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Imprensa, Política

O nó brasileiro

A Folha de S. Paulo, um dos três maiores jornais brasileiros, tem uma página editorial dedicada a apurar tendências e fomentar debates. Nela, apresenta visões opostas sobre um mesmo tema.

Pela primeira vez, a seção da edição de hoje reproduz apenas a posição do candidato do PT à presidência da república, Fernando Haddad.

No lugar de Jair Bolsonaro, candidato do PSL, quem ocupa o outro lado é o major Olímpio, senador eleito senador por São Paulo, com mais de nove milhões de votos, depois de ter sido deputado estadual e deputado federal. É major reformado e bacharel em direito.

A ausência do próprio Bolsonaro tem uma explicação. Ele diz que a Folha é tendenciosa, faz campanha por Haddad e o hostiliza. Chegou a ameaçar o jornal de cortar as verbas publicitárias do governo federal para o jornal, se vencer a eleição.

Deve ter se recusado a mandar um artigo, provavelmente para caracterizar a parcialidade do jornal. Pode ter evidenciado a própria intolerância e inaptidão para participar de contraditórios, uma ameaça às liberdades públicas.

Sem a palavra do adversário, o debate que a Folha queria oferecer ao seu leitor ficou prejudicado. O major Olímpio não é porta-voz autorizado de Bolsonaro. O que se pode dizer do que ele escreveu e da atitude do candidato do PSL é de que sua eventual vitória exigirá uma atenção redobrada sobre seus atos.

Há uma tendência de que eles se voltem contra a integridade democrática, mesmo na sua versão ainda inacabada, como a que temos, pela ênfase à militarização do poder e ao autoritarismo político.

O artigo de Haddad foi escrito por marqueteiros e ideólogos. O candidato deve ter se limitado a assinar embaixo. Haddad idealiza a si e ao seu partido, abstrai a história que o PT escreveu ao longo de quase 14 anos no comando do Brasil, personifica os mais nobres e legítimos ideais de uma sociedade democrática, reforça as grossas tintas da ameaça bolsonarista, interpretando-a como o primeiro estágio (certo e determinado) para o retorno à ditadura militar iniciada em 1964, com todas as suas violências.

Também procura seduzir o eleitor de credo religioso, apresentando-se como um igual (sem antecedentes que confirmem essa nova imagem), mais patriota do que o capitão da reserva, defensor mais legítimo do país.

Há autenticidade, sinceridade e legitimidade nessa cativante profissão de fé? “Repudio toda e qualquer ditadura. Renovo todos os dias a minha fé na democracia e na liberdade”, proclama Haddad. O que ele fez para denunciar e tentar impedir os atentados contra a democracia e a liberdade na Venezuela, em Cuba, na Coréia do Norte, na China e na Rússia, por exemplo?

Qual a sua intervenção crítica nos quase 14 anos de hegemonia petista, mesmo que no âmbito interno do partido? O que pensa sobre os erros atribuídos às gestões de Lula e Dilma? Endossa tudo que foi realizado? Sua carreira política garante ao eleitor sua autonomia e independência dos nocivos esquemas petistas no poder?

Não há dúvida que a eleição de hoje expressa uma disputa entre a manutenção problemática da democracia, com a vitória de Haddad, e a ameaça latente contra ela, com o triunfo de Bolsonaro, e entre esquerda e direita.

Esse dualismo, contudo, não esgota o enredo da crise brasileira atual. O Brasil experimentou fórmulas e receituários de direita e de esquerda, sem que seus mais graves problemas tivessem sido solucionados. O agravamento de alguns fez com que o nó político bloqueasse o dinamismo econômico.

O nó, ao que parece, vai se manter.

Seguem-se os dois textos.

