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Educação

UFPA entre as melhores?

O portal ORM anunciou nesta semana que 36 universidades brasileiras entraram no ranking das universidades mais importantes do mundo do Times University World Classings 2019, o maior ranking especializado no ensino superior do mundo, que inclui mais de 1.250 universidades. A avaliação considera as atividades de ensino, pesquisa, transferência de conhecimento e perspectivas internacionais. A novidade positiva na nova listagem seria a inclusão da Universidade Federal do Pará.

A notícia é boa, mas a UFPA está no rabo da fila, no seu último segmento, entre as posições 1.001 e 1.250. Para se ter uma ideia mais realista do que isso significa, basta verificar o topo das melhores universidades brasileiras. No quadro que se segue, primeiro a sua colocação interna, no país. Em seguida, a posição mundial. Embora tenha um dos maiores contingentes de estudantes do Brasil, a UFPA está de fora.

Melhor refletir mais um pouco antes de comemorar, como fizeram os leitores do portal.

Brazil rank 2018 World University Rank 2018 University City
1 251–300 University of São Paulo São Paulo
2 401–500 State University of Campinas São Paulo
3 501–600 Federal University of São Paulo (UNIFESP) São Paulo
4 601–800 Federal University of ABC (UFABC) São Paulo
4 601–800 Federal University of Itajubá Minas Gerais
4 601–800 Federal University of Minas Gerais Minas Gerais
4 601–800 Federal University of Rio de Janeiro Rio de Janeiro
4 601–800 Federal University of Rio Grande do Sul Rio Grande do Sul
4 601–800 Pontifical Catholic University of Rio de Janeiro (PUC-Rio) Rio de Janeiro
4 601–800 São Paulo State University (UNESP) São Paulo
11 801–1000 University of Brasília Brasília
11 801–1000 Federal University of Ceará (UFC) Ceará
11 801–1000 Federal University of Pelotas Rio Grande do Sul
11 801–1000 Federal University of Pernambuco Pernambuco
11 801–1000 Federal University of Rio Grande do Norte (UFRN) Rio Grande do Norte
11 801–1000 Federal University of Santa Catarina Santa Catarina
11 801–1000 Federal University of São Carlos São Paulo
11 801–1000 Pontifical Catholic University of Paraná Paraná
11 801–1000 Pontifical Catholic University of Rio Grande do Sul (PUCRS) Rio Grande do Sul
11 801–1000 Rio de Janeiro State University (UERJ) Rio de Janeiro
11 801–1000 State University of Ponta Grossa Ponta Grossa
22 1001+ Federal University of Goiás Goiás
22 1001+ Federal University of Lavras Minas Gerais
22 1001+ Federal University of Ouro Preto Minas Gerais
22 1001+ Federal University of Paraná (UFPR) Paraná
22 1001+ Federal University of Santa Maria Rio Grande do Sul
22 1001+ Federal University of Viçosa Minas Gerais
22 1001+ Fluminense Federal University Rio de Janeiro
22 1001+ Londrina State University Paraná
22 1001+ University of the Sinos Valley Rio Grande do Sul
22 1001+ State University of Maringá Paraná
22 1001+ State University of Western Paraná (Unioeste) Cascavel

Agora as 50 universidades mais prestigiadas da América Latina:

Discussão

26 comentários sobre “UFPA entre as melhores?

  1. Note que não há nenhuma universidade empresarial entre as melhores. Lúcio, qual a sua conclusão sobre isso?

    Sobre a UFPA, ainda precisa fazer muito. Soube que o Horácio Scheneider faleceu. Uma grande perda. Ele deu continuidade ao que o Manoel Ayres criou e transformou a genética da UFPA em uma das melhores do Brasil. Veremos se a nova geração será capaz de dar o salto final de qualidade.

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    Publicado por Jose Silva | 29 de setembro de 2018, 16:38
  2. A UFPA é tão boa que o Pará está uma maravilha para se viver. Serve bem aos interesses de seu povo. Aliás que está vivendo cada vez melhor.

    As inovaçōes propiciadas pelo trabalho empreendido na e pela UFPA modificam e salvarão o Mundo.

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    Publicado por Tonto. | 29 de setembro de 2018, 16:46
  3. É uma façanha e tanto a UFPa ter se classificado entre as 1.250 melhores, na apuração 2018.

