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Cidades, Cultura

A história na chapa quente (109)

A selvageria do arquiteto

(Artigo publicado no Jornal Pessoal 295, de dezembro de 2002)

Por sua arrogância e vaidade, o arquiteto Paulo Chaves Fernandes comprometeu, quando faltava apenas 10% da obra, um projeto de alto valor para a cidade: a restauração do Forte do Castelo, marco do nascimento de Belém.

Depois de dois anos em que o empreendimento avançou, aperfeiçoando a concepção original graças a uma atenta pesquisa no local, o que faltava era decidir se um muro, incorporado ao conjunto arquitetônico na metade do século XIX, deveria permanecer ou não.

Com o retardado debate ainda em curso, extravasando do diálogo administrativo para o confronto judicial, em parte por interferências políticas e vacilações administrativas (sem falar em jogo de pressões nos bastidores), o secretário de Cultura do Estado aproveitou-se de decisão intermediária favorável da justiça e encerrou de fato a controvérsia: colocou o muro abaixo.

Pensou que encerrou, é bem verdade: o mérito da questão ainda não foi decidido em último grau, nem judicial e nem administrativamente. Se o entendimento de uma das partes litigantes, a prefeitura de Belém e o Iphan (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional), que traz consigo o Ministério Público Federal, for o vitorioso, o ato de responsabilidade do secretário estadual estará caracterizado como criminoso. Ele poderá responder civil e criminalmente pelo que fez.

É bom que o venha a fazer. O procurador da república Ubiratan Cazetta desceu do seu alto posto para expressar, num artigo publicado em O Liberal do dia 10, a indignação do cidadão comum com o ato do arquiteto Paulo Chaves Fernandes.

A sociedade não delegou a ele – e nem mesmo lhe podia conceder essa delegação, por incabível – a prerrogativa de atropelar a legislação positiva sobre a matéria e as convenções nacionais e internacionais sobre os procedimentos de restauro. Muito menos para ignorar as competências administrativas alheias, destruindo um bem de inegável valor histórico e arquitetônico para a coletividade.

O fato consumado

O secretário agiu como um ditador ao comandar, na calada da noite, como gostam de dizer os cronistas policiais, a derrubada completa do muro erguido em 1869 como acréscimo ao antigo Forte do Presépio (da Feliz Lusitânia e do Castelo, na sucessão toponímica), iniciado em 1616, com a conquista do sítio pelos portugueses (à custa de muito sangue tupinambá).

O contencioso estava criado. A questão suscitada, suficientemente grave e profunda para merecer maior atenção, não estava ainda decidida. Qualquer ato antes de um pronunciamento final constitui um delito, quando nada por abuso de poder.

No mundo das pessoas civilizadas e responsáveis, esse era um motivo suficiente para acautelamento. Agindo como um déspota furioso, o secretário preferiu encerrar o debate pondo fim ao móvel da discussão, que era o próprio muro. Seu chefe, o governador, compareceu ao local do crime para referendar o ato com sua autoridade.

Ai de ti, Belém do Pará, entregue à jurisdição de dois sobas: o governador Almir Gabriel e o prefeito Edmilson Rodrigues. Que mesmo quando fazem o bem, fazem-no mal por se considerarem a própria personificação do bem (o mal são os outros, repetiriam, pervertendo a frase original de Sartre).

O projeto da Secretaria de Cultura para o forte e seu entorno é excelente. Ficaremos eternamente gratos à atual administração estadual por ter encarado o desafio que outras gestões ignoraram ou postergaram: a recuperação, para a municipalidade de Belém (o que se consumará quando os tempos se tornarem mais tolerantes) e o povo do Pará, do seu sítio de origem, vítima de apropriações ilegítimas e de descaracterizações cruéis.

Com tato, mas com firmeza, Paulo Chaves enfrentou a acomodação e o peso institucional para trocar a área com o Exército, que dela tomou conta e não foi bom administrador, aceitando ou promovendo a desfiguração do forte.

