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Polícia

O braço do militarismo

A Polícia Militar do Pará comemora neste ano seu bicentenário. É uma data gloriosa. Nada contribui para ela, muito pelo contrário, a atitude da representação de Santarém da associação dos cabos e sargentos da corporação (incluindo os bombeiros). A pretexto de “zelar pela boa imagem” da PM, a diretoria da agremiação investiu pesado contra alunos do Colégio Dom Amando, o mais conceituado de toda região do Baixo-Amazonas. Só porque, numa encenação teatral no festival folclórico do colégio, os alunos usaram uniforme oficial numa crítica à PM – mas do Rio de Janeiro.

Mesmo criticando a PM paraense e ainda que a crítica fosse incisiva, é atividade de estudantes, amparada – quando não fosse pelo necessário ambiente de tolerância em uma verdadeira democracia – pela liberdade de expressão, amparada constitucionalmente. Nunca caracterizando “circunstâncias indignas ao decoro do militarismo”, conforme diz a nota da associação, que trai sua má inspiração ao citar o “militarismo” e não o “militar”. É próprio de um espírito antidemocrático essa ilustrativa confusão.

Discussão

Um comentário sobre “O braço do militarismo

  1. Viva às redes sociais!

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    Publicado por Luiz Mário | 30 de agosto de 2018, 18:55

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