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Polícia, Segurança pública, Violência

Vigilantes são mortos

O assassinato de vigilantes particulares pode estar se constituindo em crime em série na região metropolitana de Belém. Os alvos são os tradicionais vigias de rua. Eles se multiplicaram em função do agravamento dos assaltos e roubos em residências ou em algum estabelecimento comercial.

Essa multiplicação expandiu a presença desses trabalhadores noturnos, tornando-os eventualmente testemunhas de crimes, praticados principalmente à noite, e, quase sempre, fontes de informação para os próprios moradores.

Passaram a atrapalhar a ação dos criminosos, sobretudo na periferia da capital paraense. Tudo indica que agora começam a ser afastados pela execução sumária, um novo capítulo da progressão da violência sem controle pela cidade. Se realmente se confirmar essa hipótese, é provável que mais mortes ocorram, muitos desistam de continuar o trabalho (que é completamente informal e precário, diferente do serviço das empresas organizadas de vigilância particular), os clientes desistam da proteção e a criminalidade se fortaleça ainda mais.

Registro alguns desses casos como advertência a todos.

2016

29 de janeiro – Ewerton da Costa Santos fazia ronda motorizada numa rua de Águas Lindas, no limite entre Belém e Ananindeua, quando foi surpreendido por três homens, que caminhavam a pé. Recebeu 13 tiros, a maioria na cabeça.  Os assassinos fugiram também a pé, ignorando a moto e o celular do vigilante.

31 de agosto – Washington dos Santos Cardoso, de 21 anos, estava indo para o trabalho, à noite, no Jurunas, quando foi abordado por homens que dispararam pelo menos 10 tiros. A família supôs que, por não ter passagem pela polícia, ele pode ter sido morto por engano.

2017

27 de julho – Máximo da Silva Coelho, de 53 anos, com quatro tiros de pistola calibre 9mm, três deles na cabeça e o outro no peito. Estava no seu ponto de trabalho, na rua WE-5, no bairro da Cabanagem, em Belém. Os assassinos levaram a pistola que ele usava para fazer as rondas e conseguiram fugir.

27 de julho ­– Edilson Cordeiro Monteiro, de idade não divulgada, foi morto, com dois tiros na cabeça, no calçadão da Praia Grande, distrito de Outeiro, na Grande Belém. Ninguém explicou como ou quem cometeu o homicídio. Pelas características das lesões, a polícia disse ter sido uma execução. Ele trabalhava no local vigilante havia seis anos. O irmão, Isaías Monteiro, que insistia em pedir para Edilson mudar de trabalho, também não identificou as causas do crime: “Eu não sei qual foi o motivo da morte, ele não devia nada pra ninguém”, comentou Isaías.

6 de agosto –Manoel Martins dos Santos, de 43 anos foi morto, na Pratinha II, em Icoaraci, região metropolitana de Belém. Dois homens se aproximaram de bicicleta e lhe deram sete tiros. Não se interessaram pela faca e o celular que o vigilante carregava, e fugiram.

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