//
você está lendo...
Cultura, Educação

Juristas evangélicos se manifestam

Reproduzo, a seguir, a manifestação dos juristas evangélicos sobre a polêmica envolvendo a dissertação de mestrado de Dienny Rilker sobre o casamento. O debate tem que prosseguir para bem instruir a participação dos que desejarem acompanhar a defesa da dissertação. Por uma questão de espaço, suprimi as assinaturas dos que subscreveram o documento. E o dividi em mais períodos para facilitar a leitura.

O Conselho Diretivo Nacional – CDN da Associação Nacional de Juristas Evangélicos – ANAJURE, no uso das suas atribuições estatutárias e regimentais, emite a presente Nota Pública acerca da perseguição de ordem ideológica que vem ocorrendo no âmbito da Universidade Federal do Pará – UFPA contra a aluna de Pós-Graduação Dienny Estefhani Magalhães Barbosa Riker e seu orientador, Prof. Dr. Victor Sales Pinheiro, pertencente ao próprio Programa de Pós-Graduação referido, em função da dissertação de mestrado intitulada “O BEM HUMANO BÁSICO DO CASAMENTO NA TEORIA NEOCLÁSSICA DA LEI NATURAL: RAZÃO PRÁTICA, BEM COMUM E DIREITO”, em que ambos estão sendo acusados, por grupos alheios à Coordenação da Pós-graduação em Direito daquela Instituição, de defenderem preconceitos e violência para com a comunidade LGBTQ, tendo em vista proposições e formulações de ordem teorética e filosófica expostas veiculadas no texto do mencionado trabalho acadêmico.

I – SÍNTESE DOS FATOS

A aluna do Programa de Pós-graduação em Direito da UFPA, Dienny Estefhani Magalhães Barbosa Riker, ingressou no PPGD com proposta de pesquisa intitulada “Casamento: Sua Natureza Conjugal e Relevância para o Bem Comum”, pela qual buscou fornecer uma análise da instituição do casamento e da família, e sua relação com os fundamentos do Estado Liberal e dos Direitos Humanos frente aos desafios atuais e as propostas de reconfiguração e reconceituação desses institutos na modernidade. É de se salientar que: o projeto foi aceito e aprovado pelo Programa de Pós-graduação, com a designação da orientação ao Prof. Dr. Victor Sales Pinheiro.

Em assim sendo, a discente desenvolveu a pesquisa por dois anos, resultando na devida qualificação realizada em agosto de 2017. A mestranda cumpriu, pois, todos os créditos de disciplinas, estágio docência, publicações e participações em eventos acadêmicos, o que lhe conferiu a possibilidade de depositar o trabalho, conforme determina o Regimento do PPDG-UFPA.

Em março de 2018, portanto, foi feito pela mestranda o depósito da dissertação “O Bem Humano Básico do Casamento na Teoria Neoclássica da Lei Natural: Razão Prática, Bem Comum e Direito”, com defesa marcada e aprovada pelo PPGD-UFPA para o dia 4 de abril de 2018.

Ao tomar ciência da existência da pesquisa acadêmica e de seu conteúdo, movimentos sociais que arrogam para si a defesa dos direitos da comunidade LGBTQ iniciaram uma série de protestos nas redes sociais e no próprio ambiente da UFPA, com o fito de desqualificar o trabalho acadêmico realizado pela aluna como uma “pesquisa não científica de caráter religioso”, usando expedientes intimidatórios e argumentações ad baculum, demandando da Universidade a reprovação e exclusão da mesma do seu Programa de Pós-graduação em Direito, vez que, no entendimento particular desses grupos e de acordo com os termos por eles considerados válidos, a pesquisa realizada não buscou a efetivação dos Direitos Humanos, violando, portanto, a regra regimental do referido programa acadêmico.

II – DA POSIÇÃO INSTITUCIONAL DA ANAJURE FRENTE ÀS ACUSAÇÕES PROFERIDAS CONTRA A PESQUISA CIENTÍFICA EM QUESTÃO:

Em defesa das liberdades civis fundamentais, o Conselho Diretivo Nacional da Associação Nacional de Juristas Evangélicos – ANAJURE, manifesta-se em plena discordância com as acusações de desrespeito aos Direitos Humanos, dispensadas por grupos de defesa dos direitos LGBTQ, à pesquisa científica elaborada pela aluna Dienny Riker e seu orientador, Prof. Dr. Victor Pinheiro. E, assim o faz, primeiramente, trazendo à memória o fato de que o reconhecimento das liberdades de expressão e científica, enquanto direitos fundamentais, estão em relação íntima com as experiências totalitárias do século passado.

