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Imprensa, Política

Greve em debate

Meu artigo “Menos grito e mais trabalho” provocou polêmica no Facebook. Trago-o para cá como incentivo ao prosseguimento desse debate, tão necessário. Reproduzo o artigo para contextualizar a discussão.

ARTIGO

A mais importante e mais grave notícia do dia não se originou nas manifestações de protesto realizadas hoje em todo país contra as reformas trabalhista e da previdência social. Foi o crescimento do desemprego no Brasil, medido pelos órgãos oficiais.

A fila dos excluídos da economia chegou a 14,2 milhões de cidadãos, taxa de 13,7%. A uma média simples de três dependentes per capita, seriam quase 50 milhões de pessoas (um quarto de toda população) atiradas à rua da amargura. É o maior volume de desempregados da história nacional.

A combinação dos dois fatores devia produzir um resultado explosivo: drenar para os protestos coletivos o combustível do desemprego, numa mistura de raiva, indignação e revolta. Mas as manifestações ficaram aquém do que seus organizadores esperavam. Talvez não tenham os resultados pretendidos: de sustar a tramitação e a aprovação das duas iniciativas do governo Michel Temer.

Quem sabe essa frustração se deva a que a reação é a componentes de futuro da condição trabalhista: pensão, aposentadoria, regulação jurídica da relação entre o capital e o trabalho – e do que o brasileiro mais precise neste momento é ter onde trabalhar para conseguir seu sustento e o dos seus dependentes.

O efeito mais evidente das manifestações de hoje foi impedir que cidadãos com emprego ativo chegassem aos seus locais de trabalho. O empenho demonstrado é comovente. Só os dogmáticos e fanáticos não conseguirão perceber o esforço de milhões de homens e mulheres comuns de chegar de qualquer maneira ao ponto da realização dos seus compromissos e tarefas cotidianos.

Impedidos de seguir, eles se expõem a ter o ponto cortado, a não obter os ganhos extras que só o exercício dos seus cargos permite ou deixar de realizar alguma tarefa que deveria ter sido cumprida ontem. A conjunção dos dramas pessoais com os seus efeitos coletivos resulta em um dia de déficit numa economia que precisa trabalhar cada vez mais para encontrar, pela via de criação de riquezas através do trabalho, a solução mais positiva e saudável para a crise brasileira.

Se a já complicada luta pela sobrevivência não estivesse delimitada, sujeita ou condicionada por esse monstro chamado disputa política pelo poder, busca da hegemonia e exploração do patrimônio público, seria menos difícil encontrar uma maneira de conduzir o país para longe do precipício do qual se avizinha. Mas até a racionalidade na busca por respostas está sendo bloqueada por pressupostos políticos ou ideológicos.

Se as manifestações de hoje fossem concebidas e programadas considerando a situação real do país, os manifestantes podiam se concentrar em pontos estratégicos da cidade, preparar o ambiente adequado para um enorme comício, selecionando pessoas capazes de orientar os participantes do ato para tomar as decisões mais bem informados.

Produziriam melhor impacto político do que bloqueando ruas, estradas, pontos de embarque e equivalentes, cujo resultado é parar as cidades, interromper a circulação, impedir as pessoas de cumprir suas obrigações. Aquele que deveria ser o destinatário da iniciativa se torna o maior prejudicado por ela.

A principal restrição à reforma da previdência social tem um tamanho homérico. Enquanto o governo se alarma por sangrias no erário de dezenas de bilhões de reais para cobrir o déficit previdenciário crescente, que vai exaurir o caixa nos próximos anos, os críticos dizem que se a receita destinada à previdência não fosse desviada para outros fins, o saldo atual seria de R$ 28 bilhões.

Logo, a reforma proposta para estancar a hemorragia e tirar o governo de um déficit fiscal crônico, voragem que tritura a riqueza nacional, é balela, conversa para boi dormir, mistificação. Há a questão real do envelhecimento acelerado da população brasileira, que conspira contra o equilíbrio nas contas de dever e haver da previdência, mas o governo Temer é ilegítimo – sustentam os que o negam.

Por que não deixar momentaneamente de lado essa questão jurídico-política, sem esquecê-la jamais, e partir para uma discussão técnica mais ampla? O legislativo poderia até contratar, através de projeto de lei e concorrência pública, uma auditagem internacional independente para definir em números os impasses elementares dessa polêmica.

