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Imprensa, Polícia, Política

O silêncio de O Liberal

Hoje o Diário do Pará continuou a noticiar o assalto ao edifício Mirai Office – e com toda razão. O jornal revelou, com exclusividade, que a polícia prendeu o primeiro dos seis integrantes da quadrilha menos de 24 horas depois que eles se retiraram do edifício comercial, na madrugada de domingo do Círio, dia 8. E que a prisão dos demais seria questão de horas. O preso, às 18,30 do dia 9, foi Welson Irlon Gurjão da Silva, morador do conjunto do Paar, em Ananindeua.

Estranhamente, O Liberal se manteve em silêncio pelo segundo dia consecutivo. Se praticasse apenas jornalismo, teria que dar prosseguimento à cobertura. Parecia que o jornal dos Maiorana iria fazer isso mesmo.

Sua primeira – e até agora, única – matéria a respeito saiu com destaque na página de polícia, com chamada na capa., na segunda-feira Chegou a se referir a “algo em torno de R$ seis milhões” como o valor arrecadado pelo bando.

Atribuiu a informação ao delegado Ricardo do Rosário, da Divisão de Repressão ao Crime Organizado, que ficou encarregado da investigação. O delegado não pôde mais falar porque o caso se tornou de sigilo absoluto. Sob a justificativa de não atrapalhar as investigações, embora a polícia tenha deixado claro que já identificou todos os assaltantes.

O Liberal se referiu inicialmente ao mesmo valor noticiado pelo Diário do Pará, sem, no entanto, relacionar o dinheiro ao genro do governador Simão Jatene, Ricardo Souza, que é funcionário do Tribunal de Contas dos Municípios e exerceria, no escritório particular, a atividade de representante comercial. O Diário fez a ilação, estendendo-a ao governador. Ricardo anunciou que vai processar o jornal da família barbalho, atacando-o com violência através do seu facebook.

Hoje, o Diário, sem identificar a fonte da sua informação, passou a se referir a R$ 3 milhões, já não mais relacionando o dinheiro apenas ao esposo de |Izabela Jatene, que é secretária extraordinária de municípios sustentáveis no governo do pai, cargo que Jatene criou para ser ocupado pela primeira vez pela filha. O valor teria sido recolhido dos 16 escritórios que foram arrombados pela quadrilha.

O jornal, que teve acesso ao boletim de ocorrência do assalto, lavrado na noite de segunda-feira, relata os equipamentos usados pelos seis homens, além de pistolas, para os arrombamentos: uma cortadeira  grande, 30 discos de corte, duas furadeiras, 17 varas de solda, uma marreta, alicates, um cilindro de oxigênio, 20 discos de maquita e outras ferramentas. É arsenal muito maior do que se eles visassem apenas os dois cofres nas quatro salas da Oi.

Discussão

3 comentários sobre “O silêncio de O Liberal

  1. Qual a razão do TCM ter tanta gente que é relacionada ou aparentada aos políticos paroaras?

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    Publicado por Jose Silva | 11 de outubro de 2017, 21:03
  2. Pra que servem esses tribunais, se a má gestão e corrupção prosperam a olhos vistos onde deveria haver probidade?

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    Publicado por JAB Viana | 11 de outubro de 2017, 21:52
    • Pelo visto estes tribunais servem para dar emprego muito bem remunerado para os parentes dos políticos e seus asociados. É, basicamente, uma ação social entre amigos. Naturalmente, a população, como sempre foi em Pindorama, paga a conta dessa tragedia.

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      Publicado por Jose Silva | 12 de outubro de 2017, 09:57

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