Embora regimes totalitários afirmassem tais liberdades, a realidade demonstrava uma produção científica delimitada à legitimação dos ideais dos mesmos. Não foi abstraída de razão a luta contra esse sistema de conveniência, comandada por nomes como Albert Einstein, Michael Polanyi, Karl Popper, Bertrand Russel e outros, os quais afirmavam a necessidade de liberdade para o florescimento da ciência.

De fato, com o gradativo reconhecimento e a solidificação de tais direitos fundamentais, Estados-nação se estruturaram em torno de corpos jurídicos compromissados em pensar sua organização a partir da disponibilização e gozo desses direitos por seus cidadãos. No ordenamento jurídico desta Pátria, o direito fundamental à liberdade foi contemplado em suas várias esferas e, notadamente no art. 5º, inciso VI, da CF/88 está consagrada a liberdade de consciência e de crença. Diz o texto:

É inviolável a liberdade de consciência e de crença, sendo assegurado o livre exercício dos cultos religiosos e garantida, na forma da lei, a proteção aos locais de culto e a suas liturgias”. (grifo nosso)

O dispositivo supra parte do pressuposto da integralidade do ser humano, de modo que negar a expressão de suas crenças é negar sua identidade, eis que seus valores e princípios organizam seu mapa de sentido, fornecendo direção e propósito à sua existência, e assegurando seu loco de fala perante seus pares em sociedade.

Sob essa perspectiva, entendemos não ser possível exigir que um indivíduo, na posição de discente ou docente ao nível de produção acadêmico-científica, anule completamente suas crenças mais profundas e delas se abstenha, para que lhe seja permitido produzir ciência e esta ser considerada válida como tal.

Se a premissa “apenas pessoas não religiosas podem ser imparciais em suas produções acadêmicas” pudesse remotamente ser pensada como verdadeira, o que se admite apenas para fins de debate, aproximadamente 90% da população brasileira teria que ser excluída dos espaços públicos tidos por imparciais e democráticos, visto que esse é o numerário dos brasileiros que se declara cristão, por exemplo, de acordo com a pesquisa do IBGE em 2010. A impossibilidade é latente e absurda.

A consequência de defender essa malsinada regra é privar pessoas de seus direitos, simplesmente por suas convicções de ordem religiosa e filosófica, constituindo em clara violação ao inciso VIII do mesmo art. 5º da CF de 1988, segundo o qual “ninguém será privado de direitos por motivo de crença religiosa ou de convicção filosófica ou política”.

Logo, as ações repressivas implementadas pelos grupos de defesa dos direitos LGBT e seus apoiadores contra a produção científica em testilha, podem facilmente ser classificadas como violadoras de Direitos Humanos, pois objetivam tolher a liberdade de expressão e consciência de uma minoria, composta por uma aluna e seu orientador.

Ainda, a liberdade de expressão de um indivíduo deve ser assegurada na ciência, conforme o inciso IX do retro citado artículo constitucional, que expõe o direito de ser “livre a expressão da atividade intelectual, artística, científica e de comunicação, independentemente de censura ou licença”.

Em outras palavras, a pressão e argumentação ad baculum promovidas por grupos de defesa LGBTQ contra a direção do Programa de Pós-graduação em Direito da UFPA, com o objetivo de impedir a aceitação da dissertação em comento, unicamente por ideologia e interesse de próprio grupo descontente com o conteúdo científico, constitui afronta ao preceito constitucional esposado.

É intolerância, das mais cruéis. Equipara-se à causa mortis de tantos outros cientistas que até mesmo tiveram suas vidas ceifadas por pensarem diferente. Afronta, também, o pluralismo de ideias tão caro ao ambiente universitário e científico, o qual prima pela livre circulação de proposições dentro de um processo de crítica e revisão do pensamento, tendo em vista a imperfeição e falibilidade humana na compreensão do universo e da realidade. Essa regra é especificamente reconhecida pela Carta Magna:

Art. 206. O ensino será ministrado com base nos seguintes princípios: […]; II – liberdade de aprender, ensinar, pesquisar e divulgar o pensamento, a arte e o saber; III – pluralismo de idéias e de concepções pedagógicas, e coexistência de instituições públicas e privadas de ensino; […].

