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Cultura, Educação

Finalmente, a mestranda

Hoje, finalmente, Dienny Estefhani Magalhães Barbosa Riker pôde defender sua dissertação de mestrado, O Bem Humano Básico do Casamento na Nova Teoria da Lei Natural: Razão Prática, Bem Comum e Direito, dentro do Programa de Pós-Graduação em Direito da Universidade Federal do Pará. A mestranda, orientada pelo professor Víctor Pinheiro, foi aprovada, sem ressalvas.

A primeira tentativa de realizar a atividade acadêmica foi impedida por causa de uma reação intolerante dentro da UFPA, que se manifestou contra o ato, a pretexto de que eram sustentadas ideias homofóbicas e estavam em contradição com o propósito do programa de pós-graduação..

A sessão transcorreu sem anormalidades. Segundo um informante, as críticas ao trabalho foram no campo do Direito Constitucional e da Filosofia Política, “para mostrar que o Brasil – conforme decisões do Supremo Tribunal Federal – e boa parcela de organismos internacionais pensa diferente e adota solução jurídica diferente quanto à questão do casamento entre pessoas do mesmo sexo”.

“Não houve refutação filosófica, no âmbito da Filosofia Moral, por assim dizer, da tese jusnaturalista de Finnis a respeito do tema. Ou seja, o fato de no âmbito do Direito Constitucional cada Estado soberano pensar diferente, não invalida a pesquisa e os que pensam diferente”, relatou ainda a fonte, que acompanhou a defesa..

O examinador externo, Roger Raupp Rios, “reconheceu publicamente a seriedade da pesquisa, embora dela discorde quanto às conclusões”. O outro examinador interno, José Cláudio Monteiro de Brito Filho, agiu da mesma forma. Ambos “reconheceram a pluralidade de ideias a pesquisar e defender”.

Discussão

18 comentários sobre “Finalmente, a mestranda

  1. Chiaram tanto e nem doeu.

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    Publicado por Alcemiades | 29 de maio de 2018, 17:53
  2. Só o PT não pode ser PT?!

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    Publicado por Luiz Mário | 29 de maio de 2018, 18:16
  3. Lúcio, admiro muito o seu trabalho. É neste qualidade de leitor que admira a sua luta pela verdade, é que venho informar, respeitosamente, que há incorreções na sua nota.

    Houve sim aprovação, mas com extensas ressalvas. Isto pode ser comprovado por você com simples acesso ao parecer da banca avaliadora. Nesta ressalva, consta afirmação do avaliador externo Roger Rios que a dissertação “desenvolve argumentos superados, sem contextualização crítica, incorrendo em arbitrariedades e fazendo afirmações preconceituosas, com potenciais efeitos discriminatórios”.

    Por outro lado, é da posição sim dos avaliadores de que há contradições internas no trabalho, houve questionamentos a partir de dentro do referencial teórico escolhido pela autora que a própria em sua réplica aceitou.

    Portanto, pelo seu apreço pela verdade jornalística acima de qualquer amizade ou laço social, peço para que você corrija a sua nota nos pontos em que comprovadamente não condizem com o que de fato aconteceu na sessão.

    Forte abraço!

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    Publicado por Adalberto | 29 de maio de 2018, 19:13
    • Obrigado, Adalberto. Eu me baseio numa fonte, que fez algumas ressalvas a respeito da restrição do orientador externo.
      Você tem as notas da avaliação da banca?

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      Publicado por Lúcio Flávio Pinto | 29 de maio de 2018, 19:29
      • Oi, Lúcio! Obrigado pela resposta expedita, o que comprova a minha expectativa quanto à seriedade do seu trabalho. O parecer final foi lido ao final da sessão e acredito que você possa ter acesso amanhã mesmo na secretaria do programa seja pessoalmente ou por e-mail disponível no site uma vez que se trata de documento publico.

        Forte abraço e bom trabalho

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        Publicado por Adalberto | 29 de maio de 2018, 22:53
      • Obrigado, mais uma vez.

