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Justiça, Polícia

Caso Gueiros: prova mantida

Foi por unanimidade que a Seção de Direito Penal do Tribunal de Justiça do Estado rejeitou, ontem, habeas corpus impetrado pela defesa de Hélio Gueiros Neto. O recurso era para que fosse excluído dos autos do processo contra o cliente um laudo cadavérico particular, no qual a acusação se baseou para denunciá-lo pelo assassinato da esposa, Renata Cardin, em 2015. A Seção é composta por 12 desembargadores, mais o presidente.

Gueiros, que é filho de um ex-vice governador e governador interino (além de neto do governador, prefeito, deputado e senador Hélio Gueiros), alegou que do processo já constavam dois laudos periciais oficiais, do IML, atestando que a morte foi natural, causada por aneurisma. Inconformada, a família de Renata pediu e obteve a exumação do cadáver para um novo exame, que constatou a morte por sufocação.

A inclusão do resultado de uma perícia particular representaria um constrangimento ilegal ao réu. A tese foi descartada pelo relator e referendada pelos demais desembargadores, que consideraram a prova hábil para o exame da questão. Caberá ao juiz singular examinar as conclusões das duas perícias e decidir sobre qual delas contém a verdade dos fatos.

Com base no laudo particular, o promotor Edson Cardoso de Souza concluiu que o advogado Gueiros Neto matou Renata por asfixia mecânica, com sufocação direta.

Foi o próprio marido que avisou de madrugada a sogra que a esposa estava passando mal. No hospital particular, para o qual foi levada, os médicos tentaram reanimá-la, sem sucesso. O corpo foi então encaminhado para exames no Centro de Perícias Científicas Renato Chaves. Gueiros fez um boletim de ocorrência para retirar o corpo do hospital, já que Renata teria morrido no hospital, por aneurisma na aorta abdominal.

Com a exumação e o laudo particular dela resultante, em choque com as duas perícias do IML, a família da vítima conseguiu reabrir o caso e levar ao indiciamento de Gueiros Neto por homicídio doloso qualificado, na forma feminicídio, de acordo com o artigo 121 do Código Penal, que agrava a pena no caso de condenação. O processo voltar´[a a tramitar na instância inferior.

Discussão

Um comentário sobre “Caso Gueiros: prova mantida

  1. Arre, égua! Quanto mais passa o tempo, mais eu fico pasmo com os absurdos da vida. Vamos esperar que vença a justiça.

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    Publicado por JAB Viana | 9 de agosto de 2017, 01:15

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