O saber científico, sendo uma “reunião dos saberes organizados obtidos por observação, pesquisa ou pela demonstração de certos acontecimentos, fatos, fenômenos, sendo sistematizados por métodos ou de maneira racional: as normas da ciência[1], não teme a relativização de instituições milenares ou ideias que reforcem a necessidade e importância dessas instituições, por meio de pesquisas científicas. Estas devem ser possibilitadas, analisadas, aceitas ou rejeitadas, com base no mérito probatório, e não no desgosto dos ouvintes.

Ao contrário, a liberdade científica e intelectual faz parte do progresso social, dos mecanismos de resposta aos anseios sociais, emerge da dignidade da pessoa humana, e é signo de vida coletivizada[2], alçada ao título de patrimônio público cultural (art. 216, incisos III e V). Outrossim, não se olvide que o compromisso deste Estado para com a livre expressão do pensamento, crença e convicção alcança a esfera jurídica internacional[3].

A acusação de que a discente Dienny Riker teria realizado “uma pesquisa não-científica maculada por crenças religiosas” torna-se mera abordagem retórica e sofista para tentar desqualificar a pesquisa pela criação de um espantalho. Neste sentido, a pesquisa tomou por base a Teoria Neoclássica do Direito Natural, uma corrente jusfilosófica tradicional e admitida no campo da filosofia do direito, e foi embasada em autores respeitados como referenciais teóricos, não havendo o uso de escritos sagrados como tendo valor normativo de per si, de maneira tal que, julgada pelos parâmetros do método científico, não encontra óbice ao seu prosseguimento e divulgação, quer haja descontentamento entre os destinatários ou não.

No caso específico, a dissertação encontra-se em consonância com a linha de pesquisa “Constitucionalismo, Democracia e Direitos Humanos” do PPGD-UFPA, no eixo do projeto de pesquisa da nova teoria da lei natural de John Finnis, financiado pela Chamada MCTI/CNPQ/MEC/CAPES Nº 22/2014 – Ciências Humanas, Sociais e Sociais Aplicadas, ensinado nas disciplinas Teoria do Direito, Princípios da Filosofia do Direito Contemporânea e Filosofia da Lei Natural, e debatido em diversos grupos de pesquisa registrados no CNPq.

De fato, o direito de liberdade de expressão e de pesquisa poderá encontrar limitações em razão da previsão legal e/ou em outras situações pontuais, contudo, a liberdade será sempre a regra e não a exceção. A mera alegação vazia e sem nexo de causalidade de “discurso de ódio” não fornece justificativa plausível para a relativização/ponderação desse princípio no presente caso.

Vale considerar, ainda, que não se postula aqui uma aprovação prima facie da dissertação apenas por tratar de um tema relevante à sociedade, ao Direito e legitimamente consonante à linha de pesquisa do Programa de Pós-Graduação.

A dissertação deve, por óbvio, ser submetida à avaliação da banca, que, no uso de suas atribuições, procederá à análise formal e material do trabalho, após o que se seguirá a conceituação e definição de uma nota. O que se postula, na verdade, é a impossibilidade e antijuridicidade de, após a dissertação ser devidamente qualificada, tendo sido aprovada pelo PPGD-UFPA a data da defesa, a aluna ser reprovada e excluída do Programa de Pós-graduação – como defendem os grupos perpetradores das represálias à estudante – simplesmente por discordância da posição adotada dentro de um trabalho científico que, como visto, reflete uma posição jusfilosófica tradicional, de reconhecido mérito acadêmico, e ensinada no âmbito das universidades brasileiras e internacionais, constituiria uma grave violação, diríamos até impensada, dentro do sistema educacional federal do País.

III – CONCLUSÃO E ENCAMINHAMENTOS

Nesses termos, a Associação Nacional dos Juristas Evangélicos – ANAJURE, RESOLVE:

  1. I) Posicionar-se, veementemente, contra qualquer represália promovida por grupos de defesa dos direitos LGBTQ e outros que, porventura, participem ou apoiem ações atentatórios dessa natureza, que tenha o condão, por assim ser, de ameaçar ou mesmo barrar a arguição avaliativa da pesquisa de mestrado intitulada “O BEM HUMANO BÁSICO DO CASAMENTO NA TEORIA NEOCLÁSSICA DA LEI NATURAL: RAZÃO PRÁTICA, BEM COMUM E DIREITO”, realizada pela aluna Dienny Riker e seu orientador, professor Dr. Victor Pinheiro;
  2. II) Pugnar, também, que, em consonância com a tradição democrática do Centro de Ciências Jurídicas da Universidade Federal do Pará, o PPGD se posicione, de modo firme e peremptório, contrário aos acontecimentos arbitrários, antidemocráticos, de natureza autoritária, que deram azo a esta Nota Pública, e implemente medidas de sua alçada para evitar qualquer limitação da liberdade científica e de expressão daqueles sujeitos, por certo minoritários, dentro do ambiente acadêmico;