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        Publicado por Lúcio Flávio Pinto | 30 de maio de 2018, 10:20
    • Segue a ressalva em trecho da Ata da sessão de defesa lida ao final pelo presidente da banca:
      Além do seu parecer o professor Roger Raupp Rios (UFRGS) faz constar nesta Ata de Avaliação o seguinte: “Considero que é legitima e apropriada para o Programa de Pós-Graduação em Direitos Humanos uma dissertação que examine criticamente, a partir de determinada perspectiva filosófica, a proposição de certa liberdade ou tratamento igualitário como o direito humano, inclusive o projeto de questionar o casamento homossexual enquanto direito humano. No caso ao acompanhar os votos dos membros da banca pela aprovação da dissertação o faço sob a condição de que fique ressalvado em ata que, sem prejuízo das alterações e ressalvas que a própria candidata faça, diante da missão institucional do programa de pós graduação a meu juízo a dissertação desenvolve argumentação que se valeu de estudos das ciências sociais isolados e metodologicamente superados sem maior cuidado e nem contextualização critica incorrendo em arbitrariedade configurando afirmações preconceituosas com potenciais efeitos discriminatórios. Também ressente-se num programa de direitos humanos de ter desenvolvido no cotejo das repercussões do referencial eleito com o campo especifico da teoria dos direitos humanos que não se confunde com a ideia particular de direitos humanos proposta por uma determinada teoria. Ainda assim, pode ser aprovada desde que compreendida como um trabalho que se restringe a exposição da teoria Finnisiana cujos termos em si mesmos demonstram sua incompatibilidade com os conteúdos e a função dos direitos humanos num mundo plural. A dissertação claramente limita-se aos argumentos internos sem avançar no campo dos direitos humanos e mesmo dentro carece, como reconhecido, quanto aos achados científicos nas ciências sociais que a autora relatou não ter examinado, nem conhecer. ”

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      Publicado por Wallace Sousa | 30 de maio de 2018, 15:07
  4. A Hidra de Lerna talvez tenha perdido uma cabeça, não a vida e o costume!

    Sou do mesmo parecer do Adalberto. Acredito que aqui tem gente com acuidade para nos brindar com uma avaliação séria e serena sobre o parecer dos “insuspeitos doutores” que fizeram parte da banca da mestranda. Lúcio, se isso estiver dentro do teu alcance, e sendo possível dentro dos teus atuais afazeres, por favor, faça uma análise sobre a avaliação da banca. Creio que será um exercício muito importante para vários de nós.
    Acredito que vale a pena cotejarmos sobre o parecer final dos “avaliadores”. Esse caso não merece um sepultamento tão discreto. O “causo” é digno de mais um capítulo analítico, principalmente porque se trata do desfecho final de uma das páginas mais repugnantes e detestáveis da ufpa.
    O ultimo capítulo dessa novela é digo de ser ponderado não só aqui, como também no Jornal Pessoal, visto que foi muito grave tudo que envolveu essa dissertação. É possível clarear aquilo que está e é nublado por manobras e versões, estas escondem o verdadeiro espírito reinante dentro desse feudo “intelectual” que pretensamente é a ufpa.
    Houve conivência de seres graúdos na escala institucional, mas que ao mesmo tempo foram pigmeus em ética, educação e espírito científico. Eles não queriam que a mestranda apresentasse o seu trabalho. Houve um lapso de silêncio significativo e vergonhoso por parte da direção da ufpa, e quando por fim se pronunciou, foi para declarar o mais grave ato de censura, e prévia, por parte de uma universidade pública, tudo isso em pleno regime democrático.
    É bom relembrar que a ufpa só recuou da deplorável posição quando se viu num beco sem saída, mediante todos os protestos que por aqui foram catapultados, e por forças externas ao nosso Estado. Todos sabemos do desserviço e do mais baixo nível que a universidade desceu em prol de agendas ideológicas e políticas. O grau de isenção da ufpa é baixíssimo. É aviltante o que aconteceu, não pode ser publicado em nota de rodapé.
    Os grupos sectários, cheios de empáfia, truculentos, inimigos da democracia, do verdadeiro debate acadêmico e científico não engoliram facilmente a decisão. Acredito que os vestígios ou a clara demonstração de indignação pode ser visto no parecer da banca. É bom tirar a prova dos nove na avaliação dos “isentos doutores”.
    É preciso trombetear mais uma vez essa escabrosa história, porque nas senzalas-salas da ufpa ainda tem muitos alunos-escravos sendo açoitados por “matérias-cursos”, ministrados por argutos feitores-professores, como também há centenas de capitães do mato (militantes) perseguindo e denunciando “colegas” como se fossem criminosos. Tem ainda as baronesas e as sinhazinhas (quase nunca fazem nada para ajudar os alunos-escravos), e não esqueçamos do senhor do engenho, o grande magnifico reitor da casa grande. Um verdadeiro Nero. Um louco!

