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Cidades, Segurança pública

Dia de cão

O que há muito tempo se previa aconteceu hoje: um dia de cão na entrada e saída de Belém. Há pontos de bloqueio do trânsito nas vias principais e nas secundárias. Filas de carros parados se estendem por todas elas. Há desinformação e desespero. O dia acabou quando mal começava.

Os problemas começaram porque um cobrador de ônibus foi assassinado quando saía, de madrugada, da sua casa para o serviço. Não morreu trabalhando. Foi morto como vários cidadãos, todos os dias. O que recebem é apenas a exploração do seu fim violento nas páginas dos jornais.

Como os rodoviários são mais organizados, eles começaram a bloquear tudo, atravessando seus ônibus na pista. O objetivo é mesmo fazer a capital do Pará ficar parada, ao menos até que o governo do Estado ou a secretaria de segurança pública abram diálogo sobre a falta de segurança para quem trabalha no transporte público de passageiros de Belém. E em tudo mais.

Carros retidos expõem seus ocupantes, motoristas ou passageiros, à incerteza e ao risco de agressão. Começaram a circular boatos sobre arrastões na BR-316. Passageiros estariam sendo abordados ao descer dos ônibus e motoristas particulares dentro dos seus carros. Não há confirmação oficial a respeito – mas sobre esses temas o silêncio ou a inação oficial são a marca registrada.

O que está acontecendo confirma a incrível fragilidade numa área metropolitana com mais de 2 milhões de pessoas. No dia a dia elas acabam por se acomodar ao caos, alimentado pela inoperância do setor público. Num dia de ânimos encrespados, elas percebem ao menos uma metáfora: a da bomba da qual o pavio em chamas se aproxima. Um dia, a explosão será maior do que a acomodação de todos os dias.

Alguém pagará caro por isso.

Discussão

53 comentários sobre “Dia de cão

  1. Caro Lúcio,
    Sou um observador das cenas desta cidade entregue a própria sorte. Hoje somos uma caricatura de uma cidade outrora metrópole da Amazônia, Tenho, hoje vergonha de ser dizer que sou Belemense, e durante muito tempo resisti ao bordão “o ultimo que sair que apague a luz”.

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    Publicado por Sergio Guilherme Moraesde Souza | 20 de abril de 2017, 11:59
  2. Eu acho é pouco. Só causando problemas para todo mundo e chamando atenção de todos é que há possibilidades de mexer com a apatia e inércia do belenense.

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    Publicado por Jonathan | 20 de abril de 2017, 12:17
    • O problema é que se em todas as causas que consideram justas fecharem a BR e vias principais de Belém, quem perde é o próprio povo, a Metrópole, que perde as consultas e exames marcados com meses de antecedência, em postos e hospitais como o Ofir Loyola e Barros Barreto, Santa Casa e hospital de Clínicas; perdem viagens; perdem entrevistas de emprego e empregos que se extinguem, pois quem investe quebra e fecha o negócio, devido ao o cliente não chega e não consome, pois sofre com a imobilidade urbana; perdem as pessoas que se deslocam entre municípios e bairros distantes e a economia como um todo, ante mais gastos de combustíveis, energia e tempo, este então, irrecuperável, entre outros transtornos que vão de um mal estar, dor de barriga, infarto, AVC e até brigas entre cidadãos, pois alguns se revoltam e querem resolver a questão na violência, enquanto as autoridades permanecem mudas e tranquilas, com a reeleição ou sucessão asseguradas pelas doações de empreiteiras.
      Belém está falindo e muitos não veem essa realidade. Quem tem dinheiro está levando para outras cidades e até países.
      Hoje, dizem, a classe média já se prepara para migrar do problema em busca de soluções, que julga haver em outras bandas, como morar no exterior, com menos custo e mais qualidade de vida.
      Isso reprisa a migração da classe média quando deixou a escola pública e serviços públicos, como a saúde, preferindo pagar a escola particular, os planos privados e outras soluções caras mas que acreditam não estarem sujeitos a greves, aos arroubos de líderes de “causas justas” e seus sindicatos, deszelo e aborrecimentos com a burocracia e despreparo do atendimento. Com essas migrações, a qualidade do serviço público piora a cada dia, pois não atingem os formadores de opinião.
      Agora, esses problemas como atingem a todos e os governos não se interessam por soluções efetivas e estruturais, só paliativas, causam um temor pelo pior dos mundos e decisões emocionais, dentro daquela linha poética que diz:
      “é melhor partir lembrando, que ver tudo piorar.” (Edu Lobo)
      Borandá?

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      Publicado por JAB Viana | 21 de abril de 2017, 10:13
  3. E o secretário de segurança vem cinicamente na TV repetir o mesmo mantra de Jatene na campanha de 2014: “que não há nada a fazer porque o problema é nacional”. Ora, francamente. Será que eles acham que está escrito “idiota” na nossa testa? Já são várias as pesquisas que apontam Belém como uma das cidades mais violentas do Brasil e do mundo. Querer ignorar isso e dizer que a situação é a mesma em todo país é debochar da cara da população.