A muralha no caminho

De um formato convencional, o projeto evoluiu incorporando as mais modernas concepções de restauro em relação ao forte propriamente dito. Ao mesmo tempo, restabeleceu a composição primitiva da paisagem, combinando o ambiente do forte com o restante do conjunto arquitetônico secundário e, sobretudo, com a natureza do pequeno horto. Mas empacou na muralha, que, na metade do século XIX, deu à antiga fortificação a função de quartel militar (e, posteriormente, de clube militar, de área de lazer e de ponto comercial).

Como a história do forte nunca foi adequadamente reconstituída, o cerne da discórdia é sobre a possibilidade de retorno à feição primitiva da área, dos séculos XVII e XVIII, que poderia prescindir da muralha. Ou então pela absoluta conveniência de manter os testemunhos históricos que se foram acumulando e se prolongando no monumento, mesmo que à custa de reduzir o aproveitamento cênico (ou panorâmico). Para mim, a resposta satisfatória ainda está por ser dada.

Em tese, a segunda alternativa é a mais forte. Dou apenas um exemplo que vivenciei em Verona, minha cidade italiana favorita. Fui convidado à última hora para o casamento da filha de um senador socialista, de origem operária e católica. A solenidade foi na igreja de São Zenão. O tempo apresenta características de vários estilos, do românico ao barroco, passando pelo gótico.

Chega a ser até um tanto patético passar por um portal românico e ingressar numa nave gótica, mas os habitantes locais linchariam quem se atrevesse a reconstituir a igreja primitiva, românica, que se metamorfoseou ao longo dos séculos de construção e adorno, dando-lhe uma unidade que hoje só existe na memória, ainda que escrita, mas não mais no mundo dos vivos.

Depois da missa, os convidados foram comemorar o casório na antiga fortaleza da cidade, onde funciona o Círculo Militar, o mesmo tipo de clube que fez praça no nosso Castelo. Só que lá em Verona nada foi “adaptado” para as atividades do clube: almoçamos num local que oferecia todas as comodidades ao cidadão contemporâneo, sem, contudo, desnaturar seu estilo.

Aliás, em tamanho maior, esse exemplo de conciliação entre o funcionamento de uma cidade moderna e sua história é dado por Ferrara, a primeira cidade renascentista do mundo, que caminhou para sua feição atual sem passar por cima de sua base medieval. As três faces convivem diante dos olhos do visitante com uma harmonia de causar emoção.

A vontade do dono

Não podia ser assim na nossa Feliz Lusitânia? Devia ser assim. Mas podia não ser assim se o arquiteto Paulo Chaves, contrariando as convenções internacionais e os melhores exemplos, convencesse os cidadãos belenenses a apostar na heterodoxia, reconhecendo que o testemunho histórico, escrito ao longo do tempo, devia ceder lugar à recomposição da paisagem de origem, congelando a morfologia do sítio segundo suas origens.

Tal decisão, entretanto, por ser de extrema gravidade e lançar seus efeitos sobre as gerações futuras, requer reflexão, análise, tirocínio e responsabilidade. Não pode ser tomada a toque de caixa, mesmo que a caixa seja o bumbo do áulico do rei.

Já o ato de encerramento da discussão pela derrubada do muro foi uma sanha de moleque. Foi a realização do capricho de alguém que se considera acima de todos, inclusive das normas legais e das convenções.

Como destacou o procurador Ubiratan Cazetta, é preciso apurar a responsabilidade pelo ato e punir o infrator, se quisermos impedir que desse supino mau exemplo resulte o estímulo a novas transgressões, que causarão outros danos à história, à cultura e ao patrimônio da coletividade, além de fulminar a moral pública. O poder público precisa restabelecer o primado da legalidade na gestão do patrimônio arquitetônico da cidade.

A decisão sumária e unilateral do secretário causa indignação, revolta e tristeza. Paulo Chaves podia ter sacrificado o cronograma da obra e até a onerado financeiramente, podia ter sufocado a ânsia festiva de inauguração, da contemplação da própria obra como um reflexo da sua genialidade, para nos possibilitar um debate maduro e proveitoso sobre o conjunto da Feliz Lusitânia como referência para se abordar o restante do patrimônio arquitetônico de valor histórico desta cidade tão maltratada e saqueada.