FERNANDO HADDAD

Pelo Brasil, pela democracia e pela paz

É preciso impedir que pesadelo se torne realidade

Sou contra a tortura. Não posso admitir que pessoas sejam fuziladas aqui ou em qualquer lugar do planeta. Não vou fechar o Supremo ou o Congresso nem censurar a imprensa, tampouco prender ou exilar pessoas que pensam diferente de mim, ao contrário das recentes ameaças feitas pelo meu adversário.

Repudio toda e qualquer ditadura. Renovo todos os dias a minha fé na democracia e na liberdade. Respeito todas as crenças religiosas, porque todas que conheço, de uma forma ou de outra, ensinam o mandamento que desde cedo aprendi: “Ama a teu próximo como a ti mesmo”. E acho lindas as cores da bandeira do Brasil.

Jamais imaginei que fosse necessário investir parte preciosa deste pequeno espaço que me cabe à declaração do óbvio. Mas a escalada de ódio, que nesta campanha eleitoral atingiu níveis intoleráveis, me obriga a fazê-lo. O que está em jogo é a escolha entre o nosso direito ao futuro ou o retorno a um dos períodos mais sombrios de nosso passado.

Fui ministro da Educação no governo do ex-presidente Lula, investi em todos os níveis de ensino, da creche à pós-graduação. Construí escolas técnicas e novas universidades públicas. Criei o ProUni e o Fies sem Fiador, para jovens que não podiam arcar com as mensalidades das faculdades privadas. Tudo isso fiz sem tirar a vaga de ninguém. Pelo contrário: nunca tantos brasileiros, de todas as cores e classes sociais, tiveram tanto acesso ao ensino superior.

​Fui também prefeito da maior metrópole da América do Sul e governei para todos os paulistanos, com medidas inovadoras e internacionalmente reconhecidas em gestão, mobilidade urbana e respeito aos direitos humanos. Posso e vou fazer muito mais.

Meu adversário, ao contrário, é um político profissional. Nada tenho contra os que fazem da política a sua profissão, mas repudio quem a usa como ferramenta de enriquecimento pessoal e plataforma de disseminação do ódio contra adversários, especialmente mulheres, negros e as minorias.

Ele promete combater a violência armando a população, como se ignorasse o fato de que o Brasil é o país com maior número de mortes por armas de fogo em todo o mundo. São 43 mil mortos a cada ano.

Pessoas que reagiram a um assalto, pessoas que morreram por causa de uma simples briga de trânsito ou uma discussão boba entre vizinhos, além das vítimas de disparos acidentais –inclusive crianças que brincavam com o revólver do pai. Diante dessa realidade, botar mais armas nas mãos dos cidadãos é o mesmo que dizer: “Matem-se uns aos outros”.

Algumas das mais controversas propostas de meu adversário, reveladas por ele próprio ou pelo comando de sua campanha, dizem respeito à revogação de direitos trabalhistas históricos, a exemplo do 13º salário, cobrança de mensalidades nas universidades federais e imposição de uma reforma tributária que visa beneficiar o grande capital e penalizar ainda mais a classe média e os mais pobres.

No campo da ética, o que se confirmou, a partir de reportagem publicada por esta Folha, é que sua campanha instalou uma verdadeira fábrica de mentiras, irrigada com dinheiro de caixa 2, para tentar fraudar a eleição com base no disparo em massa de fake news contra mim e minha família.

Por tudo isso, e pelo que o Brasil ainda representa no cenário internacional, o mundo inteiro tem os olhos postos sobre nós, para a escolha que faremos neste domingo nas urnas. Não há espaço nem tempo para indecisões. Isentar-se de tamanho compromisso é abrir mão de todos os nossos avanços civilizatórios e dizer “sim” à barbárie.

Impedir que tal pesadelo se transforme em realidade está ao alcance de nossas mãos, na ponta de nossos dedos. É preciso apertar o 13 e a tecla “confirma”. E, a partir desta segunda, trabalhar todos os dias pela pacificação do Brasil e pela construção de um país melhor e mais justo, com crescimento econômico e inclusão social, tendo como alicerces a educação e a geração de empregos.

