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Economia, Política

Quando o Brasil quebrou

Em 2014, os gastos somados dos governos federal, estaduais e municipais superaram suas receitas em 276,9 bilhões de reais, valor equivalente a 4,9% do PIB (Produto Interno Bruto).

Em 2015 o déficit das contas públicas aumentou 84% em relação ao ano anterior. Atingiu R$ 512,2 bilhões, ou 8,5% do PIB. Esse valor inclui a diferença entre receitas e despesas dos governos, mas deixa de fora os gastos com estatais e aquisição de ativos não financeiros.

Os dados, que fazem parte da publicação Estatísticas de Finanças Públicas e Conta Intermediária do Governo, do IBGE, foram divulgados hoje.

Por ser cada vez pior o déficit em que se encontram, as administrações públicas tiveram que recorrer a mais financiamentos, que chegaram a R$ 519,9 bilhões em 2015, o equivalente a 8,7% do PIB. A necessidade de financiamento aumentou 59% de 2014 para 2015.

Com a queda na arrecadação, maiores despesas e juros mais altos, a fórmula da crise corroeu a capacidade de investimento do setor público.

Em 2015, a formação bruta de capital fixo, indicador de investimento, caiu 26,2% em relação a 2014: era de R$ 138,1 bilhões e ficou em R$ 101,9 bilhões, para atender 200 milhões de pessoas num território de 8,5 milhões de quilômetros quadrados.

A queda nominal (sem descontar a inflação) na formação bruta de capital fixo afetou as três esferas de governo, sendo maior nas administrações estaduais, que sofreram redução de 38%.

Os dados, produzidos em parceria pelo IBGE, Secretária do Tesouro Nacional e Banco Central, contêm “uma visão inicial das contas dos governos nos processos econômicos de produção, geração e distribuição de renda, consumo de bens e serviços e acumulação de capital”. Essas informações passarão a fazer parte das Contas Nacionais Anuais, que expressam o PIB.

Elas confirmam o que a realidade mostrava nesse período: a enorme incompetência de Dilma Rousseff no comando do Brasil com sua desastrosa política econômica. Sem falar de outros aditivos negativos, que estão estourando como o legado até então represado do governo do PT.

Discussão

4 comentários sobre “Quando o Brasil quebrou

  1. Pois é..Ele quebrou o Brasil no primeiro mandato. Enganou a população durante as eleições dizendo que tudo estava uma maravilha, mesmo com os estudiosos e partidos da oposição dizendo que a situação estava feia. Deu no que deu. E ainda tem gente que sai as ruas pedindo, pelo amor de Deus, a volta da ciclista.

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    Publicado por Jose Silva | 5 de maio de 2017, 19:17
  2. E o chefe vem à TV, paga por nós, dizer na hora do nosso relax noturno, com uma cara lavada de peroba, que em seu governo tudo era uma maravilha e que tudo de ruim aconteceu com o golpe de seu aliado de três eleições. Pode? Mas tem uns bobos que acreditam ou se beneficiaram com alguma boquinha.

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    Publicado por JAB VIANA | 5 de maio de 2017, 22:43
  3. E por falar erm pais quebrado ainda estamos somente melhor do que a Venezuela. O que mais me impressiona é o silêncio dos intelectuais latino-americanos, considerados de esquerda, sobre o sofrimento dos venezuelanos. Se fosse um governo de direita, com certeza eles estariam escrevendo centenas de artigos demandando ação imediata contra o governo. Como o governo é somente continuidade do Chavez, o silêncio predomina.

    No final das contas, são nestes sistemas totalitários onde a gente percebe que não há diferença alguma direita e a esquerda (se é que eles representam grupos distintos) no que diz respeito a prática do poder. São todos farinhas do mesmo saco.

    Por isso prefiro ainda o socioambientalismo democrático que busca a conservação ambiental, inclusão social e prosperidade econômica usando como referência o marco da democracia liberal como a única saida para o nosso país.

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    Publicado por Jose Silva | 6 de maio de 2017, 11:50
  4. S/ dúvida Lúcio, os números indicam que o apito da panela de pressão escafedeu-se. Trago a perplexidade José, do silêncio obsequioso de alguns, frente ao descalabro por que estão passando nossos hermanos na Venezuela, diante do Maduro genocida c/ sua narcoditadura. Admira a resiliência dos atingidos.

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    Publicado por Amélia Oliveira | 10 de maio de 2017, 00:42

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