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    Publicado por Diniz | 30 de maio de 2018, 01:44
    • Você tem toda razão. A história precisa ser contada por inteiro. Foi um episódio melancólico numa academia aberta ao livre pensar, condição essencial para que exista. Vou tentar obter informações para tentar cumprir a tarefa. Desde já, porém, abro o espaço para quem queira participar do debate.

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      Publicado por Lúcio Flávio Pinto | 30 de maio de 2018, 10:24
      • A Hidra de Lerna talvez tenha perdido uma cabeça, não a vida e o costume! Dito e feito. A pedra estava cantada. Nesse caso a hidra tem nome e sobrenome. Estava claro que não poderiam reprovar a mestranda. Se isso ocorresse seria o mesmo que decretar o fechamento da própria universidade. Eles ainda não tem coragem para tanto. Retalham de forma velada e subreptícia. A arte da dissimulação sempre foi parte dessa gente.
        A censura veio travestida com a caneta da institucionalidade, e pior, de uma figura impoluta, vestindo um manto de autoridade e isenção. Portava o secto da sapiência e justiça. Nos seus lábios havia um audaz cântico afinadíssimo, o dos “direitos humanos”. Direitos esses que a sociedade já está colhendo os piores resultados, a décadas.
        Será que seria absurdo dizer que a caneta da censura pichou o trabalho dessa aluna? Esse era ou não um desfecho esperado? Isso não é universidade, é um puxadinho de ideias bem mequetrefes. Tem gente que se presta a fazer trabalho sujo, indigno e sub-humano. Essas pessoas não suportam serem contrariadas e contraditadas.
        Se eu tivesse competência e habilidade literária para escrever um livro, escreveria sobre esse estupro e censura que acaba de ser consumado dentro da senzala chamada universidade federal do Pará. Eis o estado da ufpa.
        É bom lembrar que gente com essa mesma mentalidade e bondade “humana” derramou a maior quantidade de sangue que temos registro. O que deve nos deixar apreensivos não é o fato dessa ou qualquer outra dissertação ter ressalvas, mas os motivos que levaram as pessoas a fazerem o que fizeram, e por fim, as tais ressalvas. Que ressalvas…
        O que levou a ufpa a dissolver a primeira banca? O que levou a ufpa a importar um desembargador? O que levou a ufpa a ter uma crise de contradição, ou será esse mesmo o seu proceder diário? O que levou a universidade a se comportar como um diretório partidário? Será que já não era mais do que previsto as “ressalvas” do magistrado-avaliador? Será que também caberia a palavra sensor? Os jornalistas vivem dizendo que perguntar não ofende. Vou encampar essa ideia! Quanto interesse e preocupação por uma dissertação de mestrado!
        Será que não havia causas e coisas realmente mais preocupantes e ameaçadoras dentro da própria ufpa para merecer a ilustre presença de um desembargador do TRF4? Será que no próprio Rio Grande Sul, que reconhecidamente concentra os maiores grupos de neonazistas, e ainda tem a pavorosa ideia separatista, não existe problema suficiente que mereça a atenção e empenho do desembargador?
        Será que a ufpa e afiliados da causa não estão coando um mosquito e deixando passar um boi? Contradição e cinismo deveria está em várias entradas da combalida ufpa, e quiçá de certos gabinetes. Como alguém já disse, o diabo mora nos detalhes. E os detalhes dessa tragédia podem ser percebidos nas perseguições dos grupos de alunos e professores contrários a apresentação da dissertação, no desmanche da primeira banca, no tétrico pronunciamento da ufpa sobre o trabalho da aluna e seu orientador, e por fim, os comentários em ata do ilustre convidado, o desembargador. Ufpa, que buraco fedido foi esse em que enfiaram tua história…

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        Publicado por diniz | 31 de maio de 2018, 01:07
  5. Pelo que foi descrito pelo Lucio e Adalberto, a dissertação parece que foi, usando uma caricatura, uma defesa do criacionismo em plena época de vigência do darwinismo. Este tipo de paradoxo somente acontece em filosofia, pois lá tudo pode. Nas ciências de verdade, o caminho seria outro.

    De qualquer forma, parabéns a mestranda e ao orientador pela dissertação defendida e homologada.