Bom voto, e um Brasil feliz para todas e todos.

MAJOR OLÍMPIO

OPINIÃO  MAJOR OLIMPIO

E o Brasil vira à direita!

Socialismo toma golpe de misericórdia com Bolsonaro

A pauta da segurança pública mudará completamente. Até então, predominaram os chamados “laxistas penais”, aqueles que dizem que “já que a pena não recupera, para que a pena?”.

Estabeleceu-se o “coitadismo” no Brasil em relação aos criminosos, aos menores infratores que praticam barbáries, matam, estupram e ficam impunes. Eles dão “uma matadinha”, praticam um “estuprozinho” e são protegidos por uma legislação complacente com o crime e com o criminoso e por defensores de falsos direitos humanos.

Desarmaram a população civil e empoderaram os criminosos, dando a certeza de que, se não for uma das especificidades do Estatuto do Desarmamento, como policiais militares, juízes ou membros do Ministério Público, podem molestar os cidadãos à vontade sem que sofram nenhum revés.
crescimento exponencial da eleição em 2018 de militares, policiais militares, bombeiros militares, policiais federais, agentes penitenciários e guardas civis dá a certeza de que a população quer solução na segurança, e não mimimi. Se tiver que chorar, que chore a mãe do bandido.

A direita também representa a esperança do combate e enfrentamento da corrupção. A sociedade tem a exata noção que a administração pública, em todos os Poderes (Executivo, Legislativo e até no Judiciário) está compactuando com a corrupção e desvio do dinheiro público.

A esquerda ocupou seu espaço no Brasil com a bandeira do combate à corrupção, mas decepcionou a população ao manter verdadeiras quadrilhas em todos os setores em que tiveram a oportunidade de atuar.

A Lava Jato foi apenas “uma ação de investigação” que se iniciou na Petrobras. Imaginem quando se abrir a caixa preta do BNDES, das agências reguladoras, dos ministérios e das demais estatais?

Endireitar os rumos, dar o exemplo, resgatar valores, mudar o sentimento da população. A oportunidade será única e, como dizíamos na caserna: “Não podemos alegar que somos calouros ou aspirantes. Teremos que chegar chegando, sendo implacáveis e cortando mesmo na própria carne, quando necessário”.

O sonho do “socialismo latino-americano” toma seu golpe de misericórdia com a vitória de Bolsonaro.

​A sociedade espera, ansiosa; a classe política certamente se reciclará; muitos reagirão, mas a consolidação virá com os resultados positivos para a sociedade.
“Sustenta o fogo que a vitória é certa”, disse o almirante Barroso na batalha do Riachuelo (1865).

Aprendi a vencer e a perder. A desistir, nunca. Quero gritar com o peito cheio: “Eu amo o meu Brasil”.

Quero chorar de emoção cantando o Hino Nacional Brasileiro com a bandeira nacional nas mãos, não apenas nas conquistas esportivas.

Chega de conversa de “no meu tempo de menino era assim…”. Meu tempo será hoje e sempre. Quero um Brasil gigante e a população feliz.

Discussão

22 comentários sobre “O nó brasileiro

  1. Que tal imaginar, supor, pesar, conjecturar Lula sendo jogador do outro time? Seria uma galáctica festa da Democracia, não?

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    Publicado por Luiz Mário | 28 de outubro de 2018, 11:10
  2. O Lúcio adivinhou que o Haddad não escreveu o texto dele.

    Nem precisou fazer análise de estilo, ou de construções frasais que o Haddad usa frequentemente, em linguagem escrita ou falada. Pra quê? O Lúcio já disse que o texto não foi escrito pelo Haddad, então o texto não foi escrito pelo Haddad. Se o texto fora escrito pelo Haddad, o Lúcio diria que o texto fora escrito pelo Haddad. Como o Lúcio não disse, então não foi.

