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Imprensa, Política

Vacas magras

Em pleno dia para comemorar o aniversário da maltratada Belém do Pará, em seu 402º natalício, o Diário do Pará deu de goleada em O Liberal. A folha dos Barbalho saiu com 60 páginas, sortida de publicidade, e a dos Maiorana com apenas 36 páginas. Ambos os jornais iguais num quesito: papel de qualidade inferior, a refletir a crise que assola a imprensa mundial impressa em papel e a paraoara em particular.

Não fossem as duas páginas duplas pagas pelo governador Simão Jatene e o prefeito Zenaldo Coutinho, os dois do PSDB, o antes musculoso jornal teria que se restringir a um anúncio menor da Vale, a maior mineradora de ferro do mundo, que veicula propaganda como se fora empresa de varejo, tal qual um supermercado da esquina. Os novos controladores do jornal tiveram que incluir uma pequena e insossa peça da sua outra empresa, a ORM Cabo.

Ou o marketing de O Liberal dormiu no ponto, ou foi sabotado, ou deixou tudo para a edição dominical (estratégia complicada ou falta de papel?), ou as empresas privadas aguardam a solução do imbróglio familiar para saber quem realmente vencerá e voltar a se enquadrar no mercado.

Discussão

3 comentários sobre “Vacas magras

  1. E nenhum dos dois sobrevive sem verba pública.

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    Publicado por Rosa Carla | 12 de janeiro de 2018, 17:19
  2. Que triste. Vários anunciantes gastando dinheiro para parabenizar Belém enquanto a cidade está a beira do caos por causa dos próprios politicos que estes anunciantes apoiaram nas últi,as eleições. Se tiovessem um pouco de amor pela cidade, deveriam ter usado o dinheiro dos anúncios em coisas mais úteis para a sociedade, tal como doar para uma instituição de caridade ou investir na restauração de alguma escola ou praça. Tudo indica que os anunciantes estão ricos, muito ricos, para jogar dinheiro fora.

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    Publicado por Jose Silva | 12 de janeiro de 2018, 17:51
  3. Triste Belém do Grão Pará, sem luzes de ideias e de intelectuais, de gestores e de questionadores, de uma imprensa mais analista, mais fecunda de posições e propostas. Até quando, oh, Belém do Grão Pará?
    Tuas praças raras e sem vida, tuas ruas sem árvores, sem gente conversando nas portas, sem crianças brincando de roda e de piras, de bolas e bicicletas. Belém congestionada a ponto de estourar em fúria de transeuntes, inundada a qualquer chuva mais generosa. Belém da violência, dos arrastões, das mazelas sem soluções, de uma orla sem visões de um por-do-sol lindo e que teima nos deslumbrar felizes.

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    Publicado por JAB Viana | 13 de janeiro de 2018, 23:55

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