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Política

Eleição: incerteza cresce

Num confronto direto com o político mais carismático do país, o petista Lula, o juiz federal Sérgio Moro, que nunca foi político nem está filiado a um partido, o derrotaria no 2º turno por 42% a 40% dos votos. Como a pesquisa da Datafolha, responsável por esse dado, admite margem de erro de 2%, haveria uma possibilidade ainda de Lula vencer, diante do empate técnico. Mas ele teria muito mais dificuldades de superar pela margem de erro a ex-ministra Marina Silva, do Rede, que lhe imporia 41% a 38% na simulação do 2º turno.

João Dória, que apenas completou 120 dias do seu primeiro mandato eletivo, como prefeito de São Paulo, é – em seguida – o possível candidato à presidência da república que poderia impedir o retorno de Lula ao cargo pela terceira vez, lhe conferindo o recorde em eleições diretas e o segundo mais longo exercício, abaixo apenas de Getúlio (que ficou no poder por 18 anos, mas só eleito para cumprir três anos, o restante como efeito de movimento revolucionário e golpe de Estado).

Ainda mal conhecido fora do sul do país, Dória teria 32% dos votos contra a legenda nacional do PT, que ficaria com seus 42%, na borda do máximo que a pesquisa Datafolha lhe atribui. O deputado federal Jair Bolsonaro, mais conhecida, obteria 31% e Lula, 43%.

Na pesquisa espontânea para o 1º turno, quando nenhum nome é apresentado ao entrevistado pelo pesquisador, Lula tem 16% das intenções de voto, em primeiro lugar. Na estimulada, alcança 31%, ainda à frente de todos. No entanto, sua rejeição, na perigosa faixa de 45%, só é menor do que a de Michel Temer, rejeitado por 64% dos entrevistados.

João Doria é o mais citado dentre os possíveis candidatos do PSDB, com 9% das intenções de voto. Mas ainda é pouco conhecido e seu índice de rejeição é baixo, de apenas 16% de rejeição. Hoje, seria o candidato tucano à presidência. Uma inversão surpreendente em elação ao quadro recente, de vários nomes poderosos do partido, fustigados pela Lava-Jato (ao contrário do que previam os descrentes na ação).

O capitão e deputado Jair Bolsonaro ocupou o 2º lugar em um cenário estimulado de 1º turno, empatado tecnicamente com Marina Silva (14% a 15%).  Quase dobrando em relação às aferições anteriores. Sua rejeição, de 23%, é praticamente metade da de Lula.

A nova pesquisa Datafolha foi a primeira realizada após a divulgação dos vídeos da delação dos executivos e empresários da Odebrecht e a intensificação das manifestações em defesa de Lula. Mostra que a eleição do próximo ano continua indefinida. Mas o futuro não será nada risonho e franco.

Discussão

11 comentários sobre “Eleição: incerteza cresce

  1. “Alea jacta est” ?

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    Publicado por Luiz Mário | 1 de maio de 2017, 20:27
  2. Seria bom a Marina ganhar. Ela combina todos os elementos necessários para fazer um governo de coalizão nacional visando resgatar o país da divisão profunda que se encontra. Qualquer outro candidato iria dividir mais o país. Espero que os eleitores nao se deixem enganar pelas mentiras que os petistas inventaram sobre a Marina na última eleição.

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    Publicado por José Silva | 1 de maio de 2017, 22:28
  3. Não dá para entender pesquisas contendo Lula. Alguém realmente acredita que ele irá concorrer, acossado do jeito que está? Sem Lula, Matina é a favorita, mas os resultados dependem muito do desempenho durante as campanhas.

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    Publicado por Jonathan | 2 de maio de 2017, 00:27
    • Corrigindo: Marina.

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      Publicado por Jonathan | 2 de maio de 2017, 00:28
    • Até lá muita coisa vai acontecer. Lula está apenas marcando posição para o Ciro, o coronel do sertão. Lula sabe que não consegue mais se eleger. Quando chegar na véspera, ele vai dizer que o Ciro é o seu sucessor. PSDB está perdido. Sua esperança se restringe ao Dória, mas o PT fará de tudo para queimar o Dória até lá. Ele que fique esperto pois tudo o que ele fizer será usado contra ele. A máquina de moer Marina do PT entrará em ação brevemente. Os terroristas das redes sociais começarão em breve a divulgar mentiras para queimar a candidata. Conseguiram o objetivo na última eleição. Não sei se conseguirão desta vez. Apesar do crescimento, o Jair não passará para o segundo turno. Mais do que nunca, a população precisa ficar esperta. Repetir os mesmos erros de antes significa condenar o país a mais 4 ou 8 anos de decadência.

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      Publicado por José Silva | 2 de maio de 2017, 08:40
      • As hordas do PT não serão as únicas preocupações de Marina. Lembre que em 2014 o PSDB era o principal beneficiado com a queda de Marina – Aécio quase que não passa para o segundo turno. Os fãs de Bolsonaro, que dedicam a ele uma fidelidade para fascista nenhum botar defeito, também devem atacar em massa a candidata da Rede.

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        Publicado por Jonathan | 2 de maio de 2017, 22:26
  4. A situação é crítica, pois, além de não termos candidatos capazes de conduzir o Brasil rumo ao portal do desenvolvimento, as pessoas continuam apostando em políticos que já provaram que não enxergam, não sabem e só pensam em poder. Melhor voltasse a monarquia, já que os reis e suas cortes continuam nos sonhos dos eleitores.

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    Publicado por JAB Viana | 2 de maio de 2017, 06:16
  5. Viva as redes sociais que podem mostrar, em tempo real, a arquitetura da corrupção….

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    Publicado por Luiz Mário | 2 de maio de 2017, 11:15
  6. Ou seria a sociologia?!

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    Publicado por Luiz Mário | 2 de maio de 2017, 18:01

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