III) Informar, por último, que, se necessário for, usando seu corpo jurídico espalhado em todo o território nacional, tomará as providências administrativas e judiciais cabíveis, com o fim de assegurar a defesa do referido trabalho científico, sem censuras ou constrangimentos ilegais, por ser essa a principal liberdade individual prevista historicamente no seio do establishment acadêmico.

Brasília, 28 de março de 2018

Discussão

17 comentários sobre “Juristas evangélicos se manifestam

  1. Só é científica para os evangélicos porque vai ao encontro de sua pauta política e teológica. Do contrário, não fariam tanta festa jurídica. Lamentável que esse veículo se preste a difundir ingenuamente (?) essa posição, sem qualquer crítica. Tudo que é conservador realmente se esboroa pelo ar…

    Curtir

    Publicado por Marlon A T Araujo | 30 de março de 2018, 19:11
  2. O auditório do ICJ no campus da UFPA, será pequeno para a assistência acompanhar a defesa da dissertação da mestranda e ouvir a arguição da Banca Examinadora.

    Curtir

    Publicado por Thirson Rodrigues de Medina | 30 de março de 2018, 19:24
  3. Filosofia não é ciência. Portanto, falham os grupos LBTGs de tacharem o trabalho em questão como pesquisa científica de caráter religioso, assim como a ANAJURE de usar o nome da ciência para justificar a defesa da dissertação. Minha posição é simples: a dissertação precisa ser defendida como qualquer outra, pois ela seguiu as normas padrões de trabalhos acadêmicos de filosofia. O resto é debate filosófico, que continuará pela eternidade sem qualquer conclusão.

    Curtir

    Publicado por Jose Silva | 30 de março de 2018, 19:46
  4. Precisava divulgar isso??? É homofobia. Só falta declarar voto no nazista.

    Curtir

    Publicado por Junior | 30 de março de 2018, 20:00
  5. Discussão irrelevante, a não ser que a autora no final diga que a única forma de união é o casamento, principalmente o religioso, tratando-se de um dissertação ligada ao direito. Melhor seria ela estudar o sexo dos anjos, como li em um texto sobre uma outra dissertação de mestrado.

    Curtir

    Publicado por Everaldo | 30 de março de 2018, 20:17
  6. A pesquisadora tem o direito de apresentar o seu trabalho e de ser avaliada por banca examinadora, dentro do marco de regulamentação da atividade científica e filosófica.

    Curtir

    Publicado por Jab Viana | 30 de março de 2018, 23:35
    • É verdade, Jab. Foi a intolerância, o obscurantismo e o espírito inquisidor que desviaram um acontecimento acadêmico rotineiro, que é o debate das ideias, numa espécie de tribunal de exceção, como os dos “processos de Moscou”. Até os inquisidores medievais de Galileu foram mais tolerantes (talvez pelas relações da família de Galileu com o papado) e mais bem informados. Não é a visão geral que se tem. Mas quem consultar a íntegra dos autos do processo de Galileu, abertos ao público alguns anos atrás, acompanhará um debate mais profundo entre acusadores e acusado do que os anátemas de hoje, em caso inverso: uma volta ao naturalismo como expressão de um anseio (ou um desespero) pela família em crise.