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    Publicado por Jose Silva | 30 de maio de 2018, 08:04
    • José Silva, em nenhum momento houve inferência ou declaração explicita sobre criacionismo ou darwinismo no texto do Adalberto. Nem na dissertação da mestranda. Eis o que Adalberto colocou:” Nesta ressalva, consta afirmação do avaliador externo Roger Rios que a dissertação “desenvolve argumentos superados, sem contextualização crítica, incorrendo em arbitrariedades e fazendo afirmações preconceituosas, com potenciais efeitos discriminatórios”. Por outro lado, é da posição sim dos avaliadores de que há contradições internas no trabalho, houve questionamentos a partir de dentro do referencial teórico escolhido pela autora que a própria em sua réplica aceitou”.
      Se houver seriedade em pesquisar o assunto da dissertação, será logo observado que tentar reduzir a pesquisa de Dienny Riker a questão darwinista e criacionista, ou de forma mais clara, numa questão religiosa, é uma tentativa sutil ou escrachada de desqualificar o trabalho da mestranda. Diria mais, é uma tentativa grosseira de pichar o trabalho dela. Coisa que alguém fará por via da caneta institucional. É exatamente assim que sempre ganham, no tapetão “intelectual”. No campo das ideias e debates, nem pensar!
      O trabalho da mestranda não está imune a críticas, mas qualquer que seja ela, deverá ser pautada dentro dos limites do que ela se propôs a discorrer. Houve várias tentativas de ridicularizar e diminuir o trabalho da aluna como algo de cunho religioso. Isso já foi aqui ventilado, mas não logrou êxito pelo simples fato de não existir a menor consistência nessa afirmação. A abordagem jusnaturalista não é darwinismo x criacionismo. Não é uma questão religiosa. Querer caricaturar a abordagem jusnaturalista com campo religioso só mostra um total desconhecimento do que de fato essa visão aborda.
      Por último, não é a primeira vez que vejo essa afirmação de que Filosofia não ciência e que nela vale tudo. Creio que você está equivocado quando diz que em Filosofia tudo pode, e que se fosse em ciência de “verdade” o caminho seria outro. Não sei a que tipo de “filosofia” você se refere, mas a Filosofia é sem dúvida alguma ciência. Mas concordo que há Filosofia e “filosofadas”. Se tuas criticas se referem a certas “filosofias” como algumas partes da teoria evolucionista, que é ensinada e abraçada com fervor, que dificilmente se acha na maioria das religiões, concordo com você. Pois é notório que ao submeter muitos dogmas evolucionista ao crivo de outras Ciências, ela não se sustenta de pé nem com reza “braba”. Que diga a termodinâmica e outras gigantes.
      Infelizmente o engodo evolucionista ainda é cantado e decantado em verso e prosa em muitas universidades, principalmente em puxadinhos-universidades como a ufpa e assemelhadas. Para a anedota evolucionista é dado o mesmo tratamento especial, de “científico”, que a maioria dos “historiadores” marxistas dispensam a muitos acontecimentos “históricos” que só cabe na bitola “científica” deles.
      Pouca ou nenhuma informação é dada sobre a debanda de evolucionistas na Europa e EUA que estão ou já abandonaram essa ideia que era abraçada como dogma “científico”. Boa parte dessa casa darwinista já veio ao chão faz tempo. Isso não quer dizer que a obra de Charles Darwin seja toda errada. Da mesma forma quase não se diz aqui que defunto marxista está sendo cada vez mais enterrado na lama da pouca significância, pois é exatamente isso que essa teoria de malucos é, um esquife.

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      Publicado por diniz | 31 de maio de 2018, 01:22
      • Caro Diniz,

        Qualquer livro básico de filosofia te dirá que há quatro tipos de conhecimento: popular, filosófico, religioso e científico.

        O conhecimento filosófico é valorativo, pois seu ponto de partida consiste em hipóteses, que não poderão ser submetidas à observação. Por este motivo, o conhecimento filosófico é não verificável, já que os enunciados das hipóteses filosóficas, ao contrário do que ocorre no campo da ciência, não podem ser confirmados nem refutados. Portanto, filosofia é filosofia e não ciência. São duas coisas muito distintas. Quando eu escrevo que em filosofia tudo vale é porque o conhecimento filosófico é não verificável. Portanto, pode-se debater infinitamente um assunto, pois não há um mecanismo para selecionar um argumento vencedor.

