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Cultura

Feira: em Marabá, um “puxadinho”

A matéria sobre a feira do livro é, agora do blog do Zé Dudu, que reproduzo.

Amanhã, sexta-feira, a Secult (Secretaria de Estado de Cultura) vai abrir o Salão do Livro da Região Sul e Sudeste do Pará, resgatando a antiga “Feira do Livro”, que era realizada pela Fundação Casa da Cultura de Marabá na década de 1990, no Ginásio do Sesi. Agora, no novo formato, o evento será promovido em um “puxadinho” do moderno e portentoso Centro de Convenções Carajás.

Isso mesmo, leitor. Um puxadinho. Embora o Centro de Convenções tenha um amplo local exclusivo para receber feiras e shows, este foi renegado pelos organizadores do Salão do Livro por considerar o espaço “grande demais” e “quente”.

A afirmação foi de Ana Catarina Britto, diretora de Cultura da Secult, durante entrevista coletiva com a Imprensa na manhã desta quinta-feira, no próprio Centro de Convenções. Há dois problemas com a afirmação de Ana.

O primeiro é que se considerar o local muito grande, ela já reconhece que o número de 32 expositores será pequeno demais; segundo, ao afirmar que o Salão de Exposições é “quente”, dá um tiro no pé nos construtores do Centro de Convenções, que afirmaram há poucos meses que não havia necessidade de ar condicionado porque a arquitetura do ambiente foi planejada para receber ventilação natural (vento). Mas em Marabá venta?

Com isso, eles levaram o Salão do Livro para um corredor que dá acesso ao auditório e às salas de reuniões, com pouco espaço para movimentação dos visitantes durante o período de maior fluxo. É como se fosse em um “puxadinho” da mega estrutura que tem o Centro de Convenções Carajás.

COLÔMBIA SEM COLOMBIANO

Questionada quem são autores da literatura colombiana que serão homenageados no Salão do Livro, como está sendo divulgado pela Secult, Ana Catarina reconheceu que o Governo do Estado não conseguiu, junto aos representantes do governo colombiano, uma representação de escritores ou artistas daquele País. Apenas artistas regionais farão interpretação de canções e danças do país de Gabriel García Marquez. “Uma professora da Unifesspa, que é natural da Colômbia, fará uma palestra sobre a cultura e literatura daquele país”, justificou Catarina.

E por falar em Gabo (o maior nome da literatura colombiana) Robério Paulo da Silva, representante da Associação Nacional de Livrarias, informou que não sabe exatamente quantos expositores estão trazendo livros do mestre do realismo mágico, citando o nome de apenas um livreiro.

Também participaram da entrevista coletiva, o secretário municipal de Cultura, José Scherer, e seu assessor, Melquíades Justiniano, que disseram que o município está radiante com a realização do Salão do Livro e que quer aprimorá-lo para o próximo ano.

SAIBA MAIS

O Salão do Livro da Região Sul e Sudeste do Pará integra o circuito da Feira Pan-Amazônica do Livro. Todos os  anos um escritor e um país são homenageados, esta edição faz homenagem ao  poeta paraense Age de Carvalho e à Colômbia.

Para este evento, segundo a Secult, foi organizada uma programação diversificada com foco no livro e na literatura, dentro de um contexto, que é a cultura, materializada em outras expressões como música e teatro, por exemplo.

O Salão do Livro vai reunir nomes bem conhecidos da literatura local, de Belém e do país. Eles participarão em várias programações feita de debates, encontros literários e sessões de autógrafos. Entre esses escritores participarão os marabaenses Ademir Braz, Airton Souza, J. Bezerra, Javier de Mayrabá, Eliane Soares;  José Washington, de Itupiranga;  Rosa Peres, de Rondon do Pará e Eleazar dos Santos Carrias, de Breu Branco.

Como convidados de Belém participam do Salão do Livro os escritores Daniel Leite e Juracy Siqueira. De Imperatriz/MA, o escritor Zeca Tocantins. De São Paulo, o educador e escritor Celso Antunes e Ignácio de Loyola Brandão.