    Já o do Olímpio, o Lúcio adivinhou que foi escrito pelo próprio. E fez questão de destacar que o cara, além de oficial superior do Exército é, também bacharel em direito!

    O qualificação acadêmica do Haddad (um tanto quanto mais credenciada que a do Olímpio), foi omitida, provavelmente a fim de que não se pense que o Haddad seja capaz de escrever alguma coisa. Afinal, o Lúcio já disse que não foi o Haddad que escreveu. Logo, não foi o Haddad que escreveu. Como o Lúcio também Já decretou, o Haddad é só um “poste” do Lula. Quem escreveu foram os marqueteiros, como o Lúcio também acaba de decretar.

    Agora, só falta alguém dizer, nos comentários, que o texto do Lúcio é “perfeito”, “brilhante”, etc., pro Lúcio também escrever, nos comentários, que esse alguém está proporcionando uma inestimável contribuição ao debate inteligente.

    A cada dia que passa, o Lúcio vai ficando cada vez mais parecido com o Edéllsio Tavares, impagável criação do Ivan Lessa, que, por um tempo, respondeu pela seção de cartas n´O Pasquim (no caso, com a participação de Marly Tavares, esposa do Edélsio).

    Só que, no caso, Ivan Lessa tinha a intenção de ser engraçado…

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    Publicado por Elias Granhen Tavares | 28 de outubro de 2018, 11:13
    • Elias:
      1 – Se o estilo é o homem, o texto é de um marqueteiro. É a minha tese. Ousei apresentá-la. Você pode divergir à vontade sem ser caricato.
      2 – Se o Bolsonaro tivesse assinado um texto em nome dele, eu teria feito a mesma referência que fiz a Haddad: seria sumária. Ambos são conhecidos nacionalmente. Já o major Olímpio é uma figura muito menos conhecida (ou mesmo desconhecida) no país. Por isso detalhei um pouco o seu perfil. Isto não é politicagem. É jornalismo.
      3 – Depois de 52 anos ininterruptos como jornalista, nunca deixando de ser repórter, respeito e exijo respeito na relação com meus leitores (e fontes ou personagens). A partir desta resposta, você pode me ofender, ironizar e ridicularizar à vontade. Seus comentários saem neste blog sem qualquer mediação. Não mais responderei. Minha ignorância é grande demais. Para diminuí-la um pouco, não posso perder tempo com quem não me respeita – nem a si. Disponha do espaço que quiser para cumprir a missão que parece ter assumido, de me atacar pessoalmente. Tenho pouco tempo a perder. Em minha defesa, tenho uma longa vida a serviço do interesse público. Muitas das pessoas que me agrediram já passaram. Eu continuo, graças a Deus.

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      Publicado por Lúcio Flávio Pinto | 28 de outubro de 2018, 11:34
    • E note que a Bolsonaro, que não escreveu porque não quis, sobraram menos críticas que a Fernando Haddad que não escreveu (segundo o decreto de Lucio), sabe-se la por quê, talvez por falta de intimidade com as letras. Bem feito pra Fernando Haddad. E que azar do PT, mesmo competindo com o Bolsonaro, mais uma vez se deu mal em um artigo do Lucio. Quem mandou o Haddad não saber escrever?

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      Publicado por Kleber | 28 de outubro de 2018, 17:42
  3. Pergunta o Lúcio, indignado: “O que ele (Haddad) fez para denunciar e tentar impedir os atentados contra a democracia e a liberdade na Venezuela, em Cuba, na Coréia do Norte, na China e na Rússia, por exemplo?”

    Nada, provavelmente. Nem o Haddad, nem o Jânio, nem o Jango, nem o Castelo Branco, nem o Costa e Silva, nem o Médici, nem o Geisel, nem o Figueiredo, nem o Sarney, nem o Collor, nem o Itamar, nem o FHC, nem o Lula, nem a Dilma, nem o Temer.

