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Política

O que esperar da eleição?

Dois terços dos eleitores paraenses não votarão em candidatos que estejam sendo investigados pela Operação Lava-Jato. Este é um dos resultados apurados nas raras pesquisas de opinião que circulam pelos bastidores. Tem grande impacto. Por isso, suscita dúvidas e ceticismo. Será mesmo verdadeira a informação? Ela traduz a realidade?

O índice está sujeito a checagem, mas é evidente a tendência de rejeição aos políticos de práticas tradicionais, sobretudo as viciadas. Essa repulsa criou um vácuo, difícil de preencher, circunstância que não escapa à percepção dos próprios políticos. Os raros que estão encomendando pesquisas não as registram, Quando podem, omitem seus resultados, usando-os apenas internamente.

Como superar essa imensa barreira, que desautoriza a interpretação de que a Lava-Jato é fenômeno restrito à elite brasileira, sustentada principalmente pelo PT, o mais prejudicado pela onda de combate à corrupção, por ter ocupado o poder maior do país no curso de quase 14 anos seguidos?

O desafio, no caso do Pará, é especialmente difícil para o pré-candidato mais bem colocado nas sondagens. Helder conseguirá reduzir a rejeição ao seu sobrenome, Barbalho, onde ela é mais aguda, na região metropolitana de Belém?

Até agora, não tem conseguido. Ele próprio acrescentou à imagem desfavorável do pai, o senador Jader Barbalho, o seu mau desempenho por dois mandatos sucessivos como prefeito de Ananindeua, que detém o segundo maior colégio eleitoral do Estado. Sem poder se capitalizar na capital, seu objetivo pode ser o de desgastar os adversários.

A Grande Belém concentra um quarto dos votos paraenses. A alternativa, então, é, mais uma vez, o interior do Estado, que o candidato do MDB percorre todas as semanas, escorado na máquina pública federal. Na eleição de 2014 essa investida rendeu bons frutos. Poderiam ter-lhe dado a vitória sobre Simão Jatene já no 1º turno.

Ela escapou por um detalhe. Poderia ter sido recapturada se Helder não se tivesse considerado vitorioso. Calçou saltos altos. E subestimou a campanha do PSDB sobre o risco do desmembramento territorial do Pará com a vitória do emedebista, que já teria se comprometido com a causa das populações do sul e do oeste do Estado.

De certa forma, a situação se repete agora. Mas nunca a repetição é completa. Há uma margem para surpresas, imprevistos e novidades, embora seja difícil tentar materializá-la. O ambiente eleitoral não é apenas morno e insosso: é também frustrante.

 

Discussão

4 comentários sobre “O que esperar da eleição?

  1. Se a pesquisa for verdadeira, então o resultado é revigorante. Espero que a população paroara tenha juízo desta vez e escolha gente competente para administrar o estado.

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    Publicado por Jose Silva | 16 de maio de 2018, 13:21
  2. Pode ser a vez de Úrsula? Acha que ela ganhou mais estrutura partidária ou mais rejeição ao se filiar ao PSOL?

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    Publicado por Marlyson | 16 de maio de 2018, 14:02
    • Parece que a sigla não influiu. O voto é à pessoa.

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      Publicado por Lúcio Flávio Pinto | 16 de maio de 2018, 16:07
      • Como o PSOL tem como objetivo, segundo o programa compartilhado na web, implementar o socialismo no Brasil e rechaçar a conciliação de classes e apoiar as lutas dos trabalhadores, creio que a Ursula se inviabilizou como candidata, pois grande parte da população está frustrada com as lambanças e divisionismo do socialismo tupiniquim. Creio que a Rede era um partido mais plural.

        Só resta mesmo o Zé Carlos.

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        Publicado por Jose Silva | 17 de maio de 2018, 02:49

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