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Justiça, Política

Lula foi acuado

O juiz Sérgio Moro procurou se manter frio, calmo e técnico. O ex-presidente Lula não conseguiu conter seu nervosismo, tensão e irritação. Essa agitada condição não lhe permitiu conter um palavrão (“fiquei puto de raiva”) durante o seu depoimento de cinco horas, hoje, à justiça federal.

A ironia, os blagues, a busca por metáforas fáceis, a coloquialidade e o sarcasmo, que Lula usou algumas vezes, foram cedendo a uma tensão que consumiu a tranquilidade com que ele iniciou o seu depoimento como réu no processo da Lava-Jato que apura se ele recebeu propina da construtora OAS na forma de um apartamento triplex na praia do Guarujá, em São Paulo, além do pagamento do depósito de seus presentes de presidente.

Viu-se Lula numa situação inédita, no curso da qual foi perdendo o domínio de cena, exaurindo os seus conhecidos recursos de oratória e raciocínio, deixando-se acuar. A tal ponto que se contradisse várias vezes.

Numa delas, ao admitir que sua esposa lhe comunicara sobre uma segunda visita que fez, só com o filho, e não mais com o marido, como foi na primeira incursão ao local. Antes, Lula dissera que não sabia dessa segunda visita porque não conversara com Marisa Letícia, falecida neste ano, nem nunca mais voltara ao assunto. O filho é que lhe falara sobre a visita.

Caiu em contradição ao afirmar e reafirmar que já nessa primeira visita deixara claro ao seu amigo Léo Pinheiro, dono da OAS, que o apartamento não lhe interessava, que tinha “500 defeitos” e que o descartava. Também por outro motivo acessório: sua esposa não gostava de praia.

Entretanto, Marisa Letícia decidiu, por iniciativa própria, voltar ao triplex, mesmo ciente de que o marido detestara o imóvel, indiferente à sua rejeição pela praia, ressaltada por Lula no seu depoimento, para ver se se convencia a ficar com o apartamento.

É difícil acreditar que o todo poderoso presidente, no auge do seu prestígio, tenha se vendido por um mísero (embora triplex) apartamento, com outras gentilezas acompanhantes. Mas essa é apenas uma das evidências da relação promíscua de Lula com empresários investigadas pela força-tarefa. Há outras, que multiplicam o valor do toma-lá-dá-cá.

Por enquanto, as provas tornadas públicas para sustentar a acusação contra o ex-presidente não estabeleceram um nexo objetivo entre o comprovado favorecimento do seu governo a essas empresas e as alegadas propinas que recebeu. Nisso, Lula tem razão. Cadê a escritura de compra e venda e o registro em cartório do imóvel em nome dele ou dos seus? Não existe ou ainda não foi apresentado.

Mas há outros elementos de prova que, bem evidenciados, podem substituir a prova material. Dentre eles, o modo como Lula depôs hoje diante de Moro. Nervoso, intranquilo, acuado, hesitante, gaguejante e contraditório, ele deixou a impressão de que não estava sendo afirmativo, claro e contundente como quem possui a verdade. Deu a impressão, em alguns momentos, de mentir.

Com seu interrogatório sistemático e agressivo, talvez esse tenha sido o objetivo do juiz Sérgio Moro: tirar a capa de inocência de que Lula sempre se valeu – até hoje.

Discussão

61 comentários sobre “Lula foi acuado

  1. Acho que viste outro debate

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    Publicado por Emmanuel | 10 de maio de 2017, 22:25
    • Sr. Jornalista, o fato de não ter escritura em nome dele, esse é o trunfo que os pseudos espertos fazem para esconder a verdade; são tanto outros casos que eu conheço, tenho certeza que o sr. sabe também; são o uso delaranjas, para esconder a pessoa do proprietário, no caso de Lula por motivos obvios; os indícios sãobastantes fortes, para convencer o juízo. Além do mais esse caso do Lula considero o mais simples entre s outras propinas….

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      Publicado por paulo daniel rodrigues | 13 de maio de 2017, 11:27
  2. Lula só convence mesmo os cegos do Castelo.

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    Publicado por Suely | 10 de maio de 2017, 22:57
  3. Caro qualquer cidadão independente se é ou não culpado fica nervoso em frente de juiz. Aquele formalismo excessivo…a obrigatoriedade de chamar de doutor ..mesmo se tendo a certeza q o juiz não tem doutorado é demais pra qualquer um. Você deve ter tido suas experiências no processos sofrido dos majoranas….talvez sabedor de sua inocência vc até estivesse tranquilo…mas se eu o tivesse visto…nesse instante julgaria q vc estaria nervoso…por tá tendo que enfrentar os herdeiros do liberal. Analisar o serinidade de Moro somente pela voz me parece um chute….pois mesmo regendo a orquestra e apoiado por assessores….me parece que desta vez ele não foi tudo isso q vc fala. Outra coisa…se alguma me fazer a mesma pergunta de forma diferente várias certamente vai obter resposta é diferentes…e foi isso q ele tentou fazer…pegar contradições. Assista todos os vídeos com paciência e depois refaça o pos

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    Publicado por Norman | 10 de maio de 2017, 23:22
    • Lucio como te comportas emocionalmente quando os os Maiorana te acusam?
      Me poupa porque te comporta dessa forma quando se trata do pt e não tens o mesmo comportamento com outros.
      Não te peço imparcialidade porque não acredito,apelo para o teu espírito investigativo e crítico.

