 70 teria que buscar algum fundamento para não parecer que eé o sujo falando do mal lavado. O principal executivo do grupo Liberal também se recusou, por longo tempo, a pagar a taxa condomínio da sua mansão no mesmo Lago Azul. Sua pretensão foi negada no julgamento de 1º grau, conforme o documento a seguir:

COMARCA DE ANANINDEUA – FÓRUM SECRETARIA DA 01ª VARA CÍVEL ANANINDEUA RESENHA 26 E 27/03/2009 @@PROCESSO: 0004533-81.2005.814.0006 Ação: Ordinária em 26/03/2009 Autor: Rômulo Maiorana (Adv. JORGE LUIZ BORBA COSTA), Réu: Condomínio Lago Azul(Adv. JOÃO EUDES DE CARVALHO NERI, GILBERTO SOUSA CORREA). Sentença: Ante o exposto, com fundamento no art. 9º da Lei 4.951/64, JULGO TOTALMENTE IMPROCEDENTE os pedidos do autor, para declarar a existência da pessoa jurídica do condomínio “Lago Azul” e a legalidade das taxas condominiais cobradas. Mantenho a decisão de fls. 285/288, a qual foi confirmada em sede de Agravo de Instrumento pela 2ª Câmara Cível Isolada, TJE/Pa (Acórdão de fls. 360/368). Em decorrência, determino que o autor deposite em conta vinculada a este juízo, o valor das taxas condominiais vencidas e vincendas, com os acréscimos legais, no prazo de 05 (cinco) dias, sob pena da multa diária de 1R$ 500,00 (quinhentos reais). Pela sucumbência, condeno o autor ao pagamento das custas processuais e honorários advocatícios, estes fixados em 20% sobre o valor da causa, no valor retificado para R$ 158.669,56 – certidão de fl. 507. Transitada em julgado e, após as formalidades de estilo, arquivem-se os autos. Publique-se. Registre-se. Intimemse. Ananindeua (PA), 26 de março de 2.009. OTÁVIO DOS SANTOS ALBUQUERQUE. Juiz de Direito da 1ª Vara Cível de Ananindeua.

A propósito, em novembro de 2014 publiquei neste blog o seguinte artigo, que mostra quem são os duelistas, a se valer dos seus meios de comunicação para impor os seus interesses particulares, manipulando a opinião pública:

O falso moralista

Romulo Maiorana Júnior assina um editorial publicado integralmente na primeira página da edição de hoje de O Liberal. Conclama o Pará a obrigar a Celpa “a melhorar seus serviços e a tratar seus consumidores com o respeito que merecem”.

Diz, com todas as letras, o que muitos gostariam de escrever. Que a Celpa faz com seus consumidores “o que não gosta de fazer com ela: furta”.

O furto mais frequente, responsável por quase metade das 4.662 reclamações protocoladas na Aneel (a agência federal reguladora de energia elétrica), consiste na leitura do consumo “sempre para cima” do consumo apontado nos seus medidores.

Quem lê desinformado o editorial fica com a impressão que o presidente executivo de Delta Publicidade, responsável pelo jornal, é um paladino da causa pública. Um desassombrado cidadão, que, cansado de tanto protestar, denunciar e clamar contra a concessionária estadual de energia, pede que ela seja punida por representar “um choque de ineficiência e deboche”.

O súbito espírito cívico é impulso episódico na constância de parceria ou mesmo cumplicidade do grupo Liberal com a Celpa, quando seus interesses individuais não são contrariados e a programação de anúncios é seguida à risca. Quando há algum atrito, que nada tem a ver com os interesses da sociedade. Romulo Jr. se transforma num titã da moralidade pública.
Pode ser o caso.

Em 2012 o leitor mais atento ficou sabendo que os principais devedores da Rede Celpa (a então concessionária, que entrou em colapso e foi sucedida pela Equatorial Energia) tinham um débito de 16,5 milhões de reais junto à empresa.

Os principais devedores eram a TV Liberal, afiliada da Rede Globo, com débito de R$ 4.618.978,39. Em seguida estava a Delta Publicidade, que edita O Liberal e o Amazônia , com R$ 2.943.969,48. O débito da Rádio Liberal era de R$ 479.856,07. Total do calote do grupo Liberal: em torno de R$ 7,5 milhões.

