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Imprensa

Fascismo de esquerda

Jornalistas foram hostilizados e agredidos no dia 5, quando cobriam o ato em defesa do ex-presidente Lula, em frente ao sindicato dos metalúrgicos de São Bernardo, no ABC paulista. O Sindicato dos Jornalistas Profissionais no Estado de São Paulo emitiu uma nota condenando “qualquer tipo de violência contra os jornalistas, que são trabalhadores em pleno exercício profissional”.

O que deveria ser um repúdio absoluto começou a mudar de tom com as ressalvas que foram aparecendo no texto. O sindicato lamentou que algumas pessoas “que querem protestar contra os meios de comunicação o façam agredindo os profissionais”.

Considerou essa “situação lamentável” como “resultado também da política das grandes empresas de comunicação, que apoiam o golpe, e que adotam uma linha editorial de hostilidade contra as organizações populares”.

As empresas “apoiam as medidas antipopulares de Michel Temer (MDB) e querem aplicar as ‘reformas’ contra os seus trabalhadores”. Estenderam as críticas à tentativa das corporações de “cassar a cidadania de seus jornalistas, achando que podem impedir que os profissionais expressem livremente suas convicções políticas (nos perfis pessoais de redes sociais, ou em manifestações)”.

Para impedir que casos de agressão e tentativas de censura se repitam, receitou o sindicato na sua nota, “é preciso que se retome a democracia, o que só será possível com Lula livre e com a garantia de o povo brasileiro poder votar legitimamente nas eleições de 2018”.

É fascismo, mesmo que de esquerda, rótulo insuficiente para autorizar a intolerância e o sectarismo, achar que o pensamento contrário ao do sindicato, do PT, de Lula ou mesmo do povo é pecado mortal e deve ser punido com muito mais do que 10 Pai Nosso e 15 Ave Maria.

As empresas de comunicação social são, em geral, conservadoras e elitistas, mas nessa classificação cabem muito matizes, do verdadeiro liberal até o direitista radical. Todos eles, se não violarem as leis (conspirando contra as instituições ou praticando violência) têm direito a pensar e se expressar livremente.

Devem ser combatidos no plano das ideias e, se mentem, manipulam ou omitem informações, devem ser denunciados (como neste blog se faz intensamente). O inaceitável é o juízo de árbitro exercido unilateralmente, resultando no arbítrio, que acaba no que sabemos: na tirania.

Com a complacência ou a cumplicidade dos sindicatos de trabalhadores, os defensores de Lula, arregimentados por organizações como o MST, deixaram a batalha de opinião e agora agridem pessoas e empresas. Depois de termos sofrido tanto sob o fascismo de direita, será covardia fazer vista grossa a esse fascismo de esquerda.

Por aqui, não passará sem combate, o bom combate, apesar de sua truculência e brutalidade.

Discussão

25 comentários sobre “Fascismo de esquerda

  1. Lúcio, parabéns, excelente abordagem, parece que és a única voz coerente diante de tantos absurdos. Hoje alguns poucos integrantes do MST invadiram uma agência da CEF em plena Gov. José Malcher. O que essa gente manobrada do campo ganha com essas invasões na cidade?. Parece que virou modismo. E onde está nossa autoridade policial que permite esse tipo de coisa? Vi fotos e vídeos da ocorrência e duvido que se o governador fosse Magalhães Barata, essa palhaçada movida por quatro gatos pingados teria durado mais que quinze minutos.

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    Publicado por Ademar Amaral | 18 de abril de 2018, 16:31
  2. Caro Lúcio, permita-me discordar relativamente a um ponto: você se refere a “fascismo DE esquerda”, como se houvesse fascismo de direita. Não há. O que pode haver é “extremismo”, um termo mais genérico e apropriado para exacerbações político-ideológicas. Logo, apenas cabe dizer “fascismo de direita” caso se queira o termo “fascismo” por insulto recebido por alguém de direita, insulto como se faz quando se diz “comunista” ou “nazista”.

    “Liberal-fascismo” é uma invenção da esquerda (de ressignificação), para descrever os regimes militares, os quais, se sabe, foram totalmente incompatíveis com o liberalismo econômico (de direita), muito mais mais próximos de um nacionalismo como o de Vargas e Mussolini (de esquerda).