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      Publicado por Altair Silva | 11 de maio de 2017, 08:49
      • O político que mais me ofendeu foi o Hélio Gueiros. Publiquei em jornal e livro uma carta que ele me mandou em 1991. Ela começa da seguinte forma (tirem as crianças do ambiente): “Lúcio, por que tu não vais chupar o cu da puta que te pariu?”. Nessa época, ele acabava de deixar o governo do Pará. Mas sempre procurei analisá-lo objetivamente, inclusive no obituário. E trato com a mesma isenção os seus descendentes. É assim que trato os Maioranas. Sou um crítico e os critico desde que o Jornal Pessoal começou. Às vezes críticas duras, com ênfase maior porque eles merecem. Mas nunca tratei da vida privada de nenhum deles ou de aspectos que não estejam relacionados ao interesse público. Com um detalhe: nunca fui desmentido em relação aos fatos.

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        Publicado por Lúcio Flávio Pinto | 11 de maio de 2017, 09:40
  4. Vou ser bem direto: Ainda faltam provas cabais. Depois de tanto tempo de processo, se isso que foi mostrado até agora é tudo o que há, então não existe motivo pra condenação.

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    Publicado por Ricardo Conduru | 10 de maio de 2017, 23:51
  5. “O juiz Sérgio Moro procurou se manter frio, calmo e técnico” Mas se é um juiz e age (ou deveria agir) como tal, por que estaria emotivo? Por que não estaria calmo? Por que abandonaria a técnica? Afinal, não era um debate entre candidatos eleitorais. Ou era? Com todo o respeito, mas com essa introdução quem cai em contradição é o jornalista que analisa o depoimento.

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    Publicado por Kleber Ponzi | 11 de maio de 2017, 00:08
  6. Se nervosismo denotar culpa suficiente para imputar condenação a alguém, então dispensam-se as provas. Claro que estava acuado. O que ficou claro até o momento é que o Moro está fazendo papel de acusação de Lula. Poderia ser mais juiz. O temor de ser injustiçado tira o sono de qlq cristão…

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    Publicado por Geovane Grangeiro | 11 de maio de 2017, 01:36
  7. Em qualquer país civilizado, por muito menos o Lula e a Dilma já estariam presos (veja o exemplo da Coréia do Sul). As provas da corrupção sistêmica liderada pelos dois são muito claras e disponíveis para quem quiser ver. Acho que a estratégia de defesa agora é culpar a Marisa, pois ela não pode mais se defender. Espero que isso se resolva logo para o bem da nação.

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    Publicado por José Silva | 11 de maio de 2017, 01:39
  8. É o suposto nervosismo de alguém, em um depoimento de 5 horas, que “evidência” que o mesmo é culpado? E aonde estão as provas canais (ou carnais, sei lá…rs)? Acho que a objetividade de um julgamento e de seu julgador não pode ficar assentado em “julgamentos” de ordem tão subjetivas quanto essas. Muito menos um repórter investigativo respeitado…

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    Publicado por Valcir Santos | 11 de maio de 2017, 04:47
  9. Só para corrigir: quis dizer provas cabais.

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    Publicado por Valcir Santos | 11 de maio de 2017, 04:49
  10. Trabalhaste com TV e sabes exatamente o que é edição. Sim ou não ? Aos 70 anos ,esse senhor provou que não é frouxo ,ao segurar cinco horas de interrogatório dos mais fajutos.

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    Publicado por lisboaharold | 11 de maio de 2017, 06:39
  11. Lúcio, com todo respeito, ou o senhor está se vendendo ou está ficando louco. Talves seja a idade. Os comentários acima me contemplam.

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    Publicado por Mateus | 11 de maio de 2017, 07:23
    • Por que, ao invés de me acusar e desqualificar, o sr. não tenta me contraditar? O diálogo pode ser áspero e duro, mas é o único método válido de chegar à verdade.
      Quanto aos condescendentes com o nervosismo e as contradições de Lula, devo lhes dizer que falo a respeito com experiência vivida. Fui a dezenas de audiências, sempre como réu, na justiça paraense, de padrão muitíssimo inferior à do Paraná, segundo as estatísticas do CNJ. Do outro lado estavam advogados contratados pelos poderosos Maioranas, pelo riquíssimo e violento C. R. Almeida, pelos desembargadores João Alberto Paiva e Maria do Céo Cabral Duarte, pelo prefeito Edmilson Rodrigues, pelo madeireiro Waldeir Costa e etc;.
      Sei o que é enfrentar uma situação dessas. E não tinha o poder que Lula ainda tem. Estava praticamente sozinho, enfrentando não só os autores das ações, mas juízes venais. Apesar do nervosismo natural, nele e em mim, não me contradisse, não perdi o controle, não disse palavrão. O que não exigiu qualidades: é que eu estava dizendo a verdade.