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    Publicado por Jonathan | 20 de abril de 2017, 12:24
  4. Concordo em todos os graus com a “INOPERÂNCIA DO SETOR PÚBLICO” agora vamos perguntar uma coisa, se o setor público não funciona para o povão que é a grande massa desses 2 milhões, como esses caras colocam tanta gente como DAS que também colocam os seus minis DAS(capachos que trabalham pelos chamados DAS que não fazem nada e só gastam o dinheiro dos nossos impostos com viagens pelo mundo) para trabalharem por eles, ou seus e suas amantes para encherem o bolso de grana, de onde vem essa grana? se para o básico nos hospitais, escolas, em tudo que é público nunca tem nada que preste, e quem deve observar isso (ministério público), acaba não observando como se não existisse? Como pode um TRE diplomar um prefeito que foi duas vezes cassado durante o pleito eleitoral e o pior por crime eleitoral e até agora não julga o caso deixando ele fazer o que quer? pow o cara vai na tv durante a campanha fala um monte de coisas e agora vai pra mesma televisão e diz que não vai cumprir e ninguém faz nada?? em que mundo nós estamos?? como pode SEFA, SEFIM entre outros fecharem micro empresas com multas absurdas fazendo pais de família passarem fome por que devem 500 reais de impostos e não fecharem empresas que devem milhões e milhões?? em que lugar estamos?? como pode bandidos andarem nas ruas assaltando o povo trabalhador em plena luz do dia armados até os dentes e o homem de bem não poder andar armado por que se for pego vai preso?? Meu Deus do céu onde vamos acabar??filho de governador ficando rico, amigos e parentes de prefeito ficando rico e o povão cada vez mais pobre! quem fiscaliza isso?? kd os juízes, desembargadores, procuradores (sei lá que cargo fiscaliza esse mundo em que vivemos)?? pois está tudo errado…tudo aí na cada do povo, na cara de todo mundo e ninguém faz nada em nada…pra mudar nada..o povão que se ferre cada vez mais.. me desculpe o desabafo oportuno, de um trabalhador que assiste todos os dias essas injustiças e como muitos não pode fazer nada.

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    Publicado por Marcos | 20 de abril de 2017, 12:40
  5. Quem sabe o caos nao crie o movimento de civilidade que todos esperam ver. Entretanto, duvido. Somos uma sociedade acomodada e acovardada que nao quer ter trabalho nem de selecionar direito os seus gestores e representantes politicos.

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    Publicado por Jose Silva | 20 de abril de 2017, 12:47
    • Difícil em um país repleto de torcedores políticos. Basta olhar os comentários para se ter uma ideia do panorama. “Esse protesto é de petistas, o outro é de coxinhas, a culpa é da classe média ou da esquerda”. Tudo se politiza hoje em dia.

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      Publicado por Jonathan | 22 de abril de 2017, 00:00
  6. E o povo tá cansado de falar de flores. Somos todos iguais bloqueando a BR ou näo.

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    Publicado por luck | 20 de abril de 2017, 14:10
  7. Nós, os cidadãos e contribuintes, pagamos e pagaremos a conta até o dia que a Capital falir, pois nada será feito a não ser uma promessa de aumentar as rondas e algum agrado e afagos aos líderes.
    Na verdade, como você falou ontem noutro artigo, estamos sem governo, em todos os níveis.
    No nível federal, a Cabanagem ainda está em aberto e continuamos colônia do Brasil.
    No nível Estadual, não temos governo, apenas um administrador de contas.
    No nível municipal, você já disse tudo.
    Quem mais sofre são os pobres, pois ninguém quer investir numa cidade onde o direito de ir e vir não é respeitado; nonde a imobilidade urbana é em tempo integral de domingo a domingo; onde a insegurança pública é a marca registrada e o custo de vida um dos maiores do Brasil.
    Restaurantes em Mosqueiro, na BR e ao longo da Augusto Montenegro estão falindo; sítios no entorno de Belém estão sendo vendidos a preços vis, devido assaltos e violência de assaltantes, invasores e marginais de todas as espécies; ninguém mais quer morar no Mosqueiro e em todo o interior do Estado, pois a violência está disseminada na maior parte do Estado, onde há dez anos as pessoas sonhavam passar férias, fins de semana e morar na aposentadoria. Agora, todos que não podem se mudar para longe do Pará, se encastelam, se defendem em pânico, com medo de tudo e de todos, algo que no século passado nem especulávamos.
    Mas o governo diz que faz o seu papel e as rondas passam, os cães ladram e os criminosos assaltam.

