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Justiça, Política, Sem categoria

Ah, a nação!

A Operação Lava-Jato, que agora chega às telas dos cinemas, virou uma guerra de estrelas. Todos querem aparecer. Todos querem ser os salvadores da pátria. Todos combatem todos. Ainda há preocupação pelo interesse público e com o grave problema da corrupção no Brasil. Mas as vaidades estão interferindo no transcurso da história e causando prejuízos ao país.

Frases infelizes ou jocosas são ditas permanentemente, ao impulso dos super (ou mega) egos. Uma delas tem gravidade. Foi uma das últimas da lavra do procurador geral da república, que comanda as investigações. Rodrigo Janot, nas vestes talares de Robin Hood, prometeu: enquanto houver bambu haverá flecha.

Ele está preparando uma nova denúncia contra o presidente da república. Michel Temer, ao embarcar para uma viagem de oito dias à China, respondeu à ameaça: “tenho força para resistir”. Faz lembrar, com gosto travo na memória, o ministro da guerra (o último no posto, a seguir extinto), marechal Costa e Silva.

O ministro era sutilmente boicotado pelo presidente Castelo Branco, que também era marechal (posto final da carreira igualmente eliminado depois) e preferia um político para sucedê-lo. Ao embarcar para uma viagem à Europa (na tentativa de desfazer sua imagem de ditador, tirando para isso seus óculos escuros), Costa e Silva arreganhou os dentes ao dizer a frase: “vou ministro e volto ministro”. E assim foi.

Já Rodrigo Janot podia continuar a trabalhar até o último dia do seu mandato, no dia 17, deixando pronta a denúncia contra Temer, mas permitindo que sua sucessora definisse se a ajuizaria ou não, ou a modificaria. Raquel Dodge é respeitada na PGR, mas dela se diz que está no esquema de Temer.

Seria excelente forma de testar a independência dela, para o bem de todos e felicidade da nação. Mas, a esta altura da crise, quem pensa mesmo na nação?

Discussão

4 comentários sobre “Ah, a nação!

  1. Faz parte da nossa busca incessante por heróis e salvadores da pátria. Queremos alguém todo poderoso que nos ajude a nos salvar de nós próprios. Este é nosso karma.

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    Publicado por Jose Silva | 30 de agosto de 2017, 13:30
  2. O tempo sempre foi o maior trunfo da corrupta elite…

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    Publicado por Luiz Mário. | 30 de agosto de 2017, 18:11
  3. Engraçado que o Janot é o vaidoso que quer aparecer. Já o Moro, que age da mesma forma que ele, é o herói, a figuração da mais nobre justiça. Por que será? Hahahaha

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    Publicado por Jonathan | 4 de setembro de 2017, 20:25

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