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Ecologia, Energia, Grandes Projetos

A grande térmica de Barcarena

Até o dia 19 vai o prazo dado pela Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Sustentabilidade para a convocação da audiência pública para o licenciamento da usina termelétrica da Celba no distrito industrial de Barcarena. O debate será travado em torno do Relatório de Impacto Ambiental, que a empresa apresentou em dezembro do ano passado. Por isso, o processo de licitação está transcorrendo com extrema velocidade, embora o porte do empreendimento sugerisse um prazo mais amplo para a divulgação do documento e do trabalho mais aprofundado, o Rima (Relatório de Impacto Ambiental).

A usina funcionará a gás natural, a ser importado. Terá capacidade para 1.607 megawatts, o equivalente a 20% da potência da hidrelétrica de Tucuruí, que é a maior do mundo. A termelétrica, chamada de Novo Tempo, uma das maiores do Brasil, será construída na área do terminal da Companhia das Docas do Pará.  Sua proprietária, a Centrais Elétricas de Barcarena (Celba), é uma sociedade anônima fechada, com sede no Rio de Janeiro. A responsável pelo Rima é uma consultora de Sergipe.

 

Discussão

5 comentários sobre “A grande térmica de Barcarena

  1. Para que uma térmica relativamente perto de duas enormes hidroelétricas? Qual a justificativa técnica? O preço da energia das hidros está caro demais? De qualquer forma, é melhor ter uma termo movida a gás do que carvão ou óleo.

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    Publicado por Jose Silva | 10 de fevereiro de 2018, 17:05
  2. Também não sei o porquê. Ao invés, por que não experimentar uma usi na solar como a da Espanha?
    em Israel, outra usina, quando pronta, no primeiro trimestre de 2018, a usina de Ashalim produzirá 121 megawatts de energia solar, suficientes para iluminar 125 mil casas, evitando a emissão anual de 110 mil toneladas de dióxido de carbono.

    http://g1.globo.com/Noticias/Ciencia/0,,MUL195663-5603,00-ESPANHA+INAUGURA+USINA+MOVIDA+INTEIRAMENTE+A+ENERGIA+SOLAR.html

    27/11/07 – 20h34 – Atualizado em 27/11/07 – 21h08
    Espanha inaugura usina movida inteiramente a energia solar

    Luz solar é refletida por 900 espelhos que se movimentam como girassóis.
    Tecnologia poderia ser aplicada no nordeste brasileiro, dizem espanhóis.
    Um projeto gigante, que gera tanto eletricidade quanto resultados positivos para o meio ambiente, foi inaugurado no sul da Espanha: a primeira usina do mundo movida inteiramente pela energia do Sol.
    No meio do terreno árido da região, a usina se destaca pela magnitude e imponência. Do chão brotam os raios que convergem no topo da torre de 160 metros, mais alta que um prédio de 50 andares. É radiação solar em estado puro, concentrada em um único ponto. Calor natural que aquece a água que corre para dentro da torre até virar vapor a 400ºC, para mover as turbinas que produzem energia elétrica sem poluir o meio ambiente.

    Novecentos espelhos gigantes se movem lentamente como girassóis. Nem dá para perceber a mudança de posição, mas eles estão sempre alinhados com o Sol para refletir o máximo de luz, direto para a torre de captação. É a maior usina solar com produção de energia em escala comercial do mundo. Daqui sai eletricidade para abastecer 180 mil casas, uma cidade do tamanho de Sevilha, que fica a 30km.

    A construção ocupa uma área do tamanho de 60 campos de futebol. E custou o equivalente a meio bilhão de reais. Cada centavo saiu da iniciativa privada, um consórcio de empresas espanholas que planeja recuperar o investimento em apenas dois anos.

    “Trocamos o gás, o carvão e o petróleo pelo Sol, que brilha 240 dias por ano na região sul da Espanha. E é de graça”, diz o engenheiro responsável pela produção de energia.

    A segunda usina, ainda maior, já está em construção. Outras sete completarão o projeto da plataforma solar de Sevilha até 2014. O plano é fornecer eletricidade para todo o sul da Espanha. E o melhor de tudo: evitar que sejam despejadas 600 mil toneladas de dióxido de carbono por ano na atmosfera.