Havia ainda o vermelho da Fly Açai do Pará Indústria e Comércio de Alimentos e Bebidas, empresa que era de Romulo Maiorana Júnior e Ronaldo Maiorana (e ficou apenas com o segundo irmão), de R$ 1.112.245,39. Romulo Jr., enquanto pessoa física, não pagava sequer a conta de luz da sua mansão no residencial Lago Azul, em Ananindeua.

As empresas de comunicação do senador Jader Barbalho também tinham o seu “pendura”, proporcionalmente menor do que a corporação dos Maioranas. A TV RBA devia R$ 2.677. 382,50. O Diário do Pará, R$ 1.324.541,73. A Rádio Clube, R$ 292.497,53.

É de se perguntar: para ter autoridade moral nas críticas à Celpa, o grupo Liberal e Romulo Maiorana Júnior, em particular, já pagaram o que devem? Ou será que a catilinária é fruto de alguma cobrança do passivo a descoberto, que não é qualquer conta comum?

Havendo ou não esse curto-circuito na linha editorial de O Liberal, o conteúdo não merece ser digerido como coisa verdadeira pelo distinto leitor.

Em um dos seus questionamentos, Romulo Júnior indaga: “como se explica que sejamos chamados a pagar tarifas de energia elétrica astronômicas num Estado como o Pará, o Eldorado das hidrelétricas, sendo uma delas, ainda em construção, a maior do país?”.

Porque o governador do PSDB, Almir Gabriel, ao vender a Celpa na bacia das privatizações pelo preço decorativo de R$ 400 milhões, sapecou em compensação a maior alíquota de ICMS do país, de 25%. Quem compensaria os cofres públicos pela perda de receita na transação seria o consumidor/contribuinte (o ônus fiscal chega a um terço do valor da tarifa com a mordida adicional do Cofins e do PIS).

Na época, o grupo Liberal aplaudiu a ignomínia tucana, como continua a aplaudi-la, omitindo sua responsabilidade. Naturalmente, enquanto a publicidade oficial nos veículos de comunicação dos Maioranas continura risonha e franca, como sempre tem sido.

Como esquecer essa promiscuidade se martelam na consciência coletiva os R$ 40 milhões que a Funtelpa repassou à TV Liberal em uma década de “convênio” espúrio, através do qual a televisão dos Maioranas se servia da rede de estações retransmissoras da TV Cultura para veicular a sua própria programação comercial (e da TV Globo) pelo interior do Estado e ainda recebia por isso uma soma que dava para saldar toda a sua folha de pessoal?

O editorial assinado por Romulo Maiorana Júnior, escrito por um ghost-writer de aluguel, não merece o respeito dos seus leitores, ainda que também a Celpa não faça por recebê-lo. Crítico e criticado se equivalem.

Discussão

20 comentários sobre “Eles são brancos…

  1. Lúcio,

    Que racismo é esse? Desta forma você denigre a imagem dos brancos :).

    Deixando o humor de lado, tanto Barbalinho como RMJ não são diferentes de grande parte da população de Belém, que não gosta de pagar energia, água, imposto de renda, condomínio, imposto predial, taxas de transferência de imóveis, escola, ICMS, etc. A diferença entre eles e a população em geral é somente na magnitude do calote, que, no deles é milhares de vezes maior. Entretanto, no fundo, a ética de usar e não pagar é exatamente igual. Muito Triste!!!

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    Publicado por Jose Silva | 18 de abril de 2017, 19:26
    • Pelo menos esse é um dito do passado permitido (ou autorizado) pelos politicamente corretos. Se eles tivessem se antecipado no tempo, o Stanislaw Ponte Preta (e muitos outros escritores, artistas e intelectuais) teriam se dado mal.

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      Publicado por Lúcio Flávio Pinto | 18 de abril de 2017, 19:49
      • E como teriam se dado mal…estariam na cadeia hoje em dia.

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        Publicado por José Silva | 18 de abril de 2017, 20:37
      • Acho que essa turma aí é toda branca mesmo. Em todos os sentidos que a ironia pode encerrar.
        Quando falo de raça ou gênero não me sinto politicamente correta. Talvez um pouco chata, mas nunca politicamente correta…

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        Publicado por Paloma Franca Amorim | 18 de abril de 2017, 21:53
      • Acho que hpa certo exagero nessa separação dual extrema. Machado de Assis foi branco, assim como André Rebouças e José do Patrocínio, pioneiros na afirmação do negro no Brasil. Noel Rosa foi negro ou mulato, além de efêmero como um romântico (ou simbolista). Há compositor no Brasil mais feminino do que Chico? Falar de “branquiarquia”, o mais novo neologismo contido no cinto das mil e uma utilidades do debate pós-moderno, é um despautério no Brasil de hoje, como diria o Ponte Preta (e o Ponte Grande também).