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    Publicado por JAB Viana | 20 de abril de 2017, 14:36
    • Jab,

      Voce tem toda a razao. So faltou mencionar que o governo que esta ai foi a populacao que elegeu. Nao foi imposto, foi eleito. Cada sociedade vive as consequencias das suas escolhas…

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      Publicado por Jose Silva | 20 de abril de 2017, 15:36
      • De fato a escolha é nossa, eleitores . Todavia, perante um quadro político que não se reforma, temos que escolher sempre entre a cruz ou a caldeirinha, o menos pior, como nas eleições passadas, devido ao alto valor econômico investido nas campanhas, financiadas por empreiteiras e grandes grupos, que “doam” recursos a quem lhes interessa. Desta forma, como eleger pessoas probas, competentes e com alta capacidade de pensar e de articular? Só um milagre conseguir ultrapassar os lobos da política, local e nacional. Aqui no Pará quase conseguiu-se com a eleição de 1994, mas logo essa esperança foi sufocada pelas forças do poder das oligarquias regionais e dos interesses econômicos, bem como da incapacidade de unir-se forças opostas em torno de ideais comuns.

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        Publicado por JAB Viana | 21 de abril de 2017, 00:23
  8. Hoje não queria deixar passar a pés pelo lugar. Haja violência.

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    Publicado por JAB Viana | 20 de abril de 2017, 14:39
  9. E está prometido para amanhã: fechamento da BR-316 em protesto contra o aterro sanitário em Marituba, obra dos gênios Zenaldo e Jatene.

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    Publicado por Jonathan | 20 de abril de 2017, 16:26
  10. “Vamos pra rua! Vamos pra rua!”, já ensinava o poeta…

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    Publicado por Luiz Mário | 20 de abril de 2017, 18:28
  11. A história se repete. A morte do cobrador em um assalto (sem relação com o exercício da profissão) foi apenas um pretexto para a demonstração de força do sindicato dos rodoviários, entidade ligada à CUT (PT), por ocasião da data-base da categoria, 01 de maio que se aproxima.
    Em 2014, aconteceu o mesmo, quando interditaram o centro da cidade, causando transtornos e sérios prejuízos à população.
    Vem mais por aí.

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    Publicado por Frederico Guerreiro | 21 de abril de 2017, 00:54
    • Caro Frederico, você foi cirúrgico! Quem não consegue ver a CAUSA IMEDIATA do problema está tergiversando; ou sabe mas é dissimulado, ou ignora por preguiça de ler, de estudar, ou mesmo má-fé ideológica de esquerda, essa doença mental, o mais provável.

      Não cabe eleger o governador, o prefeito (de que partido for), ou até mesmo os cidadãos belenenses como únicos culpados e merecedores DIRETOS do autoritarismo do SINDICATO; a não ser que se os culpe pela falta de autoridade com suas polícias e seus deveres de garantia dos preceitos constitucionais de defesa dos direitos do cidadão.

      Perceba que, hoje, a polícia estava lá, nos núcleos da manifestação, não para repelir a arbitrariedade e desobstruir as vias, mas para dar proteção ao movimento (como sempre acontece), sob o vergonhoso fundamento de que estava lá (de braços cruzados) para a “preservação da ordem”!!! Qual ordem? A do sindicato? Parece mais é que os governadores já estão com medo de mexer com essa gente. Aí você veria tudo ser invertido pela imprensa, resultando em mais poder político… ao sindicato. A população iria de lambuja acreditando em tudo, manipulada até os ossos. Lembra de Eldorado do Carajás? Não pode acontecer de novo, não é mesmo?

      Dito sindicato belenense é, de fato, ligado à CUT do PT, uma entidade autônoma cuja renda vem das cobranças compulsória dos próprios trabalhadores, mas sem qualquer fiscalização!!! A CUT e seus sindicatozinhos satélites como o de Belém (essa m* é um monopólio), por veto de Lula à lei que disciplinava a fiscalização das contas dessas “entidades”, se tornaram indevassáveis em suas contas. Quando esse indivíduo era presidente, vetou o projeto de lei que dava poderes ao TCU de fiscalizar as contas. E tome dinheiro do trabalhador e do governo, para fazer a festa dessa democracia de mentirinha que querem.

      A AGU de Lula se manifestou pela inconstitucionalidade do art. 6º do PL 1.990, de 2007, sob o fundamento de que se trata de entidades privadas! Logo, não cabe ao governo fiscalizar entidades privadas, e o preceito constitucional não foi regulamentado pela lei ordinária. Entendeu? Precisa desenhar mais? Foi um exemplar caso “do que me aproveita no privado”, “os fins justificam…”.

      O resultado foi o aparelhamento, é isso aí, a arbitrariedade, a intolerância, distorção dos fatos, oportunismo, inviabilização da vida urbana pelo SINDICATO.

      Hoje eu consegui passar pelo bloqueio, mas não sem antes ter um sindicalista padrão a autorizar minha passagem. Mas tive cancelado importantíssimo compromisso, com prejuízos incalculáveis! Quem deu a esse estúpido bandido o poder de me autorizar no meu direito de ir e vir e interditar minha vida, bem como ao de toda população? Pois é. Quem deu todo esse poder a eles foi exatamente essa mentalidade que não consegue enxergar a realidade.

      O Brasil é um carro ‘hamster’ sem motorista, rodando em círculos sempre à esquerda. O Brasil cansa. Belém mata de desgosto.