A definição legitimidade viria em seguida. Os petistas podem ter razão de colocar acima de tudo o afastamento de Temer da presidência e a preservação de Lula para 2018. Mas eles não podem impedir que se propaguem os dados sobre os governos, os do PT, que mais desviaram recursos de fundos de pensão, do tesouro nacional e de outras fontes com outra serventia para criar bilionários e multinacionais brasileiras, resultando no maior esquema de corrupção já revelado em toda história, daqui e de qualquer outro lugar do planeta.

Como as mais recentes manifestações públicas, pró ou contra, a de hoje seguiu-lhes a tendência declinante, apesar de convocada por todas as centrais sindicais, um olho no cliente e outro na preservação desse nojento imposto sindical, inspiração fascista, travestida de democrática, para atrelar ao Estado a direção sindical.

Se faltou gente nos atos de protesto de hoje para que a voz das ruas soasse soberana e impressionante, restou um murmúrio uníssono nos pontos de ônibus, nas estações de trem, nas ruas desertas. O povo brasileiro quer trabalhar. Só pelo trabalho o país irá se recuperar. E o que mais falta a cada dia é ele: o trabalho.

DEBATE

Marcelo Pinheiro Paiva Coxinhas x mortadelas é igual Remo x Paysandu. Nunca vão se aceitar. Ideologia e sectarismo não combinam com sensatez. Uma CLT de 1943 é claro que precisa de reformas. Dilma e Temer tinham (e têm) esse consenso, mas a velha arenga política ñ deixam a maioria enxergar a realidade.

Lúcio Flávio Pinto Assim, o mundo continuará a se dividir entre gregos e troianos (a metáfora da mortadela e coxinhas é de uma pobreza terrível). No entanto, ele é feito de muito mais tons e semitons. Por isso, exige mais da inteligência do que o decoreba de um catecismo político, tão nocivo quanto qualquer outro dogmatismo.

Flávia Souza Quem já foi admirador dos escritos de Lúcio Flávio Pinto se decepciona muito lendo esses posts… Quem o abduziu?

Lúcio Flávio Pinto Diga, Flávia, se divergir é se vender.

Luiza Bastos “Menos grito, mais trabalho”? “O efeito mais evidente das manifestações de hoje foi impedir que cidadãos com emprego ativo chegassem aos seus locais de trabalho”? “O legislativo poderia até contratar, através de projeto de lei e concorrência pública, uma auditagem internacional independente para definir em números os impasses elementares dessa polêmica”? Bem… ainda em estado de choque, ao ler tanto senso comum, inesperadamente, pensei até em questionar se o legislativo citado é o mesmo que temos; se as manifestações no país foram acompanhadas só pela imprensa; se a “polêmica” é considerada como uma questão apenas técnica, não política, ideológica…? Mas, sinceramente, melhor não. Quando o pano cai e a cena é clara não há mais necessidade de questionamentos. Por outro lado, essa ideia de “comício” foi a mesma das Centrais, no Rio – um showmício, na Cinelândia. A PM foi lá e quebrou tudo, do mesmo jeito que fez com os servidores e suas famílias no ato da Alerj, porque essa era a cena da PM e seus caveirões. As centrais sindicais vendidas, de showmício em showmício; os políticos e empresários corruptos – dentro e fora do governo, incensados pela imprensa marrom, nos trazem até aqui, aos gritos. Eu faço parte dos desempregados do Brasil e fui à manifestação na Alerj, onde a PM covardemente acabou com um ato pacífico, onde havia inclusive idosos e crianças e te digo: se não nos ouvem por bem vão ouvir nossos gritos. E eles são por respeito, por trabalho, por justiça social, contra a corrupção, a reforma da previdência, especialmente esta, feita por um legislativo corrupto, orquestrado por um presidente com 94% de rejeição. E isto não é uma mera “questão jurídico-política”.

Lúcio Flávio Pinto Marx é o inspirador principal do pensamento de esquerda. Ao final da vida, ele observou sobre o desvirtuamento das suas complexas ideias pelos supostos agentes catequéticos da revolução: se isso é marxismo, então não sou marxista. Negar a dialética dos contrários, produzida na intensidade do pensamento entre todas as hipóteses em teste, é afirmar um pensamento mecânico, determinista, anti-histórico. Nele, de um lado os certos, os justos. Do outro, o que não presta. Assim é fácil julgar. Impossível, nesse caso, é entender o que se julga.

Francisco Barbosa Texto irrepreensível, Lúcio Flávio! Parabéns pela lucidez da sua análise! Alguns não se conformam com a decepção que os atormenta desde que o partido que chegou para trazer a ética, trouxe apenas corrupção e incompetência.

