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Cidades, Cultura

Salvar a casa

Uma das foto que Esperança Bessa publicou na sua coluna de hoje do Diário do Pará, servindo de fundo para a pose de Flávia Lacerda, não fica na Cidade Velha, como foi dito, por um lapso. Sobrevive à incúria pública na praça de Nazaré, ao lado do Habib’s e em frente à sumaumeira (me veio atroz dúvida de pesadelos: ainda existe a mais bela e famosa árvore da cidade, com seus algodões lançados ao vento?).

A casa pertenceu ao médio Deoclécio Correa, conforme o marco fixado na porta principal. Alguns anos atrás encontrava eventualmente sua última habitante, da família Faciola, que só esporadicamente vinha a Belém, mas mantinha em bom estado a enorme construção, talvez a mais preciosa da área e das mais belas de Belém. Sugeri que o poder público a desapropriasse (pagando com correção seu justo preço) para nela instalar um  centro de informações sobre a história do Pará, com ênfase na cabanagem, na borracha e no Círio de Nazaré. Como lamentava o príncipe Egmont, na peça de Goethe, traduzida por Benedito Nunes, encenada no Teatro da Paz: debalde.

O equívoco foi providencial: exibindo um trecho da fachada atrás de Flávia, encantadoramente natural no seu álbum de viagem, serviu para mostrar a beleza da mansarda e renovar o apelo: salvem-na!

Discussão

Um comentário sobre “Salvar a casa

  1. Se o original povo desta Terra não tem o devido respeito, imagina o resto.

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    Publicado por Luiz Mário | 30 de julho de 2018, 10:12

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