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Polícia, Segurança pública, Violência

O município das gangues

Numa autêntica operação de guerra, 200 policiais (180 civis e 20 militares), divididos em 50 equipes, utilizando 60 veículos, chegaram ontem cedo a Igarapé-Miri para cumprir 100 ordens judiciais, entre mandados de busca e apreensão e prisão preventiva.

Não conseguiram executar toda missão, mas retiraram do município 34 pessoas (27 homens, 4 mulheres e 3 adolescentes) que serão processados, principalmente por roubo, mas também por tráfico de drogas. A operação prosseguirá pelos próximos dias, até finalizar a sua missão.

Trata-se de fato incomum na rotina da segurança pública no Pará: uma resposta do governo às críticas, apelos e sugestões da população, atormentada pela alta criminalidade em Igarapé-Miri. Segundo o delegado-geral, Rilmar Firmino, o município é um caso à parte no Estado:

“É praticamente o único município paraense que ainda tem gangues, o que é uma coisa histórica, mas nós estamos buscando dar um fim a essa situação”.

É isso mesmo? Não há mais gangues pelo interior do Estado?

Discussão

5 comentários sobre “O município das gangues

  1. E as gangues oficiais, de paletó e gravata?

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    Publicado por Edyr Augusto | 5 de maio de 2017, 14:22
  2. Só criminalidade!!! E muita.

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    Publicado por Everaldo | 5 de maio de 2017, 16:05
  3. O delegado Firmino, aparentemente, está por fora do que acontece no Pará.

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    Publicado por Jose Silva | 5 de maio de 2017, 16:13
  4. O Pará está morrendo pela insegurança e esse governador reizinho e sua corte imperial, não enxergam nada, tal qual a nobreza francesa antes de sua revolução no século XVIII, de triste memória(a miséria não a revolução).
    Ninguém pode ter um sítio ou casa de praia, pedir emprestada para descanso e lazer; ninguém pode morar sossegado nas periferias de Belém, em casas com belos terrenos, como antigamente. Ninguém pode morar em propriedades rurais sem estar atormentado pela possibilidade de assaltos e saques, roubo de safras, violência, mutilações, morte e humilhações.
    Há 10 ou 15 anos atrás, podíamos ir para o interior que o sossego era garantido, especialmente em locais longe da Capital, que já se tornava um centro de violência e crimes.
    Passei munha infância e até a juventude de meus filhos nos anos 90 e início do século, podendo ir para a casa de minha mãe na Baía do Sol/Mosqueiro. podendo dormir sossegado no pátio, a qualquer hora do dia e da noite. Agora, temos que construir barreiras, com arame farpados e cercas eletrificadas, para uma segurança relativa que não pde barrar a truculência das quadrilhas organizadas e desorganizadas, armadas com todos os tipos de equipamentos, pronta para nos detonar.
    Especialmente as classes médias e pobres, os trabalhadores urbanos e rurais, estão atormentados pelo tráfico e crime generalizado, noticiado todos os dias. Morre mais gente aqui, se duvidar, que em conflitos e situações de guerra como na Síria, que assusta e comove o mundo.
    Ontem mesmo, no rádio, ouvi uma reportagem sobre a morte de uma aposentado idoso de 80 anos, que houve sua casa na Pratinha. Belém, invadida por marginais em busca do salário mínimo que saca todos os meses, relatando-se o pranto de sua netinha inconformada com a morte e com a crueldade do bando, que além de roubar, torturaram e arrebentaram com o crânio do idoso até o seu óbito. Isto acontece todos os dias.
    A segurança pública diz que mantém rondas na área. Mas para que servem? São insuficientes, aqui e no interior do Estado.
    Eles não se reúnem com a sociedade para discutir o assunto, com base nos diversos diagnósticos que o especialistas já devem ter feito.
    Será que não veem que o que fazem não está dando resultados e o crime se expande cada vez mais?
    Que os bandidos e monstros criminosos não têm medo de prisão e que aquilo é apenas uma escola de reciclagem do crime? Um SPA público de diversões e trocas de experiências nefandas? O escritório dos comandos do crime?
    Na verdade, estamos entregues e todos temos medo e a maioria se cala ou fala para dentro, ninguém fazendo campanha como se faz contra as reformas de Temer. Ninguém promove fóruns para discutir o problema da segurança ou insegurança pública e da segurança social, o direito de ir e vir, de estudar, brincar, trabalhar e de usufruir da natureza que nos beneficiou com tantos recursos naturais, hoje proibidos pela bandidagem que mata moradores e veranistas, trabalhadores e turistas, agricultores e quem pretende investir ou gastar em um Estado que demonstrava tantas possibilidades como o nosso.
    Há soluções? Com certeza. Como houve para a hiperinflação e para tantos problemas que ultrapassamos, com certeza há. Mas não se ficarmos esperando que essas soluções caiam do cé e que tudo não passa de um desajuste social e econômico de nosso País.
    O problema é crucial e de sua solução depende o futuro do País.

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    Publicado por JAB Viana | 6 de maio de 2017, 09:22

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