    Há alguns dias, comentei — fora do tópico — na lista de outro post, a nota que li no “Meio”, sobre o ranking da Times University World Classings. Essa nota dizia que havia 15 universidades brasileiras entre as 800 melhores (no quadro do Lúcio, só aparecem apenas 10).

    No ranking de 2016, eram 27 brasileiras entre as 800 melhores. Em 2017, as brasileiras caíram para 21. Em 2018 passaram a ser 15 segundo o Pedro Doria, e 10 segundo o Lúcio. Dá-se como causa do declínio os cortes de recursos para educação, notadamente nas áreas de aperfeiçoamento docente e pesquisa.

    Nos rankings anteriores, a UFPa simplesmente não figurava. O fato dela ter aparecido na lista, num momento em que o Brasil despenca no ranking, não deixa de ser boa notícia.

    Só se classificam entre as 800 melhores, as universidades com IGC Faixa 5. A maioria das universidades brasileiras — públicas ou particulares — tem IGC Faixa 3. No máximo, 4.

    A Times University World Classings classifica apenas universidades. A maioria das IES particulares brasileiras é constituída de Faculdades, e não de universidades. Não entram na classificação da TUWC, portanto.

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    Publicado por Elias Granhen Tavares | 29 de setembro de 2018, 18:25
    • É verdade que a maioria do ensino empresarial brasileiro é composto de faculdades e centros universitários. Entretanto, há universidades também. Destas, nenhuma pode ser considerada boa.

      Saiu recentemente um relatório do MEC. Cerca de 75% dos estudantes do ensino superior brasileiro estão ligados às escolas empresariais. Dada a qualidade duvidosa destas escolas, nunca teremos gente qualificada para competir de igual para igual com as nações mais avançadas.

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      Publicado por Jose Silva | 30 de setembro de 2018, 10:45
    • Falta de recursos é desculpa para boi dormir, tanto é que há grana para se fazer um curso inútil sobre “golpe”!
      As Universidades se fecham à sociedade.
      Seus sites no mundo virtual são herméticos e pobres.
      Não usam recursos de ponta para promover seus cursos e seus professores são catedráticos, a maioria desvinculada do mundo real e empresarial, sendo que a maioria ativista odeia o capitalismo e o empreendedorismo e acha que deve formar pessoas para serem empregados, especialmente servidores públicos.
      Posso estar generalizando, pois são hipóteses a serem testadas. Alguém já o fez?
      Quanto a recursos, por que a Universidade não abre sua contabilidade e diz para a sociedade o que está faltando e pede doações a todos os que lá se formaram, para atingirmos os objetivos de excelência desejados?
      Engraçado que em dois anos, o teto de gastos já refletiu na decadência da UFPA.
      Essa questão de teto como desculpa para não se avançar é conversa para boi dormir. Sabe-se que em toda gestão pública e privada há como se melhorar os resultados investindo-se em planejamento, avaliações e processos.
      O que se desperdiça nas Universidades?
      Quantos funcionários são necessários para cada mil estudantes?
      Quantos professores por grupos de estudantes?
      Quais os indicadores de gastos da UFPA em relação a outras universidades de melhor performance?
      Alguém pode dizer?

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      Publicado por Jab | 30 de setembro de 2018, 12:10
  4. Lembrando Stanislaw:
    ““Difícil dizer o que incomoda mais, se a inteligência ostensiva ou a burrice extravasante.”
    ― Stanislaw Ponte Preta
    https://kdfrases.com/frase/140396

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    Publicado por Jab | 30 de setembro de 2018, 12:15
  5. “Engraçado que em dois anos, o teto de gastos já refletiu na decadência da UFPA.” (JAB)

    Errado! Há dois anos, a UFPa NÃO figurava entre as 1.250 melhores do mundo. Agora passou a figurar. O movimento não foi de declínio, portanto. Foi de ascenso.

    O que declinou foi a quantidade de universidades brasileiras entre as 800 melhores. Eram 27, caíram para 21 e, depois, para 15 (10 na lista do Lúcio).

    E isso não se refere apenas a universidades públicas. As particulares estão nessa também.

    Será que as IES sem fins lucrativos (geralmente confessionais), e as com fins lucrativos, ou seja, empresariais, estão, também, tomadas por uma “maioria ativista odeia o capitalismo e o empreendedorismo e acha que deve formar pessoas para serem empregados, especialmente servidores públicos”?

