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Justiça, Política

Até onde Jader mentiu?

O senador Jader Barbalho mentiu sobre seu envolvimento no esquema de corrupção na Petrobrás investigado pela Operação Lava-Jato. Qual a profundidade da sua mentira?

Esta é a questão que o ex-governador provocou ontem. Pela primeira vez, admitiu ter tido mais de um contato com o lobista Jorge Luz. Durante quatro meses, Jader sustentou que se limitara a encontrar Luz uma única vez, apenas socialmente, porque ele prestava serviço de consultoria à companhia de água do Estado, a Cosanpa, durante seu primeiro mandato como governador, entre 1883 e 1987. Depois, a relação entre eles depois foi meramente social e Luz nunca lhe pediu qualquer ajuda em assuntos relacionados à Petrobras.

Ao depor perante o juiz Sergio Moro, por videoconferência, o senador admitiu que viu outras vezes Luz, sem se referir ao casamento do filho, Helder Barbalho, então prefeito de Ananindeua, em 2006. O ministro da Integração Social chegou a distribuir uma nota oficial negando que Luz tivesse sido seu padrinho, ao contrário do que noticiara o jornalista Fernando Rodrigues. De fato, o lobista não fora padrinho, mas estivera presente ao casamento, na condição de convidado.

Nesse mesmo ano de 2006, Jader admitiu que participou de reunião com Paulo Roberto Costa, diretor de abastecimento da Petrobrás, na casa de Renan Calheiros, então presidente do Senado. Não para tratar da propina que lhe caberia na parte do PMDB, conforme reiteradas acusações feitas contra ele, mas para discutir temas relacionados à produção de biodiesel e correlatos à produção de energéticos. Seu interesse era fomentar o plantio do dendê por meio de empréstimos no Pará.

No mesmo jantar, Jader também conheceu Nestor Cerveró, diretor da área internacional da Petrobrás, mas disse não se lembrar do que teria conversado com ele. O senador é acusado acusam de participar dessa reunião para tratar da partilha das propinas para o PMDB. Ele teria recebido um total de quatro milhões de reais, em diversas entregas.

O senador chegou ao ponto de dizer que só se apercebeu do interesse político sobre a direção da Petrobrás em 2005, quando ouviu o então presidente da Câmara dos Deputados, Severino Cavalcante, dizer que estava interessado em indicar um diretor para a Petrobras “para aquela área que furava poço. Foi aí que tomei conhecimento que havia interesse em relação ao cargo de dirigente da Petrobras”. Mas afirmou que jamais fez qualquer indicação para a estatal, nem para um porteiro.

Jader foi ouvido como testemunha de defesa de Jorge Luz, que está preso há quatro meses em Curitiba, no Pará, juntamente com o filho, Bruno, como o principal agenciador de propinas na Petrobrás. Agora, será a vez de ele falar.

Discussão

Um comentário sobre “Até onde Jader mentiu?

  1. (…) em Curitiba , no Paraná ” , você quer dizer !
    A quantidade de vezes que os jornalistas brasileiros confundem Paraná com Pará , e Pará com Paraná não está no gibi !!!
    Mas vc está perdoado , é o cansaço , a estafa . Aliás, nem sei porque vc ainda mantem este blog depois de tudo que já se avaliou dos pros e dos contra . Pesando mais os contra do que os prós , particularmente no que tange ao prejuízo incontestável que ele trouxe ao JP , e à sua saúde . Certo ?

    Curtir

    Publicado por Marly Silva | 10 de junho de 2017, 10:18

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