O muro de 150 anos (idade considerável em nosso novo continente) pode representar uma intromissão militar indébita, uma mácula agregada espuriamente à edificação original. Mas aquela muralha de pedra e argamassa, de pedra ausente do sítio belenense, trazida da metrópole ou de algum outro lugar do país, é um marco do tempo, revela a mentalidade de uma determinada época, registra um ato de poder.

Para mim, ela dava um recado diferente da reação que sentia todas as vezes que, indo ver o Campidoglio de Michelangelo em Roma, tinha que passar diante daquela monumental insensatez levantada em honra de Vitório Emanuelle II. A diferença estava em que a este monumento faltava o estilo de época que havia na muralha em torno do fortim belenense.

O monumento italiano é um pastiche, ao mesmo tempo maneirista e kitsch. A muralha que Paulo Chaves pôs abaixo, como se estivesse destruindo o muro de Berlim, é, com toda a sua dicção autoritária, um testemunho de sua época. É história, portanto.

Paulo Chaves podia ter suspendido as obras finais da Feliz Lusitânia e se envolvido nas discussões técnicas que o episódio suscitou para tentar demonstrar que seu ponto de vista não só é o melhor, mas é também legal.

Sairia como legítimo vitorioso dessa batalha se nos convencesse de que apenas manter o pórtico da muralha e reduzi-la a uma mureta rés-o-chão seria um bom preço a pagar para usufruir o toque de gênio que ele deu ao projeto.

Precisaria nos convencer de que esse toque não foi um tanto distorcido por seu estilo maneirista, estilo que adota para dar a tudo o que faz uma marca bem pessoal, justificando o título de “o novo Landi”, que o governador lhe outorgou, talvez, num ato falho, querendo se referir a dândi.

Na criação do novo, o maneirismo é bem-vindo. Na restauração, pode ser desastroso. Obrigado a manter fielmente o que é dos outros, contemporâneos ou antecessores, o gênio pode se comportar como um macaco em loja de louça. Foi assim que se comportou o arquiteto Paulo Chaves Fernandes. No forte, na igreja de Santo Alexandre e no Teatro da Paz, ao arrematar um serviço de alta qualidade de restauração, acrescentou seu toque pessoal como a novidade, o sinete do gênio. Aí ficou o desastre.

Se ele tivesse cometido seu desvario em uma obra particular, nada a reclamar. O problema seria de seu cliente, como, aliás, tem sido sempre que ele executa um projeto, ignorando a concepção original e o compromisso financeiro – e o próprio cliente, que é quem paga a conta, e não tem direito nem de tossir. Mas ele gastou muito além do orçamento (18 milhões de reais de um erário que não é rico) e causou um dano irreversível.

Caso fique provado, seja no contencioso judicial como na análise técnica (enredada em um caminho tortuoso e reticente), que seu projeto representa uma agressão ao patrimônio histórico e artístico (nacional e municipal, já que o forte foi tombado pela União e pela PMB), não adiantará mais reconstruir a muralha, que foi ferida de morte na sua autenticidade. Restará apenas punir exemplarmente o responsável para que seu exemplo não cause ainda mais ruína.

Depois de termos enfrentado os inimigos declarados da cidade, Paulo Chaves, com seu gesto, estabeleceu um novo parâmetro na luta pelo bem de Belém: agora é preciso defendê-la dos seus declarados amigos. Muy amigos.

Discussão

11 comentários sobre “A história na chapa quente (109)

  1. o muro atrapalharia a visão da obra do PC, e ele queriaque aparecesse
    injustificável…

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    Publicado por pmelo | 24 de abril de 2017, 09:42
  2. Desculpe-me, mas aquele muro além de horroroso, para mim representava um obstáculo que tínhamos que transpor na infância e juventude, escondendo um espaço maravilhoso, que o dono nem via, com na canção de Chico. Foi na ditadura um muro da repressão e algo que escondia da população uma vista belíssima da baía e de parte do Ver-o-Peso e a beira rio de Belém. Por que esses que contestam essa porcaria de tijolos e comento, sem nenhuma arte, não contestaram ou cobram o retorno da cai d’água da Ó de Almeida, do Grande Hotel, do trem e de suas estações e tantas obras perdidas, como os largos de Nazaré e da Joaquim Nabuco, do bonde, coretos, dos postes de ferro da Cidade Velha e de toda as apartes que viveram o glamour da era da borracha, que sumiram de Belém. como a frota branca, os navios do SNAP e Enasa, de nossos igarapés e rios, aterrados. Credo, quantas perdas! Esse pessoal fala, mas não faz nada.