    Difícil dar suporte técnico a esse tipo de declaração, totalmente ideológica e contraditória em seus próprios termos: empresários que odeiam o capitalismo e o empreendedorismo, e que se dedicam a “formar pessoas para serem empregados, especialmente servidores públicos”.

    Se já chegamos a esse ponto, de empresários odiarem o capitalismo, então não tem mais saída: o capitalismo está ferrado. Acabou pra ele! Até os capitalistas estão contra o capitalismo. (Resta, apenas, saber o que diabos substituirá o capitalismo, já que, no momento, ele é o único modo de produção disponível).

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    Publicado por Elias Granhen Tavares | 30 de setembro de 2018, 13:50
    • Uma boa parte das universidades particulares se mobilizaram para captar recursos do Fies e vantagens dadas aos seus empreendimentos, como se fossem sem fins lucrativos.
      O que estampei em meu comentário, de mais importante, é que os problemas e qualidade inferior de nossas universidades não se prendem a recursos e nem a tetos estabelecidos pelo governo que restou da aliança PT/PMDB e outros comensais.
      Os problemas estão em gestão e transparência. Ninguém mede nada, nem compara. Não se aponta onde estão os desperdícios e erros na escolha de prioridades. Quanto ao empreendedorismo, sabe-se muito bem que as universidades públicas pouco se interessam por esse campo e isso vem muito dos fundamentos ideológicos de seus administradores.
      Não fui eu que inventei, mas falava-se há pouco tempo que havia no ensino superior um pacto da hipocrisia: os professores fingiam que ensinavam e os alunos fingiam que aprendiam. Com as honrosas exceções de praxe.
      O resultado está aí: não conseguimos acompanhar os países que realmente fazem educação e ciência e vamos nos conformando em sermos exportadores de commodities e montadores de bens de capital e de consumo importados.
      Não temos médicos, engenheiros, técnicos de nível médio e cientistas na quantidade que precisamos.
      Muitos bacharéis e poucos cientistas e executivos para mover a produção, a indústria e a infraestrutura do País.
      Quantos institutos de pesquisas científicas ligados a empresas privadas e universidades existem no Pará e no Brasil?
      Quando montam seus currículos e vagas para cursos, fazem pesquisas de demanda das empresas e da sociedade?
      Quantos executivos de grandes e pequenas empresas participam de experiências, palestras, cursos e das aulas do calendário estudantil?
      Existem pesquisas aplicadas nas áreas industriais e de produção disponibilizadas para o público?
      As universidades participam das feiras de produção e de indústrias, de serviços, mostrando seus trabalhos e se dispondo a participar das soluções aguardadas pela sociedade?
      Não se pode ficar chorando por falta de recursos. Quem se elege à administração e magnificência de uma universidade há de ter os atributos para administrar recursos escassos e saber captá-los junto a instituições e até no exterior, através de convênios, doações e outras formas mais.

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      Publicado por Jab | 30 de setembro de 2018, 15:31
  6. Concordo com o Sérgio Porto: “Difícil dizer o que incomoda mais, se a inteligência ostensiva ou a burrice extravasante.”

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    Publicado por Elias Granhen Tavares | 30 de setembro de 2018, 13:52
  7. “Uma boa parte das universidades particulares se mobilizaram para captar recursos do Fies e vantagens dadas aos seus empreendimentos, como se fossem sem fins lucrativos.” (JAB)

    Errado de novo! O que credencia a IES particular a ter acesso aos recursos públicos, seja em termos de empréstimo ao estudante, seja sob a forma de financiamento a projetos de reforma, ampliação e modernização de instalações físicas é o desempenho da instituição. Por exemplo, uma instituição classificada no IGC-Faixa 2, não tem acesso a esses recursos.

    A concessão de empréstimos diretos a estudantes, por exemplo, não discrimina as IES particulares. Todas elas, com ou sem fins lucrativos, podem contar com estudantes financiados. O mesmo ocorre com as demais linhas de crédito para IES particulares. Não há, portanto, uma linha direcionada exclusivamente a IES particulares sem fins lucrativos. O que importa, é a classificação do desempenho.

