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Política

Pará: órfão político

Helder Barbalho é o candidato mais forte neste momento da corrida para alcançar o governo do Pará na eleição de outubro. Sua vantagem é grande, mas não garante que ele chegará em primeiro no dia da votação.

As prévias até agora divulgadas não deixam dúvida de que ele será o mais provável vencedor do 1º turno, se contar com uma estrutura substitutiva ao ministério da Integração Nacional, do qual terá que se afastar até 7 de abril para se desincompatibilizar e concorrer. E não for surpreendido por algum salpicar de lama da Operação Lava-Jato, da qual ele e o pai, o senador Jader Barbalho, parecem ter se protegido com sucesso – até agora.

Há, no entanto, um elemento de imponderabilidade e ameaça, o mesmo que lhe permitiu ser deputado estadual, senador e ministro, sem lhe dar a vitória para a disputa anterior pelo governo estadual: o sobrenome. Ser Barbalho lhe garante de saída, um terço do eleitorado do Pará, sem precisar de empenho para conquistá-lo. Mas também não lhe assegura a metade mais um dos votos válidos para vencer no 2º tuno, que parece ser inevitável no Estado.

Essa indefinição é responsável pelo vácuo dominante no colégio eleitoral neste momento, registrado pelas sondagens realizadas.Na consulta espontânea, mais de dois terços dos entrevistados ainda estão indecisos (52%) ou pretendem votar nulo ou branco (16%). Sobram para o ministro 15%. Para seu mais próximo concorrente, o deputado federal Edmilson Rodrigues, apenas 3%.

Na votação induzida, Helder dobra a preferência e Edmilson quase a quadruplica, apenas passando, contudo, de 11%. A maioria silenciosa, descrente ou desconfiada baixa para 30%, ainda assim praticamente do tamanho do principal candidato.

O eleitor quer nome novo. A mais característica novidade é Úrsula Vidal, que se destaca mais do que as novidades apenas aparentes, de políticos que nunca disputaram o principal cargo majoritário, mas se desgastaram pelos patamares inferiores do poder. ´É quase impossível que Úrsula, com seus parcos recursos atuais e sem penetração por grande parte do interior, consiga ocupar plenamente esse vácuo.

O Pará continua órfão de boas lideranças. Está ameaçado de, por falta de opção, errar mais uma vez, se distanciando ainda mais da concretização do seu potencial de grandeza.

Discussão

9 comentários sobre “Pará: órfão político

  1. Tá ruim mesmo. Cadê o Jordy? Ou ele perdeu todo o capital político e credibilidade quando os problemas particulares dele vieram à tona anos atrás?

    Entre os três nomes que você listou, creio que é melhor mesmo arriscar na Úrsula do que repetir os mesmos erros com o Ed e o Barbalinho. Posso está até errado, mas creio que a LJ em breve limitará as barbalhices nas próximas eleições.

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    Publicado por Jose Silva | 24 de fevereiro de 2018, 16:40
  2. Nem Ūrsula nem ninguém. Não há em quem votar e isso chega a ser angustiante.

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    Publicado por Ademar Ayres do Amaral | 24 de fevereiro de 2018, 22:35
  3. A intervenção militar vem com força ,para alijar da vida publica os maus servidores aqueles que atrasou o estado não falindo por ser rico, o povo do Pará jamais vai ver o atraso que essa família barbalho arruinou
    .

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    Publicado por Dennis Dias Alves | 25 de fevereiro de 2018, 01:27
  4. E o candidato do Jatene? Já está definido?

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    Publicado por Jonathan | 25 de fevereiro de 2018, 03:37

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