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    Publicado por JAB Viana | 24 de abril de 2017, 15:10
  3. Lúcio,

    Sendo pragmático, se ele conversasse muito, acho que a obra nunca teria acabado, não é verdade? O que aconteceu com essa história? O MP fez alguma coisa?

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    Publicado por Jose Silva | 24 de abril de 2017, 18:13
  4. Ainda vejo com desconfiança as modificações realizadas no Forte do Castelo, ainda que tenha gostado das pesquisas para organização do museu.
    Paulo é controverso. Boa parte das suas obras são belas, bonitas e marcantes, deixam a marca pessoal de PC Fernandes. Mas por vezes mexem nas estruturas e linhas originais. Suas obras são caras e feitas para um grupo seleto, ‘pra inglês ver’, um tanto elitistas.
    Sem falar na muito citada antiga Igreja de Santo Alexandre, hoje Museu de Arte Sacra, já bem descaracterizada e usada para eventos de requinte. Ou os eventos da Feira do Livro, já próxima, modificada por ele, em que livros por livros aparecem os da pior qualidade com diversos rescaldos, ou simplesmente sobras, e os altos valores do evento. Mas não concordo tanto uma vez que a feira tem programação ampla com grandes e algumas boas conferencias, para mim ainda uma marco de evento do estado.
    Lembro de ler no JP que Paulo havia perdido alguns poderes quando algumas atribuições da secretaria de cultura foram transferidas para pasta de Turismo. Muito de seus artigos são usados para fazer por movimentos contra o governo fazendo duras criticas a Chaves.
    Mesmo os Festivais como o Terruá Pará conseguiam o sucesso obtido patrocinando artistas comercialmente mais avaliados, já nitidamente conhecidos. Não a toa muitos grupos de artistas protestaram cobre a elitização deste festival, a falta de incentivo a pequenos artistas o o caráter popular da cultura. Assim como as grandes festivais de operas que quando eram populares, abertos ao grande público, envolviam grandes somas de dinheiro gastos, como a vinda de Fernando Meirelles, no JP denunciado. Quando não eram gratuitas tinham valores altos de ingresso.
    Outro imbróglio foi a tentativa de criar um instituto de culinária no local da Casa das 11 Janelas em um ato arbitrário e sem dialogo. Grupos de artistas protestaram que não queriam sair dali, querendo que ali se mantivesse o Museu. No local também funcionava o Boteco das 11 que sem o mal estar mal se formava e o restaurante já se via despejado dali.
    Ainda falando da Casa das Onze Janelas, que compõe o projeto Feliz Lusitânia, a casa projetada por Landi teve diversos usos ao longo dos anos que alteraram sua estrutura. Algumas fotos antigas remontando o antigo hospital militar que funcionava no local mostravam pináculos e uma fachada central, característico de um estilo italiano. Mas as plantas do projeto original não demonstravam tais adornos, que suscitam ter sido colocados posteriormente. Defensores das originalidade dos traços defendem que este foi uma dos trabalhos que Paulo restaurou retomando esses traços. O doutorado da professora Elna Trindade sobre Landi, ilustrado por Walter Pinto, comenta um pouco disso.
    Uma das obras com o nome de Paulo Chaves Fernandes hoje é mais uma na avenida de Nazaré. O Palacete Marques Braga, projetado por Filinto Santoro, em frente ao Palacete Faciola. A placa de reforma conta com o nome de Paulo como um dos responsáveis pela reforma.