Programação 

Amanhã, na abertura do Salão, às 19 horas, haverá apresentação da Banda Marcial de Marabá, saudação do Povo Indígena Parkatejê e o show musical do cantor Bruno Benitez e Banda Mundo Mambo, com um espetáculo de músicas caribenhas. Após a abertura, o público vai assistir ainda ao show musical “O Grito”, do cantor e compositor Diego Aquino, de Marabá, inspirado no quadro de Munch, que trata de forma musical, poética e mística, as angústias da humanidade em geral e seu desespero existencial em meio ao caos social e político.

A programação traz no dia 28, diversos eventos, como, apresentação artística da Escola do Campo, roda de conversa sobre Literatura e Negritude e o show musical “Salsa com Jambu”, com Bruno Benitez e Banda Mundo Mambo.

Credlivro

O Governo do Estado disponibiliza o Credlivro para educadores da região, no valor de R$ 200,00, devendo injetar cerca de R$ 400.000,00 no Salão. O mesmo fará a Prefeitura de Marabá, com crédito no valor de R$ 150,00 para cada um dos professores efetivos da rede, totalizando cerca de R$ 300.000,00.

Ulisses Pompeu com informações de Kelia Santos

Discussão

26 comentários sobre “Feira: em Marabá, um “puxadinho”

  1. Esse governo é uma vergonha.

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    Publicado por Val-André Mutran Pereira | 26 de abril de 2018, 18:53
  2. Ótimo texto.
    Um adendo: as autores e participações negras na Feira, conhecidas em todo o estado, segundo a SECULT, só foram chamadas depois das primeiras denúncias.
    Eu mesma fui sondada no dia seguinte, de maneira informal, argumentei que só iria se tivesse acesso ao piso de valores dos autores da programação principal da Feira Pan em Belém (que eu sabia ser de três mil reais para o autor menos conhecido do panteão). Nunca entraram em contato oficial depois disso.

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    Publicado por Paloma Franca Amorim | 26 de abril de 2018, 19:16
    • Pensaram melhor e viram que não valia um centavo.

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      Publicado por Anonimo | 26 de abril de 2018, 23:11
      • Se és Anônimo(mulher) sei por experiência de vida que a INVEJA te domina em relação as mulheres de sucesso,as mulheres politizadas,intelectualizadas, principalmente feministas e financeiramente independente.
        Se és Anônimo (homem) és misógino até se enterrar todo na lama.

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        Publicado por Joana Palha | 27 de abril de 2018, 20:46
      • Inveja? Só se eu quisesse ser e me expressar do jeito que você se expressa. Militante feminista.

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        Publicado por Anonima | 27 de abril de 2018, 23:00
  3. Nem uma migalha.
    A carne mais barata do pedaço.
    E você é covarde.

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    Publicado por Paloma Franca Amorim | 27 de abril de 2018, 08:20
    • é sintomático que eu seja agredida aqui e ninguém se posicione politicamente sobre isso.

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      Publicado por Paloma Franca Amorim | 27 de abril de 2018, 18:25
      • Paloma,

        Só agora vi a agressão anônima. Nem precisa rebater porque trata-se de sandice, destas inúmeras que circulam no mundo digital. Saiba que você é um orgulho para todos nós paraenses. Seu valor para a nossa cultura é imensurável.

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        Publicado por Jose Silva | 27 de abril de 2018, 19:04
      • Quer ver o “sintoma”, moça? Quer liberdade de expressão aqui no blog do Lúcio, o qual você já acusa com essa sua indireta do “sintoma”? Quer um posicionamento político?

        Ofensa maior quem faz é você, moça. A si mesma e aos outros que você decidiu que devem ser diferenciados pela cor da pele. Quem lhe outorgou poder para defender direitos dos negros, pardos, índios ou seja lá que gradiente de cor você dá às pessoas para defendê-las de injustiças abstratas que incutiram na sua cabeça desde a infância? É o tempo todo, em tudo que você escreve ou se manifesta, tratando o negro como se fosse um incapaz de se fazer por conta própria, um pobre coitado infeliz esperando por alguma providência do governo (ou sua) para se sentir gente.

