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Polícia, Violência

A memória do morto

A vingança pelas próprias mãos, que deve ter sido a causa da execução de dois primos-irmãos na madrugada de ontem, não honrou a memória de Jadson Teixeira, de 33 anos, inspetor da guarda municipal de Ananindeua. Seus colegas garantem que ele era um excelente profissional. Deu prova desse conceito quando se colocou a serviço de uma mulher que fora assaltada e lhe pediu que a ajudasse. Jadson estava indo para o serviço, no inicio da manhã, mas se desviou do seu destino para atender a vítima. Perseguiu o assaltante, que o surpreendeu com um tiro, matando-o.

O inspetor usava o colete balístico da corporação, mas a bala penetrou em seu corpo pela axila esquerda, que não é protegida. A imprensa não conseguiu saber se ele estava armado. Embora a guarda municipal de Ananindeua já tenha recebido autorização para armar seus integrantes, os guardas ainda trabalham desarmados. Por quê? Não provoca uma exposição demasiada de cidadãos que agem como policiais, sujeitos a confrontos armados, sem ter a plena capacidade de defesa no exercício de função de alto risco?

Prender os matadores do guarda e esclarecer as circunstâncias da sua morte seria a resposta adequada a essa violência – e não mais violência por parte de pessoas sem condições de desempenhar a função que lhes cabe na segurança pública.

Discussão

4 comentários sobre “A memória do morto

  1. Essa era o principal projeto de campanha de um dito cujo prefeito.
    Policiais Municipais agem muito mais como rondante, vigiando, evitando confusões e resguardando o patrimônio municipal. Deste deve ter uma boa comunicação esperando sempre reforços em eventual necessidade e comunicar uma policial especializada em casos mais graves. Para estas condições não se espera grandes perigos, principalmente por que não é toda população que possui arma de fogo, projeto de outro deputado.
    Antes de tudo a policia deve ter um bom contato com a sociedade em geral, conhecer a população que dela faz parte, da região que atua, instituições de auxilio como fundações, associações, igrejas, grupos de auxilio, escolas e comercio em geral, coisas além das conhecidas UPAs do Rio de Janeiro. Ter um bom serviço de inteligencia, mesmo para Policia Municipal, conhecendo a geografia, periculosidade da região pelo horário e local, local com presença de mendigos, flanelinhas, drogas e outros que possa conhecer os locais. Conhecer o trabalho e seus perigos, comunicar com a Policia Militar para então informar estrategias mais eficientes.
    Tudo isso além de um preparo técnico e psicológico dando condição e segurança necessário para a atuação.

    Nisso divido uma pesquisa do Ipea sobre a atuação da policia e a violência levando ao questionamento, será que a policia está cumprindo seu papel dar segurança e bem estar a população? Ou ela é a reação mais forte do estado no velho ditado do olho por olho, mostrando ser o executor da mão forte?
    http://exame.abril.com.br/brasil/assassinatos-causados-por-policiais-superam-latrocinios-diz-ipea/

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    Publicado por Fabrício | 22 de junho de 2017, 16:48
  2. Para ampliar o debate trago mais algumas noticias recentes. Duas delas referentes a mortes de ex-policiais paraense. Um deles, Antonio Lima, morto possivelmente por causas naturais, alcoólatra e já comumente sumia por dias seguidos, agora então encontrado morto. Já o outro, Nilton Silva, foi morto por um carro prata, expulso da corporação anos atras acusado de sequestro, extorsão, dentro outros crimes mais com quatro mandados de prisão (muito melhor descrito os detalhes no Jornal Liberal terceira edição). A questão é qual seria o envolvimento do policial com as milicias? Poderia ser esta um briga entre facções?

    http://www.diarioonline.com.br/noticias/policia/noticia-426734-.html

    http://www.diarioonline.com.br/noticias/policia/noticia-426741-.html

    Já pra fomentar melhor a discussão sobre a policia e sua atuação a noticia e que policiais do rio envolvidos na morte do pedreiro Amarildo também tentaram corromper testemunhas. Claro que não se pode generalizar, que estes devem ser segregados, julgados e servidos de exemplo.

    http://www.diarioonline.com.br/noticias/brasil/noticia-426865-.html

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    Publicado por Fabrício | 23 de junho de 2017, 20:08
  3. Lembrando que o efetivo municipal aumentou muito o final do ultimo governo de Duciomar Costa como a estrangular as contas de Belém.
    Dentro dessa mesma discussão sobre os policiais municipais terem armas há uma investigação de que os policiais municipais de Benevides estariam ilegalmente portando armas. Voltando a ideia de pessoas que não estão minimamente preparadas portando armas e a contratação de terceirizadas de segurança para defesa de municípios.

    http://g1.globo.com/pa/para/noticia/guardas-municipais-de-benevides-pa-sao-alvo-de-operacao-da-policia-federal.ghtml

    Para confirmar a ideia anterior trago ainda mais uma pesquisa do anuário da segurança para dizer que os policiais em folga morrem três vezes mais que em serviço.

    https://noticias.uol.com.br/cotidiano/ultimas-noticias/2013/11/05/policiais-de-folga-morrem-tres-vezes-mais-que-em-servico-revela-estudo.htm

    Com casos que citei pelo menos três policiais e ex entraram na lista do que morreram. Um da ativa, e dois ex-policiais. Um da policial municipal e ex-PM. Cada um morrendo por razões diferentes integrando uma estatística da morte de policiais. Um assassinado pelo famoso carro prata com evidencias de corrupção, um durante um assalto fora de serviço e um por causas naturais ligadas ao alcoolismo.
    Não obstante dois fatos graves com grande número de assassinatos, um no campo no município de Pau D’arco e outro na grande chacina em Belém. Os dois casos tem grande suspeita de intervenção da policia como causadora.
    Só hoje encontrei informações de dois policiais baleados, um policial militar em Salinópolis e um policial civil no Curuçambá . Será que não vai demorar para o carro prata atacar?

    http://www.diarioonline.com.br/noticias/policia/noticia-427905-.html

    http://www.diarioonline.com.br/noticias/policia/noticia-427863-.html

    Nisso não admira os protestos feitos contra a violência. Pode ter havidos excessos, mas quando os moradores do Barreiro tocaram fogo em um ônibus tinham algum motivo para protestar.

    http://www.diarioonline.com.br/noticias/para/noticia-427884-.html

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    Publicado por Fabrício | 28 de junho de 2017, 00:14

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