    Algumas discussões arquitetura.
    Outra obra de Landi que muitos criticam, e até propõem por abaixo, são as torres posteriormente postas da Igreja de Sant’Ana, vai de cada um. Outra obra de Landi que depois de feita recebeu algumas criticas dos proprietário foi a da Casa Rosada de Landi, restaurada por Flávio Nassar.
    Controversas por controversas temos muitas reclamadas entre arquitetos das obras depois de feitas. Aqui muito se falou em obras postas a baixo, só lembrando o Palacete Cássio Reis e o a Rocinha Barão do Japurá derrubada pelo colégio Nazaré para confortavelmente construir uma quadra numa das avenidas mais valorizadas da cidade.
    A Barão do Japurá era uma casa tão bela, de rara arquitetura, um dos poucos pontos de Belém mostrados em uma exposição de Nova York. Mesmo o instituto de patrimônio e Ernesto Cruz reclamando sua importância, foi ao chão como a velha casa da avenida Nazaré, que também caiu no livro belém do Grão Pará.
    Recentemente tivemos uma casa projetada pelo arquiteto Roberto de La Rocque Soares, residencia Reinaldo Silva, na Avenida Conselheiro Furtado derrubada sob a anuência da prefeitura de Belém depois de recusar o tombamento. A casa era uma das poucas em estilo brutalismo, derivados do modernismo arquitetônicos que a cidade também é rica, com a presença das obras de Camilo Porto. Sob responsabilidade da construtora Sintese será construído mais um edifício no local da casa. Assim se vai nossa Belém.

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    Publicado por Fabrício | 25 de abril de 2017, 20:25
    • Obrigado pela excelente contribuição, Fabrício. Principalmente pela análise objetiva e criteriosa da obra do Paulo Chaves Fernandes. Para mim, a pedra de toque dessa obra é o maneirismo, que combina – nem sempre com equilíbrio – a restauração do original e a inovação que confere a marca pessoal do responsável – nem sempre tanto.

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      Publicado por Lúcio Flávio Pinto | 25 de abril de 2017, 21:58
    • Fui procurar as referencias a ‘Maneirismo’ na arquitetura e concordo exatamente com esse conceito tentado criar um estilo com uma marca própria unindo as características paisagísticas e estéticas. Vi a retirada de varias coisas belas simplesmente por que não faziam parte do original ou não ‘combinavam’ com o estilo como um todo, no detalhe na parte superior do forte era uma delas. Já ouvi dizer que o secretario mandou retirar da internet todas as fotos que apareciam o murro do forte para apagar de vez aquela memoria incomoda.
      Não há como negar que PC é um bom arquiteto e fez grandes obras em Belém, apesar de perder um pouco o espaço hoje, projetos faraônicos são um pouco mais difíceis hoje em dificuldade econômica.
      Há muitas historias com o nome do secretario de cultura do Pará. Acho que se houver algum livro fale de cultura ou arquitetura paraense contemporânea dificilmente se deixara de falar de Paulo Chaves Fernandes, cabendo a este um bom capitulo.
      Pedro Galvão, um dos presos pelo regime militar fala que conheceu Paulo quando começou a ditadura em 1964, sendo ele um dos jovens dos lenços brancos que invadiram o edifício da União Acadêmica do Estudantes e bradavam contra os comunistas. Ou da reportagem que falava da recepção de estudantes de arquitetura de outros estados, e que o secretario, fala, comentava, dava aulas sobre suas marcas e modificação. Ou sua acusação ao colega de profissão, o prefeito de Edmilson Rodrigues, de executar obras de 1,99. Enfim, sobre Chaves a discussão é longa, foi apenas mais umas coisas que lembrei.
      Ouvi que dizer que lá por Bragança vão construir um grande teatro, parece que tem os dedos de Paulo Chaves.
      Enfim. É muito que se falar. Acho que tu que já escreveu tanto sobre suas intervenções tem bastante o que falar da cultura paraense e principalmente muito que falar sobre todos estes casos que envolvem o nome do secretario.

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      Publicado por Fabrício | 15 de junho de 2017, 18:50
  5. Estupro da História.

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    Publicado por Luiz Mário | 26 de abril de 2017, 10:31

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