    “É um tecnologia que pode servir a sociedade, em qualquer parte do planeta”, diz o engenheiro. “Inclusive no nordeste do Brasil, onde o que não falta é Sol”. Trata-se da fonte de energia mais antiga do mundo, mas ainda considerada por muita gente um negócio do futuro. Não na Espanha, onde já é, claramente, um sucesso.
    ————————————————————————————————————————————————–
    http://www.bbc.com/portuguese/geral-41118402

    Maior torre de energia solar do mundo é construída em deserto de Israel
    Daniela Kresch De Ashalim para a BBC Brasil

    7 setembro 2017

    Na paisagem das areias do deserto do Negev, no sul de Israel, uma torre de 250 metros de altura – o equivalente a um prédio de 50 andares – se destaca. Trata-se da torre da usina solar de Ashalim, parte do esforço das autoridades israelenses para produzir, até 2020, 10% de sua energia através de fontes renováveis; hoje, este porcentual é de 2,5%.

    A mais alta do mundo em um projeto de energia solar térmica concentrada (Concentrating Solar Power – CSP, em inglês), a torre de Ashalim é circundada por 50.600 espelhos controlados por computador (heliostatos), distribuídos por uma área de 3 km². Esses espelhos acompanharão a movimentação do sol de modo a refletir luz sobre uma caldeira localizada no alto da torre, durante o maior tempo possível ao longo do dia.

    A radiação solar infravermelha capturada pelos espelhos e refletida sobre a caldeira criará um processo térmico de vapor que moverá enormes turbinas, gerando energia elétrica “limpa”. Quando pronta, no primeiro trimestre de 2018, a usina de Ashalim produzirá 121 megawatts de energia solar, suficientes para iluminar 125 mil casas, evitando a emissão anual de 110 mil toneladas de dióxido de carbono.

    “A eletricidade será gerada a partir do vapor da mesma forma que geraria uma usina de gás ou de carvão, mas a energia não vem de combustíveis fósseis e sim do sol. É uma obra de porte para quem quer investir em energia limpa”, diz o engenheiro uruguaio Jacinto Durán-Sanchez, diretor-geral da usina solar.
    Conexão 24h

    Os espelhos serão controlados remotamente até mesmo por telefones celulares dos engenheiros e diretores. Diariamente, a areia do deserto acumulada sobre eles terá de ser retirada.

    “Os heliostatos vão estar inclinados, levando os raios de sol e o calor até a caldeira para levar a água a um vapor de 600 graus. Cada heliostato tem seu comando individual e remoto. Entre os espelhos há torres de wi-fi para assegurar que estejam conectados 24h por dia”, explica o engenheiro argentino Claudio Nutkiewicz, outro latino-americano envolvido no projeto.

    No mundo, existem atualmente apenas 10 usinas heliotérmicas com capacidade superior a 121 MW. A maior é a de Ivanpah, no deserto do Mojave (EUA), inaugurada em 2014, com capacidade projetada de 392 MW. Mas ela conta com três torres de 190 metros de altura cada uma (40 andares), que recebem luz de 173.500 heliostatos.
    O projeto de Israel é mais humilde no número de espelhos (um terço), mas inova ao contar com apenas uma torre dez andares mais alta – que teria potencial maior na produção energética com custo menor do que o de erguer diversas torres. Novos megaprojetos com torres altíssimas (ao invés de várias mais baixas) estão em andamento. Uma delas, na Austrália, chegará perto da de Ashalim. A Aurora Solar Energy terá uma torre de 227 metros de altura (48 andares).

    A usina solar (ou heliotérmica) de Ashalim tem custo estimado de US$ 570 milhões e, faz parte de um projeto mais amplo, o Megalim, uma joint-venture entre a General Electric (GE), a BrightSource (empresa americana de energia solar que também construiu a usina de Ivanpah) e o fundo israelense Noy (que investe em infraestrutura, com participação do Banco Hapoalim, o maior do país).

    ________________________________________________________________________________________________

    Veja imagens:
    https://www.google.com.br/url?sa=i&rct=j&q=&esrc=s&source=images&cd=&cad=rja&uact=8&ved=0ahUKEwjZhcXNnqHZAhVDj5AKHRS8BnIQjRwIBw&url=http%3A%2F%2Fwww.mundogump.com.br%2Fnovos-modelos-de-usinas-solares%2F&psig=AOvVaw0gB-q84KMvcozD3Quyy915&ust=1518554531930616

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    Publicado por Jab Viana | 12 de fevereiro de 2018, 17:43
  3. A usina de Ashalim produzirá 121 megawatts, a um investimento de US$570 milhões. A de Barcarena para gerar 1.607 megawatts, custará quanto só no projeto? A Solar terá combustível grátis. Já a movida a gás, terá que pagar pelo gás, pela logística de transporte e armazenamento e riscos. Em um horizonte de 5 a 50 anos quem custa mais?

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    Publicado por Jab Viana | 12 de fevereiro de 2018, 17:54

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