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Cultura, Violência

Censura em shopping

O Pará dá mais um vexame, conforme nota na coluna de Anselmo Góis, como se segue.

O desenho, que ilustra a capa de “Castanha do Pará”, de Gidalti Moura Jr.,vencedor do Jabuti de melhor história em quadrinhos de 2017, foi removido, hoje, de uma exposição no Parque Shopping de Belém (PA). Ele traz, veja só, um garoto (o protagonista), menino de rua de Belém, escapando de um policial.

Só que a presença do desenho na exposição virou alvo de… ataques na internet. Uma pequena página, “Guerreiros do Pará”, replicou o comentário de um PM que se disse “ofendido” com a imagem. Foi o suficiente para o shopping, sem comunicar ao quadrinista, remover o desenho.

Segue…

Veja o que escreveu Gidalti, no Facebook:

“Sobre a censura à capa de meu livro em exposição em Belém, gostaria de declarar total repúdio aos conceitos arbitrários que classificaram a imagem como uma ofensa à polícia militar. A retirada da obra do evento é um gesto que vai contra valores fundamentais que defendo, dentre estes, a liberdade de expressão. A obra é ficcional, tem caráter lúdico e expõem situações rotineiras nas metrópoles brasileiras. Quem a compreendeu como apologia ao crime e/ou a desmoralização da polícia militar, o faz de forma leviana e sem ao menos ler o livro ‘Castanha do Pará’. A retirada da imagem da exposição é uma vitória parcial da ignorância, do medo e de forças antagônicas à liberdade”. 

Discussão

12 comentários sobre “Censura em shopping

  1. Ambos são absurdos: a censura e o desenho.

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    Publicado por jjss555 | 16 de abril de 2018, 21:04
  2. Castanha do Pará é o primeiro quadrinho vencedor do Prêmio Jabuti

    Por Samir Naliato

    Data: 31 outubro, 2017

    O Estadão divulgou a lista completa dos vencedores do 59º Prêmio Jabuti, a mais importante premiação literária do Brasil. A entrega dos prêmios acontecerá no próximo dia 30 de novembro, ocasião na qual serão revelados também os nomes que compuseram o júri.

    A lista completa pode ser vista aqui.

    O destaque da edição deste ano foi a inclusão de duas novas categorias: Histórias em Quadrinhos e Livro brasileiro publicado no exterior.

    O grande vencedor em Histórias em Quadrinhos foi Castanha do Pará, obra independente de Gidalti Jr., em seu primeiro trabalho. A publicação foi possível por meio de financiamento coletivo no Catarse.

    Inteiramente colorida em aquarela, a HQ conta as aventuras de um menino-urubu que vive pelos cenários do tradicional mercado público Ver-o-Peso, em Belém. Ele mora sob o céu aberto e sobrevive dos furtos e das migalhas de atenção que sobram do mundo ao seu redor.

    Os outros dois contemplados foram Hinário Nacional (Veneta), de Marcello Quintanilha; e Quadrinhos dos Anos 10 (Quadrinhos na Cia.), de André Dahmer.

    http://www.universohq.com/noticias/castanha-do-para-e-o-primeiro-quadrinho-vencedor-do-premio-jabuti/

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    Publicado por rjlcneto | 16 de abril de 2018, 21:12
  3. Isto esta errado. Profundamente errado. Não se protege a Polícia Militar e a vida de uma criança de rua colocando um desenho como algo agressivo. Entendo a pressão sobre o shopping, mas quem promove a cultura tem que saber manter a firmeza.

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    Publicado por Aldrin Iglesias | 16 de abril de 2018, 21:18
  4. Esses pensamentos conservadores são tão ignorantes que o tiro vai sair pela culatra, e o Gidalti vai ganhar uma puta propaganda para o trabalho dele, vai vender muito.
    Obs: esse “tiro” que eu escrevi não é com arma de fogo, tá!!??

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    Publicado por Gualber Pamplona | 16 de abril de 2018, 21:47
  5. E se fosse a estória do dilúvio, do fogo sobre Sodoma e Gomorra onde certamente crianças foram as maiores vítimas? E o que dizer do nu, representado na escultura de Leonardo da Vinci, com Davi?

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    Publicado por Luiz Mário | 17 de abril de 2018, 09:46
  6. Perdão pelo monumental erro sobre a obra Davi, de autoria de Michelangelo. Repito, monumentalmente errada, como citada anteriormente.

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    Publicado por Luiz Mário | 17 de abril de 2018, 09:50
  7. O nu retratado em Davi, de Michelangelo, é da mesma dimensão da imagem de uma mulher com o seio de fora amamentado o seu filho, só um louco pervertido verá tesão, luxuria ou lascívia nessa imagem. A imagem da mulher amamentando, de Davi e de uma criança nua brincando com a água ao tomar banho é da mesma natureza. Agora querer comparar Davi, a mulher e a criança com toneladas de certas imagens de filmes, novelas, revistas e o tétrico nu “artístico” é não ver a brutal, enorme, absurda e abissal diferença existente entre essas realidades. Hum…e não adianta cantar aquela cantilena de que cada um tem uma visão diferente. Essa nem o diabo está usando mais, de tão chocha que é.

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    Publicado por Diniz | 18 de abril de 2018, 10:53
  8. Não é a visão. E sim a mentalidade religiosa que dá o tom….

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    Publicado por Luiz Mário | 18 de abril de 2018, 12:11
  9. Pela mantra ébria para lá de vazia que se apresenta como tentativa de resposta, percebe-se a enorme falta de argumentos lógicos no amontoado de palavras que compõem a frase-resposta. Confundir mentalidade religiosa dando “tom” com análise lógica da realidade carcomida é prova irrefutável de que o estado etílico-argumentativo está na estratosfera. O que tem de religioso em uma mãe amamentando seu filho? O que tem de religioso em uma criança nua brincando com a água do banho? O que há de religioso em um louco que caminha nu pelas ruas? Todas essas perguntas-imagens são da mesma dimensão. Não há nenhuma conotação de luxuria ou lascívia, a não ser nas mentes pervertidas de alguns psicopatas.
    Ah! Na quarta feira mataram mais um policial, já é o de número 21 até agora. Pergunto: até que ponto a imagem que o Gidalti captou do policial querendo espancar um rapaz com um cassetete traduz a maior parte da realidade enfrentada e vivenciada tanto por militares e os delinquentes? Gidalti faria o mesmo quadro, mas tendo a polícia como vítima da violência dos bandidos? Será o que Gidalti produziria um quadro do policial civil, Carrapeta, estirado no chão a sangrar, ele morreu com um tiro disparado por um bandido, diretamente no rosto? Possivelmente foi um disparo acidental ou quem sabe o bandido agiu em legitima defesa. Acho que mais uma vez o tais representantes dos direitos humanos não viram ação criminosa em mais esse caso. Não houve misericórdia para o Carrapeta. Não houve direitos humanos para o policial. Tem algo de muito errado quando se representa de forma para lá de seletiva apenas uma parte da miséria e tragédia humana.

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    Publicado por Diniz | 20 de abril de 2018, 02:26
  10. O Papa falou é Lei!

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    Publicado por Luiz Mário | 22 de abril de 2018, 10:41

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