Lúcio Flávio Pinto Obrigado, Francisco.

Alessandro Pena Muito bom 👍🏼

Lúcio Flávio Pinto Obrigado, Alessandro.

Valcir Santos Ou seja, é isso que o Governo Temer defende: mais trabalho, menos protestos, menos direitos, menos aposentados e mais precarização, of course.

Moisés Pereira da Silva Irreconhecível. Aparentemente você emburreceu.

Lúcio Flávio Pinto – Quem emburreceu, professor das aparências?

Cosme Alexandre Para variar parabéns pelo texto. VC é 10.

Lúcio Flávio Pinto Obrigado, Cosme.

Paulo Bico Rocha – DORIA.KKKKKKKKKKK

Discussão

21 comentários sobre “Greve em debate

  1. Que tal supor que, sob a ditadura da corrupção, consolidada pela sociologia da corrupção, para lidar com a corrupta elite que detém o poder – e não apenas o mandato eleitoral -, é de extrema necessidade aderia às regras da corrupção para, quem sabe, tentar desconstruí-la? Algo como o cavalo de Tróia, guardas as devidas distâncias no que diz respeito aos objetivos vislumbrados?

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    Publicado por Luiz Mário | 1 de maio de 2017, 10:35
  2. Lógico que quem pensa não pode ser contrário a manifestações legítimas e até ilegítimas, desde que dentro da Lei e do respeito aos direitos dos demais.
    Porém, observa-se que não há por parte dos mobilizadores para o confronto, nenhuma ideia de buscar o diálogo, um grande duelo de propostas em rede nacional de televisão, com medidas para reverter o processo de avalanche sobre o emprego que vitima mais de 14 milhões de brasileiros.
    Apenas apregoam que serão perdidos os direitos conquistados durante a primeira metade do século passado e usam essa bandeira para atear fogo, numa visível manobra de inviabilizar qualquer chance de o atual governo tampão apresentar algum sucesso, preferindo-se a terra arrasada para serem esquecidos os erros do passado, atribuindo-os aos “golpistas”, limpando a ficha do grande “Amigo” e seu partido de estrelas, para conquistarem a volta nos ombros de 20 milhões de desempregados sem direitos.
    Proteste-se mas se proponha alternativas. Parabenizem o fim do imposto sindical e o fortalecimento dos sindicatos, que a reforma trabalhista traz, mas com a responsabilidade de ser competente e vigilante, de conquistar o público alvo, seu cliente o trabalhador e o desempregado.
    O que os sindicatos fizeram nestes últimos 20 anos para conter o desemprego? Se uniram e trouxeram propostas?
    A reforma pode não estar boa, mas que é necessária é, precisando de boas ideias para melhorar. Talvez haja uma inversão de prioridade: as reformas tributárias e política deveriam estar prontas antes ou junto com as em voga.
    Mas o diálogo é o que pode ser feito de melhor para todos.

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    Publicado por JAB Viana | 1 de maio de 2017, 14:19
    • Uma pequena história pessoal para ilustrar como as coisas funcionam de fato:

      Uma vez eu estava em uma reunião no sindicato dos professores de escolas públicas do DF. O presidente tinha demitido cerca de cinco funcionários do sindicato. Um dos diretores, então, perguntou ao presidente qual a razão da demissão dos funcionários, já que todos tinham anos de casa e comportamento exemplar. O Presidente respondeu:
      — Estes funcionários, por causa dos anos de serviço, estão custando muito caro para o sindicato e eles não produzem mais como antes.
      Então o diretor respondeu:
      — E de imaginar que a nossa luta toda foi justamente para evitar que o governo do DF usasse em nossa categoria os mesmos critérios que você usou para demitir os funcionários do sindicato.

      Em resumo: você quer conhecer realmente uma pessoa, basta concedê-la um pouquinho só de poder. Você ficará abismado com o que acontecerá.

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      Publicado por Jose Silva | 1 de maio de 2017, 15:03
  3. Interessante: o FGTS, imposto pelo Governo goela abaixo nos anos 60, hoje é um direito pétreo do trabalhador. Não foi obra de nenhuma luta, pelo menos que eu saiba, mas que houve muita reação houve. Bem que o jornalista e historiador empedernido, como diria o Edgar Augusto, poderia nos brindar com o cenário e qual foi a receptividade desse direito nos anos 60.

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    Publicado por JAB Viana | 1 de maio de 2017, 14:39
  4. Quem suporta perder algo?

