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Imprensa

A história na chapa quente (243)

Mais um pira-paz

não quero mais

(Texto publicado no Jornal Pessoal 320, de março de 2004)

A Companhia Vale do Rio Doce e o grupo Liberal, que estavam rompidos, acertaram suas diferenças e vão restabelecer um relacionamento amistoso. O entendimento foi iniciado num jantar no restaurante Satyricon, em Ipanema, no Rio de Janeiro, no dia 11, entre o presidente da mineradora, Roger Agnelli, e o diretor corporativo do grupo Liberal, Ronaldo Maiorana.

Ambos levaram dois acompanhantes para o encontro. O diretor João Pojucan de Moraes e o advogado Jorge Alex Athias estiveram ao lado de Ronaldo. Romulo Maiorana Júnior também foi ao Rio, mas não participou do jantar. Soube do que aconteceu pelo irmão, contatado através de um amigo. Roger esteve ao lado de um diretor e de um advogado da companhia.

Aparentemente a reunião foi proposta pela Vale, interessada em acabar com o tratamento hostil que vinha recebendo nos veículos das Organizações Romulo Maiorana, líderes do setor no Pará, e com o desgaste decorrente dessa má vontade editorial. Ainda não se sabe se o entendimento levará de imediato à retirada das ações que cada uma das partes propôs contra a outra no foro de Belém, mas essa é uma consequência previsível do diálogo.

Ele também deverá devolver aos veículos de comunicação a farta publicidade feita pela Vale nos últimos meses, exclusivamente no concorrente, o Diário do Pará, do deputado federal Jader Barbalho, em ainda distante segundo lugar no ranking.

A outra consequência é o isolamento do governo do Estado. Em seu contencioso com a CVRD, ele deverá perder sua caixa de ressonância junto à opinião pública, que era o grupo Liberal.

Por coincidência, ou não, a ORM anunciou na mesma época o lançamento da quinta versão do Projeto Andando pelo Pará, uma campanha de divulgação do Estado, mas, sobretudo, uma poderosa fonte de renda para a empresa.

O “Andando pelo Pará” foi uma das causas de desentendimento entre os Maiorana, que cobravam uma conta supostamente não paga pela mineradora, e a Vale, que considerou a cobrança indevida. Já para a Rede Celpa, outra litigante recente, o “Andando” foi o caminho de volta às boas com os Maiorana. Comparecendo ao caixa, evidentemente.

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