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        Publicado por Lúcio Flávio Pinto | 19 de abril de 2017, 10:16
      • Não posso me alongar na discussão agora, mas o Machado de Assis era negro.
        A confusão é um dos índices que comprovam não ser um despautério discutir essas questões politicamente, pelo menos eu me dedico a elas como professora. Pudera, eu me incluo nos recortes minorizados e meus alunos também.
        É evidente que elas precisam estar associadas a um paradigma mais amplo, sóciopolítico, econômico, cultural, se não ficam esvaziadas, talvez isso dê a impressão de pós-modernidade no debate.

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        Publicado por Paloma Franca Amorim | 19 de abril de 2017, 10:35
      • O grande,e imenso Machado era negro, sim, Paloma, mas aquele de alma branca, o que não o impediu de poder ser considerado o maior escritor brasileiro.
        Tenho dedicado a minha vida a defender os desfavorecidos de qualquer gênero, condição social, humana, política, etc. Já é uma vida relativamente longa. Sem fugas. Temo tanto que essas pessoas percam aquilo a que têm direito como temo qualquer forma de dogmatismo e intolerância na discussão das mais graves questões brasileiras – e universais.

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        Publicado por Lúcio Flávio Pinto | 19 de abril de 2017, 11:58
      • Não entendo seu comentário. Não entendo porque dizer que homens negros eram brancos, ou que tinham “alma branca” (o que isso significa sociologicamente?)… Realmente é uma forma de pensar distante das bases teóricas e práticas as quais tenho me associado.
        Mas de resto, pensamos igual. Também me oponho às virulências e intolerâncias cerceando a liberdade da discussão e do senso crítico.

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        Publicado por Paloma Franca Amorim | 19 de abril de 2017, 16:26
      • Hopmens negros de alma branca, como Pelé no Brasil ou Sidney Poiter nos Estados Unidos. Que tomavam seu exemplo como prova de que era possível ascender na hierarquia social sem contestar o sistema dos brancos.

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        Publicado por Lúcio Flávio Pinto | 19 de abril de 2017, 16:50
      • Por isso que gosto da biologia. Pela biologia somos todos negros, pois os nossos ancestrais sairam da África a 60 mil anos atrás para colonizar o mundo. A cor da da pele diz pouco, pois há gente com pele negra na África, India, Austrália, etc. No Brasil, com exceção de alguns poucos, todo mundo é mestiço. Lembro de estudos genéticos em quilombos que mostraram que a frequência de genes na população local não diferente do que encontrado em qualquer cidade média brasileira, ou seja, até os quilombolas, isolados por séculos, tinham o seu pé na Europa.

        O Brasil é mestiço e ponto final. Tentar quebrar essa mestiçagem em grupos para justificar posições ideológicas or ganhar vantagens não tem sentido nem biológico e nem social. Além disso, é pouco produtivo para o estabelecimento de políticas sociais. A diferença social no Brasil é entre ricos e pobres e, aparentemente, pobreza não tem cor.

        Como eu falei, somos muito diferentes dos Estados Unidos. Lá o povo é diverso, mas não é mestiço, pois as “raças” não se misturavam. Para quem quiser ver países diversos mas não mestiços, seria bom passear na Guyana e Suriname, onde até os partidos são definidos por grupos étnicos.

