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Economia, Minério

O Brasil ganha. E o Pará?

O Brasil faturou 1,6 bilhão de dólares no mês passado com o minério de ferro, o segundo item das exportações do país. Foi um aumento de 88% em relação a abril de 2016. Graças a esse desempenho, a participação do produto subiu para 9,2% nas exportações totais, que foi de 6,3% em abril de 2016.

A receita com a soja, campeã das exportações, cresceu muito menos, 24%, entre os dois meses, deste ano e de 2016. Por isso, sua participação no total teve um ligeiro recuo, de 23% para 22,3% do total exportado pelo Brasil.

O petróleo, o terceiro principal item, rendeu US$ 1 bilhão, com alta de 59% e participação de 5,7% nas exportações totais.

O Pará tem motivo para comemorar o faturamento quase em dobro do minério de ferro, seu principal produto de exportação? É incrível como esses fatos relativos a um bem essencial para o Estado acontecem e não há uma análise instantânea para informar os paraenses sobre o significado da informação divulgada em Brasília, no Rio de Janeiro, em São Paulo ou em Minas Gerais. O Pará, maior exportador do minério, fica à deriva na cadeia do ferro.

Discussão

7 comentários sobre “O Brasil ganha. E o Pará?

  1. Quem sabe, de maneira semelhante ao centro de Nova York, Tóquio ou Hong Kong, a gestão pública do Estado do Pará, adote em Belém os mesmos Painéis de LED outdoor, para “orgulhosamente” divulgarem as riquezas geradas e exportadas de seu subsolo?

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    Publicado por Thirson Rodrigues de Medina | 3 de maio de 2017, 16:14
  2. Entendo que pergunta mais importante que essa é: E o Pará? O que faz com o que ganha? Não há dúvidas de que a mineração traz muito dinheiro ao estado. Se deveria ou poderia trazer mais? Entendo que sim. Porém, não podemos deixar de discutir o que é feito com o dinheiro que entra no caixa do estado e proncipalmente dos municípios minradores. É muita grana e pouco resultado. Infelizmente o maior problema por aqui são os políticos, que não tem interesse nenhum em aplicar essas verbas na melhoria da educação, saúde, estradas, etc. E muitas vezes o problema “vendido” pela imprensa e/ou opinião pública são as empresas que se instalam por aqui.

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    Publicado por Romeu Praxedes | 3 de maio de 2017, 16:55
    • Parauapebas, por exemplo, arrecadou de royalties em 2016 (jan a nov) quase R$ 266 milhões. É muito dinheiro! E vejam como é a cidade? Problemas básicos como água, esgoto, hospitais, escolas, etc. Tinha tudo para ser uma cidade modelo.

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      Publicado por Romeu Praxedes | 3 de maio de 2017, 17:02
      • Romeu,

        Isso é verdade. Há cidades boas com pouco dinheiro per capita e cidades horríveis com muito dinheiro per capita. A diferença entre os dois grupos está na qualidade da gestão pública e, naturalmente, na capacidade da sociedade local em fiscalizar e selecionar bons gestores. Para quem não fiscaliza nada e prefere votar um mau gestor, só resta balbúrdia, lixo, rato, doença, etc, etc. Igualzinho Belém…

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        Publicado por Jose Silva | 3 de maio de 2017, 18:52
      • Num só mê a Vale e outras menores faturaram mais de $5 bilhões de rais. Por sua informação a média arrecadada por mês nesse Município superafetado pelos impactos sociais e ambientais da mineração, foi de apenas $28,7 milhões de reais. Nem 1% sobre o faturamento.

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        Publicado por JAB Viana | 4 de maio de 2017, 22:49
    • Romeu, você diz que a mineração traz muito dinheiro ao estado. A mineração não gera receita pública ao Pará porque, exportado o minério, não paga imposto.

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      Publicado por Pedro Pinto | 12 de maio de 2017, 15:50
  3. Um espanto, realmente, a desinteligência no Pará. Fenômenos acontecem e ninguém se dá conta, analisa e propõe medidas, caminhos ou soluções. Por exemplo a agricultura familiar de quase um milhão de famĺias é totalmente ignorada pelo Governo do Estado e ninguém analisa o que se passa com ela. Pelo menos de forma que impacte alguma manchete de jornal. Pasmem-se vocês analistas, curiosos, estudiosos e críticos, que perdemos quase 2 milhões de toneladas de mandioca, entre as safras de 2016 e 2017, que dariam pra fazer 500 milhões de quilogramas de farinha de mandioca, em uma cadeia produtiva rica de transações e transformações, podendo ser estimado um prejuízo de até $5 bilhões de reais e ninguém acendeu uma vela, não chorou e nem deu uma fita amarela para pessoas que deixaram de ganhar e outras que deixarão de comer ou pagarão mais caro por um alimento básico do Paraês. Pesquisem os dados do IBGE/GCEA e poderão melhor avaliar o que digo. Será que 5 bilhões ou um pouco menos se considerarmos um preço menor para a farinha, não impactou na economia e nas questões sociais, na arrecadação de impostos e no desemprego, incrementando o círculo vicioso da miséria neste Pais chamado Grão Pará?

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    Publicado por JAB Viana | 4 de maio de 2017, 22:38

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