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      Publicado por Paul Nan Bond | 21 de abril de 2017, 02:32
  12. Os que ganham poder com o caos, querem mais caos, até nos levarem a caminhos que deságuam em mais caos, como na Síria, Turquia e Venezuela. Mas que tem gente que ganha com isto, tem sim. O povo é que não é, pois vejam os exemplos dos refugiados dos países dominados pelo caos no mundo. É isso que eles querem para nós.
    O direito de ir e vir é sagrado e se sobrepõe a causas corporativas.
    Há soluções que teriam mais efeito, como demonstração de luto nos ônibus, com bandeiras simbolizando a morte dos abatidos pela violência urbana. Outra forma de pressão era um apitasso pelas ruas e na frente de instituições que simbolizam a inércia do poder. Paralisações relâmpagos e demonstração na imprensa, dos problemas e das propostas de soluções.
    De ontem o que restou?
    Borandá?

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    Publicado por JAB Viana | 21 de abril de 2017, 10:35
  13. Então a solução para acabar com o caos de Belém do Pará é prender o Lula e extinguir a cut, os culpados pela situação atual da cidade.

    Aí a cidade voltará a ser o que foi um dia, antes do Lula e da cut existirem: um paraíso.

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    Publicado por Antônio Silva | 21 de abril de 2017, 12:53
    • Estão vendo como é?

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      Publicado por Paul Nan Bond | 21 de abril de 2017, 13:48
    • Era um bode cuja saída aliviaria as agonias na sala e amenizaria o arrependimento de 13 anos perdidos na esperança de se transformar o Brasil em um país sério e desenvolvido, como prometeram os vestais da competência e da honestidade, com suas bandeiras com estrelas vermelhas, foices e martelos, nas eleições ainda não fraudadas de 2002. Se estamos assim, a obra total são de séculos de abandono e más gestões. Mas, se o “Amigo” das empreiteiras houvesse cumprido sua palavra, registradas nos discursos de campanhas e carta aos “brasileiros” de 2002, estaríamos bem melhor. Pelo menos teríamos quebrado a corrente do círculo vicioso da miséria e da corrupção que sufocam o Brasil.
      Observe quando começou ficar impossível morar nas cercanias rurais de nossas grandes cidades; quando a violência aumentou em escalas geométricas; quando a saúde piorou e até a seleção foi desmoralizada aqui no Brasil, pelos alemães em 2014, envolto em escândalos de toda ordem? Nada mais funciona, a Petrobras está na UTI e não faliu porque cada contribuinte tem que pagar pelo rombo. Os Estados faliram, com a centralização dos impostos e dos rombos do tesouro para pagar empreiteiras, que pagavam as campanhas dos “Amigos” bolivarianos, no Brasil e no mundo. Políticas irresponsáveis aumentaram os rombos dos Estados, especialmente a dos aliados, como o Rio, o ES e RS, que foram na esteira da esperteza. Bom, melhor parar, pois daria uma tese a ser defendida em qualquer doutorado de ciências políticas e sociais.
      Os Governos dos Estados e Municípios são péssimos, em função de um sistema político que demandava reformas não feitas. De um judiciário que precisa ser modernizado e reformado em vários de seus salões. A produção, os serviços e a industria, precisavam de um choque de modernidade, de reforma tributária, agrária, da educação e da saúde, de infraestrutura.
      O sistema de segurança está obsoleto e inoperante, gigantesco e inútil, como tudo o mais neste País de espertezas, de coitadinhos, de jeitinhos, de sedativos para problemas, sem se investir na engenharia e curas que tanto precisamos.

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      Publicado por JAB Viana | 21 de abril de 2017, 15:06
    • Belém já estava afundando quando Lula assumiu a presidência da república e continuou afundando tanto quanto ele e a Dilma se foram. O Pará seguindo na mesma direção. O que significa que o rumo estrutural continuou a ser o mesmo e o discurso de mudança não se transformou em realidade.

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      Publicado por Lúcio Flávio Pinto | 22 de abril de 2017, 16:05
  14. Leio certos comentários raivosos , maçantes , e constato mais uma vez que a classe média paraense é muito reacionária mesmo . Arrogante e individualista , não se cansa de arrotar o seu ódio contra movimentos políticos de contestação e reivindicações populares .
    Sindicatos e manifestações classistas e populares, interdições de vias públicas , protestos contra medidas predatórias socialmente , que atentam contra conquistas históricas no campo do direito social , trabalhista e outros, existem em todo lugar civilizado . Na França , modelo de civilidade para esta mesma classe média que vive choramingando o seu ” direito de ir e vir ” acima de tudo e de todos , em 1995 , as centrais sindicais pararam todo o sistema de transporte , rodoviário e ferroviário . Pararam toda a mobilidade urbana e inter-regional do pais .Não foi apenas uma rua ou avenida de uma cidade e região , foi todo o sistema intermodal , para dizer não à invasão neoliberal que ameaçava o que se tinha de direitos conquistado .Centenas de milhares de franceses foram às ruas se solidarizar e protestar conjuntamente . Lá pode , lá é consciência politica , é reconhecimento de direitos ,,,é demonstração de altivez e dignidade de um povo , mas aqui é baderna, é confusão , é abuso …Arre!

