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Política, Saúde

O privilégio e a realidade

O governador Simão Jatene recebeu, hoje, o quinto stent coronário, pequena prótese colocada no interior de uma artéria para evitar a obstrução dos vasos sanguíneos. O processo que levou a essa providência começou na sexta-feira da semana passada, com a elevação da pressão arterial do político tucano. O tratamento clínico não reduziu a hipertensão e o governador foi submetido a um primeiro cateterismo no hospital Porto Dias, em Belém, no dia seguinte, sem precisar ser internado.

Hoje, um novo cateterismo, já realizado no hospital Sírio Libanês, em São Paulo, o mesmo no qual foi procedida a instalação dos quatro stents anteriores no corpo do governador. O procedimento foi bem sucedido. Jatene permanecerá em observação no hospital até quarta-feira. Por ser a maior autoridade pública do Estado, a Jatene foram concedidos privilégios como o voo em jatinho particular e a internação num dos melhores – e mais caros – hospitais particulares do Brasil. O mesmo aconteceu quando ele sofreu ferimento no olho durante uma pescaria e foi ser operado em Goiânia.

Se o tratamento especial se justifica por se tratar do governador, ainda assim o homem comum deve se perguntar se a necessidade de transferir Jatene para São Paulo, para a colocação de um stent, que já é procedimento rotineiro em unidades hospitalares especializadas, não revela o fosso que separa os hospitais de Belém dos de São Paulo ou de outras grandes cidades brasileiras?

Discussão

7 comentários sobre “O privilégio e a realidade

  1. Uma tia minha realizou esse procedimento no Porto Dias.

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    Publicado por Jonathan | 19 de junho de 2017, 20:04
  2. É brincadeira enquanto isso o povo pena na fila de hospital público.o governador vai se tratar em são Paulo tudo pago com nosso dinheiro.

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    Publicado por Célio Matos Rodrigues | 19 de junho de 2017, 20:26
  3. Esse fosso é mais profundo do que se pensa. O nosso governador legitimizou a velha brincadeira de que o melhor saída para um problema grave de saúde ainda é o aeroporto. Espero que o plano de saúde dele seja bom o suficiente para cobrir todas as despesas.

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    Publicado por Jose Silva | 19 de junho de 2017, 22:36
    • O plano de saúde se chama tesouro Estadual e é vip, exclusivo para membros da Corte. Antes, as autoridades e parlamentares se submetiam a procedimentos no Hospital dos Servidores, salvo em casos em que não houvesse o tratamento no local. Mas a saúde, hoje, abandonada, leva-os a procurar centros onde os governantes são mais competentes na gestão do dinheiro público ou onde o dinheiro público pode lhes proporcionar um tratamento de qualidade, que não se encontra no “pitiú”. Triste Pará!

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      Publicado por JAB Viana | 19 de junho de 2017, 23:36
    • Plano avalizado (e legitimado?) pelo povo.

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      Publicado por Lúcio Flávio Pinto | 20 de junho de 2017, 06:08
  4. Talvez a opinião do cantor Jorge Aragão, sobre tratamento cardíaco em Belém, ajude a compreender a questão. Talvez.

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    Publicado por Luiz Mário | 20 de junho de 2017, 08:31

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