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        Publicado por Jose Silva | 19 de abril de 2017, 17:27
      • Lúcio, eu comentei nesse post até de forma bem humorada, criticando a mim mesma, e muitas vezes a posição de pessoas que integram movimentos sociais pró-minorias, quando não paramos de bater na mesma tecla: classe, raça e gênero. E obviamente provoquei a questão do politicamente correto para ver como vocês se relacionavam com isso. Depois não entendi essa conversa, pra mim é tão absurdo falarmos de homens negros como brancos porque conseguiram se inserir que achei que estavas te confundindo, como todos podem em algum momento se confundir, até porque esses personagens que citaste foram historicamente embranquecidos o que torna a nossa percepção ainda mais difusa sobre sua raça.
        Por que debater isso é importante? Porque acho que só lidando com as diferenças assumidas poderemos mover nosso mundo para algum lugar de fato produtivo, apagar essas diferenças é uma forma de colocar um tapete sobre toda a sujeira que foram séculos de escravidão e milênios de objetificação da mulher. Então sim, eu acho importante o movimento negro se racializar (isso não é de hoje, pelo menos nos anos 10 já tinha movimentação de resistência nos EUA e no Brasil), e eu participo disso porque venho de uma família basicamente negra, pobre, minha mãe (como sabes) foi empregada doméstica antes de se tornar psicóloga.
        Então te convido, e a todos os teus leitores, a uma breve reflexão: vamos pensar quantas pessoas negras comentam nesse blog? Quantas mulheres negras (será que há muitas além de mim?)? E mesmo que essas pessoas existam, elas são maioria nesse espaço de debate intelectual? E nas universidades que são o celeiro de fóruns como esse, há tantos negros como brancos?
        Eu não entendo quando você diz que Machado era negro de alma branca. Ele não era. Nenhum negro tem alma branca, nem os oportunistas ou que ascenderam de classe como O.J Simpson ou Pelé.
        Enfim, achei que poderia contribuir com essa mensagem.
        Acho que se fui incapaz de entender teus comentários é porque estou pensando raça em uma outra chave, inclusive sob outras epistemologias. E do lado prático, entendo raça pelo viés do dominado, não do dominante. Isso é uma diferenciação, não me faz melhor ou pior que homens brancos, e também não faz dos homens brancos pessoas melhores ou piores que as mulheres negras.
        Abraços.

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        Publicado por Paloma Franca Amorim | 19 de abril de 2017, 17:42
      • Só para finalizar com duas histórias. Uma, com um gráfico dos Diários Associados de São Paulo com quem fiz boa amizade. Conversávamos na oficina ou numa lanchonete próxima, principalmente sobre Lima Barreto, que ambos admirávamos. Um dia, de manhã, estava eu tomando meu café quando ele chegou com uma saudação: tomando seu café, hein? E com pão e manteiga, respondi. Ele fechou a cara, foi embora e nunca mais conversou comigo. Entendi a atitude. Tomou a minha resposta humorada como manifestação de superioridade de branco. Mas ele não tinha cor para mim. Estava conversando com um igual. Ele tinha razão para essa prevenção armada como herança histórica. Mas não cabia naquele caso.
        Outro, este com um grande intelectual negro, o historiador Joel Rufino dos Santos. Morávamos juntos em SP, andávamos juntos, íamos juntos para o Rio, onde ele tinha família. Lá, me apresentou ao general Nelson Werneck Sodré, que morava em Botafogo, editor da Históiria Nova, que resultou em prisões e processos a partir de 1964, obrigando o Joel a adotar o nome de Pedro Ivo. Uma vez ele foi no banco requerer um talão de cheque. O gerente, sem dar maior atenção, lhe disse para mandar o patrão ir buscar o talonário. Só o dono podia receber. Joel explodiu.
        Podia citar exemplos e mais exemplos, inclusive no meu tempo de residente nos EUA, para tentar lhe provar que estou atento à questão. Sem esquecer o passado e purgar seus males, ainda vigentes, olhar para frente, embalado pelo patrimônio positivo que temos, não pelas terríveis diferenças e desníveis sociais do país.

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        Publicado por Lúcio Flávio Pinto | 19 de abril de 2017, 18:49
      • Paloma,

        A questão principal é identificar quem é negro e quem é branco em um país onde todo mundo é café com leite. Como isso é impossível do ponto de vista científico, a distinção tem pouco valor. Pode-se usar um conceito cultural onde as pessoas estão livres para se identificar com qualquer uma das culturas formadoras do país. Entretanto, mesmo essas culturas estão em permanente estado de fluxo e se misturando o tempo todo. Negar a nossa raiz mestiça é negar a nossa própria história.

        Saudações…

        Curtido por 1 pessoa

        Publicado por Jose Silva | 19 de abril de 2017, 19:05
      • Ok, faço minhas considerações finais. Não duvido de sua preocupação com o tema e a aprecio. Sei que tens uma imensa sensibilidade para essas e outras questões humanas, mas para alguns setores sociais é impossível olhar para o contexto de modo tão positivo. Quando se repetem violências cotidianas como, por exemplo, ser chamada de macaca no espaço de trabalho por crianças brancas de classe média de 4 anos de idade, ouvir aos treze anos de idade que meu cheiro atrapalhava os outros alunos, ou dentro da própria universidade ser considerada um pedaço de carne, a famosa mulata, sem nenhum potencial intelectual (e estou falando da USP, hein, onde os professores são muito bem informados sobre a questão racial) fica difícil não perceber o racismo de modo tão escancarado e não se proteger dele com atitudes iguais a do seu colega da gráfica.

