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Polícia, Política, Segurança pública, Terras

Fora do ar

A provável execução de 10 pessoas pelas polícias civil e militar do Pará em Pau D’Arco, no sul do Estado, no dia 24, que teve justificada repercussão mundial, mereceu hoje apenas uma curta nota em O Liberal. A coluna Repórter 70 se limitou a estranhar que a apuração do caso tenha sido entregue à Divisão de Investigações e Operações Especiais (Dioe), quando “deveria estar a cargo da Delegacia de Crimes Funcionais”.

Essa opinião reflete bem o que pensa a direção do jornal sobre o que aconteceu na fazenda Santa Lúcia: talvez, quem sabe, um excesso – mesmo que sangrento – no cumprimento do dever funcional. É uma visão burocrática, afinada com a versão oficial, da Secretaria de Segurança Pública: de que a expedição foi atacada por 20 a 30 homens, que estavam acampados no local, à espera dos policiais. Ao reagir a agressão, a tropa matou 10 dos atacantes, incluindo uma mulher, sem sofrer a menor baixa.

A omissão jornalística de O Liberal combina com a atitude do governador Simão Jatene, aliado do jornal da família Maiorana. Jatene nem foi à abertura da feira do livro, realizada pelo seu governo, no dia 26, por temer alguma manifestação de protesto. Mesmo motivo que pode estar levando-o a manter um inexplicável silêncio diante de questão tão grave. O governador, ao que parece, foi pescar.

Discussão

14 comentários sobre “Fora do ar

  1. Governo tucano é isso aí.

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    Publicado por Junior. | 29 de maio de 2017, 20:19
  2. Ouço falar de chacinas e massacres no campo do sul e sudeste do Pará , desde que me entendo por gente .Mas sempre associadas à figura do pistoleiro, jagunço, matador de aluguel , capangas de fazendeiros e fazendeiros .
    Mas chacina praticada por um comboio de duas dezenas de policiais civis e militares , devidamente fardados , só mesmo no caso do massacre de El Dourado de Carajás . Essa repetição é um fato verdadeiramente assustador .E mais assustador ainda é a mentira oficial que sustentou publicamente a tese de que se tratou de crimes em situação de confronto ,tipo ” legitima defesa” .
    O fato mesmo de que a associação de classe dos policiais ter ido às ruas no dia de hoje, para defender os policiais acusados , já denota o desespero com as verdades que estão vindo à tona , e a tentativa de intimidação dos profissionais envolvidos na apuração do caso , familiares, testemunhas e população local.
    Sempre há sobreviventes para contar os horrores do que aconteceu ….sempre .

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    Publicado por Marly Silva | 30 de maio de 2017, 00:19
  3. Sim , Lúcio , a senha para uma pista do paradeiro do governador-sumido do Pará é essa mesma , pescaria !
    Tudo indica , com 99,9% de probabilidade que ele , acompanhado de sua filha , duplamente “Extraordinária” estiveram no ultimo final de semana e até esta segunda-feira , lá pelo rio Guamá , pescando sabe o quê ? cédulas para 2018 …

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    Publicado por Marly Silva | 30 de maio de 2017, 13:59
  4. Ele só é governador de seus peixes.. se me entende.

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    Publicado por Edyr Augusto | 30 de maio de 2017, 14:00
  5. Pois não é , Edir ? Comandante de um super-criatório em cativeiro ..lá pelas margens do rio Guamá …

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    Publicado por Marly Silva | 30 de maio de 2017, 21:48
  6. Edyr !

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    Publicado por Marly Silva | 30 de maio de 2017, 21:49
  7. Força, Lúcio! Te desejo muita saúde e energia para que possamos comemorar os 30, 40, 50… anos do JP.

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    Publicado por Duarte Junior | 30 de maio de 2017, 22:05
  8. Tudo indica que o crime foi encomendado. Agora por quem? E para que? Como um pistoleiro me confidenciou lá no sertão de Goiás: não há assassinato sem um tostão por trás..