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      Publicado por Lúcio Flávio Pinto | 11 de maio de 2017, 09:37
      • Caro Lucio, dois aspectos do tema depoimento de Lula. Um sobre o nervosismo de Lula. Em 5 horas de depoimento formal, parece-me, pelo que vi, que ele demostra impaciência, evidente pelo gesto de repetidamente ajeitar com a mão o paletó ou alisar os fios do bigode. Tais gestos de Lula, para quem viu transmissões de eventos oficiais, no auge da popularidade do então Presidentes, não são raros. E, por questão de lógica, não podem automaticamente serem tomados como nervosismo. Impaciência me parece mais apropriado. Em relação á pronúncia de um palavrão, utilizado em uma das explanações a Moro (fiquei “muito puto”), você também coloca como evidência de que Lula estivesse nervoso e acuado, e compara seus depoimentos na Justiça, sem nenhum palavrão, ao depoimento de Lula. Nesse caso, parece-me uma comparação enviesada. Em situações em que Lula certamente não está nervoso nem acuado, como em palestras em universidades e sindicatos, quantos palavrões Lula pronuncia? E você, quantos palavrões pronuncia? Certamente ele usa dezenas de palavrões nesses eventos. E você, creio que nenhum, a deduzir pelo menos pelas vezes que assisti às suas exposições. Lula usa e abusa dos palavrões, o que certamente não é uma virtude, mas também não pode ser usado como indicador de nervosismo ou de estar acuado. Ainda que se esperasse dele comportamento mais contido por estar diante de um juiz em um depoimento formal. Mas se há uma coisa que Lula não preserva é a formalidade, e novamente digo que isso não é necessariamente uma virtude. Mas um fato concreto que deve ser levado em conta. Por fim, creio que em outra postagem deste blog (Agressões {por enquanto} verbais) coloca no mesmo balaio agressões verbais de fato e opiniões contrárias simplesmente postada em sua página no Facebook. Mesmo que você sugira ler de baixo para cima (e as agressões estejam nas postagens mais abaixo) a sua lista de “pérolas” traz essa confusão. E, no mais, discordar da sua postagem não necessariamente é uma “pérola”. Grande abraço, e por favor, pode até colocar meu comentário na lista de “pérolas”, mas não na de agressões. Você pra mim é um jornalista muito querido.

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        Publicado por Kleber Ponzi | 11 de maio de 2017, 15:39
      • Muito obrigado, Kleber.
        Aos esclarecimentos.
        O nervosismo era evidente por todos os gestos… de nervosismo. Cofiar o bigode é um cacoete de Lula em qualquer ocasião em que tem que ouvir, não a maior das suas virtudes. Mas ontem ele quase arrancava os fios do bigode, enquanto não parava de mexer nas folhas de papel à sua frente. Mas não foram esses os gestos que me impressionaram. Foi a busca de um intervalo entre as perguntas do juiz e as suas respostas, que, como observou a Marilene, são indicadores de testemunho produzido. Não foram respostas de bate-pronto.
        À medida que o interrogatório avançava e o juiz reiterava perguntas, especificando-as mais, as versões de Lula exibiam suas inconsistências, falhas e contradições. Este é o ponto: não foi uma narrativa corrente, fluente e coerente. Não foi o deslindar da verdade. Não teve o valor heurístico de uma reconstituição natural, fluida. Foi um álibi. Como todo álibi, sujeito a ser desmascarado.
        Pedi a leitura de cima para baixo para seguir a cronologia das inserções, não para discriminar as críticas, mesmo porque só havia críticas na primeira reprodução dos comentários no Facebook. Permita-me o direito de afirmar que convivo muito bem com as críticas e as valorizo. Foi assim que cheguei a pessoas como Armando Mendes e Vicente Salles. Critiquei a ambos, sem conhecê-los, e a partir daí nos tornamos amigos, sem que com isso tivéssemos que incorporar os pontos de vista do outro.
        O Lula pode dizer quantos palavrões quiser nos seus discursos ou mesmo palestras. Em juízo, ele se desfavorece. Tanto que aos sucessivo putos, seu advogado, atrás dele, reagiu olhando para o alto, como a pedir amparo divino. Este foi um ponto negativo de Lula para o processo: ele falou para o juiz como se estivesse num palanque. Tentou puxar o juiz com piadinhas, ironias e suas conhecidas metáforas. Moro recusou o jogo. Foi inquisitorial no molde do Código de Processo penal.

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        Publicado por Lúcio Flávio Pinto | 11 de maio de 2017, 16:46
  12. “Moro:
    – Esse documento em que a perícia da PF constatou ter sido feita uma rasura, o senhor sabe quem o rasurou?
    Lula:
    – A PF não descobriu quem foi?
    Moro:
    – Não!
    Lula:
    – Então, quando descobrir, o senhor me fala! Eu também quero saber!”.

    Coisas do liberal?

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    Publicado por Luiz Mário | 11 de maio de 2017, 09:21
  13. a única ressalva ao seu post Lucio é querer contrato assinado como prova de lavagem de dinheiro. Ou recibo de benesses / propinas. É por isso que a tipificação desses crimes se baseiam além dos “recibos e escrituras”. No mais, perfeito!

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    Publicado por Alvaro | 11 de maio de 2017, 11:27
  14. A ideologia cega. A premissa se confirma atualmente a tal ponto que o pensamento de um jornalista sério – que até pouco tempo era tido como ícone brasileiro de jornalismo investigativo, por muitos considerado um autêntico intelectual – é desrespeitado de modo vil e superficial – vide mídias sociais. Bastou a serenidade crítica de Lúcio Flávio Pinto se voltar contra o arremedo de estadista chamado Luis Inácio Lula da Silva, para suas análises caírem no descrédito e sua figura pública visitar o hall dos reacionários de plantão. Lula não me assusta e nem me surpreende há muito tempo, pois sua conduta afinada ao espúrio jogo da politicagem brasileira já vem de longa data. O que me assusta realmente é a pobreza crítica daqueles que ainda tentam acreditar que políticos como Lula representam a vanguarda da esquerda no Brasil. Cazuza e Frejat, outrora, desejaram “uma ideologia pra viver”. Eu desejo viver bem longe de uma ideologia barata e degenerada como esta, que quer nos levar a crer que o “menos pior” é o melhor. Triste país.

