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Economia

Y. Yamada ressuscitará?

O faturamento do grupo Y. Yamada caiu de 1,3 bilhão de reais em 2015 para R$ 551 milhões no ano passado. No mesmo período, o lucro líquido, de quase R$ 2 milhões, se converteu em prejuízo de R$ 150 milhões. O patrimônio líquido, que era positivo em R$ 80 milhões, ficou negativado em R$ 71 milhões.

No balanço de 2016, divulgado nesta semana, os acionistas atribuem à “forte crise no comércio varejista” a “queda na lucratividade das operações da companhia com o incremento do endividamento operacional e financeiro”.

Mas assegura que Y. Yamada “vem adotando medidas que objetivam a recuperação do grau de lucratividade de suas operações, tendo a destacar a reestruturação operacional, visando a redução de custos fixos, o equacionamento do quadro funcional, a melhoria nos processos internos administrativos e operacionais”.

Na prática, encolher, reduzindo a rede de lojas, e concentrando no chamado “atacarejo”, o segmento que mais tem crescido no setor e que vem se expandindo bastante na região metropolitana de Belém.

Para impor essa nova diretriz, o principal executivo do grupo, Fernando Yamada, precisou enfrentar seus parentes na diretoria e, afinal, afastar o grupo liderado por seu tio, Hiroshi Yamada. A consolidação do projeto de Fernando deverá acontecer no sábado, quando a assembleia geral se reunirá para decidir os rumos do grupo.

Os acionistas terão que aprovar o balanço de 2016 ainda sem o relatório final de auditagem contratado com a Walter Heuer, do Rio de Janeiro. A auditora ainda está concluindo o trabalho, mas a companhia teve que antecipar a publicação das demonstrações contábeis para que elas possam ser aprovadas no sábado, 29, para a execução das ideias de Fernando.

A situação daquela que foi a maior empresa de varejo da região norte é dramaticamente difícil, agravada e precipitada pela morte do líder do grupo, Junichiro Yamada, que incendiou as divergências internas. A regularização administrativa, que será agora decidida, permitirá à Yamada ressurgir das cinzas? Esta é a questão.

Discussão

4 comentários sobre “Y. Yamada ressuscitará?

  1. O prejuízo é enorme. Sei não se a empresa recupera a credibilidade junto aos fornecedores. Lúcio, tá bem difícil mesmo. Uma pergunta. Quem são esses acionistas? A empresa era pública?

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    Publicado por José Silva | 27 de abril de 2017, 21:09
  2. Lamento que um grupo local esteja nessa situação, especialmente por seus empregados e clientes. Infelizmente vaidades e brigas internas em uma empresa familiar geralmente levam à insolvência, com todos os prejuízos decorrentes.
    Triste Belém, que pode perder suas referências comerciais, assim como a Visão, Big Bem, Belém Importados e outras menores, em dificuldades.
    Só falta mesmo o glorioso Clube do Remo falir. Aí será o fim! Vou para o Canadá!

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    Publicado por JAB Viana | 28 de abril de 2017, 06:35

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