    A democracia liberal clássica, em sua essência, não comporta regimes totalitários. Nunca a Itália de Mussolini foi um regime liberal de direita como muito se fala, muito pelo contrário: ” tudo para o Estado, nada contra o Estado, nada fora do Estado”. E isso é incompatível com um regime liberal, que quer exatamente o contrário: democracia e liberalismo econômico.

    Portanto, entendo equivocado dizer que o fato reportado se trata de “fascismo, mesmo que de esquerda”, pois reporta à ideia de que o fascismo é algo natural e comum a um regime de direita, quando não é. O fascismo tem muito mais semelhanças com os regimes de esquerda. Os de direita, com o liberalismo e conservadorismo, aquele intimamente ligado a este.

    Logo, devo entender no contexto o uso da expressão como adjetivação insultuosa criada pela esquerda: acuse-os do que você faz, chame-os do que você é, como no caso do sindicato dos jornalistas.

    Quem discordar pode apontar um regime fascista de direita, apontando suas características. Mas não vai conseguir apontá-las, porque vai certamente descrever um regime com características de esquerda.

    Abraço

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    Publicado por Frederico Guerreiro | 18 de abril de 2018, 17:34
    • A expressão vem do fascismo italiano e se aplica ao nazismo. Ambos são fascismos, sem a menor dúvida.

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      Publicado por Lúcio Flávio Pinto | 18 de abril de 2018, 18:08
    • Quanta desinformação em um só comentário. O blog está cada vez pior.

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      Publicado por Jonathan Pires | 19 de abril de 2018, 04:36
      • Vamos aos pontos:

        De fato, o Liberal-fascismo não existe porque os regimes fascistas desprezavam o liberalismo, pois pregavam um estado forte. No entanto, você faz confusão entre direita, esquerda, liberalismo e estado. Primeiramente, Liberalismo não significa essencialmente direita e nem esquerda. Ele se situa no centro do espectro político e prega menor intervenção do estado, mas o mesmo não pode ser aplicado ao pensamento de direita. Uma das maiores bobagens que tem surgido nos últimos anos por aqui é afirmarem que o pensamento de direita tem a ver com estado mínimo. Ao contrário, a direita sempre esteve associada com o estado (assim como a esquerda) e também produziu regimes totalitários. O problema é que os ditos direitistas têm um sério problema em admitir e aceitar isso e gostam de distorcer conceitos e a própria história como você acaba de fazer agora.

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        Publicado por Jonathan Pires | 19 de abril de 2018, 04:50
      • O blog está cada vez pior apenas quando se posiciona contrário à sua ideologia, Jonathan Pires? Para ficar bom deve apenas expressar aquilo que VOCÊ entende por correto? Vejamos o desinformado que distorce conceitos:

        A ideologia política de direita entende que a sociedade será melhor organizada se os direitos individuais tiverem prioridade sobre os direitos de todos, preservando-se as coisas boas recebidas de seus antepassados, como: liberdade, império das leis, civilidade (ao que não se enquadra o tom do seu comentário), espírito público, a segurança da propriedade e a manutenção das tradições familiares. Logo, temos aqui um posicionamento de direita que nos remete ao conservadorismo.

        A direita também defende que o poder do Estado seja limitado, que os governos não tenham tanto poder sobre o funcionamento e a regulamentação dos setores da sociedade e das empresas, ou seja, acredita no livre mercado. Logo, temos o liberalismo.

        Já o posicionamento político da esquerda defende exatamente o posto disso tudo.

        Portanto, não há confusão entre esquerda, direita, liberalismo e estado.

        Mas apenas cite um regime totalitário de direita e nos ilumine a escuridão da desinformação.

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        Publicado por Frederico Guerreiro | 19 de abril de 2018, 09:58
  3. Bons-costumes, pois!

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    Publicado por Luiz Mário | 18 de abril de 2018, 18:15
  4. Essa turba de MST e MTST tem que provar do remédio que o General Otávio Medeiros receitavá. O Cacete não é santo mas faz milagre.

