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Política

É o exército de Lula?

No dia 6, um dia depois que o Supremo Tribunal Federal negou, por 6 a 5, um habeas corpus preventivo para o ex-presidente Lula, um grupo com 450 integrantes, transportados em ônibus especiais, chegou em frente ao prédio onde mora a presidente do STF, Cármen Lúcia, e o picharam com tinta vermelha, além de danificar a entrada do edifício. Consumado o ato, os vândalos se retiraram.

Li a nota que o MST distribuiu, assumindo a autoria do “ataque” e informando, como se fora coisa absolutamente normal, que “foram atiradas bombas de tintas e feitas pichações nos muros e calçadas do prédio onde a golpista reside numa cobertura”.

Imediatamente associei as palavras às que eram atribuídas, antes do golpe militar e 1964, às Ligas Camponesas de Julião (que teriam 500 mil filiados), ao “grupo dos 11” de Brizola, uma exótica pré-guerrilha urbana, e ao invencível “dispositivo militar” do general Assis Brasil, que garantiriam o presidente João Goulart contra qualquer tipo de ameaça.

Não garantiram nada. Em alguns casos, nem existiam. Mas atiçaram o ódio dos vitoriosos e legitimaram violências e abusos, na presunção do “perigo vermelho”, que era mais garganta do que realidade. Mais fantasia (com fantasmas) do que fato.

Também associei a mensagem do MST, em tom profissional, aos comunicados dos grupos terroristas quando eles assumem algum atentado, principalmente os grupos islâmicos.

A preocupação me veio hoje ao saber da ocupação do triplex do edifício Solaris, em Guarujá. São Paulo, atribuído ao ex-presidente Lula. No início da manhã, aproximadamente 30 pessoas invadiram o prédio, quebrando um dos portões, invadindo o prédio, arrombando o portão da garagem e pulando as grades de proteção, segundo uma moradora, que tudo testemunhou e registrou com seu celular, fazendo queixa na polícia.

A ocupação do triplex foi uma forma de manifesto de outras instituições: o Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST), Movimento o Povo Sem Medo e PSOL. Um dos coordenadores do MTST Josué Rocha, admitiu que a ação foi planejada, mas “pacífica”.

Os manifestantes penduraram bandeiras na varanda do tríplex com vista para o mar. “Se é do Lula, é nosso. Se não é, por que prendeu?”, questionava uma das faixas, segundo narrativa de um repórter da Folha de S. Paulo, que acompanhou a invasão.

No seu discurso em frente à sede do sindicato dos metalúrgicos em São Bernardo do Campo, Lula autorizou a ação de quem queima pneus e faz outros tipos de protesto. É a isto que estava se referindo?

Discussão

9 comentários sobre “É o exército de Lula?

  1. Se é de Lula, a prisão é correta. Se não é, o que o mp acha dessa invasão à propriedade de outrem? Não obstante, bem que o Alto Comando das forças armadas podia dar uma tuitada…

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    Publicado por jjss555 | 16 de abril de 2018, 20:11
  2. Falsos democratas. Arruaceiros.

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    Publicado por Lulla lá em Curitiba, | 16 de abril de 2018, 20:56
  3. Nada justifica a invasão de um prédio onde moram pessoas que cumprem as leis e as normas do condomńio. Quantos não passaram mal com essa arruaça planejada? Quantos não poderiam ter morrido ao querer defender seu espaço, como é da natureza humana? Eu, provavelmente partiria para a briga e sofreria um infarto talvez fulminante, em defesa de meu lar e de minha família. Talvez levasse comigo um dos invasores, desta para melhor.
    O bem invadido, no momento, está confiscado e sob a guarda da justiça brasileira, não podendo ser objeto de uso nem dos herdeiros do condenado, suponho. Com a palavra os advogados.
    A invasão, sua organização e incitação, mereceriam uma ação das autoridades, pois está virando galhofa e grupelho de fanáticos inconformados com a condenação e prisão do general do exército de Brancaleone tupiniquim.
    Veja as imagens:
    https://www.google.com/search?client=ubuntu&channel=fs&q=ex%C3%A9rcito+de+brancaleone&ie=utf-8&oe=utf-8

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    Publicado por Jab Viana | 16 de abril de 2018, 23:05
  4. Esse povo só vai sossegar quando o Estado aplicar uma boa e merecida lição de força sobre eles. O que esses impostores temem? Apenas uma coisa: a legítima força repressiva de um Estado que se faz respeitar. O tempo do diálogo já passou faz muito tempo. Tudo o que se fizer, dentro da justa lei, para convencer essa cambada a mudar de rumo, nunca será suficiente.

    Curtido por 1 pessoa

    Publicado por Diniz | 17 de abril de 2018, 00:34
  5. Viva as redes sociais, que tem revelado em tempo real, as apodrecidas entranhas da cultura da corrupção, tão bem disseminada pela corrupta elite.

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    Publicado por Luiz Mário | 17 de abril de 2018, 09:53
  6. Sugestão:

    “Muitas dessas pessoas se dizem cristãs.
    Muitas delas vivem na missa, papando hóstia, ou gritando aleluias, nos cultos evangélicos.
    Se dizem “salvas”; se dizem “homens e mulheres de Deus”.
    E, no entanto, pregam é o ódio, em vez do amor.”
    (http://pererecadavizinha.blogspot.com.br/2018/04/nao-se-pode-servir-ao-odio-e-deus.html)

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    Publicado por Luiz Mário | 17 de abril de 2018, 10:20
  7. Abrigue uma dessas famílias sob o seu teto ou sítio.

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    Publicado por Jab Viana | 20 de abril de 2018, 19:22
  8. “A praça é do povo….”

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    Publicado por Luiz Mário | 22 de abril de 2018, 10:38

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