        Claro que nem o LFP e nem o Adalberto mencionaram criacionismo vs darwinismo. O que eu escrevi foi: “a dissertação parece que foi, usando uma caricatura, uma defesa do criacionismo em plena época de vigência do darwinismo”. Ou seja, foi como trazer idéias criacionistas da idade média para se discutir em um ambiente moderno darwinista, ou seja, não haverá consenso nunca e talvez nem qualquer diálogo produtivo. Porque isso não aconteceria em ciência? Porque em ciência o conhecimento é verificável. Se não passar no teste, a idéia é abandonada, tal como o criacionismo, que foi abandonado porque ele não explicava mais todas as descobertas que figuram feitas na biologia.

        Sobre o Darwinismo moderno, é claro que ele se modernizou, ainda mais com todos os avanços da genética. Entretanto. os seus postulados básicos continuam firmes e fortes e cada vez mais poderosos. Além de explicar a evolução de toda a vida sobre a terra, hoje os princípios básicos darwinianos são utilizados também para iluminar a economia, a psicologia, e outras ciências. A cada minuto, um teste é feito e a cada teste o darwinismo é apoiado. Não há migração alguma para o criacionismo, que está enterrado e morto definitivamente, mas há sim pesquisadores que tentam criar novas teorias capazes de explicar tudo o que op darwinismo exoplica e mais outras coisas. É um esforço similar ao que o Einsten fez com a fisica do Newton. Entretanto, até agora nenhuma nova teoria foi proposta. O criacionismo somente sobrevive na cabeça daqueles que confundem conhecimento religioso com conhecimento cientifico, mas esta é uma outra longa historia que não cabe neste comentário.

        Em resumo: filosofía não é ciência, criacionismo morreu e o darwinismo vai muito. Que a atitude critica de Darwin e da ciência esteja com você! Tenha um bom dia!

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        Publicado por Jose Silva | 31 de maio de 2018, 08:14
      • leia-se: darwinismo vai muito bem.

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        Publicado por Jose Silva | 31 de maio de 2018, 08:14
  6. Novamente comento que a mestranda já dava em seu TCC sinais de que busca, para aquém do objetivo científico metodológico, o simples respaldo científico para preconceitos de natureza religiosa e arcaica. Não lhe nego o direito de defender a sua dissertação, mas muito me admirou, à época, a aceitação de tal modo de lidar com o tema por parte dos professores.

    Minha admiração tem fundamento no fato de que acredito que pouquíssimos professores aceitariam orientar um trabalho que se propunha a defender filosoficamente o racismo, por exemplo. Mas dada a nossa grande tradição judaico-cristã (ainda que bastante superficial), sei que os preconceitos e restrições de origem religiosa ainda não gozam do mesmo nível de repulsa que os preconceitos de cor. Sei que logo gozarão.

    De qualquer forma, a academia não deve se abster de lidar com todo e qualquer assunto, mas existe um abismo entre estudar o preconceito e justificá-lo.

    Da mestranda, dado o seu histórico acadêmico e familiar, não posso esperar menos que o tema proposto. Do lado das minorias, mais combativas do que nunca, também não espero menos do que desconfiança com o cinismo da nossa elite letrada nas assembleias do deus vingativo do antigo testamento.

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    Publicado por Ali | 30 de maio de 2018, 16:44
  7. José Silva, obrigado por tua resposta. Não farei considerações sobre os pontos divergentes que claramente existem dentro do que tratamos sobre o assunto central e os periféricos. Farei apenas três observações: 1) Não me é estranho que há diferença entre os métodos de análise, verificação, e quando possível, provar as ideias; 2) Não afirmei que todos os postulados darwinistas estão errados; muito menos afirmei que o criacionismo é um método científico ou que deva ser usado para explicar situações do campo científico; e sobre a debandada, só não olha quem não quer, esse processo não é divulgado como também não é divulgado em ciências sociais outro conhecimento que não seja de viés marxista; qualquer coisa estará definitivamente morta e enterrada para quem nem se dá o trabalho de analisar o que quer que seja, mesmo que aquilo que se provou seja a mais clara verdade científica, e não religiosa; 3) O paralelo entre Einstein e Newton em relação ao evolucionismo e o criacionismo não é possível, visto que o primeiro tem graves vácuos explicativos, (isso não implica em inutilizar os excelentes resultados e conhecimentos que daí temos), mas no campo estritamente científico estamos muito longe de abonar as contradições e erros da teoria evolucionista, entre os dois gigantes da Física, Matemática, uma boa dose de Filosofia, e até Teologia, houve expansão e confirmação de todos os postulados. Muito do que Einstein falou não pode ser comprovado em vida, mas isso não queria dizer que não era provável ou exequível aquilo que ele dizia. A poucos anos atrás tivemos a comprovação cabal de tudo o que tornou Einstein o que ele é. Para Newton e Einstein podemos afirmar quase que sem reservas que tudo o que postularam e provaram, é ciência de alto nível, o mesmo não podemos afirmar sobre a teoria da evolução, apesar dos avanços tecnológicos. Abraço!

