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Cidades, Transporte

Sol dentro do ônibus

Nestes dias de calor feroz, andar de ônibus em Belém é ter uma amostra – mas nada grátis – do inferno. A temperatura dentro do veículo deve ter entre dois e três graus a mais do que do lado de fora, onde a medição registra acima de 30 graus em média, 34 nos piques de exposição ao sol. Como as janelas não são peliculadas e o carro não tem ar condicionado, os usuários se defendem como podem.

Não sei se a novidade é exclusiva desta temporada de verão, que parece condenar Belém, em julho, a um esvaziamento de país europeu na mesma saison. O que sei é que ficou mais evidente o uso de guarda-sol dentro de ônibus. Quem está do lado do sol abre o equipamento de proteção para conter os raios abrasadores da natureza, especialmente quando a vítima é criança.

Eram três guarda-sol surrealisticamente abertos no interior de um ônibus que apanhei hoje (depois que dois deles seguiram direto, indiferentes ao apelo de quem os esperava, graças a motoristas na prática cruel e contumaz de queimar parada, sem qualquer reação pública da parte do sindicato de classe contra esse abuso).

Por que as pessoas prejudicadas por esses bólidos primitivos não aproveitam para pressionar pela melhoria nas condições de uso dessas carroças coletivas? Cadê os representantes do massacrado povo paraense? O verão ainda vai durar muito. A paciência e passividade do povo também?

Discussão

3 comentários sobre “Sol dentro do ônibus

  1. Desce uma CERPA bem gelada, na chapa quente, por favor!

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    Publicado por Luiz Mário | 10 de julho de 2017, 17:56
  2. A população busca adaptar-se ao verão amazônico que promove sensações térmicas descompensadoras a nossa fisiologia, por meio de boa hidratação e cuidados protetivos quanto a exposição aos raios solares.

    Soma-se a isso, o efeito maritimidade concedendo chuvas parciais na região metropolitana de Belém, amenizando a sensação causticante.

    Além das sombrinhas, filtros solares, água a vontade, era bom recorrer ao bom açaí gelado temperado a gosto e o “chop”, produto endêmico de Belém, para atenuar a sede e o desconforto térmico.

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    Publicado por Thirson Rodrigues de Medina | 10 de julho de 2017, 19:08
  3. Cadê o BRT? Talvez o Valdenor, porta-voz do PSDB, possa explicar.

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    Publicado por Gabriel | 11 de julho de 2017, 00:17

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