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    Publicado por Cliff Puget Eulalio | 18 de abril de 2018, 18:39
  5. Mas o que se pode esperar desses sindicalistas pelegos, da notícia faz que morde e assopra? Só lembro da nota de solidariedade a ti quando foste agredido fisicamente pelo Ronaldo Maiorana. Quando os que deveriam ser os verdadeiros guardiões da crítica deixam-se dominar pela dogmática ideológica e permitem o aparelhamento da imprensa é um grave sinal dos tempos. Acredito que situação semelhante tenha acontecido na Venezuela, antes de Hugo Chávez ganhar o poder.

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    Publicado por Marcio Monteiro | 18 de abril de 2018, 22:48
  6. Mudar a opinião de alguém por meio da violência? Violência só gera violência. Essas atitudes só afastam estes militantes dos outros brasileiros.

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    Publicado por Aldrin Iglesias | 18 de abril de 2018, 23:32
  7. O comentário do Frederico Guerreiro é preciso. Não há nada historicamente mais verdadeiro do que isso. Quanto aos grupos invasores, infelizmente só há um remédio. A justa e salutar violência que devolve a sanidade mental de quem finge ser doido. A falta dessa justa e salutar violência denota ausência de saúde psicológica em uma sociedade, e isso está faltando entre nós faz muito tempo. Duvido alguém me mostrar que houve solução para um problema como esse gerado pela esquerda, usando a via diplomática, o diálogo e a tolerância.

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    Publicado por Diniz | 19 de abril de 2018, 00:26
    • Diniz, grato.

      “Invasor” é eufemismo para LADRÃO. Um sujeito que invade a sua propriedade quer, no mínimo, roubar seu direito a ela, roubar o resultado de seu trabalho para comprá-la. E o Estado, quando não pode lhe garantir os direitos de propriedade, deve ao menos lhe permitir que o faça por mão própria, na medida exata da agressão sofrida. Tente invadir uma propriedade nos EUA, p. ex., e sinta a diferença de como tratamos os invasores aqui no Brasil.

      Lá, o proprietário tem o direito de defender sua propriedade à bala. Aqui, tem de chamar e esperar pela polícia e “contribuir” por isso, além de aguardar anos a fio por uma decisão judicial que restitua você na posse de seu bem. O invasor, ops…, o LADRÃO, quando não mata você pela foice ou pela bala, mata você pelo tempo, pelo cansaço. Isso quando não é o próprio estado o LADRÃO que invade as suas terras, emitindo títulos fraudulentos sobre sua propriedade já registrada há mais de meio século. Aqui, o cidadão não luta apenas contra o invasor, mas contra o invasor e contra quem deveria ter por função garantir-lhe a propriedade, ou seja, luta também contra o estado.

      Minha família teve duas propriedades invadidas por essa turba de LADRÕES, décadas atrás. Sítios comprados com muito sacrifício e anos de trabalho foram invadidos e depredados por incentivo de uma “famiglia” de políticos famosos, cujos latifúndios no Pará JAMAIS são visitados por esses LADRÕES do MST. Destruíram benfeitorias e fomos tratados com ofensas de todo tipo, jogaram urina na gente enquanto ficamos reféns sob ameaças do facão e da foice, DENTRO DE NOSSA PRÓPRIA PROPRIEDADE!!! NOSSA CASA!!!

      Quem apoia o MST, que há muito deixou de ser um momento legítimo pela reforma agrária e se transformou em banditismo, ou nunca terá uma propriedade ou não teve uma invadida e depredada para saber como é ser “invadido”. E quem você acha que paga pelos prejuízos? Algum Boulos?

      País que não defende a propriedade nunca será um país desenvolvido.

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      Publicado por Frederico Guerreiro | 19 de abril de 2018, 10:41
  8. Estas Terras foram invadidas por europeu que, após exterminar os povos originais que aqui habitavam, trouxeram outros povos para substituir os antigos, inaugurando uma História que hoje estaria sendo revelada, pois!

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    Publicado por Luiz Mário | 19 de abril de 2018, 10:04
  9. não defendo traidor de minha classe
    sigo exemplo de mané da conceição
    “minha perna é minha classe”
    não sarney globo agro maluf lobão!

