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Cultura, Política

Legado de Sarney

O Amapá tem o pior ensino fundamental do Brasil, segundo a pesquisa que foi agora divulgada. O Maranhão, o segundo pior. José Sarney, cujo nome verdadeiro é José Ribamar Ferreira de Araújo Costa, foi governador e senador tanto pelo Maranhão quanto pelo Amapá. E é ainda escritor e membro da Academia Brasileira de Letras. Pelo jeito, não transmitiu o que sabe aos dois Estados, não soube transmitir ou não sabe. De qualquer maneira, não é uma boa associação.

Ah, sim: o Pará está entre os cinco piores. O professor Simão Robison Jatene é o governador por mais vezes (três) e que por mais tempo foi eleito para o governo do Estado e permaneceu no cargo. Tem sido equitativo com alunos e professores da rede estadual de ensino: contra ambos.

Discussão

11 comentários sobre “Legado de Sarney

  1. E olhe que um tempo atrás o Amapá pagava os melhores salários de professores do país.

    O Jatene não colocou ex-reitores para atuarem como secretários de educação? Qual foi a performance deles?

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    Publicado por Jose Silva | 28 de outubro de 2017, 15:58
  2. Lucio vc que conhece bem a região, se o Barbalho fizesse pelo Pará o que Sarney fez pelo Maranhão (Itaqui, ferrovia Carajás etc.), estaríamos melhor ou não?

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    Publicado por jjss555 | 28 de outubro de 2017, 16:34
    • As decisões sobre o escoamento do minério de ferro de Carajás e o porto da Ponta da Madeira, em São Luís, não se devem a méritos do Sarney ou a deméritos do Passarinho, a quem foram debitados indevidamente os ônus. A decisão foi dos japoneses, que seriam os maiores compradores do minério, agora destronados pelos chineses. O Jader ainda era deputado nessa época. Esteve pela primeira vez em carajás para a partida do projeto, em 1984, no segundo ano do seu primeiro mandato.

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      Publicado por Lúcio Flávio Pinto | 28 de outubro de 2017, 17:44
  3. Lembro que das 10 (dez) cidades cidades brasileiras com pior IDH, 04 (quatro) são paraenses. E a cidade brasileira com o pior IDH é paraense. Das demais cidades, 2 (duas) são do Maranhão, 2 (duas) do Amazonas, 1 (uma) do Acre e 1 (uma) de Roraima.

    Com se vê, em matéria de miséria o Pará é campeããããoooo!!!!! E com folga

    É o que mostra matéria de O Globo de agosto de 2016, conforme link https://oglobo.globo.com/brasil/nas-cidades-com-10-piores-idhs-corrupcao-descaso-19823053.

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    Publicado por Antonio Silva | 29 de outubro de 2017, 12:16
    • E é campeão de miséria porque nunca houve capitalismo de verdade no Pará. Nunca houve de verdade liberdade para empreender, sem a interferência dos governos e a mentalidade de que a atividade econômica é uma atividade delinquente. As cidades mais ricas (remediadas) do Brasil são justamente aquelas onde há mais capitalismo (no Sul, só não vê quem não quer), onde as pessoas pobres (a condição natural dos seres humanos desde o nascimento) têm mais oportunidades de negócio e emprego, onde a renda das famílias é maior, onde bens e serviços circulam com alguma liberdade, claro,diz-se isso (alguma) no caso do Brasil.
      Quem entende o que temos por aqui como um capitalismo de verdade, enquanto o estado controla absolutamente tudo na atividade econômica, impondo todo tipo de obstáculos, e no final ainda fica com quase a metade do dinheiro, precisa rever seus conceitos, ler mais, estudar mais para poder rastrear as origens de sua compreensão sobre o tema.
      O horizonte do debate precisa ser ampliado, desgarrar-se da crônica minúcia em aspectos factuais, pontuais e quase sempre irrelevantes. O ambiente intelectual e ideológico no Brasil (especialmente no Norte e mais ainda no Pará) está distante de uma cultura de livres trocas, da percepção do valor que a liberdade tem para a felicidade humana.

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      Publicado por Ana Maria Cordeiro | 30 de outubro de 2017, 11:42
      • Ana,

        É isso mesmo. O pseudocapitalismo que existe no Pará é a razão da imaturidade do estado. Tudo gira em torno do estado e do extrativismo dos recursos gratuitos da região. Sociedades somente se desenvolvem criando uma economia complexa, com uma grande diversidade de produtos e serviços. Do jeito que anda nossa sociedade, este é um estágio muito, muito, mas muito distante para os paroaras. Não por falta de capacidade, mas por pura acomodação. Sair do berço esplêndido é difícil, mesmo que de esplêndido o berço não tenha mais absolutamente nada.

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        Publicado por Jose Silva | 30 de outubro de 2017, 21:14
      • Imaturidade do povo (do eleitor) enganado, caro sr. José Silva. E para que mude precisamos que as cabeças pensantes que formam opinião (como o jornalista Lúcio Flávio de Faria Pinto) puxem um debate mais focado na realidade e nos fatos que na utopia ideológica (tanto de um quanto de outro lado – se lado deveria haver), ao mesmo tempo oferecendo sugestões outras que já deveríamos ter tido há muito tempo se quiséssemos estar vivos para ver um Pará realmente desenvolvido. Mas o Pará vive de dar maus exemplos e provar aos outros que já está viciado na burrice.
        Difícil entender como as pessoas não conseguem enxergar a realidade, ficam cegas pela ideologia e não veem a monstruosa contradição de reclamar dos problemas da sociedade, mas jogando a responsabilidade sempre nos governos, para solucionar um problema que ele mesmo criou! E isso é dominante em nossa cultura! Mais do mesmo é o que parece que as pessoas querem, masoquismo dessa gente que apanha e pede para apanhar mais e mais sem saber que já estava apanhando desde sempre, mas depois diz que não gosta de apanhar, num círculo vicioso, e nunca se aprende isso, nunca nessas plagas se é capaz de aprender com os próprios erros e homenagear ao menos um pouquinho a liberdade individual ao invés de viver como promotor do gigantismo e centralização dos poderes do Estado nas mãos de algum salvador. É algo tão óbvio que chega a assustar. O resultado é a perniciosa perpetuação de verdadeiros clãs no comando de nossas vidas, para que nada mude, para que tudo permaneça como sempre foi.

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        Publicado por Ana Maria Cordeiro | 30 de outubro de 2017, 23:29
      • Pois é. Concordo com tudo. O engraçado é que o paroara ainda se acha muito esperto. Cria mitos em torno de si próprio e faz piadas com os outros sempre para demonstrar sua incrível capacidade de se dar bem diante das adversidades. Esta esperteza incomum é um mito. No final das contas, somos uns fracassados, Incapazes de transformar a nossa extraordinária riqueza natural em uma extraordinária riqueza social e econômica. Boi em pé e minério bruto são os nossos produtos mais complexos e o Vlad, quem diria, é quem melhor representa o caráter de nossa sociedade.

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        Publicado por Jose Silva | 31 de outubro de 2017, 09:06
      • Tão esperto que é enganado, mas não se deixa saber que o é. E pensar que tem povo aí pelo mundo que faz riqueza até no meio do deserto.

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        Publicado por Zé Carlos | 31 de outubro de 2017, 16:53
  4. E pelo andar das coisas devem existir mais cidades paraenses depois dessa pesquisa.

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    Publicado por jjss555 | 30 de outubro de 2017, 08:07
  5. E tudo se resolve com o círio de nazaré, pois!

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    Publicado por Luiz Mário. | 31 de outubro de 2017, 10:09

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