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Ciência, Educação

Reitor da UFPA repudia agressão

O reitor da Universidade Federal do Pará, Emmanuel Zagury Tourinho, emitiu uma nota oficial repudiando as agressões contra participantes de um encontro acadêmico dentro do campus. Aponta o prefeito de Senador José Porfírio, o vice-prefeito e três vereadores do município como insufladores, mas não o deputado estadual Fernando Coimbra, que foi citado ontem.

A nota merece ser reproduzida na íntegra.

A Reitoria da Universidade Federal do Pará vem a público repudiar veementemente a agressão à autonomia universitária de que a instituição foi alvo nesta quarta-feira, 29/11, por ocasião de um debate sobre projetos de mineração no estado do Pará. Na ocasião, o Prefeito do município de Senador José Porfírio, Sr. Dirceu Biancardi, acompanhado do Vice-Prefeito e de três vereadores daquele município, impediu a realização da atividade acadêmica programada e impossibilitou que os responsáveis pelo debate ou quaisquer pessoas afetas à UFPA saíssem do auditório para entrar em contato com o serviço de segurança institucional ou com a Administração Superior da UFPA.

Os apoiadores do prefeito também agrediram verbalmente os presentes à atividade, coordenada pela Profa. Dra. Rosa Acevedo Marin. Exercer a liberdade de expressão e enfrentar os grandes debates nacionais com os instrumentos da ciência e do pensamento crítico são aspectos essenciais do trabalho das Universidades, no ensino, na pesquisa e na extensão, daí o princípio constitucional que estabelece a sua autonomia.

Obstar, nesse ambiente, a manifestação de ideias e posições sobre fatos de qualquer natureza é impeditivo da própria existência da instituição universitária e merece ser intensamente repelido por toda a sociedade.

A agressão à UFPA foi também uma agressão ao Estado Democrático de Direito e mais uma expressão do obscurantismo que anda a ameaçar as mais importantes instituições do país. A UFPA ressalta que está solicitando a apuração detalhada dos fatos citados, assim como a devida responsabilização dos autores da agressão.

Por fim, reitera que não será tolerante com qualquer tentativa de intimidação de membros da comunidade universitária e tomará as providências necessárias para resguardar o seu direito à livre manifestação e à difusão do conhecimento aqui produzido.

Discussão

7 comentários sobre “Reitor da UFPA repudia agressão

  1. Será que a UFPA sairá da zona de conforto e passará a ser uma importante promotora de debates e ações para a construção de uma nova Amazônia? Se sim, isso é uma boa notícia.

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    Publicado por Jose Silva | 30 de novembro de 2017, 17:26
  2. O novo Brasil. MITO 2018, FORA PT.

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    Publicado por senador | 30 de novembro de 2017, 17:33
  3. Já vi aluno invadir evento e querer calar professor, mas um prefeito, confesso que inédito pra mim.

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    Publicado por Evandro Oliveira | 30 de novembro de 2017, 22:17
    • E NA UNIERSIDADE!!!!
      Cadê os professores da UFPA, que não se indignam, que não falam, que não proclamam o valor da liberdade e repudiam a intolerância?

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      Publicado por Lúcio Flávio Pinto | 1 de dezembro de 2017, 09:09
      • Creio que boa parte deles estejam “amordaçados” por bolsas e convênios da iniciativa privada, sem os quais,pouco poderiam pesquisar, dada a falta de recursos oferecidos pelo governo federal.
        Os que se manifestam, são vistos como problema é dificilmente são agraciados com incentivos, por melhor que seja sua linha de pesquisa.
        Infelizmente, a maior parte das empresas celebram convênios onde muito se pesquisa, mas quase nada se divulga.
        O caso mais recente é o convênio da Hydro, que se apropria de vários laboratórios da federal.
        Curiosamente, o interesse na UFPA se tornou maior após seus laboratórios e pesquisadores terem prestado relevante papel em ACP movida pelo MPF e MP-PA pelos passivos ambientais de Vila do Conde. Graças a UFPA o passivo foi comprovado, caracterizado e dimensionado.

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        Publicado por Bernard | 1 de dezembro de 2017, 19:22
      • Obrigado, Bernard. Você é uma exceção.

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        Publicado por Lúcio Flávio Pinto | 1 de dezembro de 2017, 20:26
  4. repudio toda forma de violência, mas professores estudantes e demais figurantes da universidade pública brasileira, (com as devidas e poucas exceções) fascistas e desonestos, não têm condições de lutar contra o que reproduzem dentro e fora da academia!

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    Publicado por felipe puxirum | 14 de setembro de 2018, 12:12

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