        Todo negro, pardo, ou de qualquer cor de pele deveria é se sentir ofendido com tudo que gente como você escreve por aí. Sua marcha das minorias oprimidas, a sua revolução das vítimas da sociedade se tornou algo muito chato, como se nós do presente fôssemos culpados pelas injustiças cometidas num passado remoto, no contexto de uma outra cultura que não foi privilégio nosso. Isso está se tornando insuportável.

        Então não se pode dizer que não quiseram pagar-lhe o que você acha que merecia na Feira, porque talvez não valha mesmo a pena, que você se sente toda ofendida? Moça, o que você defende com suas eternas lamúrias pelas “minorias” não passa de uma mentira. O que você faz é o absurdo de querer construir uma verdade maior sobre uma mentira de que hoje em dia há mais racismo que no passado, há mais discriminação que no passado. Quer construir uma “causa” sobre uma mentira de que o negro é um excluído total, um miserável que precisa de alguém como você para defendê-lo de uma suposta discriminação. Vive falando como se vivêssemos num lugar horroroso, cheio de discriminação, de rancores étnicos históricos. Mas é uma mentira! Quer pelo menos a mim como aliada, então me mostre as provas, os indícios de que a Feira ideal que você quer é a melhor escolha, e que assim não vai ser por causa do racismo, da discriminação com as minorias oprimidas, com os escritores negros do Pará, barrados por causa da cor da pele ou qualquer atributo pessoal. Se existe alguma coisa racista na Feira, mostre onde está. Prove que houve intenção deliberada de excluir pessoas e grupos em função da origem, que estarei pronto para lutar junto com você contra esses absurdos. Porque senão o que você está fazendo é transferir a sua culpa íntima por não ter obtido a atenção que acha que merece.

        O negro sequer é minoria na sociedade. Sabe se dar valor, e a maioria deles não está nem aí para essa ditadura do politicamente correto, porque tem mais o que fazer. E se você acha que tem realmente algum valor literário, vá à luta, pare com esse negócio de se arrogar na defesa do negro e se apresente à organização da Feira. Mostre seu trabalho, seu talento. Se for realmente de qualidade, terá seu lugar garantido e aposto que poderá contar com todos por aqui para estarmos junto de você. Quem quer se fazer tem de mostrar seu valor, essa é a melhor coisa que um mundo livre pode nos proporcionar, sem os preconceitos invertidos que você propaga contra as pessoas, jogando-as umas contra as outras, simplesmente porque nasceram com cor de pele diferente da sua.

        Não se pode dizer que seu trabalho não vale quanto pesa, mas pode defender político corrupto, defender que houve um golpe de estado, pode defender o aborto (a maior agressão à mulher), defender regimes totalitários e ladrões de toda espécie, mas dizer que sua “obra literária” não alcançou o valor para figurar como destaque numa feira de livros que é ato contra a sua honra? Ah…

        Esse negócio de culpar as mazelas do Brasil como se fossem resultados da diferença de cor de pele, da escravidão, da exploração ianque, como se o país não viesse superando tudo isso com muito trabalho e muita honra já deu na paciência. O movimento racial que você reclama não tem mais nada a ver com defesa de negro; tem a ver com ideologia! Não tem nada a ver com discriminação na Feira do Livro; tem a ver com uma pauta revolucionária cultural forçada, com a sua “causa”, sua militância.

        É o tempo todo com você dividindo as pessoas, dizendo o negro é isso, as mulheres negras aquilo, mas só faz parte do seu “movimento” gente que concorda com você, com a “sua causa”. Caso contrário, as pessoas não prestam, são um bando sem coração para reconhecer as injustiças.

        Não moça, você não defende negro nem minoria coisa nenhuma. Você os discrimina. Você quer que continuem sob a batuta de quem vive da sordidez humana. Não se pode consertar as injustiças do passado com injustiças no presente, muito menos pautadas em mentiras discriminatórias às avessas.