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    Publicado por Marly Silva | 21 de abril de 2017, 15:06
    • Abuso é abuso em qualquer lugar. O uso incorreto, ilegítimo ou excessivo do poder é abuso em qualquer sociedade civilizada. Aqui ou na França.

      Quem mais sofreu com o abuso de ontem foram as pessoas mais humildes, que dependem do transporte público; não só aquela parcela da classe média que anda de carro. Gente humilde que morreu em ambulância que não pôde chegar ao Hospital Metropolitano. Gente pobre indignada a pé pelas ruas, por não conseguir chegar ao trabalho e a seus compromissos, assaltada em meio ao caos. Portanto, não pode haver dúvidas de que o movimento autoritário atingiu os mais pobres com muito mais vigor.

      Há muito o movimento sindicalista no Brasil já desbordou da defesa dos direitos dos trabalhadores, para figurar como organização para a persecução de objetivos de grupos políticos de pressão ao Estado. Os direitos dos sindicalizados jamais devem submeter o direito de liberdade de coletividade. Sua conotação ao direito de ir e vir rebaixou a liberdade do cidadão a um patamar inferior da escala de valores democráticos.

      Mas gente como você não aceita a realidade e fica mais indignada quando confrontada com a verdade. Por isso o ataque pessoal. Deve ser a síndrome de Marilena Chauí. Mas me recuso a ir para o lado pessoal e perguntar ao menos o que é “neoliberalismo” e para onde foi a liberdade individual do cidadão. A distorção viria com certeza, previsível demais. Portanto, a melhor defesa contra o tipo é deixar falar. Acaba se autoincriminando.

      Parabéns pela coragem de declarar apoio a esse tipo de manifestação. Os leitores (que são muitos e silenciosos) que julguem você.

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      Publicado por Paul Nan Bond | 21 de abril de 2017, 17:29
    • Não vi ninguém ofendendo nenhum movimento legítimo, que esteja levantando bandeiras sérias e com propostas honestas, não contaminados com dinheiros de campanha doados por empreiteiras. Esses merecem respeito.

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      Publicado por JAB Viana | 21 de abril de 2017, 18:38
    • Duvido os movimentos legítimos fecharem os Champs Elysees, a Quinta Avenida em Nova York. ou mesmo a Avenida Paulista em São Paulo, dia de semana, ou outra via importante de de mobilidade das grandes cidades do mundo democrático. Em Cuba e na Coreia do Norte, todos iriam ao paredão, sem perdão, se reclamassem algo de seus déspotas. Só em Belém isso é possível. Há algum registro de protestos desse tipo em Londres ou Moscou, ou mesmo nos países da América Latina?

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      Publicado por JAB Viana | 21 de abril de 2017, 23:46
  15. É um absurdo completo, pois só a greve de ônibus seu simples processo de paralisação afeta a população dele usuária dos ônibus. O único transporte coletivo regulamentado só a sua paralisação já afetava e muito a circulação. Apenas com ônibus parados as vans que depois saiam lotadas e com preços muito maiores. Caronas, táxis com uso coletivo, mototáxis, e os recentes e limitados Ubers não seguravam a demanda advinda com paralisação de ônibus.
    Mas o embargo da vias atravanca a circulação total das pessoas. Boatos se propagavam e diziam que iriam interditar além da Almirante Barroso, a Independência, Pedro Alvares Cabral e Augusto Montenegro. Talvez fosse um estimulo ao andar de bicicletas nas esquecidas ciclovias que o prefeito diz adorar andar.
    Já esperava casos como de assaltos e arrastões como esse fossem ocorrer em Belém durante algumas dessas paralisações com as pessoas presas no transito sem ter para onde ir. Em outros estados, durante protestos, coisas como essas já ocorriam.
    A quem defenda o supremo direito de protestar. Mas estranhamente esse protesto só ocorreu depois da morte de um cobrador, já fora do serviço. A violência já assola tantas pessoas, tantas chacinas, mas o protesto só ocorre pelos motoristas depois que morre um dos seus.
    Alguns dias atrás um taxista havia morrido durante se envolvendo um tiroteio de entre desavenças envolvendo seu passageiro e outro carro que o perseguia. O carro então colidiu próximo a conjunto Parque Verde crivado de balas. Violência que taxistas também estão sujeitos ao terem que aceitar diferentes corridas. Os companheiro do taxistas, apenas observavam e lamentavam aquela morte.
    A secretaria e segurança interpelada sobre dizia que negociava com o sindicato, falava, falava que iriam tentar acompanhar os ônibus com policiais nas vias mais perigosas, mas que eram muitos ônibus e muitos locais para os policiais estarem e não podiam estar em todos locais. Solução, solução pra violência ainda esperamos, cada vez mais perigosa.
    E feriado e fim de semana chegava e se desconfia, mais um protesto para atravancar as vias que naturalmente já ficam complicadas. Direito de protesto, é pra chamar atenção, alegam alguns.
    Diante da interdição da BR 316 a justiça federal anuncia a possibilidade de multa para qualquer pessoa que interditar a via federal, resolve em partes tudo isso. Se num dia de semana fecharam as diversas outras ruas como anunciaram já complicam bastante as coisas. O pessoal de Marituba, com o já conhecido protesto contra o lixão já eram avisados com tudo isso, não só com com oficiais, mas com policiais das mais diversas repartições.
    Coincidentemente no mesmo dia a cidade de Fortaleza também parava pelo mesmo motivo da violência. Esta em situação pior, não erram protestos, mas criminosos que causavam terror incendiando carros e ônibus, além de atirarem em delegacias e diversos departamentos públicos. As informações das causas ainda seriam desencontradas, mas seria briga entre facções criminosas e um pedido de transferência de presos de penitenciarias. Nada que se distancie tanto daqui, com facções poderosas ainda desconhecidas pela maioria e milicias agindo soltas.
    Ainda que seja um debate sobre mobilidade, circulação e o caos da cidade, temas importante e que o governo tem que saber como lidar temos que dialogar sobre diversos outros temas também. Enfim, ainda temos que falar da violência diária que assola a população aqui e lá e ninguém vê.