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    Publicado por Edson Fernando | 11 de maio de 2017, 12:22
  15. Caro Lúcio, se não entendi bem, me repita: o nervosismo de Lula pode ser uma prova? É isso?

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    Publicado por Antonio Carlos Teles da Silva | 11 de maio de 2017, 13:07
  16. Lúcio, parabéns pela análise. De fato, o juiz Moro foi extremamente técnico. Interrogou o réu de acordo com a forma prevista no CPPB; exatamente como um juiz deve interrogar, até porque investigadores de polícia não interrogam ninguém. Quanto ao embaraço de Lula, durante o interrogatório, era evidente, próprio daqueles que não tem convicção da (in)conveniência de sua resposta. Observei por várias vezes, inclusive, um cacoete, muito recorrente nos interrogados que, sem querer falar a verdade, tentam ganhar tempo para pensar sobre a resposta adequada: o famigerado “heim?”, logo após a pergunta do juiz. Nesse aspecto, quase todos interrogados que mentem se assemelham.

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    Publicado por Marilene Pantoja | 11 de maio de 2017, 15:08
  17. O Lula é um mito.Por isso mesmo os petistas não admitem que ele possa errar.Como de fato errou e muito.O caso do triplex é apenas um acessório no montanhoso escândalo da Petrobrás.No interrogatório de ontem, é verdade, não foi constatada a compra do apartamento do Guarujá.Faltaram as chamadas provas materiais.Mas o ex-presidente pareceu um tanto surpreso quado foi mostrado o contrato que Moro diz estar rasurado.Sua resposta não demonstrou indignação, como seria normal nessa circunstancia.”Esse documento é falso” -poderia rebater.Preferiu dizer que não estava assinado.Como de fato o juiz confirmou, .ressaltando ter sido apreendido pela polícia na residencia de Lula.Escorregou na resposta sobre os encontros com Renato Duque e foi simplista demais ao dizer que perguntou se ele(Duque) tinha conta no exterior e ouvido como resposta, o “não”.E parou por ai.Era o presidente da República(ou já seria o ex?) indagando sobre um assunto de grande relevância em termos de probidade administrativa.Quem esperaria o Duque dizer o contrário? Nem um simplório.A condenação só pelo que foi apurado até agora, pode parecer desproposital ou até esmo persecutória, como insinuam os correligionários de Lula,Resta saber se o juiz Moro tem o mesmo convencimento por tudo quanto consta dos autos..

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    Publicado por expedito leal ribeiro | 11 de maio de 2017, 17:14
  18. Retorno apenas para dizer: Lúcida tua análise, Lúcio. Parabéns! Só tomes cuidado para não contrariar muito teus “amigos” da esquerda, que te amam quando criticas o estamento, mas te odeiam com força maior mais do que jamais poderão amar quando contrariados em suas crença ideológicas. É no que resulta tua condescendência quando deves atacar falando a verdade. É uma armadilha dar afagos nessa gente. Ah, como a esquerda te quer para o time dela… É o grosso do teu leitor, compreende-se. Liberais/conservadores, jamais! Sabem do poder que tens de formar opinião, e ao invés de contra-argumentar tuas posições, partem para a violência. Característico.
    Tua análise sobre o depoimento contrasta com a crença passional na inocência de Lula, sem ao menos sequer um dos teus detratores ter visto as provas dos autos (nem poderiam entender, salvo os lerdos apaixonados por essa loucura da mentalidade esquerdista, que não aceita oposição). Sequer entenderiam o conjunto formado pelas provas testemunhais e o panorama de indícios suficientes de materialidade e de autoria. Ficam repetindo “não há provas cabais”, enquanto o que é cabal é o conjunto da obra no tempo. Depoimento é uma coisa, visto pela tevê já é outra, nos autos corroborando o conjunto probatório ainda é outra, e se há parcialidade ou contrariedade, certamente os fundamentos serão guerreados e demolidos em instâncias superiores. Enfim, ainda não dá para dizer “culpado” ou “inocente”, mas dá para dizer sim que Lula ficou acuado e mentiu (como sempre faz). A psicologia aplicada identificaria os “tiques” nervosos que indicam construção mental.
    Contra essa gente não existem argumentos. ‘Você’ pode mostrar uma foto do Lula estuprando um bebê que de nada vai adiantar.

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    Publicado por Paul Nan Bond | 11 de maio de 2017, 17:34
  19. Lula, sim ficou nervoso, acuado, sim. Por que não admitir?

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    Publicado por Jonas Veiga | 11 de maio de 2017, 17:48
  20. MORO APARENTA PROVA CABAL CONTRA LULA (CLIMA FICA TENSO)

    “Moro:
    – Tem um documento aqui que fala do triplex.
    Lula:
    – Tá assinado por quem?
    Moro:
    – Hum… A assinatura tá em Branco…
    Lula:
    – Então o senhor pode guardar por gentileza!”