        Pare com esse negócio de viver na lamúria, nesse lengalenga de complexos e rancores com o mundo ao seu redor. Aprenda a viver com as diferenças entre as pessoas. Todos nascemos diferentes uns dos outros. Você não quer uma Feira do Livro livre; você quer um evento político-partidário-ideológico aos moldes de uma seita para traumas individuais. Trate seu sentimento de inferioridade e deixe de borrifar seu veneno ideológico com se você fosse sempre uma vítima do branco opressor. Trabalhe para superar suas inquietudes por alguma coisa de ruim que lhe tenha acontecido no passado. A vida é assim mesmo, cheia de injustiças. Mas temos de ter a capacidade de superá-las e seguir em frente, sem culpar os outros, sem rancores, sem autopiedade pela cor da pele ou qualquer outra denominação de divisão dos seres humanos. Se algum dia lhe derem um apelido, uma cantada na rua, deixe a toxidade de lado e seja mulher de verdade, elegante, com todo poder que vocês mulheres têm, e não dê a menor bola. Você verá um dia que o apelido não pegou, e quem sabe rirá daquela cantada amolecada de quem na verdade deve ter lhe achado bonita.

        Mire-se no espelho e veja que você é melhor do quem tem sido. Pela foto dá para ver que você é até uma moça bonita, sadia, atraente, mas que parece querer destruir a própria imagem com ideias ácidas. Veja que você pode deixar de ser aquilo que autodenomina: migalha e carne mais barata do pedaço. Basta querer para você deixar de ofender a si própria.

        Você mesma se ofende mais do qualquer um pode fazer. Olhe para a sua imagem e converse com ela e perceba que tem todo poder de superar seus complexos, traumas e rejeições da infância. Que colocaram coisas na sua cabeça quer vão em algum tempo destruir a bela moça que podia ter sido, muito mais humana do que jamais imaginou. Tire esse espírito ideológico maligno de dentro de você. Ele está fazendo você desperdiçar algum talento.

        Pare de falar mal de si própria e dos outros. Pare de falar do negro como se fosse um pobre coitado pior que um pedaço de carvão. É deprimente.

        Pare de se propagar aos quatro cantos do mundo como se só você tivesse sofrido na infância pela cor da sua pele, como se alguém tivesse o compromisso moral de sentir pena de você. Isso é feio demais. Tenho certeza de que você será uma pessoa muito feliz, refletindo a partir de hoje a dureza de quem lhe declara mais que o melhor amigo que você jamais teve a coragem de fazer.

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        Publicado por Anônima | 27 de abril de 2018, 22:36
      • Consideraria mais o que você diz se você assumisse o que diz. O que a impede de se identificar? Não vejo nada que lhe imponha o anonimato.

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        Publicado por Lúcio Flávio Pinto | 28 de abril de 2018, 12:36
      • Ok. Paro por aqui. Pra sempre.
        Abraços.

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        Publicado por Paloma Franca Amorim | 27 de abril de 2018, 23:39
      • Não fala isso, Paloma. Se n~çao quer responder à anônima, por ser anônima, vamos ver se ela se identifica. Se não vai responder porque, anônima ou identificada, se sente agredida pessoalmente pelo que ela diz, acho que poderia aproveitar a oportunidade para esclarecer a sua posição e, desfazendo os nós da agressão, restabelecer o fio condutor de uma polêmica positiva. Se, ainda assim, é definitiva a decisão de não contraditar a anônima, não desista de se expressar por este blog. Lamentarei sua ausência. Por fim, ainda há o meu e-mail para que eu não pare de acompanhar a sua atividade de escritora.

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        Publicado por Lúcio Flávio Pinto | 28 de abril de 2018, 12:39
      • Paloma,

        Acho que a crítica deve ser permitida. Um aspecto o qual discordo é quanto a ofensa pura e simples e sem base. Se uma pessoa deseja fazer uma crítica, deve construir um argumento.

        Algo que me incomoda também é o fato de esta pessoa não se identificar para que seja possível ver a sua motivação.

        De qualquer forma, NUNCA deixe que estas pessoas façam você se calar. Isso é a verdadeira vitória desse tipo de gente.

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        Publicado por Carmem | 28 de abril de 2018, 00:49
      • Endosso, Carmem. Seja bem-vinda de novo.