    Instituições, e até mesmo cursos, com baixo desempenho — e, aí, pouco importa se a instituição é pública ou particular — recebem um prazo para superar essa condição. Decorrido o prazo, e permanecendo a situação de baixo desempenho, a instituição ou curso tem cassada a sua licença para funcionamento. Aqui no Pará, p.ex., o curso de Comunicação Social já recebeu essa punição. Teve suspensa sua autorização para funcionamento. Nesse caso, a universidade fica proibida de proceder à admissão de alunos para o curso suspenso, condição em que permanece até que a autorização para funcionamento seja restabelecida, o que só ocorrerá se forem saneadas as disfunções que deram causa à suspensão.

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    Publicado por Elias Granhen Tavares | 30 de setembro de 2018, 15:56
  8. Onde está escrito: ” Aqui no Pará, p.ex., o curso de Comunicação Social”
    Leia-se: ” Aqui no Pará, p.ex., o curso de Comunicação Social da UFPA”

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    Publicado por Elias Granhen Tavares | 30 de setembro de 2018, 15:59
  9. Em 2013, quando o Ministério da Educação descredenciou o curso de medicina da UNICOR (Universidade do Vale do Rio Verde, em MG), soube-se que 1.385 processos de supervisão estão em andamento. “Processo de Supervisão” é aquele pelo qual o ministério acompanha IES ou cursos com desempenho insatisfatório. Ao fim do processo, decide-se se a IES ou o curso sob supervisão continuará ou não credenciado a funcionar.

    Em 2012, foram descredenciadas 4 IES, entre elas as Faculdades de Artes, Ciências e Tecnologias da Bahia (FACET), num processo que deu o que falar. Os direitopatas de plantão fizeram um barulhão, apesar de absolutamente comprovado que a FACET cobrava indevidamente mensalidades aos beneficiários do ProUni e do FIES, além de um balaio de outras bandalheiras.

    Há, assim, um acompanhamento por parte do Ministério da Educação, que determina quais as IES particulares que devem ou não dispor de acesso aos recursos públicos. O acompanhamento já é considerado muito bom, tanto que é usado por instituições estrangeiras, reconhecidas mundialmente, para organização de seus rankings (em sua análise, o Ministério da Educação adota os mesmos métodos e processos usados por essas instituições). Hoje, pode-se dizer que, no Brasil, essa avaliação já se tornou “política de Estado”, e não política de tal ou qual governo.

    Claro que, quando o governo “congela” os recursos para educação por 20 anos, como aconteceu agora, isso atrapalha pra caramba! Mas essa atrapalhação atinge mais as medidas corretivas (que ficam inviabilizadas), do que a capacidade de análise e acompanhamento.

    Sei que há uma tendência de esculhambar tudo o que é feito no Brasil. Aquele negócio de “se é brasileiro, não presta”. Tem gente que acha que é muito inteligente fazer isso. Não é. Acaba sendo só a manifestação do complexo de vira-lata…

    Assim também não dá.

    Né?

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    Publicado por Elias Granhen Tavares | 30 de setembro de 2018, 16:20
  10. E preciso entender que os gestores das universidades públicas não têm muito o que fazer. Qual a razão?

    1. Não se pode promover mudanças nos quadros, por causa da estabilidade no emprego.

    2. Não pode receber doações.

    3. Não pode cobrar nada, pois não há mecanismo para fazer a cobrança valer.

    No final, reitores são apenas gerentões populistas e não gestores que buscam incessantemente a qualidade das suas instituições.

    O que mais me intriga é que as universidades privadas não têm estas amarras todas, mas, mesmo assim, elas não estão entre as melhores do país ou do mundo. Qual a razão?

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    Publicado por Jose Silva | 30 de setembro de 2018, 17:07
  11. Desde quando as universidades públicas não podem receber doações?

    Boa parte dos imóveis pertencentes à UFPa foram doações de particulares. Há pouco tempo atrás, o Delfim Neto doou sua fantástica biblioteca à USP (devolvendo ao Erário uma fração do que ele… digamos, ganhou à margem da remuneração oficial — que o diga o “Relatório Saraiva”).

    O que as universidades públicas não podem é oferecer bens em garantia de financiamentos, porque os bens públicos são impenhoráveis. Daí que elas ficam impedidas obter financiamentos junto ao sistema financeiro.

    Quem se importa? Qual a universidade particular que obtém financiamentos no sistema financeiro? Se ela fizer isso, terá que passar o custo às mensalidades. Estas irão para a estratosfera! Com a inflação a 6%, os juros bancários brasileiros batem nos 3 dígitos facilmente!