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    Publicado por Fabrício | 21 de abril de 2017, 15:26
  16. Falei do absurdo da paralisação tendo apenas a justificativa de uma morte. Discurso pequeno e que apenas paravam, mau pronunciavam ou debatiam sobre o tema. Todos foram pegos de surpresa e ninguém sabia o que havia, mal sabiam o que se passava, qual o motivo do protesto, paralisação, pedidos de reivindicação, propostas, com pouquíssima comunicação.
    Concordo em parte com a Marly sobre o protesto, mas quando a a ideia é bem difundida os argumentos são latentes diante dos fatos e se consegue um apoio da maioria. Uma maioria que legitime os protesto e consiga o apoio aos protestos, sabendo que paralisações são algo temporário e realizados para protestar por algo maior que se deseje.
    Como falei a comunicação deve ser bem feita. Assim como muitos também devem estar reclamando da violência, assim um protesto devendo ter um discurso firme, forte e comum. Mas não como este em que pega as pessoas de surpresa, os deixam desnorteados e apáticos diante da paralisação cozinhando dentro dos ônibus e do transito, sujeitos a violência.
    Só ver os de Marituba que quando perguntam para as pessoas sobre os protestos muitos apoiam e dão razão para as pessoas, claro que há pessoas com compromissos que também não gostam. Muitos se soubessem do que ocorreria evitaria compromissos que precisava perpassar pelo local. Mas mesmo protestos legítimos se continuarem atravancando a circulação de diversas pessoas por diversas vezes e atrapalhando as pessoas podem perder o apoio de quem é afetado e é acaba prejudicado por isso.
    Concordo também com o fato de que não sou estou aqui para defender ou acusar nenhum lado, colocando apenas minha visão subjetiva e meramente pessoal do que acontece. Mas me entristece essa visão raivosa, não sei se oportunista, que consegue ver ideologia em tudo, que mais do que análise, já julga e coloca todas as culpas vendo em tudo esquerda, esquerda, esquerda. E o mal está todo em um único mal que deve ser expurgado. E o inferno são os outros.

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    Publicado por Fabrício | 21 de abril de 2017, 15:50
  17. Companheiros e companheiras,

    Belém está falida. O que arrecada não paga nem um quarto dos péssimos serviços públicos que o município presta. Além disso, a cidade inchou como nunca e a arrecadação de impostos não aumentou na mesma proporção do aumento da população. Para resolver o problema ou se pega dinheiro emprestado ou a cidade começa a produzir de fato. Como dinheiro emprestado tá difícil dada a nossa baixa credibilidade, só resta produzir. O problema é que Belem nunca produziu na história. Sempre foi uma cidade atravessadora que cresceu com base no orçamento dos governos. Quem pode liderar uma mudança? Não sei..,Façam as suas apostas.