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    Publicado por felipe puxirum | 19 de abril de 2018, 11:41
  10. Essa é uma outra história. Se pensarmos assim, o mundo todo pode invadir Roma, a Grécia, a Alemanha, a Inglaterra, a França, Bélgica, Holanda, Rússia, Japão e China, além da Mongólia, Egito, Iraque(Mesopotâmia), Iran(Pérsia) e tantos outros. Os próprios nativos das Américas chegaram aqui invadindo terras e destruindo espaços, depois brigando por eles com os inimigos naturais e da própria espécie, nessa eterna luta humana pelo território, como é comum à maioria dos seres vivos.
    No caso das civilizações, a partir que se estabeleceu a lei e a ordem vigente, isso é que vale e não dá direito a ninguém de invadir a propriedade alheia. Querem mudar, façam guerra ou revolução, tratados ou trocas, mas se avocar direitos porque os antepassados europeus invadiram as américas, é bobagem e argumentos de quem não os têm.
    Há um filme Francês, que não lembro o nome, sobre a reação das classes a esse fenômeno. Enquanto são os outros que são invadidos é tudo muito certo. No caso do filme, famílias de esquerda e de direita, tiveram que dividir seus apartamentos com imigrantes em fuga dos países africanos. Os mais revoltados eram os de esquerda, quando viram seus espaços domésticos ocupados por terceiros. os de direita tiveram a revolta esperada, mas o desespero dos militantes dos direitos dos outros sobre os bens dos outros, põe à prova aquele ditado que diz: pimenta no olho dos outros é refresco.

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    Publicado por JAB Viana | 19 de abril de 2018, 17:11
  11. Somado à estupidez da mentalidade religiosa como cultura. Grande trabalho de imbecilização que tão bem serve à corrupta elite para a manutenção do status quo.

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    Publicado por Luiz Máriuo | 19 de abril de 2018, 17:20
  12. no mais: aqui no brasil o facismo é comportamental, não precisando virar bandeira (ao menos abertamente) de nenhum partido político, é só somar 350 anos de escravismo oficial, mas outros cento e cinquenta e tantos de outras formas de exclusão exploração e dominação sociais, e reconhecer a subgentíce, a subcidadania, o subdesenvolvimento, a decomposição do caráter e outras misérias tão intimamente brasileiras!

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    Publicado por felipe puxirum | 19 de abril de 2018, 17:27
  13. Sempre achei que não existe direita e esquerda. Esta classificação já foi abandonada. No Brasil, pior ainda. No Brasil existe somente oportunismo e pragmatismo.

    Para quem gosta de classificação, é preciso pensar em varias dimensões. Aqui está uma lista simplificar para quem quiser seguir. Vejam o de vocês se encontram.

    Dimensão 1.(1) Totalitarismo ou a (2) Democracia

    Dimensão 2. (1) estado controla a economia, (2) a economia é de mercado mas regulada pelo estado; (3) a economia é auto-regulada pelo próprio mercado.

    Dimensão 3. (1) o sucesso do país é medido por indicadores econômicos; (2) o sucesso do país é medido por indicadores econômicos e sociais; (3) o sucesso do país é medido por indicadores econômicos, sociais e ambientais.

    Minha posição política é 2, 2, e 3. E a de vocês?

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    Publicado por Jose Silva | 20 de abril de 2018, 09:35
  14. O Papa falou é Lei!

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    Publicado por Luiz Mário | 20 de abril de 2018, 10:51
  15. Eu prefiro deixar a direita e a esquerda aos membros, comandados pelo cérebro, pelos que pensam. Ser direita ou esquerda é ser mandado, é fazer o que o cérebro manda ou agir por reflexos. Se biologicamente é assim, por que seria diferente na política?

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    Publicado por JAB Viana | 20 de abril de 2018, 12:19
  16. Que tal refletir sobre a existência de dois tipos de “cérebros”: o primeiro produzido pelos desígnios divinos e o segundo, como resultado do que determina aquele, sob um ambiente forjado por mais de 300 anos de escravidão?

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    Publicado por Luiz Mário | 20 de abril de 2018, 18:20
  17. Isso é conversa mole para boi dormir.

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    Publicado por Jab Viana | 20 de abril de 2018, 19:04
  18. Viva o papai noel…

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    Publicado por Luiz Mário | 21 de abril de 2018, 08:58

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