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Justiça, Polícia, Violência

Como Belém amanheceu?

O empresário Giovanni Maiorana, de 26 anos, saiu de uma festa já de madrugada, ontem. Estava alcoolizado. Mesmo assim, embarcou na sua camionete de luxo Jeep, de grande potência. Pisou fundo no acelerador. Percorrera uma curta distância até perder o controle do veículo. Foi batendo violentamente em cinco carros sucessivos, que estavam estacionados na avenida Gentil Bittencourt.

Apesar das colisões, avançou para a calçada, onde atropelou Gabriela Cristina Jardim Costa, de 19 anos, que morreu de imediato, e Kinberley Guedes, sua amiga, de 20 anos, que ainda resistiu um pouco, mas morreu ao ser atendida. O motorista Alessandro Guedes da Silva ficou ferido e foi levado para o hospital metropolitano, em Ananindeua, onde continua internado.

Quando seu carro parou, Giovanni atravessou a avenida, cambaleante. Enrolando a fala, ofereceu dinheiro ao taxista Marcos Ramalho, para que ele o levasse dali. O motorista se recusou. Respondeu que havia pessoas feridas e que seu próprio táxi fora avariado. Tinham que esperar a polícia, que chegou e deu início a um procedimento, que ainda demandará tempo – muito ou pouco, nunca se sabe, tratando-se da justiça – até chegar ao fim, se chegar.

Como amanheceu Giovanni Maiorana depois de ter causado essa tragédia?

Como amanheceram os parentes e amigos das vítimas?

Como amanheceu a criança de três anos, filha de Gabriela, de 19?

Como Belém amanheceu?

Discussão

11 comentários sobre “Como Belém amanheceu?

  1. Muitos Estarrecidos e indignados c/ tamanha desfaçatez de análise em célere leniência custodiante, enquanto às vítimas o direito à burocracia, ao choro, às angústias, aos prejuízos, inclusive irreparáveis.

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    Publicado por Amelia A. Oliveira | 28 de setembro de 2018, 13:02
  2. Como amanheceu a cabeça do juiz que liberou este selvagem da prisão? Como amanheceu a cabeça do pai que criou um selvagem como este? Como amanheceram as cabeças dos pais das duas jovens assassinadas?

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    Publicado por Jose Silva | 28 de setembro de 2018, 14:08
    • José, estou com muita vontade de atropelar você, por baixo, é claro, para isso vou usar a minha Ferrari (é um carrinho de pipoca). Meu irmão, só não atropelo você, por cima, é claro, com o meu barco voador, porque fizeste uma pergunta certa: “Como amanheceram as cabeças dos pais das duas jovens assassinadas”? José, a cabeça do juiz e do pai do assassino…tu está de brincadeira…iria rir se o assunto não fosse trágico.
      José, se tu perceber um barulho chegando por baixo ou ouvir o ronco aéreo de um motor do barco voador, corre meu mano, porque sou eu querendo atropelar você. José, para esse povo foi apenas mais dois dígitos a morte dessas duas meninas. Para eles foi apenas e somente um fatalidade. Foi um pequeno erro de grande empresário.

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      Publicado por Diniz | 29 de setembro de 2018, 01:28
      • Caro Diniz,

        Será que para eles foi apenas uma fatalidade ou um pequeno erro? Os caras, queiram ou não, vivem em uma sociedade e dela dependem, pois um é um juiz e outro é um empresário na área de serviços. Como encarar a sociedade depois dos erros cometidos? Creio que você está subestimando em muito o que acontecerá aos dois dada a resposta da sociedade até agora. Para mim é o início do fim.

        Sobre os teus atropelamentos virtuais, o que é isso companheiro? Estas parecendo os bolsonaristas depois que o vice (ou vício?) deles prometeu atropelar o décimo-terceiro da moçada.

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        Publicado por Jose Silva | 29 de setembro de 2018, 08:30
  3. O pai teve tá feliz porque o filho está em casa são e salvo.

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    Publicado por Everaldo | 28 de setembro de 2018, 16:01
  4. Já chega de tripudiar em cima do menino

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    Publicado por Rodrigo Neves | 29 de setembro de 2018, 02:18
    • A alternativa, então, é tripudiar em cima das duas jovens (de 19 e 20 anos), do ferido que foi hospitalizado (circula que também morreu), dos donos dos cinco carros destruídos ou semidestruídos, dos moradores que acordaram de madrugada sobressaltados pelo estrondo e até mesmo das famílias do criminoso (pelo menos o crime foi reconhecido como tal).

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      Publicado por Lúcio Flávio Pinto | 29 de setembro de 2018, 08:46
  5. A perplexidade maior está na revelação de uma prática que sempre foi escamoteada pela dita sociedade? É pelo fato em si ou por sua revelação? Viva as redes sociais!

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    Publicado por Luiz Mário | 29 de setembro de 2018, 09:50
  6. Obrigado pela resposta grande José. Não o conheço pessoalmente, mas creio que você é um grande otimista. Pena não compartilhar do teu otimismo em relação as figuras em apreço. Essas pessoas tem uma espécie de imunidade psicológica, moral e ética em relação a esses casos. A única coisa que verdadeiramente os incomoda é quando há uma punição grave sobre eles, fora isso, é vida que segue. O juiz faz parte da casta mais corporativa que existe dentro da teoria dos três poderes. Ele é um juiz, o seguimento social mais protegido e difícil de punir. Claro que há gratas e raras exceções de juízes que foram punidos. Aposentadoria compulsória com promoção ao um posto máximo, geralmente o desembargo, e com maior salário possível. Eis a terrível punição dos poucos casos.
    Quanto aos bolsonaristas e as ditas radicalidades, coloque o homem no contexto e a análise será mais justa. Isso não quer dizer que ele não fale tolice. O nosso cenário político tem muito mais ameaças claras e veladas do que essa. É só ouvir as últimas de um terrorista chamado de José Dirceu. O pau que bate em chico, precisa bater em Francisco. Ainda bem que você é apenas o José, e não o José Dirceu. Abraço meu nobre!

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    Publicado por Diniz | 29 de setembro de 2018, 13:53

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