    Ou elas conseguem dinheiro numa linha governamental ou… nada feito!

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    Publicado por Elias Granhen Tavares | 30 de setembro de 2018, 20:54
  12. “O que mais me intriga é que as universidades privadas não têm estas amarras todas, mas, mesmo assim, elas não estão entre as melhores do país ou do mundo. Qual a razão?” (José Silva)

    No final, acabaste descobrindo que estavas procurando a verdade onde ela não está. Enquanto fizeres isso, jamais a encontrarás!

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    Publicado por Elias Granhen Tavares | 30 de setembro de 2018, 20:56
  13. Um dos grandes problemas que saltam os olhos: o lixo urbano e seu aproveitamento.
    Quantas pesquisas temos para aproveitar os óleos e e fibras que se encontram no caroço de açaí, jogado pelos 4 cantos de nossos bairros?
    E o aproveitamento da biomassa? Quais estudos sobre o assunto foram úteis à sociedade e seus empreendedores, para se obter bons resultados e solucionar os problemas?
    Na região do Salgado e outras do Estado, nesta época do ano, perdem-se milhares de toneladas de peixes por falta de mercado imediato e de armazenamento por frigorificação. Quais pesquisas ajudaram a resolver os problemas da armazenagem frigorificada, da salga e defumação de peixes que se perdem nas safras, devido a falta de aproveitamento e industrialização?
    A mandioca é capaz de resolver diversos problemas, desde a segurança alimentar, até a oferta de materiais plásticos biodegradáveis, como também álcool combustível. O que há de pesquisas aproveitadas pela sociedade em seus empreendimentos?
    Há uma integração entre as universidades públicas do Pará a fim de concentrar esforços em áreas de pesquisa vitais para o nosso desenvolvimento e melhor aproveitamento de recursos naturais?
    Faltam recursos?
    Há uma integração de esforços das UFPA, UEPA, UFRA, UFOPA, EMBRAPA e Universidades particulares?
    Por que não se exige pesquisa aplicada e científica das Universidades privadas que vivem de FIES, Prouni e outras bocas do MEC e governos em geral, que alimentam o crescimento do ensino privatizado?
    Muitas questões como essas e outras que podem até ter respostas, mas que não as vemos apresentadas em eventos públicos e estampadas em nossos jornais.

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    Publicado por Jab | 30 de setembro de 2018, 21:38
  14. Estar entre a posição 1.000ª e 1.250ª não me enche de júbilo.
    Deveríamos ser referência em estudos amazônicos, de sua biodiversidade, de tecnologia criada e/ou adaptada para nossos produtos, em convênio com as melhores universidades e institutos de pesquisas do Brasil e do mundo.
    Não, mas a culpa é dos outros.

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    Publicado por Jab | 30 de setembro de 2018, 21:48
  15. JAB,
    (1) Não confunde a situação das universidades públicas paraenses, com a situação das universidades públicas de outros locais. Claro que, de 2016 para cá, houve um enorme declínio, e é isso que o ranking da Times University World Classings demonstra. Entre as 800 melhores, as brasileiras caíram de 27 em 2016 para 15 (ou 10, segundo o Lúcio), em 2018. Mas tu ficarias surpreso se procurasses te informar com os resultados da UFRJ na área de pesquisa (estou citando a UFRJ porque ela foi apedrejada à fartura, pelo que ocorreu com o Museu Nacional). Com tão poucos e precários recursos, é de se admirar que essas instituições tenham feito tanto. O nó da questão é escassez de recursos, mesmo. Quem pensa que se avança em pesquisa sem torrar muita grana — inclusive gastando os tubos em coisa que pode não dar em nada — tá é doido varrido! E decretar estado de ineficiência generalizado de um determinado tipo de instituição, sem conhecer de fato o que é feito, como é feito e com que é feito nesse tipo de instituição, é, apenas, desonestidade intelectual.

    (2) Estar entre a 1000ª e 1250ª posição pode não ser muita coisa. Mas pior é não conseguir nem isso, como era o caso da UFPa até 2017. Em especial quando se tem em conta o fato de que existem dezenas de milhares de universidades em todo o mundo. Vários milhares delas com muito mais recursos que a UFPa., e que não conseguem se classificar entre a 1000ª e a 1250ª posição.

    JOSÉ SILVA,
    Há pelo menos duas coisas que tu ignoras, na tua generalização que, no frigir dos ovos, é igual à do JAB, só que com o sinal trocado.