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        Publicado por Lúcio Flávio Pinto | 28 de abril de 2018, 12:42
      • Não, amiga da moça. Não ofendi ninguém. Posso ter sido dura, mas não a ofendi. Ela que me ofendeu me chamando de covarde. Só porque disse que a “obra literária” dela não tem valor – para MIM! E não deve ter mesmo quando homenageia a depressão. Quando não tem senso de humor. Quando coloca você para baixo.

        Tô acostumada com esse tipo de armadilha, de estratagema de jogar a isca para um debate e depois pedir socorro à multidão se fazendo de vítima. Quis politizar, então recebeu o que pediu, na medida do mérito do que politiza a todo instante quando escreve seus artigos de jornais. A moça escreve até bem. Mas o conteúdo vem sempre temperado com rancor, traumas e complexos existenciais.

        Quanto ao meu nome, não faz a menor diferença se eu disser que me chamo Rosa, Flor ou Papoula. Você não me conhece, o Lúcio não me conhece, ninguém aqui me conhece e talvez nunca venha a conhecer. É assim hoje num mundo que a praga da mentalidade esquerdista nos deixou, a falta de liberdade que já não temos mais para o contato físico com as pessoas da cidade. Internet com a violência nas ruas, a desagregação absurda resultado de décadas de domínio da esquerda e sua luta pelas minorias nos deixou esse triste legado.

        Ofensa pura e simples, sem base? Que tipo de aula de leitura você teve na escola? Ofensa, amiga da moça, faz um tal cão raivoso que sempre vem por aqui agredir o Lúcio, que tem sempre uma monumental paciência de responder com elegância, com argumentos. Nunca vi se fazer de vítima e pedir ajuda aos universitários.

        Este tipo de gente aqui não quer calar ninguém; quer e precisa trazê-las para o debate, mostrando as inconsistências do que dizem, com argumentos. Crítica mordaz não se confunde com agressão.

        A moça tem que superar isso. O mundo não é povoado de fadinhas e duendes. Se se sentiu “agredida”, então que agrida de volta. Que se defenda com argumentos. Ela não é escritora? Então que escreva. Melhor que fugir como se fosse uma vítima e chamar os amigos da bolha em que vive.

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        Publicado por Anônima | 28 de abril de 2018, 11:50
      • Tenha minha solidariedade. Só agora estou voltando ao blog. Estava participando de uma reunião pelos 30 anos do JP, na UFPA, graças à professora Marly Silva.

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        Publicado por Lúcio Flávio Pinto | 28 de abril de 2018, 12:32
      • Pelo que estou vendo agora, você não está só. Merece o apoio pelo que é e faz. Agressão anônima se desmerece por sua própria condição. Mesmo assim, tem que ser repudiada.

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        Publicado por Lúcio Flávio Pinto | 28 de abril de 2018, 12:34
    • A quem é dirigido o comentário, Paloma?

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      Publicado por Lúcio Flávio Pinto | 28 de abril de 2018, 12:29
  4. Lúcio,

    Minha sugestão à Secretaria de Cultura e ao governo do Estado que, ao que tudo indica, deseja (va) economizar com a conta de luz: reduza ou elimine o ICMS da energia elétrica. Simão Jatene, o gênio da “mudança da base produtiva” foi o arquiteto da elevação do ICMS da energia de 17% para 25% durante o primeiro governo de Almir Gabriel. Foi ele, também, o arquiteto da desastrada privatização da Celpa. E, agora, o governo do Pará se preocupa com o valor da conta de luz? Isso é para sorrir ou é para chorar? E o que diz o cidadão comum? Quem, no Pará, especialmente no Sul do Pará, consome de 100-150 kWh (alíquota de 15%) ou faixa de 0-100 (isento) e pode manter um ar condicionado rodando.

    Sabe o que até hoje me espanta? Simão Jatene alisou os bancos do curso de Economia. Qualquer um, sem diploma, sabe que o tripé energia, transporte e comunicação estabelece a fundação para um desenvolvimento de qualquer nação/estado/município. Alguém precisa dizer isso ao governador do Pará (além de Antônio Farah, claro) que até quando se corta árvore na mata se precisa, neste dias modernos, de moto serra e combustível. Quais são essas alíquotas de ICMS no Pará em particular e no Brasil em geral no momento? Bem, não posso recitar todas, mas acreditos que devem estar na faixa de 25% ou acima.