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    Publicado por José Silva | 31 de maio de 2017, 00:53
  9. Foi o maior massacre desde Carajás, e tem a gravidade de ter sido executado oficialmente pela policia. Se antes as coisas eram pela responsabilização do governador, que teria dado as ordens, hoje a policia, mais a margem, já estaria sendo comandado por terceiros, quem seria a pessoa ou o fazendeiro por trás disso? Uns falam que a policia estaria por lá por ordem judicial, mas outros dizem que não havia mandado de desapropriação. Já o governador não vem a público comentar sobre as mortes. Mesmo por que me parece ter muito pouco a falar. mesmo sobre os assassinatos em Belém o governo pouco comenta.
    Há poucas informações sobre o ocorrido, muitas desencontradas, a maior parte das reportagens sempre mostra uma nota superficial. No dia do caso, só sabiam dizer que haviam dez mortes, razões, antecedentes, o que era havia por trás disso? Nada. Tempos depois na tv a cabo o jornal dava um pouco mais detalhes.
    O caso acontece um pouco depois da discussão sobre violência no campo. No mesmo dia a noite Caco Barcelos apresentava uma reportagem. Conflitos entre índios e posseiros no Maranhão, com índios supostamente com membros decepados e o massacre de Colniza na fronteira com o Mato Grosso.
    A alguns meses atras a policia reclamava dos salários, não seria de estranhar a união deles que tentam arregimentar uma passeata “a favor dos policiais”. A instabilidade politica e os escândalos nacionais talvez ajudem a abafar um pouco tudo que está acontecendo e levar as pessoas a olhar os problemas do campo. Os policiais políticos já se movimentam arregimentando apoio com o deputado federal, Eder Mauro, e o deputado estadual, Coronel Neil, que subia a tribuna para defender as policiais. Não só, mas a Associação dos Delegados de Policia do Pará também prestava apoio e justificava as atitudes.
    Neil se posiciona contrario a federalização do caso tentando justificar a autonomia e a qualificação do judiciário local para julgar o caso. Engrossava o discurso dos policiais que teriam sofrido uma emboscada. A Associação dos magistrados ainda ia além, justificava a retirada dos corpos devido a chuva, que já alteraria a cena, além de retirar os corpos mais cedo do local evitando sua putrefação, devido a demora de na chegada de legistas, estrutura e pessoas qualificadas.
    A frente parlamentar de direitos humanos e a OAB defendem uma posição diferente de Neil, e as noticias de tv já trocam a palavra ‘conflito’ por ‘massacre’ devido as poucas evidencias contrarias. A entrevistas de sobreviventes exemplificam a situação beligerante e a violência policial. E nenhuma das justificativas parece explicar os tiros a queima roupa e demais constatações que devem vir dos laudos.
    O mais estupido de tudo e a mídia local que tenta abafar o caso devido intenções politicas de salvaguardar o protegido governador. De um outro lado o concorrente comercial comenta um pouco mais talvez justamente para enfraquecer o candidato.
    Talvez tudo isso faça esquecer que os dois mais fortes candidatos ao governo do Pará estão com acusação de receber dinheiro de grandes empresas. De outro lado o presidente da assembleia legislativa para pensar em se lançar ao governo, Os comensais e amigos de oportunidade parecem querer aproveitar o momento certo do barco encher uns irem ao fundo e outros tentarem se salvar.
    As coisas andam feias nesse meu Pará.

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    Publicado por Fabrício | 31 de maio de 2017, 15:43
    • Isso é verdade. Se o Brasil. Só estivesse no caos que está, esse massacre teria recebido muito mais atenção da mídia e dos organismos internacionais. Por sinal, a bandidagem de gravata está a toda aproveitando o momento do país para rapinar recursos públicos via legislação. Tem uma que reduz em 600 mil hectares de unidades de conservação para facilitar a vida daqueles que invadiram terras públicas e cometeram crimes ambientais graves.

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      Publicado por José Silva | 31 de maio de 2017, 20:31
  10. Colcha de retalhos chamado Brasil que pratica a cultura da corrupção, somente para o benefício da corrupta elite. Ainda que a falida retórica de seus apaniguados tente escamotear o fato.

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    Publicado por Luiz Mário | 1 de junho de 2017, 10:06

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