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    Publicado por Luiz Mário | 1 de maio de 2017, 20:16
  5. A rede globo de televisão acaba de informar no seu horário nobre :

    Nas manifestações de rua do 1o. de maio em Paris , houve confronto , conflitos , black blocs mascarados que lançaram coquitel molotov contra a policia …que revidou com bombas de gás lacrimogênio . Na Alemanha houve manifestações de jovens ativistas de movimentos radicais anti-capitalistas …. Mas não houve . na linguagem dos jornalistas , baderna , vandalismo, vândalos , confusão , bagunça !
    É isso aí. Primeiro mundo merece tratamento vip do jornalismo brasileiro , ainda que os trabalhadores , os jovens ativistas , manifestantes e lideranças sindicalistas estejam nas ruas de Belém , São Paulo, Paris ou de Berlim pelas mesmas causas sociais .Como aliás no mundo inteiro globalizado pelas mazelas do grande capital .

    Bizarro , não ?

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    Publicado por Marly Silva | 1 de maio de 2017, 21:12
    • O primeiro de maio, em toda a Europa, é caracterizado por grandes manifestações. Muitas das quais violentas. Os extremistas dos dois lados vão para as ruas colocar o stress para fora. Há brigas entre os grupos e briga com a polícia. Isso é tradição. A polícia já está acostumada e sabe muito bem o que esperar. No final do dia vão todos bêbados para casa e na manhã seguinte continuam a levar a vida boa que somente o capitalismo embalado pela sócio-democracia é capaz de oferecer. Assim a vida continua…

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      Publicado por José Silva | 1 de maio de 2017, 21:39
  6. Me parece que o texto subliminarnente sugere, talvez por falta de coragem, que as reformas as quais a greve tenta combater tem alguma qualidade técnica para geração de emprego. Que não se trata puramente de precarizar as condições de trabalho para diminuir custos de produção. A diminuição de custos de produção sempre tem objetivo de aumentar lucro, nunca de gerar empregos. Se há uma origem bem clara da crise dr produtividade brasileira, seguindo até o fim a trilha dr migalhas essa origem está no capital financeiro especulativo que concentra absurdamente a renda sem gerar um mísero emprego. O ataque aos direitos trabalhistas é simplesmente jogar tudo no ombro do mais fraco. A greve trata disso. Demonstrar força. PEC de teto de gastos e reforma da previdência são desviam os recursos da área social para os rentistas, a indústria e comércio tiram sua casquinha com a reforma trabalhista. O trabalhador está por sua conta, greve sim.

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    Publicado por walfredosouza | 1 de maio de 2017, 23:31
    • A falta e coragem nunca foi minha característica. Só sugiro quando acho o tema inconcluso ou as informações insuficientes para uma definiçãpo clara, que costumo faer. A reforma da previdência ou a reforma trabalhista são tão necessárias quanto a política. Se as coisas não mudarem, continuaremos a afundar. Mas que reformas queremos? Esta é a questão. Num problema cujo valor varia entre 28 bilhões de reais positivos e 150 bilhões negativos, na versão de alguns críticos e na do governo, é preciso o máximo de rigor nos fatos para a mais correta conclusão. Foi o que escrevi.
      Quanto aos bancos e ao capital financeiro, você terá muitos artigos a respeito neste blog e no Jornal Pessoal.

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      Publicado por Lúcio Flávio Pinto | 2 de maio de 2017, 06:14
      • Se há coragem, falta clareza na opinião em relação as reformas. Elas são boas ou não? A teoria dd geração de emprego é válida ou não. Porque daqui há alguns dias será uma realidade, estará totalmente aprovada e os trabalhadores terão que lidar com ela. No seu artigo a crítica ao movimento de greve é corajoso mas a opinião em relação as reformas é nebulosa.