    E mais: o que as classes política e empresarial no Pará/Brasil fazem relação a isso? Sentam nas mãos. Sabe o que o que fazem nos EUA para manter os impostos/preços desses produtos baixos: vão a guerras e mais guerras no Oriente Médio para garantir “supply” e o controle de alíquotas de imposto de consumo, que é uma forma extremamente regressiva de tributação porque afeta à quase todos todos da mesma forma .

    Não quero ofender a Governadoria do Estado ou as prostituras, mas costumo comparar a retórica do governador Jatene à cantata para conquistar prostituta em mesa de bar. Por que da comparação? Ora, se a prostituta já está ali é porque ela já está convencida/convetida de uma ganho ou potencial ganho. Ou seja, é como um convertido que não precisa ser convencido. E quem são os convertidos/convencidos no Pará/Brasil neste insulto das alíquotas de ICMS no Pará/Brasil? Todos os políticos que querem a arrecadação fácil sem ter que trabalhar/pensar no benefício/detrimento do País no longo termo. E quem são os não convertidos/dama da história: a população/sociedade em geral que se sente incapaz de mudar este estado de coisas. Gostaria de ouvir uma conversa do governador para convencer a estes.

    Um problema sério no Pará/Brasil é o de que o nosso sistema político está tão quebrado que não produz/permite a sobrevivência de homens de estados; só produzimos políticos. Qual a diferença entre ambos: homens de estado pensariam no longo termo. Os políticos, somente até a próximo eleição (dois anos). Não me venham, senhores críticos, me dizer que o processo eleitoral termina após cada eleição. Existe um ciclo vicioso em que as eleições locais alimentam as estaduais/federais e vice versa.
    Por ultimo, gostaria de parabenizá-lo por reproduzir este texto de uma importância símbolica e real enorme. Você, Lúcio, continua o “master” de sempre!

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    Publicado por Carmem Passos | 27 de abril de 2018, 14:21
  5. Uma farsa. Sempre me espantou foi o número de escritores paraenses que docilmente submete-se a participar da Feira. Quando percebem que alguns não vão, como protesto, correm para apresentar-se, julgando que reinarão sozinhos, sem culpa alguma. Mas essa é a natureza humana.

