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Cultura

Livro, ó livro!

A Unesp (universidade do Estado de S. Paulo) encerrará amanhã a sua primeira feira do livro, na capital paulista. Mais de 100 editoras oferecem milhares de títulos com desconto de 50% sobre o preço de capa. Sem penduricalhos e dissipação de dinheiro em atrações paralelas. Quem vai a uma feira de livro quer comprar livro. Quanto mais livro, por baixo preço, melhor. Só isso. O mais, caro Paulo Chaves Fernandes, é, rigorosamente, detalhe – ou estatísticas boba, vazia, sem sentido. Para aplaudo de quem não gosta de ler, ou não sabe.

Por que nãos seguir o exemplo da Unesp, certamente copiado das feiras de novembro da USP, de en enlouquecer (de alegria e gula) o amante dos livros?

Discussão

6 comentários sobre “Livro, ó livro!

  1. É tão difícil de entender?

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    Publicado por Edyr Augusto | 13 de abril de 2018, 14:38
  2. Onde estão a iniciativa privada e as universidades paroaras para organizarem uma feira paralela focalizada realmente nos livros?

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    Publicado por Jose Silva | 13 de abril de 2018, 14:56
    • Feira do Livro no Pará só serve para concentrar editoras e livrarias porque desconto mesmo não há. Pelo contrário, podem até ficar mais caros em razão do preço que se paga para ter um “quiosque” lá.

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      Publicado por Jonathan | 13 de abril de 2018, 15:15
  3. Alguns escritores se reuniram e contando com apoio da Livraria da Fox e da Empíreo Editora, já estão na quarta edição da Flipa, Feira Literária do Pará, sempre no terceiro final de semana de outubro. Os resultados têm sido ótimos. Mesmo não tendo nenhum apoio oficial, lança sempre o primeiro livro de um autor local, um livro esgotado e importante, também de autor local e homenageia grandes nomes. Os resultados em venda de livros essencialmente de autores paraenses ou que exerçam sua atividade aqui, têm sido excelentes. Nada a ver com essa farsa chamada Feira Pan Amazônica.

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    Publicado por Edyr Augusto | 13 de abril de 2018, 15:50
  4. Existe algum levantamento sobre os resultados comerciais da “Feira Pan-Amazônica do Livro” de Belém? Qual o resultado de uma feira, cujas últimas edições se transformaram mais em uma festa, um ponto de reunião de “galeras” de não-leitores? Afinal, a feira é “do livro” ou um ponto de encontro de jovens e de propaganda de lojas de departamento? E os preços, absurdos…
    Logo que foi criada (até mesmo na época do Centur), até que se podiam encontrar bons livros na feira do livro, a preços baixos. Não era essa quermesse toda que vem sendo nos últimos anos, com atrações paralelas de marketing editorial chamando gente demais para compra de menos. E lá nem tanto o preço é diferenciado daqueles das livrarias. Acrescente-se ainda o fator internet. Eu, p. ex., compro meus livros em lojas virtuais por preços muito mais em conta que na feira do livro (inclusive sebos, ou “Estante Virtual, “Juspodivm”, “RT”, “Saraiva”, “Americanas.com”, dentre muitas outras, p. ex.), com o conforto de fazer isso da minha casa ou do trabalho, recebendo o pedido em tempo relativamente curto, quinze dias e até menos! Até agora não falhou. Encontro preços em média 30% mais baratos, e muitas promoções do tipo “leve dois e pague um”, até três, sem custo de frete algum! Acabo de receber “Crime e Castigo”, de Dostoiéviski, edição nova, capa dura, por apenas 49,90. Conseguiria na feira do livro ou em alguma livraria de Belém por esse preço, considerando deslocamento, estacionamento, combustível etc.?
    A banco do Beto, “News Time” do Pátio (nome de fantasia criado por mim e meu irmão Fábio na época do Iguatemi, negócio que vendemos ao Alberto Ruffeil em 1997), quando encerrou as atividades anos atrás, fez um baita feirão do livro para esgotar seus estoques, e só mesmo interessados em leitura viram a oportunidade de comprar obras encalhadas, mas muitas de baixa rotatividade. Claro, muita porcaria, que me perdoem o termo, mas é esse o exemplo de como deve ser uma feira do livro, não só para lançamentos e porcarias, como também livros raros ou difíceis de encontrar, que muitas vezes são consumidas por cupins nos depósitos das lojas, bancas, editoras e seus representantes. Claro que o Beto estava encerrando suas atividades, mas a comparação é no sentido de que uma feira do livro não é só para fazer propaganda de livros novos (ou para encerrar atividade), mas também, e exatamente, para zeras estoques, e sabemos que há muitos livros que são devolvidos para as editoras, pois na sua maioria trabalham no sistema de consignação. Portanto, as editoras também deveriam fechar alguma parceria com os lojistas para vender livros encalhados (o que não quer dizer somente os ruins – e quem diz que é ruim é o leitor) e livrarem-se de um fabuloso “estoque morto”, fazendo da “Feira Pan-Amazônica do Livro” uma autêntica feira DO LIVRO, ao invés de FEIRA DE ENTRETENIMENTO. Afinal, livro no estoque, na loja ou no depósito da editora, é prejuízo para o comerciante/empresário, é dinheiro parado e leitor de menos.
    Não vou mais à “Feira Pan-Amazônica do Livro” de Belém, aquela do Hangar. Prefiro ir comprar farinha no Ver-o-Peso e depois comprar livro pela internet. Até pelo deslocamento e preço do estacionamento não vale mais a pena – salvo se estivesse ainda interessado num encontrinho com a patota da escola.
    50% de desconto só mesmo em São Paulo, daqui pela internet.
    Portanto, existe alguma prestação de contas do que há de dinheiro do pagador de impostos investidos na “Feira Pan-Amazônica do Livro”, para saber quem sai ganhando ou perdendo com ela?

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    Publicado por Frederico Guerreiro | 13 de abril de 2018, 17:21

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