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        Publicado por Paloma Franca Amorim | 19 de abril de 2017, 19:11
      • José,

        Compreendo e acolho sua percepção das coisas. Mas a raiz mestiça não é racial, é menos biológica do que cultural, inclusive. Caboclo não é raça. Pardo não é raça. Cafuzo não é raça. Mulata não é raça. Essas são formas de amenizar o elemento fenotípico e morfológico negros no corpo do brasileiro.
        Quando o racismo vem e me bate eu não tenho a proteção de dizer que meu bisavô era português pra me livrar dos males que essa atitude social (não apenas individual mas também institucional) gera. Entendes meu ponto de vista?
        Saudações.

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        Publicado por Paloma Franca Amorim | 19 de abril de 2017, 19:25
      • Entendo e aceito. Embora não partilhe inteiramente – não o seu ponto de vista – mas a sua interpretação de um fato que a ambos repugna: a discriminação, o preconceito, a intolerância e o absoluto das posições.

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        Publicado por Lúcio Flávio Pinto | 19 de abril de 2017, 21:14
      • Paloma,

        Discriminação tem pouco a ver com raça, até porque na nossa espécie não há raças. Discriminação existe contra diferentes. Se a pessoa é diferente dentro de um contexto cultural, ela pode ser discriminada. Nortistas discriminam sulistas. Sulistas discriminam nortistas. Ricos discriminam pobres. Pobres discriminam ricos. Belenenses discriminam manauaras. Manauaras discriminam belenenses. E por aí vai. Qual a melhor reação quando isso acontece? Ignorar ou usar a discriminação como motor para mostrar o seu valor.

        No caso da sua aluninha, você poderia aproveitar para dizer que todos somos macacos e que há inclusive macacos branquinhos iguais a ela (uacari, entre outros) ou lourinhos (mico-leão dourado). Ela poderia escolher qual macaco ela quer ser..pura aula de zoologia.

        No caso da USP….não precisa fazer nada, porque não tem jeito. Esta universidade já morreu (faliu financeiramente e moralmente) a muito tempo e alguém simplesmente esqueceu de apagar as luzes.

        Para terminar discriminação precisariamos superar as diferenças. Entretanto, isso é difícil, pois no fundo todo mundo gosta de ser mesmo tribal. Somos nós, os iguais, contra o mundo…

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        Publicado por José Silva | 20 de abril de 2017, 00:28
  2. O jornalista se engana quando diz que o ICMS sobre o valor da energia é de 25%. Na verdade, é de de 33,33%, pois o tributo incide sobre a energia somada com a incidência infinita do tributo sobre o próprio tributo.
    Dá para entender? não, porque se trata de um artifício da lógica hilária do autor Malba Tahan, que calculava o lucro de uma mercadoria por dentro e não por fora, incidindo sobre si mesmo para que seja efetivamente o percentual desejado. Exemplo: energia serviço vale R$100,00; tributo 25%, então valor da conta seria R$125,00? Errado. Na matemática de Malba Tahan e seguida pelos tributaristas brasileiros, um golpe desde a descoberta do pau-brasil, diferente do mundo, com uma alíquota de 25%, o valor do serviço seria 75% do valor total da conta. Logo, não poderia ser R$125,00 como qualquer mortal de países sérios calcularia: imposto mais taxa. O brasileiro calcula diferente: o valor do produto ou serviço é dividido pelo denominador (100-alíquota)/100. ou seja: valor total= $100/0,75 = R$133,33, além dos demais encargos incidentes.
    Justificam que 25% de 133,33 é igual a R$33,33, sendo o saldo, R$100,00, o valor do serviço, invertendo o cálculo a partir de um valor que já inclui o próprio imposto.
    Portanto, na verdade, pela lógica mundial a alíquota de ICMS é de 33.33% e não de 25% como imagina o jornalista e a maior parte dos contribuintes que não param para pensar nesse imposto sobre imposto.
    Isto permanece, porque a maioria dos advogados, economistas e juízes, fogem da matemática como o diabo foge da cruz.

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    Publicado por JAB Viana | 18 de abril de 2017, 22:54
  3. Corrupta elite?!

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    Publicado por Luiz Mário | 18 de abril de 2017, 23:28

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