      Curtir

      Publicado por Lúcio Flávio Pinto | 31 de março de 2018, 09:00
  7. Creio que a única coisa que está faltando para essa aluna é ser morta por afogamento nas águas turvas do rio Guamá por essa turba de loucos. Será que eles vão dar ao corpo físico dela o mesmo fim que foi dado aos Anabatistas do século XVI? Porque para uma certa parte da cidadania dessa jovem já houve morte no momento em que essas pessoas iniciaram a primeira sessão de tortura por afogamento nas profundas águas das redes sociais e da militância ideológica. Essa situação é gravíssima! Por vários dias esse crime vai se avolumando em gravidade e densidade. Cada nova ação contra Dienny Riker é uma nova sessão de afogamento da verdade, da liberdade e da igualdade. Em todos esses dias estamos vendo a ufpa sendo sodomizada por ações de um grupo de alunos que são e foram também sodomizados intelectualmente por certos docentes que descaradamente trazem a ideia e a prática que agora faz da mestranda um alvo a ser execrado. Tudo isso vem sorrateiramente no bojo de vários cursos e disciplinas que foram infectadas pelo ópio ideológico da luta de classes e dos movimentos “social”. Coitado do povo verdadeiro e do verdadeiro povo! Na vida de pessoas como esses defensores dos oprimidos o povo só serve de álibi para os mais variados, inusitados e graves crimes contra a humanidade. O povo é o primeiro a ser massacrado.
    Tenha certeza que no dia 04/04/2018 haverá muita gente para apoiar essa aluna que legitimamente cumpriu todos os tramites democráticos e legais estabelecidos pela ufpa para defender seu trabalho acadêmico. As duas frases a seguir foram creditas a duas personalidades históricas. A primeira frase foi de um negro, ativista e maior líder na luta por direitos civis dos negros nos Estados Unidos: “o que me preocupa não é o grito dos maus, mas o silêncio dos bons”. Nunca é demais lembrar aos dementes de plantão que estão a perpetrar esse crime contra Dienny Riker, que esse mesmo líder era PASTOR e NEGRO (uma minoria), e que o mesmo foi morto por gente com a mesma genética “espiritual” e “intelectual” criminosa dos que agora perseguem e insultam essa aluna. A segunda frase é:”Um dia, vieram e levaram meu vizinho, que era judeu. Como não sou judeu, não me incomodei. No dia seguinte, vieram e levaram meu outro vizinho, que era comunista. Como não sou comunista, não me incomodei. No terceiro dia, vieram e levaram meu vizinho católico. Como não sou católico, não me incomodei. No quarto dia, vieram e me levaram. Já não havia mais ninguém para reclamar.” O autor desse texto foi um PASTOR, Niemöller, que cometeu o grave erro de se tornar um defensor do nazismo, e que depois de ter observado a real face do monstro nazista, que se dizia bom e justo, tornou-se um dos maiores inimigos do mesmo sistema, e que por essa atitude foi parar nos campos de concentração. As vezes os cursos, diretórios e salas da ufpa são iguais aos campos de concentração nazistas.
    Não importa com que cara ou cor o espírito totalitário e autoritário venha aparecer no curso e nas geografias da história humana, o resultado é sempre o mesmo: farto derramamento de sangue dos indefesos e inocentes; barbárie; morte; desumanidade; terror…Esse será o destino da ufpa? Veja o tamanho da truculência e incoerência dessa gente que se arroga “perseguida e desrespeitada”. Cerca de 90% dos brasileiros são cristãos. São esses 90% que pagam a maior parte esmagadora dos tributos que viabiliza estudo, bolsa e o pagamento dos salários de muitos desses perseguidores (alunos, professores e técnicos) nas universidades como a ufpa. Esse absurdo é tão desprezível como o é o cinismo, a violência e a virulência dessa gente, e isso nas mais variadas formas que se cristaliza no tempo e no espaço. E depois tentam negar que um dos seguimento sociais e religiosos mais perseguidos não são os cristãos.
    Se o Juliano Moreira estivesse funcionando, não seria capaz de abrigar tantos loucos perseguidores que se dizem perseguidos como esses. O que os possuiu foi o espírito doentio que o grande Machado de Assis registrou no conto “O Alienista”. Cabe a pergunta: quem de fato são os doidos nessa história, Dienny Riker que cumpriu o que a carta magna e a ufpa determina ou os usurpadores empoleirados e emponderados que se acham donos da situação? De doido essa gente não tem nada! São profissionais da incompetência docente e discente. Eis uma das razões por se ver e sentir as péssimas qualidades dos trabalhos ditos “científicos” que estão sendo execrado pelos institutos competentes, dentro e fora do Brasil. A produção científica dos últimos 15 anos despencou “esquerdamente”.
    Se esse mesmo ato de perseguição tivesse sido praticado por cristãos, já teria se manifestado imediatamente: toda cúpula da ufpa, como foi o caso recente contra o texto do Lúcio Flavio (mera tribuna política), em que o espírito corporativista, ideológico e militante das ratazanas metidas a intelectuais soltaram uma daquelas notas de solidariedade xexelentas e vazias de argumentos e de direitos legais contra o jornalista e todos quantos se posicionam contra a massiva dominação ideológica das universidades; direitos “humanos”; OAB; ministério de um “só” público e toda irmandade da causa “justa” estariam de plantão cobrando providencias e punições. Parabéns a ufpa! Esse ato vergonhoso, antidemocrático, ilegal, refratário e pernicioso ficará como uma mancha fétida nos anais da instituição. O silêncio constrangedor e conivente, a demora em dar uma resposta nos termos da carta magna é prova de que a ufpa está se tornando um puxadinho ideológico bem mequetrefe, sorrateiro e vil de seres que pouco ou nada contribuem para o real crescimento do verdadeiro espírito do livre saber nas ciências.
    Com uma universidade dessas, quem precisa de uma verdadeira academia de ciências? Numa universidade dessa Galileu, Newton, Einstein, Leonardo da Vinci,Francis Bacon, René Descartes, Johannes Kepler, Gottfried Leibniz, William Derham, Michael Faraday, Samuel F. B. Morse, Joseph Henry, James Joule, William Thomson, James Clerk Maxwell, Georg Cantor, Max Planck, Kurt Gödel, Robert Boyle, John Dalton, William Ramsay…etc. seriam sumariamente perseguidos, e provavelmente mortos. Esses cientistas, no mais profundo sentido da palavra, eram em boa medida cristãos. E a lista de cientistas desse mesmo calibre é muito longa. São essas figuras humanas que se agigantam com ar de divindade na história dos mortais é que nos inspira e nos faz avançar prestando a eles devida reverência. Eles foram cristãos, e por isso os mataríamos ou os perseguiríamos? Como já disse o filósofo Luiz Felipe Pondé:” é mais fácil você achar diálogo e debate numa igreja evangélica do que em várias universidades públicas e em certos diretórios acadêmicos.” Lúcio, a pequena semente do mal que você viu ser plantada na ufpa e na universidade de São Paulo com tanto ardor, carinho e para alguns até com certa inocência, se tornou árvore frondosa e frutífera. Seguindo a máxima de um dos evangelhos:”portanto, pelos seus frutos os conhecereis.”