    Ah, sim! Nem o major Olímpio, nem o Bolsonaro, nem o Serra, nem o Alckmin, nem o Ciro Gomes, nem a Marina, nem o Meirelles…

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    Publicado por Elias Granhen Tavares | 28 de outubro de 2018, 11:29
  4. Mas bem que o Haddad está dando uma boa contribuição para a manutenção do processo democrático no Brasil.

    Quanto ao outro, há controvérsia!

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    Publicado por Elias Granhen Tavares | 28 de outubro de 2018, 11:31
  5. De novo!

    Um comentário postado às 11h34, sai antes de uma crítica postada às 11h29.

    Ótimo! Assim não precisa responder… Tô nem aí!

    Claro que o Bolsonaro não mandaria um texto pra FSP, respondendo à maior crítica que se faz a ele, e se comprometendo com a defesa da democracia.

    E a primeira conclusão que se poderia tirar daí, é que Bolsonaro assim procedeu porque não tem nenhum interesse em se comprometer formalmente com a defesa da democracia.

    Mas tu preferiste dar ênfase ao fato de que Haddad nada fez pra combater as ditaduras de Cuba, da Venezuela e da China.

    Ora, rapaz… muito mais importante e urgente que isso é fazer alguma coisa em defesa da democracia no Brasil.

    Os direitopatas que se dizem preocupados com as ditaduras da China, de Cuba, da Nicarágua e da Venezuela, e fazem disso cavalo de batalha na atual disputa eleitoral, nada fizeram ou disseram contra as ditaduras do Chile, do Paraguai, do Uruguai, da Guatemala, da Bolívia, da própria Venezuela antes de Chavez, e, pra não perder o hábito, do Brasil.

    As preocupações democráticas desse pessoal são tão autênticas quanto uma moeda de R$ 3,75.

    Amos de profissão por anos de profissão, eu tenho até mais anos de profissão do que tu, em outra ocupação. Embora tenhamos a mesma idade, eu comecei antes de ti. Mas anos de profissão não são garantia de nada. (E nem vem com aquela história de prêmio disso e prêmio daquilo, tão cara a alguns jornalistas. Não por acaso, o Ivan Lessa, criador do Edélsio Tavares — de quem tu estás te tornando uma cópia, só que sem graça — escreveu um ótimo texto sobre isso. Mas fica pra próxima. Agora, não. Agora, o negócio é eleição).

    Conta outra Lúcio!

    Não tens autoridade pra dizer que eu não me respeito. Não me conheces o suficiente pra dizer isso. E exatamentem por me respeitar é que não vou entrar no teu jogo de fazer considerações de ordem pessoal, como tu acabas de fazer. Ao fazer isso, quem não está se dando ao respeito és tu.

    Vou continuar comentando aqui, sim, pelo menos por mais uns dias, sem fazer considerações de ordem pessoal — como é teu hábito, sempre que te sentes incomodado com as críticas que te fazem. É por isso mesmo que vou continuar. Pra te incomodar. Vou continuar a ser a pedra no teu sapato.

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    Publicado por Elias Granhen Tavares | 28 de outubro de 2018, 13:55
    • A responsável pela formatação deste blog é uma boa amiga paraense, que mora há muito tempo no Acre. Com amigos, ela fez tudo e me entregou pronto este blog e os demais, com piloto automático ligado para minhas postagens e comentários. Eu nada entendo de informática, razão de meus dois faces serem de responsabilidade do amigo santareno Miguel Oliveira, o verdadeiro editor das páginas. Não faço qualquer moderação nas mensagens enviadas pelos leitores. Conforme chegam, saem. Não tenho explicação para eventuais falhas. Resultam do mecanismo virtual. A Cíntia pode ser acessada pelo e-mail csilvademoura@gmail.com. Há um bom tempo não me comunico com ela, por isso não tenho certeza se o endereço é o mesmo. Mandei-lhe uma mensagem para dar o seu testemunho sobre mais essa vilania.