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    Publicado por José Silva | 21 de abril de 2017, 20:55
    • Belém está falida por má gestão e falta de planejamento, do urbano ao de seu desenvolvimento econômico e social. Falta-lhe mobilidade, saneamento, segurança, limpeza e ideias para aproveitar seus atributos, como o clima, os rios e praias, suas ilhas e florestas, a beleza de sua arquitetura antiga e atrair investimentos no turismo. Com uma orla gigantesca, não temos uma beira rio indo Guamá ao Outeiro, com marinas e estações hidroviárias, com serviços de ferryboats. Uma das poucas cousas que um contestado prefeito fez, a um custo altíssimo, foi o Portal, lá no Arsenal e início da Estrada Nova. Por que o atual não completou a obra fazendo a recuperação e desenvolvimento das áreas que vão do Mangal das Garças, obra de Almir Gabriel, até as 11 Janelas, passando pelo Porto do Sal e Carmo, revitalizando uma Região onde poderiam prosperar os negócios de turismo, cultura, transporte e mobilidade urbana, restaurantes, hotéis e lazer aquático, rendendo impostos de turismo e sobre negócios que proliferariam em um ambiente seguro e bonito?
      O Palacete Pinho foi reformado e abandonado, pois nada se fez em seu entorno, o Porto do Sal, onde poderiam prosperar os negócios já citados, além de um imenso espaço para a satisfação da sofrida população e estupefacção de turistas e visitantes.
      O clima nos permite desenvolvermos uma nova arquitetura moldada para extrair a energia solar e diminuir custos de operações de nossos prédios e estabelecimentos industriais e comerciais. Temos água corrente, por cima, por baixo e pelos lados e a única coisa que fazemos é sujá-la e ficarmos ilhados em nossos carros nas horas de chuvas e inundações frequentes, por falta de saneamento, de drenagem e planejamento do espaço urbano e aproveitamento dos recursos abundantes.
      Vivemos numa das cidades mais caras do Brasil e do mundo, com serviços de quinta categoria, por falta de imaginação, competência e ação de nossos governantes, que impõem suas candidaturas baseadas em apoios e patrocinadores desinteressados com o nosso destino, Dá para mudar: Dá, basta usarmos a inteligência e nos unirmos em torno de projetos e de ideias viáveis, sem antagonismos tolos, como o daquele prefeito que fez uma praça para não permitir uma solução para um espaço de Belém, ao invés de sentarem, discutirem até encontrar-se uma solução aos problemas que nos afligem.

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      Publicado por JAB Viana | 22 de abril de 2017, 00:13
      • Pois é Jab, mas a cada eleição a sociedade vai lá e escolhe os mesmos de sempre, inibindo qualquer mudança substancial na forma de gestão da cidade. Na verdade, nenhum candidato recente apresentou uma visão integrada para a cidade. O que sempre fizeram foi apresentar um conjunto desorganizado de propostas que simplesmente mantém o business-as-usual. Mesmo assim, a população, após longa reflexão, vai lá e vota nos mesmos. Não se pode culpar somente os políticos, pois o objetivo deles é apenas se eleger para se apropriar da máquina pública para fins privados. Se o que é oferecido como opção é ruim, é porque a população não mostrou nenhum interesse em mudar a realidade entre uma eleição e outra. Como sempre falo, todo mundo sabe quanto serão realizadas as eleições e quais são as regras do jogo para mudar a situação. O que acontece a cada quatro anos? Nada. No fundo somos iguais aos políticos que nos representam: falamos muito e fazemos muito pouco,

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        Publicado por José Silva | 22 de abril de 2017, 08:50
      • Esta Belém para a qual você oferece essas observações e sugestões inteligente e fundamentais virou miragem, oásis, utopia. A que temos é um monstrengo.

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        Publicado por Lúcio Flávio Pinto | 22 de abril de 2017, 16:18
  18. Uma coisa é certa: o Lula errou feio em 2008 quando afirmou que só haveria uma “marolinha” aqui no Brasil, após mais uma crise estrutural capitalista iniciada no EUA. Será que o Palocci vai abrir o bico contra o tal mercado financeiro?

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    Publicado por Luiz Mário | 21 de abril de 2017, 21:08
  19. Ele errou feito só em 2008?

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    Publicado por José Silva | 21 de abril de 2017, 22:39
  20. E acertou em cheio quando afirmou, em Paris, que todos os partidos do Brasil fazem caixa 2

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    Publicado por Luiz Mário | 22 de abril de 2017, 05:29
  21. Ou seja: para o certo ou errado, “o cara” aí está. Para o ódio da corrupta elite, que não suporta concorrentes.

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    Publicado por Luiz Mário | 22 de abril de 2017, 09:52
  22. Isso se tornou um caça às bruxas. A questão não é de quem é a culpa, mas sim como solucionar os problemas.

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    Publicado por Rafael | 22 de abril de 2017, 19:05
  23. Caro Rafael,

    Antes, entretanto, é preciso identificar e anular os elementos causadores do problema, tais como: corrupta elite, bandidos políticos profissionais e seus lacaios, sobretudo estes, que a todo custo insistem em fazer da meia-verdade o tapete para encobrir os crimes daqueles, por motivos óbvios.

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    Publicado por Luiz Mário | 22 de abril de 2017, 20:24
    • Então como fazer com que tudo isso resulte no povo elegendo alguém competente?

      Gostaria de sugerir uma resposta para a minha pergunta: primeiramente, é necessário que as pessoas competentes metam a cara na política para que elas possam ser eleitas.

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      Publicado por Rafael | 22 de abril de 2017, 21:59
      • Rafael,

        Você tem toda a razão? Quem é competente e honesto e quer se tornar administrador público para resolver problemas sociais?

        Posso te falar o seguinte. Quem já foi administrador público foge dessa função, pois praticamente não se pode fazer nada. O orçamento é limitado, os funcionários desmotivados e os clientes, a sociedade em geral, tem pouca paciência e pouco respeito para com as coisas públicas.