    Curtir

    Publicado por Diniz | 31 de março de 2018, 03:42
  8. As universidades de Harvard e Yale, entre outras, foram criadas por crentes puritanos que fundaram a América. Sim, os EUA ainda não existiam. Hoje são universidades anticristã. Mas pelo menos a placa de Harvard (ainda) está lá. O que a Anajure não compreendeu é que a teoria de direitos humanos vigente no globo é uma teoria jurídica de esquerda. Ela é pensada e utilizada na academia de acordo com a ideologia de esquerda. Quando alguém se dispõe a desafiar o status quo, é e será alvo de manifestações de ódio. Sob o aspecto da solidariedade, vejo pouca utilidade.

    Curtir

    Publicado por jjss555 | 31 de março de 2018, 08:19
  9. “Amar a deus (o macho supremo, o macho divino) sobre todas as coisas!” , é uma Lei homoafetiva ou apenas uma conveniência para tentar justificar a mentalidade machista/religiosa?!

    Curtir

    Publicado por Luiz Mário | 31 de março de 2018, 10:04
  10. Independente da religião, posição política, ou da tradição ética das pessoas, há sempre a regra de ouro que é universal e serve de base para orientar qualquer ação:

    “Cada um deve tratar os outros(as) como gostaria que ele (ou ela) próprio(a) fosse tratado(a)”.

    Tomando como base esta premissa, creio que nem o movimento LBTG gostaria de ter sua liberdade de expressão limitada pelos religiosos e nem que o movimento dos religiosos gostaria de ter sua liberdade de expressão limitada pelos LBTGs.

    Em resumo: deixem a discussão fluir segundo as regras básicas de convivência da vida acadêmica.

    Por fim, JJ a “teoria” (ou princípio) dos direitos humanos não é de esquerda. É universal. Significa basicamente, segundo a ONU que: “todos os seres humanos nascem livres e iguais em dignidade e em direitos. Dotados de razão e de consciência, devem agir uns para com os outros em espírito de fraternidade”.

    Quem seria contra este príncipio básico de civilidade?

    Curtir

    Publicado por Jose Silva | 31 de março de 2018, 11:19
  11. Até parece que os direitos humanos foram inscritos em pedras entre as cortinas de ferro do olimpo comunista por seu deus Stalin, entregues a algum profeta bolivariano( Fidel ou Che Guevara?) nos montes Urais. Perdoai-os Senhor, eles não sabem o que falam!

    Curtir

    Publicado por Jab Viana | 31 de março de 2018, 18:22

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: