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Justiça, Polícia

A denúncia contra Gueiros Neto

Para o promotor Eduardo Cardoso de Souza, no exercício da promotoria do tribunal do júri, Hélio Gueiros Neto matou a sua esposa, Renata Cardim Lima por asfixia mecânica por sufocação direta. Daí denunciá-lo, no dia 19, ao juiz da 1ª vara do juizado da violência doméstica de Belém. O enquadramento foi no crime de feminicídio, “decorrente de violência doméstica e familiar e menosprezo à condição de mulher”.

A prova positiva do alegado homicídio qualificado é um laudo de peritos particulares contratados pela família de Renata, mas autorizados judicialmente a participar como assistentes técnicos da perícia. A necrópsia foi realizada pelo Instituto Médico Legal.

Do trabalho oficial o promotor utilizou na denúncia apenas um trecho, no qual os peritos do IML dizem não ter observado “rotura de aorta abdominal” no cadáver. Seria a confirmação indireta da conclusão dos peritos particulares de que Renata foi morta por sufocação, quando estava dormindo no quarto do casal, na madrugada de 27 de maio de 2015.

A partir dessa informação, a denúncia acolheu a tese de que o incidente no apartamento foi o desdobramento lógico do comportamento agressivo do marido, “com hostilidade, humilhação e coação psicológica” reiteradamente praticados contra a sua esposa, no curto relacionamento marital.

O assassinato estaria evidenciado em vários fatos: Gueiros Neto não ter recorrido ao pronto atendimento pela ambulância do Samu, não ter aberto a porta do apartamento quando o irmão de Renata subiu no prédio para atender a irmã, depois que sua mãe foi avisada por telefone por Gueiros. Ele já saía do apartamento carregando a mulher quando liberou o acesso.

Sustenta o promotor que Renata já chegou morta ao hospital da Unimed. O médico que a atendeu tentou reanimá-la – sem sucesso – por uns 15 minutos. Verificando que ela chegara morta ao hospital, encaminhou o cadáver para a perícia do IML. Mas no instituto teria sido feita uma simples verificação de óbito e não uma necrópsia médico-legal, executada posteriormente, através da exumação requerida à justiça pela família.

Se o juiz aceitar a denúncia, será iniciada a instrução do processo criminal, ao fim do qual, confirmada a versão do Ministério Público, Hélio Gueiros Neto será julgado pelo tribunal do júri, cabendo os recursos intermediários.

Discussão

3 comentários sobre “A denúncia contra Gueiros Neto

  1. Não entendi. O IML fez ou não fez a autópsia? Se não fez, então porque não faz logo outra e resolve de vez o problema? Mais um mistério para os anais da sociedade paraense.

    E, por sinal, onde está a Terezinha Gueiros? A mais visionária educadora que o Pará já teve. Pena que tudo o que ela fez de bom foi destruído pelos iluminados que a sucederam.

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    Publicado por Jose Silva | 27 de abril de 2017, 09:39
    • O IML fez já na fase da exumação, não quando recebeu o corpo para o atestado de óbito. Infelizmente, não tive ainda acesso aos autos para saber quem diz a verdade sobre o laudo oficial e a contestação dos assistentes técnicos privados. O governo devia ter instaurado um procedimento para verificar se procede a insinuação dos assistentes designados pelo juiz de conivência do IML com a família do marido. Está em questão o trabalho do órgão oficial competente.

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      Publicado por Lúcio Flávio Pinto | 27 de abril de 2017, 15:53
      • Isso é verdade. Pode sobrar para o IML se está situação não for totalmente esclarecida.

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        Publicado por José Silva | 27 de abril de 2017, 21:10

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