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    Publicado por Edyr Augusto | 27 de abril de 2018, 15:08
  6. Em postagens anteriores, logo quando lúcio fez a chapa esquentar com esse assunto, fiz algumas observações em relação aos comentários da Paloma. Já naquele diálogo com ela, apontava algumas realidades como a questão da cor, da etnia e do gênero serem critérios muito limitados e perigosos para que um escritor tivesse seu espaço e reconhecimento em uma realidade como a feira do livro. A observação logo de cara não me pareceu ter sido aceita. Isso ficou claro na última resposta da Paloma.
    Apontei os limites e os perigos advindos dessas realidades. Principalmente porque vi claros contornos de ideologização partidária nas entrelinhas dos reclamos da Paloma. Esse viés diminui, enfraquece e fragiliza consideravelmente qualquer força argumentativa na hora de um debate. Não deu noutra! É pedra cantada! É lona!
    Naquela ocasião disse que no máximo a cor, a etnia e o gênero, juntamente com “os demarcadores do espaço social da minorias” que ela tanto assinalava, deveria servir como pé-de-cabra para abrir a porta das alegadas segregações. Falei que essas realidades não servissem como uma gaiola de ouro para trancafiar e apequenar o talento dos tais excluídos. Citei Machado de Assis, Lima Barreto e Dalcídio Jurandir como escritores que conseguiram reconhecimento e espaço merecido, apesar da cor.
    Olhando agora esse debate longo, vejo que a coisa chegou onde imaginava. Não sou afeito a dialogar com pessoas do anonimato. Mas não vi agressão a pessoa de ninguém por parte da anônima. O comentário dela não agradou a subjetividade de quem foi criticada, e das amigas, mas agressão, não. O que a anônima fez para merecer a agressão? Por que covarde? Por ela ter sido muito ácida no comentário? Não justifica a agressão. Principalmente vinda de uma escritora. É sempre execrável todo tipo de agressão!
    Não é esse maldito expediente abjeto que tanto malefício trouxe a muitas pessoas, inclusive o dono desse espaço e do Jornal Pessoal? Ao ponto dele chegar a ser agredido fisicamente? Já vimos esse filme! É bom serenar os ânimos e respondermos com argumentos válidos. Os argumentos podem ser ferozes e mordazes, agressão, não.
    A anônima apresentou fartos e variados argumentos. Pode não ter agradado, acontece. Ela não foi contraditada no campo argumentativo dos fatos lógicos. Apelar para agressão, e em conluio com os amigos não é resposta. Muito menos aceitável. A atitude apequenou o debate. E muito! É imprescindível que se faça a monumental diferença entre agressão, opinião e argumento lógico embasado em fatos. O exemplo é dado pelo dono do espaço e do JP. Podemos até não ter a expertise, serenidade, paciência e fineza do Lúcio para responder a enxurradas de agressões verbais, e até físicas, mas atos trogloditas é digo de tolerância zero! Por mais que tais agressões sejam disfarçados de boa causa ou venham envelopados de falsa e polida educação.
    Concordo com tudo o que a anônima discorreu! Anônima, o espaço não é meu, mas espero ver você mais vezes aqui, de preferencia com um nome, mesmo que seja fictício, assim será possível não chamar você de anônima. Acho que você ajuda, e muito a enriquecer o debate na taba do cacique Lúcio.Também será muito bom para o espaço e debate se você não se afastar, Paloma. Isso será sinal de grandeza, força, experiência, simplicidade e caráter que compõe o arsenal de uma escritora que está rumando ao topo da qualidade, não só literário.
    Uma ressalva sobre o que a anônima disse, quanto a qualidade e o conteúdo do teu trabalho Paloma, não posso concordar ou endossar o comentário da nossa colega anônima, não conheço o teu trabalho, espero conhecer, assim poderei falar desse particular. Enquanto não conhecer, prefiro me reservar a insignificância do meu desconhecimento. É mais certo e honroso.

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    Publicado por Diniz | 1 de maio de 2018, 02:47
    • Sério mesmo que você está comparando o reconhecimento de Machado de Assis com o de Dalcídio Jurandir?

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      Publicado por Jonathan | 1 de maio de 2018, 22:26
      • Quando Dalcídio Jurandir morreu, em 1979, sua obra estava no limbo da Literatura Brasileira. Somente nos últimos 20 anos é que os estudiosos, a maioria das universidades locais, começaram a reconhecer seu valor. Sua canonização a nível nacional ainda não está perto de ser realidade.

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        Publicado por Jonathan | 1 de maio de 2018, 22:31
  7. Jonathan, não me referi ao nosso escritor como alguém já consagrado fora do Pará. Quando o citei, o fiz em contexto comparativo em diversas escalas, nós já sabemos do valor desse escritor. É na escala de reconhecimento local que o destaco. O reconhecimento e espaço entre Machado e Dalcídio é abissal, eu sei. É preciso levar todo o contexto da discussão que estava para posicionar o que falei. O ponto central é que nenhum dos autores citados por mim teve que se valer da cor ou condição social para legar a posteridade algo digno de reconhecimento. Abraço!

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    Publicado por Diniz | 3 de maio de 2018, 02:52
    • Desculpe, mas você não especificou nada disso nos comentários anteriores. Mas de qualquer forma, está esclarecido. Infelizmente, na Literatura Brasileira, se você não tinha boas relações, você ficava para trás. E isso não tinha nada a ver com cor. Machado era bem relacionado, assim como o nosso Inglês de Sousa, que foi político.

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      Publicado por Jonathan | 5 de maio de 2018, 13:10
  8. Abraço!

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    Publicado por Diniz | 5 de maio de 2018, 22:36

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