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      Publicado por Lúcio Flávio Pinto | 28 de outubro de 2018, 15:50
  6. vai eu entender o cara é professor mas tu lúcio acha que ele só assinou o artigo que diabo e esse tipo de professor que deixa marqueteiro redigir pra ele um artigo será do antigo Mobral ou o professor que deu aula pro lula

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    Publicado por luiz carlos | 28 de outubro de 2018, 14:07
  7. Lucio, parabéns pela tua decisão. Deves mesmo ignorar comentários debochados e ofensivos neste espaço, que em nada contribuem para um debate saudável. Teu blog é uma fonte de informação confiável. Tua trajetória profissional (ao contrário do que foi dito aqui) é sim um atestado do teu comprometimento com um jornalismo sério, isento e honesto. Imagino o quanto isso incomoda os falsos amigos. Recebe esses comentários raivosos e agressivos como elogios; eles revelam menos de ti e mais de quem te ataca.

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    Publicado por Marilene Pantoja | 28 de outubro de 2018, 15:12
    • É verdade, Marilene. Parece que alguns dos comentaristas deste blog, como o desaparecido Sou Daqui, cumprem uma missão: me agredir, me intimidar, me fazer desistir. Poderiam contribuir positivamente para a formação de juízos e esclarecimento da verdade na dialética dos opostos exercendo plenamente o direito de crítica. Comportam-se como Hélio Gueiros, naquela carta suja que me enviou em 1991, logo depois de deixar o governo do Estado, sucedido por Jader Barbalho, seu ex-correligionário, que se tornaria seu inimigo e depois voltaria a ser correligionário e amigo, na promíscua gangorra de poder que característica da política rasteira que se pratica por aqui. Hélio me mandou a carta, que começava com esta pérola formada no charco baratista, que vicejou nesta infeliz província:
      “Lúcio, por que tu não vais chupar o cu da puta que te pariu?”. Ipsis litteris. Literalmente.
      Ardilosamente, o governador até um mês antes mandou a mensagem torpe dentro de um envelope endereçado a Roberto Jares Martins, superintendente de A Província do Pará, meu amigo. Era para que o Jares lesse antes de mim o que o Hélio escreveu. Escandalizado, Jares me chamou ao seu gabinete, fechou as portas e me deu o papel. Quis tomar satisfações imediatas indo à casa de Hélio. Ele disse que não ia abrir a porta. Seria inútil, me advertiu. A segurança nem me deixaria entrar. Então lhe impus que telefonasse para a casa dos Gueiros, me deixando na extensão. Depois de Terezinha, Hélio veio ao aparelho.
      Jares: Hélio, meu irmão, não vou entregar essa carta ao Lúcio
      Hélio: Tens que entregar, Jares.
      Jares: Mas isso não é resposta, Hélio. É ofensa.
      Gueiros: É pra ofender mesmo, Jares, entrega.
      Hélio Gueiros ainda se elegeu prefeito de Belém. Foi seu último cargo político. Perdeu fragorosamente a eleição seguinte, encerrando melancolicamente a carreira. Quando morreu, procurei escrever um obituário objetivo e correto dele, sem ajuste de contas. Quem quiser checar se acertei ou não pode ler o etxto no Jornal Pessoal. Sobrevivi àquela carta porca, não me sujei e continuo na mesma trilha de 52 anos.
      Espero continuar, não apesar das pedras, que até podem ser inspiradoras, como foram para o imenso Carlos Drummond de Andrade, que começou a sua maravilhosa trajetória em livros de poesia, quase 90 anos atrás, transformando pedras encontradas pelo caminho em versos. É preciso continuar a seguir mesmo que, ao invés de pedras, haja urticárias pelo caminho.