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    Publicado por Luiz Mário | 11 de maio de 2017, 18:21
  21. Caro Lúcio Flávio, quero observar, por enquanto, apenas a questão da propriedade formal do imóvel – o triplex… Claro que o bem não está – e nem seria conveniente – em nome de Lula. Não há escrituração, tampouco registro imobiliário. Porém, a acusação é, justamente, de lavagem de dinheiro oriundo de propina e, por isso mesmo, seria ingenuidade do concussivo formalizar s compra e venda. O CC refere que “a compra e venda, quando pura, considerar-se-á perfeita e acabada desde que acertado o objeto e o preço”. São os fatores intrínsecos do negocio jurídico que se ultima com a tradição (a entrega da coisa). Ou seja, feito o pagamento, sob qualquer forma, e entregue a coisa, acaba a compra e venda. Escrituração e registro são aspectos extrínsecos e formais que declaram e publicam o negócio. A não se ter essa externação, com a forja do negócio por laranjas; mas comprovado o pagamento e a entrega da coisa por sujeitos definidos, dá-se a figura da simulação, ato ilícito que se eiva de nulidade absoluta. Portanto, o fato de o imóvel não estar em nome de Lula não é excludente da culpabilidade do réu, ainda porque o que se quer provar, justamente, é essa trapaça toda para ocultar a corrupção já evidente. Quanto à singeleza do objeto, em face dos bilhões surrupiados da nação, lembre-se da Elba de Collor… Abraços. Avelino do Carmo

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    Publicado por Avelino do Carmo Lima | 11 de maio de 2017, 19:00
    • Que aula, Avelino. Obrigado.
      Quantos contratos vultosos e importantes dormitam em gavetas de poderosos, os tristemente famosos contratos de gaveta? Romulo Maiorana, pai, teve que fazer um com cinco dos seus empregados para poder receber a concessão da atual TV Liberal, contornando o veto que o SNI lhe fazia, por causa do seu passado de contrabandista. Transformando o processo dos irmãos Maiorana contra mim, através da exceção da verdade, provei tudo que tinha escrito no Jornal Pessoal. Apresentei cópia do contrato de gaveta e a ficha de Romulo com o veto do SNI. Sem raiva nem indignação. Apenas para mostrar para os autores, que mudaram de polo por causa da exceção da verdade, que tudo que eu disse era verdade.

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      Publicado por Lúcio Flávio Pinto | 11 de maio de 2017, 19:58
  22. O Lúcio Flávio Pinto sempre foi um jornalista alternativo à mídia corporativa, de quem sofreu alhures até agressão física. Não tenho nem ideia de como isso o afetou, mas ele também não tem como alcançar a dimensão do massacre sofrido por Lula e sua família, durante esses 3 anos de Lava-jato, e de como isso afetou sua condição física, emocional e psicológica e de seus familiares. Mas, arrisco em afirmar que o sofrimento de Lúcio Flávio, sob o poder da mídia paraense, nem se compara ao massacre nacional que sofre Lula por conta dessa gente perversa: os que corroboram com o seu linchamento público cotidiano, consciente ou inconscientemente, são cúmplices dessa gente. Tenho formação em História, e são poucas vezes que vi algo tão abominável, levando-se em conta os contextos históricos. Os apoiadores do projeto Lava-Jato (chamo-a de “projeto” porque é isso o que significa seu propósito) são uma abominação cognitiva, parodiando Marilena Chauí! O que Lúcio Flávio escreveu são impressões como qualquer outro cidadão teve a respeito do depoimento do Lula; inclusive, a minha impressão é de que o Lula esteve acima das expectativas para uma pessoa que vem sendo acuada (palavra utilizada no título) ininterruptamente há anos, sem trégua, e forma abominável. Mesmo assim, achei-o sereno e combativo, simultaneamente. Por meu lado, não concordo com as impressões de Lúcio Flávio. Certamente, devem com ele concordar a direita fascista que está ganhando espaço neste país. Interessante que ele relata o depoimento como se lá estivesse, e assumindo claramente sua opção diante desse processo sob regime de exceção. Pelo menos, é a minha impressão, caro Lúcio!
    A propósito, com a palavra, JOÃO VALADARES, sobre a versão corrente de que, neste último interrogatório, Lula jogou sobre a finada Mariza a responsabilidade sobre os fatos relacionados com o triplex:
    “Há uma desonestidade de análise de informação quando se diz que, no interrogatório, Lula jogou pra Marisa as questões do apartamento pq ela tá morta e não pode mais falar. Não concordo, mas até entendo que, na briga das torcidas partidárias, esse “argumento” escape de alguma maneira. Mas o que não pode é um jornalista, que tem a função de informar com precisão, independente do seu campo político e preferências partidárias, abraçar essa tese.
    O motivo é muito simples: Lula disse exatamente a mesma coisa quando foi conduzido coercitivamente pela Polícia Federal. A versão é exatamente a mesma. Não há uma vírgula de diferença. Naquela época, quando prestou depoimento, Marisa estava viva.
    Aqui, não analiso o mérito e a veracidade da versão do ex-presidente. Pode ser mentirosa? Pode. Apenas atento para um preceito básico do jornalismo: apuração. E, neste caso, é uma apuração relativamente simples. É só confrontar os dois depoimentos. São públicos. Um prestado quando Marisa estava viva e outro quando ela estava morta. São absolutamente idênticos. É fácil de entender. A cota estava no nome dela. Isso, ele já havia dito. Também já havia dito que não queria ficar com o apartamento, que achou ruim “para um velho como ele”. Basta ler.
    Valeria todos os ataques se o ex-presidente tivesse contado uma história lá atrás e outra agora, depois da morte de sua companheira.
    O jogo é pesado, mas não enterrem o jornalismo assim. Nem em nome do que vcs realmente acreditam.”