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        Publicado por walfredosouza | 2 de maio de 2017, 06:51
      • Pensava que até os meus maiores inimigos aceitavam que nunca me faltou coragem para escrever o que escrevo há mais de meio século (eles se irritam e me agridem justamente por isso). Não falou também no artigo criticado. Uma questão cuja avaliação monetária varia entre 28 bilhões de reais positivos, segundo os críticos, e R$ 150 bilhões negativos, de acordo com o governo, precisa de um preliminar acerto de contas. Não tenho dúvida da necessidade de reformas como a previdenciária, a trabalhista, a política. Sem elas, o país subirá a ladeira e depois retrocederá. Nunca chegará ao topo, que é a retomada de um crescimento capaz de dar ao menos a oportunidade de melhor trabalho, maior renda e mais justa condição social. Quais reformas?
        Sobre a política, já dei minha opinião. A previdenciária tem que buscar a atualização demográfica dos benefícios e o seu custeio. A trabalhista, enfrentar o passado corporativo e de inspiração fascista da CLT sem deixar o trabalhador desprotegido. Há pontos que aprovo na reforma, como a idade mínima, e outros que não aceito, como o inexorável tempo de contribuição.
        A palavra dos organizadores da manifestação é rejeitar tudo, in limine, como dizem os advogados. Isso me parece o uso de bandeiras para interesses ocultos, políticos principalmente. Não tenho dúvida que as centrais estavam de olho, principalmente, no fim do nefando imposto sindical, um abuso corporativo. Se conseguirem manter essa excrescência, negociarão depois. Sem falar na inconveniente liderança do PT, sem legitimidade para essa iniciativa.

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        Publicado por Lúcio Flávio Pinto | 2 de maio de 2017, 08:12
      • Se as centrais sindicais nada mais importa além da manutenção do imposto sindical, não há dúvida que ao trabalhador interessa muito a manutenção da proteção dos seus direitos. Assim como o governo que temos é o que está aí, as centrais sindicais são a qhe estão aí. Se admiti-se a unidade de ação com todo tipo de partido oportunista e corrupto porque o trabalhador é o errado em realizar unidade de ação com as centrais. O debate despolitizado e sem palavras de ordem definidas, fez crescer no Brasil o engajamento de todo tipo de pensamento conservador, racista e machista. A luta com foco na manutenção de direitos do trabalhador é uma boa notícia numa conjuntura de um governo que assumidamente tomou o poder através de um esquema sórdido e está disposto a vender a alma ao diabo para escapar da cadeia.

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        Publicado por walfredosouza | 2 de maio de 2017, 08:26
      • Eu não disse o que você diz que eu disse. Eu disse que o principal alvo das centrais sindicais, ao convocar a greve, foi o imposto sindical, o desconto obrigatório de um dia de trabalho de todos os cidadãos que vendem sua força de trabalho, sindicalizados ou não. Mas eu não disse que os grevistas foram às ruas pore sse motivo. Atenderam a um discurso contra a reforma da previdência e a do trabalho.

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        Publicado por Lúcio Flávio Pinto | 2 de maio de 2017, 12:23
      • Também não afirmei que você disse isso. Eu disse se ás centrais sindicais a motivação maior é o imposto aos trabalhadores importa a expectativa de obter pensão integral com idade em que obviamente não tem mais colocação no mercado de trabalho e de ter mais de 100 dispositivos legais de proteção a dignidade da sua ocupação extintos. Toda mistificação não escapa a testes de logica simples. Qual empresário e rentista seria contra essas reformas? E quantos trabalhadores apoiam? Oras, com imposto ou sem, se não é papael das centrais sondicais mobilizar contra essas reformas de quem é então? E por fim em relação ao discurso do inconveniente da greve, os patrões estão bancando essas reformas da com as armas que tem. Financiando campanha publicitária, comprando parlamentares, dinheiro e dinheiro. Os trabalhadores não tem dinheiro, eles tem a sua força de trabalho e maior número. Pra quem não entende porque a greve tem que ser incoveninete a essa altura do campeonato é um movimento político. Uma demonstração de força. Quando as negociações coletivas estiverem acima valendo mais do que o legislado te garanto que vai ser bem incovenientenpro trabalhador também.

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        Publicado por walfredosouza | 2 de maio de 2017, 12:54
      • Esta certo, Walfredo. É a sua posição.

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        Publicado por Lúcio Flávio Pinto | 2 de maio de 2017, 16:11
  7. Ainda que por vias tortas, a união dos trabalhadores incomoda a corrupta elite, sobretudo, que não se conforma com a inexorável marcha da História.

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    Publicado por Luiz Mário | 2 de maio de 2017, 11:27
  8. “Assim caminha a humanidade, com passos de formiga e sem vontade”, ensina o poeta….

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    Publicado por Luiz Mário | 2 de maio de 2017, 18:06
  9. Excelente texto Lúcio, por isso o considero o único jornalista de verdade no Pará… As críticas acima a seu texto são apenas patrulhamento ideológico que não acrescentam nada ao debate, que tem que tratar da realidade, o que você faz muito bem…

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    Publicado por Luciano Santos | 3 de maio de 2017, 15:32

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