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      Publicado por Lúcio Flávio Pinto | 28 de outubro de 2018, 16:05
    • Não pode criticar, né Marilene? Elogiar, pode. Puxar o saco, pode. Será que este meu comentário já é uma ofensa? Se eu disser que você dá todo seu perfil de petista nesse seu comentário, é ofensa?
      Jornalismo isento? Pelamordedeus, mulher. Lúcio é socialista, ops…, já é ofensa, também?

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      Publicado por Anônimo | 28 de outubro de 2018, 17:25
  8. SE VOCE É DE ESQUERDA, DEVERIA ODIAR O COMUNISMO
    Por Luan Sperandio, publicado pelo Instituto Liberal
    Os 100 anos da Revolução Russa levaram ao debate um enorme contraste entre o silêncio dos russos e a celebração da esquerda brasileira. Houve político se licenciando do cargo para ir à Rússia festejar e se frustrando com a ausência de qualquer festividade. A Câmara dos Deputados, inclusive, realizou uma sessão solene por causa da data.
    O pouco caso da esquerda brasileira com as vítimas do comunismo é um fenômeno curioso. É impossível encontrar alguém que se autodenomine mais interessado com o próximo do que um esquerdista. São “os inteligentinhos”, como afirma o filósofo Luiz Felipe Pondé, detentores do monopólio das virtudes. Quem é esquerdista costuma justificar a opção ideológica por “se importar com as pessoas”. Peça mais detalhes de porque ele está na esquerda e você provavelmente terá como resposta algo como:
    “Bem, eu não gosto da desigualdade que existe hoje. Eu me importo com o que as minorias sofrem e gostaria de mais liberdades individuais para mais pessoas”. Se você pegar alguém mais estudado, ele vai chamar isso de “se importar com os direitos humanos”.
    Todos estes quatro pontos – igualdade, proteção das minorias, defesa das liberdades individuais e dos Direitos Humanos – são muito importantes, mas significam exatamente que a esquerda deve rejeitar o comunismo. Analisando as experiências socialistas, verifica-se que não houve nada pior para a igualdade, para as minorias, liberdades individuais e direitos humanos do que os acontecimentos na União Soviética, China, Coreia do Norte e em todas as outras experiências comunistas.
    Não há nada mais desigual no mundo do que uma ditadura do proletariado. Na China, enquanto as pessoas comiam casca de árvore para não morrer de fome, Mao Tse Tung mantinha um harém. O mesmo acontece em 2017 na Coreia do Norte. Em Cuba a família Castro e dirigentes do partido levam vidas luxuosas na mesma ilha em que o povo raciona comida há mais de 5 décadas.
    Cuba também é um exemplo de quão terrível é ser uma minoria em um país comunista. Embora seja uma ilha majoritariamente negra, eles quase não aparecem na composição do governo cubano, além de serem minoria entre os professores universitários. Ser gay na ilha comandada por Fidel Castro durante décadas significou ir para campos de concentração. Em 1971, homossexuais foram proibidos de ocupar cargos públicos; a sodomia constou no Código Penal Cubano até 1979, e beijos homossexuais eram punidos com cadeia por atentado ao pudor até 1997. O mesmo aconteceu na União Soviética. Entre 1934 e 1992, mais de 50 mil homossexuais foram condenados com base no art. 121 do Código Penal Soviético, em que ser gay era crime punido com trabalhos forçados até 1992.
    Já no que toca às liberdades individuais, os regimes comunistas se caracterizaram justamente por suprimi-las. Cuba, até hoje, é um dos poucos países do mundo que pune o tráfico de drogas com pena de morte. Se, felizmente, boa parte da esquerda mundial atualmente levanta a bandeira do fim da guerra às drogas, Mao Tse Tung se orgulhava de ter eliminado a venda de ópio matando todos os vendedores. Na China, a liberdade individual se tornou controlada ao ponto de o governo decidir quantos filhos você pode ter e, até mesmo, em que local você deve morar, haja vista os passaportes internos que impedem a população chinesa de mudar de uma cidade para outra.