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    Publicado por José Arlindo Siqueira da Silva | 11 de maio de 2017, 19:34
    • Está registrada e respeitada a sua divergência e as críticas.
      O João Valadares esqueceu uma coisa fundamental: a maior contradição do Lula não foi em relação ao depoimento anterior, na condução coercitiva. Foi no curso do depoimento de ontem. Disse uma coisa e depois disse outra, conforme assinalei no texto. Primeiro que a esposa não falou com ele sobre a segunda visita; que só soube depois, pelo filho; que Marisa não gosta de praia e esse foi um dos motivos para rejeitar o apartamento do Guarujá. Depois disse que a esposa conversou com ele, mas não entrou em detalhes. Marisa frequentava praia. Se não, teria desistido, junto com o marido, na primeira visita.
      A direita fascista nunca gostou de mim, muito pelo contrário. Fui processado pela Lei de Segurança Nacional em 1976 (você já tinha nascido?). E eu nunca gostei de fascismos, de direita e (o menos enfatizado) de esquerda.

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      Publicado por Lúcio Flávio Pinto | 11 de maio de 2017, 19:52
      • Caro Lúcio Flávio Pinto,
        Quero enfatizar que conheço um pouco do teu histórico e o admiro o suficiente para respeitá-lo como profissional e como ser humano. No entanto, gostaria de tentar esclarecer um ponto sobre o que escrevi para que não pairem dúvidas e/ou conjecturas.
        Pois bem, sabendo que nunca foste muito bem recebido pela “direita fascista” (aliás, há alguém não fascista que seja querido pelo fascista, ou o contrário?) e, por tuas posições mais à esquerda (pelo menos é o que sempre achei), é que mencionei que os teus comentários (que é a tua opinião), sobre o depoimento do Lula, após eu dizer que não concordava com suas impressões, devem agradar a “direita fascista que está ganhando espaço neste país”. Eu tive acesso ao teu comentário numa publicação de gente da extrema direita que defende Bolsonaro e suas práticas, como que dizendo: “olha aí, até o Lúcio Flávio está do nosso lado”. Por isso que eu dissera que deveria agradar aos membros da “direita fascista”. Portanto, eu não afirmei que estavas escrevendo para agradar aos fascistas de direita. Ressalto que não tenho nenhum problema com as pessoas de direita; daí a adjetivação “fascista” em meu texto para separar o joio do trigo. Conclui, enfatizando que era a minha impressão sobre o teu posicionamento, o que foi esclarecido em tua réplica. Por outro lado, mantenho minhas impressões e críticas, sem querer avocar para mim o atributo da verdade.
        Eu não mencionei o fascismo de esquerda porque a missiva não estava tratando de um contexto histórico em que esteja avançando o fascismo de esquerda; pelo contrário, é o fascismo mais nu e cru de direita que tem ganhado espaço no Brasil. Não preciso de exemplificações, pois há em demasia, mas, o que estão fazendo com Lula é típico de regime de exceção. Nem discuto sua inocência ou culpa; discuto dignidade humana, afinal é sobejamente sabido, por intelectuais do teu nível, que estão fazendo, não uma investigação ou julgamento justo do Lula, mas um linchamento social poucas vezes visto no Brasil. Seja culpado ou inocente, não interessa mais; o Lula já foi condenado e linchado socialmente, e será preso de qualquer jeito. Se nós, que abominamos o fascismo de qualquer matiz ideológico, concordarmos com essas práticas, mesmo inconscientemente, estaremos sendo cúmplices de um eventual futuro sombrio, do qual não gostaria de reviver o seu passado. Quando foste molestado pela ditadura militar eu era um menino de apenas 12 anos. Não tinha noção do mundo em que vivíamos, mas, logo em seguida, já na primeira vez em que votei, o meu voto foi para a, então, esquerda dentro do PMDB, apesar de o meu pai ser filiado à Arena/PDS, o partido da ditadura militar.
        Eu quero que criminosos paguem por seus crimes, independente de sua filiação política e ideológica, mas dentro de um julgamento justo, imparcial. Quem é e quem não é criminoso para a operação Lava Jato? Moro cunhou uma expressão para se desviar de assuntos delicados que envolvem seus correligionários: “Não vem ao caso!” Eu coloco em discussão o conceito de Justiça e a partidarização do ofício de magistrado, bem como o de procurador e policial. As pessoas que defendem a operação Lava Jato – e o que ela representa – acreditam que quem se posiciona contra suas práticas é a favor da corrupção. Eu defendo o combate à corrupção, mas não defendo o que a Lava Jato está fazendo. Alguns acreditam que ela vai passar o Brasil a limpo. Eu, não! Se houvesse um juiz imparcial para coordenar os trabalhos de uma operação em que a sua força-tarefa fosse pluralista, isenta e imparcial, aí sim poderia realmente passar o país a limpo. Do jeito como foi implementada e como está sendo conduzida, iludindo a uma parcela considerável da população, ela seguirá condenando seus adversários, a quem seus membros odeiam (posto que são facciosos!), muitos sem provas materiais, e encontrarão uma saída jurídica para livrar os seus parceiros de “partido” de eventuais condenações. É o que está ocorrendo. Há pessoas que realmente concordam com linchamento público. Os políticos que estão por trás da Lava Jato estão carregados de denúncias de corrupção e outros crimes graves e, mais, com evidências materiais sobejas. A Alemanha nazista começou exatamente assim como se está fazendo, hoje, no Brasil. Aparentemente, os nazistas estavam combatendo corrupção, mas sabemos o seu resultado. Não penso que seja compatível a noção de democracia e, simultaneamente, defender regimes de exceção, mesmo que seja por um fim supostamente “bom”. Se dizes que não defendes a exceção, eu acredito, mas para mim colaboras com suas práticas nefastas ao publicar um artigo cujo título caberia muito bem no Blog do Diogo Mainardi, fascista de carteirinha. É isso!
        Com respeito e admiração.
        P.S. Eu não responderei ao comentário de um indivíduo que se autodenomina pejorativamente “Paul Nan Bond”, mistura Ortega Y Gasset com Olavo de Carvalho, odeia seus adversários ideológicos e penso que está zoando comigo ao sugerir que eu “leia” Olavo de Carvalho. Mas, farei uma pequena concessão: quando eu disse que tinha formação em História, não foi para dar aula de História; apenas para enfatizar que conhecia poucos casos na História semelhantes ao linchamento social que tem sofrido o Lula, com o qual ele concorda.

