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Agricultura, Estrangeiros, Multinacionais, Transporte

Mais Cargill aqui

A Cargill, que já tem um grande porto em Santarém (maior do que o terminal de carga geral da cidade), para escoar principalmente soja, trazida de Mato Grosso ou (cada vez mais) da própria região), quer agora implantar outro Terminal Portuário de Uso Privado em Abaetetuba, o município vizinho de Barcarena, onde se localiza o principal porto do Estado.

A multinacional americana j submeteu à Secretaria de Meio Ambiente e Sustentabilidade do Estado o EIA-Rima para o licenciamento ambiental. A audiência pública para a discussão da questão terá que ser realizada em 45 dias, a contar de hoje, quando o edital de comunicação da Semas foi publicado no Diário Oficial.

 

Discussão

10 comentários sobre “Mais Cargill aqui

  1. Esse é o país (e estado) que vai para frente. Somente exportamos minerais e água. Agricultura na verdade é minerais do solo, água, energia solar e floresta desmatada. Ao redor do mundo, os paises estão buscando economias diversificadas com alto valor de conhecimento agregado e com o uso da tecnologia.

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    Publicado por Jose Silva | 26 de janeiro de 2018, 16:27
  2. Lúcio, sabes dizer que fim levou aquele porto da SOTAVE? Ouvi dizer anos atrás que perdeu calado ao longo dos anos, e a antiga empresa dona do porto foi desapropriada pelo Ministério dos Transportes na era Lula, e agora ainda luta na justiça para receber indenização justa. Parece que a empresa até ganhou judicialmente ressarcimento de mais de 2,5 bilhões de reais, isso uns dez anos atrás, mas aí já sabe né… recursos, recursos, depois precatórios…
    O advogado patrono da SOTAVE, Sant’ana Pereira, já falecido, até escreveu um livro (“A Torre de Diaphanus”), onde na forma de um romance conta um pouco do embate judicial kafkiano da SOTAVE, temperado com outras cositas mais que aconteciam naquele porto.

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    Publicado por Zé Carlos | 26 de janeiro de 2018, 16:53
    • Desculpa, Zé Carlos. Só agora vi o teu comentário.
      Quando o Sant’Ana Pereira lançou seu romance “à cléf” (com nomes trocados de personagens reais), publiquei um artigo identificando cada um dos personagens fictícios e contei a história da desapropriação do porto da Sotave, maquinado por Hélio Gueiros e Henry Kayath, revelado pelo então procurador da república, Paulo Meira.O saudoso Sant’Ana era advogado da empresa usurpada, cujo projeto, para a produção de adubo químico, foi aprovado pela Sudam.O porto é, hoje, estatal. Acho que está para ser licitado. Dois problemas para o seu uso: pouco retroporto e a frágil ponte do Outeiro, construída no governo Jader Barbalho para veranistas do maltratado balneário (já sem o seu protetor ad hoc, Mariano Klautau). Foi concebido para fazer o transbordo da navegação interior para o tramsporte de cabotagem.

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      Publicado por Lúcio Flávio Pinto | 27 de janeiro de 2018, 12:25
  3. A alternativa que um leigo poderia sugerir. para esse porto, seria o acesso por balsas através do rio Maguari. A construção de uma outra ponte talvez inviabilize o negócio, pois o mondrongo construído pelo Prefeito Fernando Jorge precisa ser implodido, pois só atrapalha a navegação do rio. Esse, deveria também ser o principal eixo de transporte público humano, para o alívio do trânsito entre Ananindeua e Belém.
    Agora , o melhor mesmo era encontrar outro local para o porto, implodir a ponte e deixar Outeiro voltar a ser a bucólica ilha de muitas saudades. Infelizmente, isto não acontecerá.

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    Publicado por JAB Viana | 27 de janeiro de 2018, 18:45
  4. Aprovado. Mas deveria ser feito um projeto de mobilidade fluvial integrada com a urbana sobre rodas, usando com eficiência e sustentabilidade nossos recursos hídricos, como o rio Maguari, terminais hidroviários de qualidade e segurança e, pontos estratégicos da Região metropolitana, usando-se ferry boats modernos, confortáveis e seguros. ligando-se Ananindeua e Marituba com Outeiro, Mosqueiro, Icoaraci, Porto do Sal, Condor e Ceasa, até Barcarena.
    De quebra, uma nova ponte sobre o Maguari, que permitisse a navegação mais tranquila de grandes balsas e ferry boats.

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    Publicado por JAB Viana | 28 de janeiro de 2018, 01:06
  5. Certamente, não se pensa nas possibilidades que a natureza nos dotou.

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    Publicado por JAB Viana | 28 de janeiro de 2018, 23:56
  6. Nossa, já foi publicado edital da audiência? Incrível! Novo Record absoluto da SEMAS. O processo foi aberto na SEMAS em 24/11/17 e só foi formalizado em 04/01/2018, quando foi confirmado o pagamento das taxas. Estou aqui faz anos e nunca vi isso acontecer.
    Aí eu pergunto: Será que os técnicos da SEMAS já terão tido tempo de analisar minimamente o estudo? Ele inclusive já está disponível para o público? Se tratando do EIA um documento robusto, não seria o correto dar tempo de análise para a população? Ele já foi disponibilizado para consulta das comunidades, MP e universidades? O que motiva tanta pressa?
    Coincidência ou não, é sabido embora não muito dito, que o terreno foi vendido pelo atual Secretário Kleber Menezes, com um estudo de gaveta, feito com um termo de referência antigo, que no mínimo, deveria ser atualizado. Seria a pressa intencional para o processo avançar o máximo possível ainda neste governo? Seria interessante a Cargill responder isso.
    Pra quem interessar, segue o número do processo [2017/0000039590] que pode ser consultado aqui: http://monitoramento.semas.pa.gov.br/simlam/index.htm
    Basta clicar em ‘Protocolo’ e depois em ‘Buscar Processor’s.

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    Publicado por Bernard Torres | 29 de janeiro de 2018, 23:13

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