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Justiça, Política

A mentira institucionalizada

Os brasileiros amanheceram hoje para mais um dia de trabalho sob dois impactos profundos. O primeiro, a revelação sobre o conteúdo das gravações de conversas de um dos empresários mais poderosos do país com a maior autoridade pública, o presidente da república, e com um senador que foi candidato ao cargo e por pouco não se elegeu.

Michel Temer teria avalizado o pagamento de propina que Joesley Batista fazia para manter calado na prisão o ex-presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha. Se falasse, Cunha poderia incriminar não só o PMDB como o próprio Temer. Mais do que propina, tratava-se de chantagem.

Já o senador Aécio Neves pediu ao empresário dois milhões de reais, supostamente para pagar ao advogado que o defende na Lava-Jato. O dinheiro, rastreado pela Polícia Federal, no entanto, não chegou ao destino declarado. Foi parar na conta do filho de um aliado de Aécio. Embora sendo do PSDB, o ex-governador mineiro usaria senador do PMDB de Minas.

Explodidas as bombas, tendo como detonador matéria divulgada exclusivamente pelo jornal O Globo, o presidente da república mandou a sua assessoria emitir nota para garantir que não renunciará, que quer ver as gravações divulgadas publicamente e apoia uma investigação em profundidade dos fatos.

Temer está sendo vítima de um complô? Ele é inocente, apesar de todas as evidências em contrário? É inocente o senador tucano, que reagiu com aparente indignação?: É inocente o senador Zezé Parrela, que mandou o filho abrir o sigilo bancário para demonstrar que não recebeu dinheiro?

Será que o cinismo chegou a esse ponto? Em quem acreditar?

Certamente, só depois de uma completa apuração dos fatos, exibidos na sua íntegra para a sociedade, a partir de uma única premissa: quem for podre que se quebre.

Discussão

5 comentários sobre “A mentira institucionalizada

  1. Neste caso, somente ouvindo mesmo as gravações reais. Dai cada um tira a sua conclusão. Transparência total é exigida, tal como o Moro fez com a gravação da conversa Dilma e Lula. Por sinal, o Temer deveria chamar a Dilma para defendê-lo, pois foi ela que disse que presidente da república nao deveria ser grampeado.

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    Publicado por José Silva | 18 de maio de 2017, 10:06
  2. “Brasil
    Mostra tua cara
    Quero ver quem paga
    Pra gente ficar assim
    Brasil
    Qual é o teu negócio?
    O nome do teu sócio?
    Confia em mim”

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    Publicado por Everaldo | 18 de maio de 2017, 10:46
  3. O Moro confiou. Fachin, ainda não.

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    Publicado por Pedro Pinto | 18 de maio de 2017, 16:51
  4. Culpado: “opovo” .

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    Publicado por Luiz Mário | 18 de maio de 2017, 18:05

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