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        Publicado por José Arlindo Siqueira da Silva | 15 de maio de 2017, 21:51
      • Não vou colocar os fascismos na balança para saber quem está pesando mais. Observo que prosperam nos dois extremos do espectro ideológico e em várias das suas gradações. Desagrado a esquerda e a direita, amigos de ontem e inimigos de amanhã, todos que não travam a polêmica a partir da demonstração dos seus argumentos. Tenho minhas opiniões e faço minhas interpretações em cima de fatos, que constituem a maior aproximação cognitiva da realidade, da totalidade concreta. A partir dessa base comum, podemos divergir à vontade. Ganhamos nós e o público.
        Quanto ao Lula, guerra política à parte, ele está sendo submetido a um processo legal, com respeito ao seu amplo direito de defesa e ao contraditório. Para afirmar o contrário, é preciso fundamentar o que se diz na lei e nos procedimentos jurídicos. Quem deu mais motivos para esses processamentos, no meu entendimento, foi o próprio Lula.

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        Publicado por Lúcio Flávio Pinto | 15 de maio de 2017, 22:04
    • Você é seletivo. Também deve ser um péssimo professor de história, aleijando a cabeça dos nossos jovens ao ensinar que fascismo é de direita, uma aberração dessas. “Acuse-os do que você faz, chame-os do que você é”. Vá ler ao menos um George Orwell, um José Ortega y Gasset, um Olavo de Carvalho, para ver se abre um pouco essa fenda de burca na frente dos seus olhos já fechados.
      Pobre de cognição, incapaz de aprender com a história do mundo, nem se dá conta de que também foi vítima de outros professores de “estória”. Seletivo, pega apenas o que lhe convém. Limitado, não vê o conjunto da obra do seu guru. “Dimensão do massacre sofrido por Lula”?, ora, ao menos se poupe de causar a si próprio constrangimento público. Massacre é conosco, nós, povo brasileiro, tendo de aguentar na miséria ver essa gente toda ao redor do seu guru “inocente” enriquecer aos tubos, saquear o país, vendo essa roubalheira toda debaixo das barbas dele e negar absolutamente tudo, um cego deliberado, mas você e uma horda de doentes mentais é que acreditam no que o crápula diz. Rábula, defensor de bandido! Ora, vá estudar história, professor de “estória”. Lúcio Flávio Pinto é o deus da história perto de você, garças a Deus por não ter tido um professor de “estória” como você. Sairia débil da escola. Avie o Jorna Pessoal na sua mente todo mês, que talvez ajude.

      *pessoal, não se vence essa gente com delicadezas; só com pé na cara, mesmo. Bando de sem-vergonhas.

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      Publicado por Paul Nan Bond | 11 de maio de 2017, 20:23
  23. Por que Moro não deu atenção ao pedido de Palocci?

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    Publicado por Luiz Mário | 12 de maio de 2017, 11:15
  24. Cheguei a conclusão de que a esquerda brasileira não se importa nenhum pouco com a ideologia que diz defender. Ela gosta mesmo é de político. Não importa nenhum pouco o que ele faça ou deixe de fazer. Ela está lá o defendendo. Como um falou aí em cima, Lula pode até cometer um crime ao vivo que não vão ligar.

    Um caso engraçado é o de FHC. Antes de chegar ao poder era visto como esquerdista. Depois que assumiu, a esquerda toda o julgou “traidor” e o odeiam até hoje. Por que não fazem o mesmo com Lula? Ele também se enquadraria entre os “traidores”. Mas ele pode fazer o que quiser porque é dele que a esquerda gosta. Ele que era pobre, teve vida difícil e lutou como ninguém para chegar à presidência. Como se isso tudo o alijasse de culpa pelos crimes que cometeu.

    Lula é o “culto de personalidade” como cantava o grupo de rock Living Colour nos anos 90.

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    Publicado por Jonathan | 12 de maio de 2017, 12:02
  25. Lúcio no caso da concessão de Rómulo Maiorana… existia um contrato de gaveta. Vc mesmo teve acesso a ele. Como te posicionas com a utilização do apartamento como garantia pela empreiteira em pelo menos duas operacoes financeiras.????? Imaginemos q essas operações financeiras precisassem dispor do apto… como se daria esse processo … já que o apto era da familia Lula e q já poderia até está ocupado o imóvel????? seriam despejados ???

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    Publicado por Norman | 12 de maio de 2017, 17:15
  26. Boas tuas observações. Só temos a lamentar as paixões exacerbadas cegando a razão. Grande abraço.

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    Publicado por Frederico Guerreiro | 12 de maio de 2017, 18:48
  27. A serpente foi acuada.