    (1) É falsa, completamente indemonstrável, a afirmação de que as IES particulares de má qualidade se beneficiam de recursos públicos. Esses recursos — seja via financiamento direto ao estudante, seja por meio de financiamento a instalações físicas — só são concedidos às IES que se classifiquem a partir do IGC-Faixa 3. É nessa faixa que se encontra a esmagadora maioria dos estabelecimentos públicos, sejam eles universidades, faculdades, cursos isolados, etc. Ou seja: o IGC-Faixa 3 é o desempenho médio brasileiro, como qualquer ser humano minimamente afeito à estatística metodológica poderá constatar, pelo simples exame visual das tabelas publicadas pelo Ministério da Educação.

    IGC-Faixa 3 é pouco? É! Mas esse é o país que nós fizemos até aqui. Isso, aliás, te inclui. Até bem recentemente, o Brasil nem dispunha de um IGC pra medir o desempenho de suas instituições de ensino superior.

    (2) As IES — sejam públicas ou particulares — que não alcançam ou que não conseguem manter um rendimento mínimo, pelos critérios em vigor, recebem um prazo para sanear suas disfunções. Durante o prazo, permanecem sob supervisão do ministério. Decorrido esse prazo, e persistindo as disfunções, são descredenciadas.

    Até bem recentemente, IES públicas e particulares permaneciam décadas funcionando com baixo rendimento, sem que nada acontecesse.

    (3) As IES particulares de baixo desempenho, se não forem fulminadas pelo Ministério da Educação, o serão pelo mercado. É só ver o que tem acontecido no Brasil. Todos os anos, o Ministério da Educação conduz mais de 1.000 “processos de supervisão”. Quem não passa por esse crivo, dança! Quando um curso de uma faculdade é descredenciado, isso provoca a fuga de demandantes para os demais cursos (o que, às vezes, é até injusto, mas mercado é mercado…). E por aí afora.

    Talvez seja melhor um pouco mais de isenção, de distanciamento crítico, ao analisar o assunto. Nem tanto ao mar, nem tanto à terra.

    É um pouco… digamos, ingênuo, a gente se portar como se só a gente estivesse vendo o que ninguém mais vê. Quase sempre, a gente acaba dizendo muita besteira, quando não banca, simplesmente, o engenheiro das obras prontas.

    Em tempo: JAB, há muito mais pesquisa sobre a mandioca do que tu possas imaginar. E, pra teu governo, ela não é lá esse chocolate todo, em termos de potencial nutritivo.

    De qualquer modo, a notícia triste sobre a mandioca é que o cultivo dela está sendo substituído pelo cultivo de oleaginosas. A razão? Mercado! A cultura permanente de oleaginosas dá menos trabalho e custa menos que a cultura da mandioca (que é temporária), e rende muito mais. Por isso é que o preço da farinha d´água tá disparando nas feiras livres. É que a produção tá despencando. Em torno de Bragança, p.ex., os antigos roçados de mandioca estão dando lugar a palmas…

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    Publicado por Elias Granhen Tavares | 1 de outubro de 2018, 08:42
    • Caro Elias,

      1. A avaliação do ensino superior começou com o FHC. Foi o primeiro passo para a moralização do ensino superior no país. Critérios duros foram definidos, mas o corporativismo tanto das públicas como das privadas fizeram o governo Lula refazer muitos dos indicadores. O resultado é esse ao que a gente vê. Dinheiro público deveria ir somente para aquelas instituições privadas que oferecessem cursos com conceito acima da mediocridade. O resto é jogar dinheiro fora.

      2. Com os critérios adotados, qualquer escola de fundo de quintal passa no crivo. Por isso é que há tão poucos descredenciamentos. Você já olhou as estatísticas?

      3. Não são fulminadas pelo mercado, porque tem muita gente cujo objetivo é conseguir a graduação, independente da qualidade do ensino. Como a demanda no Brasil por diplomas é enorme, mercado sempre haverá por aí.

      4. Você não repondeu meu ponto principal. Se os donos das universidade empresárias podem contratar quem quiser, demitir quem quiser, construir o que quiser, fazer parcerias com quem quiser e não estão limitados pela burocracia estatal, então qual a razão do ensino ruim oferecido por eles?

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      Publicado por Jose Silva | 1 de outubro de 2018, 09:12

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