        Na situação que a cidade, o estado e o país estão hoje, não precisa apenas ser honesto e competente. É preciso ser um herói, com um espírito de dedicação a causa pública nunca antes vista na história desse país.

        Quem se candidata?

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        Publicado por José Silva | 22 de abril de 2017, 22:35
      • O que falas é tão verdadeiro que temos, sempre nas eleições, pessoas tentando se reeleger, sem falar na alta demanda por uma vaga nos concursos públicos. Muito verdadeiro.

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        Publicado por Rafael | 22 de abril de 2017, 23:14
      • São duas coisas diferentes.

        Uma é ser servidor público. Outra é ser administrador público. As pessoas querem ser servidoras públicas por causa do salário e da estabilidade no emprego. Enquanto o governo pagar mais do que o setor privado, sempre haverá muita concorrência para os empregos públicos. Em outros países, nenhum jovem quer ser servidor público, pois o salário é baixo comparado com o setor privado. Ser administrador público é diferente. O cara não consegue fazer nada porque tudo é lento e demorado e o sistema caótico. Além disso, se o subordinado errar uma conta badica na prestação de contas, o chefe pode responder por crime contra a lei de responsabilidade fiscal e pagar uma multa altíssima.

        Sobre o número de gente tentando se reeleger, isso é normal. Eu pensei que estávamos falando de gente competente e bem intencionada. De gente incompetente e mal-intecionada os atuais partidos estão cheios.

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        Publicado por José Silva | 23 de abril de 2017, 01:53
      • Sendo tudo lento e demorado e o sistema caótico, o que fazer para mudar essa situação?

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        Publicado por Rafael | 23 de abril de 2017, 01:59
      • Aqui vão algumas ideias..

        1. Parece que para combater o corrupção criou-se uma máquina extremamente burocrática e ineficiente. O resultado foi que ao invés de gerarmos menos corrupção, temos mais corrupção, tal como demonstrado pela LJ. Muita gente se apropria do servico público para criar dificuldades e vender facilidades, criando um mercado ilícito. Desta forma, primeiro passo: rever todos os processos administrativos no setor público para torná-los mais ágeis e eficientes.

        2. Tudo que é vendido ou feito pelo serviço público é pelo menos o dobro mais caro. Por exemplo, ao invés de pagar o preço do mercado em uma passagem aérea, o governo paga a tarifa cheia, que é geralmente três ou cinco vezes mais cara. Isso é considerado normal. Creio que daria para fazer o dobro de coisas se o dinheiro de investimento dos governos fosse usado sempre pagando preço de mercado. Segundo passo: rever o processo de compra de produtos e serviços pelo governo, para sempre obter o melhor preço.

        3. Estabilidade funcional mata a motivação do funcionário em prestar um bom serviço ao público e, principalmente, limita a capacidade dos governos em inovar e usar bem os recursos gastos com servidores. Isso é um gargalo enorme. Por exemplo, se um funcionário ruim ganha estabilidade, a sociedade terá que pagar durante 30 anos por esses serviços ruins, a não ser que o funcionário faça uma falta muito grave que o leve a exoneração. Terceiro passo: remover a estabilidade do servidor público, com exceção talvez de algumas carreiras de estado bem definidas. Ao invés disso, contratar via CLT. Criar mecanismos de promoção baseados na mérito para reconhecer aqueles verdadeiros funcionários públicos, ou seja, aqueles que vão prestam um serviço excepcional ao público.

        4. Extinguir câmara dos vereadores. Ao invés disso criar um conselho de representantes de bairrros ou distritos eleitos pelo povo, mas cuja função seria voluntária, talvez com direito a uma verba de representação para cada sessão que ela(ou ele) participasse. A função desse conselho seria basicamente trazer as demandas sociais, auxiliar o prefeito a definir as prioridades e, principalmente, cobrar a execução do que foi definido como prioridade.

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        Publicado por José Silva | 23 de abril de 2017, 08:57
      • As tuas propostas são ótimas. Obrigado por me responder!

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        Publicado por Rafael | 23 de abril de 2017, 13:00
      • Exatamente. Meter a mão na massa. Com a condição de quem era limpo antes volte a ser limpo depois. Moldando novas realidades na vida política brasileira.

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        Publicado por Lúcio Flávio Pinto | 24 de abril de 2017, 11:36
      • Uma solução intermediária para a câmera de vereadores seria o voto distrital. Desta forma, grupos de bairros elegeriam os seus representantes com base no conhecimento e capacidade de mudar as coisas nos seus distritos. Acho que a pressão e o nível de prestação de contas para a população aumentaria muito.

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        Publicado por Jose Silva | 24 de abril de 2017, 18:21
  24. Que tal a teórica soberania do povo, com abstenção total nas eleições até que a corrupta elite e seus representantes, os bandidos políticos profissionais, se desidratem e talvez sejam extintos?

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    Publicado por Luiz Mário | 22 de abril de 2017, 22:39

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