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    Publicado por Pedro Pinto | 12 de maio de 2017, 18:49
  28. Lula nem familiar seu tem a propriedade formal do apartamento. Lula nem familiar seu recebeu por eventuais aluguel ou venda do imóvel (ainda que por contrato de gaveta). Lula nem familiar seu nunca morou ou sequer pernoitou uma única vez no imóvel. Lula ou seu familiar não são apontados por nenhuma testemunha como moradores do apartamento. Então esse imóvel não é de Lula ou de familiar seu. Ah – mas ia ser. Mas não é. Mas ele, como ex Presidente ou Presidente favoreceu a OAS em 3 contratos públicos em troca da promessa da doação do apartamento pela OAS. Bem, aí ficaria mais fácil provar materialmente. Quais foram os contratos, quais os valores dos contratos (proporcionais ao valor da suposta propina?) e quais as evidências de fraudes nos contratos que beneficiaram a OAS? No depoimento, nada foi apresentado pelo Ministério Público ou pelo Juiz. Ao longo do processo, também não. Então, por falta de provas, Lula deve ser absolvido. Impossível, no ponto em que está e com a atmosfera criada em torno do caso, Moro não tem como absolver Lula. Mas também não tem como condenar. Daí que junta outros processos, vaza, divulga outras delações que não têm a ver com o triplex, como a pedir: posso condenar pelo conjunto da obra? Lucio Flavio Pinto, do mesmo modo que a maioria da mídia tradicional, responde em seus textos: sim, claro que sim. Lula é ladrão e dissimulado. Uma condenação a mais não fará diferença significativa no conjunto da obra.

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    Publicado por Kleber Ponzi | 13 de maio de 2017, 09:59
    • Não coloque no meu texto o que não escrevi. Quero ser criticado com coerência. Não disse que Lula é ladrão. Disse que mentiu. Logo, é dissimulado. Não disse que mentiu por esconder as provas da propriedade do imóvel, mas por tentar se isentar das tratativas que estavam em andamento (no tríplex como no sítio de Atibaia, onde – a[i, sim – ele e sua família estiveram muitas vezes, e onde o suposto dono, nunca esteve), segundo ele, pela falecida esposa, com ninguém menos do que o dono da OAS para transformar o conjunto de três casas do Minha Casa, Minha Vida, uma em cima da outra, num tríplex, sem os 500 defeitos iniciais apontados por Lula, mas não incorporados por dona Marisa Letícia, que ainda tentava ficar com o imóvel, apesar de não ir à praia, por não gostar, segundo o marido, que não iria, por não querer se expor a multidões, conforme a tortuosa exposição do ex-presidente).
      Lmbre-se que o crime em questão que se apura é o de lavagem de dinheiro. Ou seja: gastá-lo de tal maneira que não apareça, por sua origem ilícita, mas que o amigo Léo Pinheiro tratava de escriturar na sua conta do caixa 2, documento concreto, junto com outros e com os testemunhos, para a apuração do delito apontado na denúncia do MPF.

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      Publicado por Lúcio Flávio Pinto | 13 de maio de 2017, 10:33
  29. Sinceramente! Não vi um Lula nervoso, gaguejando e tímido etc… vi um Juiz com todo seu conhecimento erudito jurídico e mais amparado de assessores, tento de todos as forma criar situação para gerar contradições..

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    Publicado por marcelo raiol moreira | 13 de maio de 2017, 11:54
  30. Querido amigo lulista, pare de exigir uma prova cabal da propriedade do triplex por parte de Lula. É constrangedor. Pega mal.
    A acusação é de OCULTAÇÃO de patrimônio. Quem oculta patrimônio não guarda prova de propriedade, muito menos escritura pública lavrada em cartório, ó pá. Lula e Leo Pinheiro eram parceiros no crime e amigos do peito: a propriedade do triplex era garantida no fio do bigode.
    A acusação contra Lula se constrói com base em provas testemunhais e circunstanciais. Se meia-dúzia de pessoas dizem que viram você matar alguém e você é encontrado com uma arma fumegante na mão, acredite, o juiz não precisa de um filme mostrando o crime para te mandar para o xilindró.
    Há provas circunstanciais e testemunhais suficientes. O que não há é uma explicação para elas existirem que absolva Lula.

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    Publicado por brendon | 13 de maio de 2017, 17:08
  31. Uma dúvida, meu caro Brendon: “garantida no fio do bigode.”, ou seja, se a mercadoria não fosse entregue “a propriedade” seria de quem???

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    Publicado por Luiz Mário | 14 de maio de 2017, 21:49
    • Luiz Mário, à mim que não seria. Vou lhe fazer uma pergunta.
      O corpo de Eliza Samudio não foi encontrado e, mesmo assim, o goleiro Bruno foi condenado… Alguém duvida que ele é culpado?

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      Publicado por brendon | 14 de maio de 2017, 22:49
  32. Caro Brendo, a dúvida persiste e parece que havia uma “mensalidade” ou “aluguel” da dita propriedade pago pelo “bandido” enquanto possuísse a função de chefe do governo. Fora de tal função, e sem o “aluguel” ou a “mensalidade”, talvez o “fio de bigode” deixasse de ter sentido, não?

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    Publicado por Luiz Mário | 15 de maio de 2017, 10:39
  33. Sem pretender ser o advogado do diabo, mas já desempenhando tal condição, que tal observar que no caso Bruno o enredo parecia vaidade, no triplex, a tentativa de manutenção do poder através do blefe, afinal, na ditadura da corrupção a dissimulação faz parte do combinado entre os corruptos?

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    Publicado por Luiz Mário | 15 de maio de 2017, 17:55

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