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    Publicado por diniz | 31 de maio de 2018, 12:25
    • Diniz,

      Uma resposta rápida para os teus pontos:

      1. Então concordamos que Filosofia não é ciência, correto?

      2. Não há debandada cientifica do darwinismo. Uma rápida leitura da literatura científica sobre o assunto mostra que o darwinismo moderno é a teoria científica mais aceita do mundo, mundo mais do que as teorias que foram postuladas por Einsten. Os pontos fracos da teoria evolutiva que existiam no passado foram totalmente encerrados com o avanço da biologia molecular e das novas descobertas de fósseis ao redor dom mundo.

      3. Um dos problemas das ditas ciências sociais é que há um grupo (maioria?) de pesquisadores que acreditam que as ciências sociais são diferentes das ciências naturais e que não devem passar pelo critério do teste de hipóteses. São estes os pesquisadores (mas não cientistas) marxistas que você menciona. Para eles, as ciências sociais são mais um tipo de filosofia do que ciência. Como tanto nestas “ciências sociais” como na filosofia não há teste de hipóteses com dados empíricos, então qualquer coisa vale. Dai para o dogmstismo é um pulo.

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      Publicado por Jose Silva | 31 de maio de 2018, 14:49
  8. José, mais uma vez agradeço tua atenciosa resposta. Acredito que por tudo o que já dissemos, fica claro que há pontos que não irão convergir, mas isso não é uma tragédia, e nem nos impede de conversar civilizadamente sobre outros temas aqui nesse espaço muito importante. Mediante o exposto, podemos encerrar a conversa amistosamente. Digo isso sobre os três pontos que você elencou: 1) Não concordo plenamente com o primeiro ponto. Conheço a fonte da tua visão. O máximo que posso concordar contigo é que Filosofia não usa o método cartesiano. 2) Sobre o abando de vários dogmas geral darwinista, não avançaremos, mas tudo bem. Sobre o darwinismo ser a teoria mais aceita no mundo…há vários motivos, e até motivos escusos. Mas me limitarei a algo mais modesto, é simples, o mundo em que vivemos é praticamente todo newtoniano. Nascemos mergulhados no mundo em que nossas percepções da realidade são adestradas para a ideia do absoluto e do imutável, e mesmo nesse mundo newtoniano a maioria não compreende de maneira correta os fenômenos que os envolvem, imagine o mundo relativístico de Einstein. Na época em que Einstein postulou suas ideias mirabolantes, diz-se que não havia mais do que 200,00 pessoas no mundo especializado que compreendia plenamente o que ele dizia, imagine o cidadão comum. A maioria dos seres humanos não tem afinidade com Matemática e Física ordinária, alguém que não entende a Matemática e a Física do ensino médio, jamais entenderá o arcabouço físico-matemático, ou as consequências práticas (quando possível) e as teóricas que estão por trás dessas ideias de Einstein. E repito, olha que elas já foram plenamente comprovadas, mas nem por isso se tornaram mais famosas e mais fáceis de serem entendidas, muito menos divulgadas. Geralmente se divulga aquilo que é inteligível, e por isso, vendável. Essas verdades científicas do mundo de Einstein são no máximo exóticas para maioria dos cidadãos. Coloque uma revista ou matéria sobre a Relatividade de Einstein, sem uso das expressões matemáticas, usemos o código linguístico que lemos e escrevemos no cotidiano, e uma revista sobre Darwin e seus trabalhos, naturalmente haverá maior vendagem e divulgação de Darwin e seus trabalhos. Por que? Simples. É mais fácil entender o que Darwin disse do que entender o que Einstein falou. 3) Sobre o terceiro ponto, creio na maioria das coisas que você disse. Meu mano, um forte abraço fraterno, sem qualquer discordância.

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    Publicado por diniz | 31 de maio de 2018, 20:49

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