    Os direitos humanos foram conquistas liberais, ao passo em que nos regimes comunistas configuraram-se quadros completos de controle e violação da dignidade humana. Há vítimas do comunismo que morreram pelo crime de cantar músicas “ocidentais” no Camboja. Na Rússia, o rock era considerado subversivo, fascista e tinha que ser contrabandeado. Diversos músicos cubanos foram censurados pelos irmãos Castro. No Comunismo, a arte não era autêntica como deve ser, mas uma mera máquina de propaganda do poder.
    Atualmente todas as aulas lecionadas na Coreia do Norte são gravadas para controlar o que é transmitido aos alunos, havendo diversos temas proibidos, como falar da internet ou contar como é a vida fora da península. Há uma forte correlação empírica entre liberdade educacional e liberdade política.
    A própria apreciação do comunismo era forçada. Alexander Soljenítsin sobreviveu a um campo de concentração soviético e conta histórias escabrosas. Joseph Stalin, muito além de conduzir as Grandes Purgas e ser o responsável pelo genocídio de Holodomor, criou os aplausos forçados. Seu nome era anunciado nos teatros, e as pessoas aplaudiam durante dezenas de minutos, pois ninguém queria ser o primeiro a deixar de aplaudi-lo e ser considerado um traidor. O comunismo chegou ao nível em que até as saudações eram controladas por um único homem.
    Não há nada parecido com direitos humanos nos países comunistas. Princípios milenares, como o direito à ampla defesa e ao contraditório, ao devido processo legal, habeas corpus ou um mínimo de dignidade aos presos eram uma miragem. Ser preso pela polícia de um país comunista significa ser condenado e trancafiado numa masmorra – quando não em um campo de concentração, como ainda hoje milhares de pessoas estão presas na Coreia do Norte.
    O comunismo não trouxe igualdade, não protegeu minorias, destruiu liberdades individuais e desprezou os direitos humanos. A despeito disso, a esquerda brasileira ainda idolatra a União Soviética, Cuba e defende a atual situação da Venezuela. Até quando insistirão em defender o legado de um desastre que resultou em tudo aquilo que eles dizem repudiar?
    A esquerda precisa superar o desastre comunista ou assumir que não está interessada em ajudar ninguém, mas apenas no poder. O grande mal do socialismo é a concentração de poder, que, por sua vez, não apenas permite, mas gera desastres humanitários. Stalin, Mao, Fidel, Kim e todos os outros líderes comunistas se mantiveram no poder não apesar de todo esse desastre, porém justamente devido a ele. Esse tipo de violação à dignidade e aos direitos humanos é a única forma de tanto poder concentrado ser mantido nas mãos de tão poucos.
    Se a esquerda realmente se preocupa com a igualdade, minorias, liberdades individuais e direitos humanos, não deveria lutar por mais poder do Estado, e sim por maior autonomia dos indivíduos.
    Hoje, mais do que nunca, a esquerda deve-se perguntar se quer perseguir o poder ou ajudar pessoas. No primeiro caso, que sejam comunistas. No último, afastar-se e parar de apoiar o comunismo é o único caminho.
    O historiador marxista Eric Hobsbawn chegou ao ponto de se referir aos milhões que perderam suas vidas para o comunismo como algo menor: “não se faz omelete sem quebrar alguns ovos”. Stálin endossava: “um homicídio é trágico, milhões são apenas números”. Indivíduos não são nem ovos, tampouco números; indivíduos são indivíduos, e, apesar do discurso e do monopólio das virtudes, ao celebrar o comunismo, a esquerda demonstra não se preocupar verdadeiramente com eles.

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    Publicado por Anônimo | 28 de outubro de 2018, 17:11
  9. Lúcio, abrir espaço de resposta para certos assuntos que são notoriamente indefensáveis é a receita do adoecimento e da loucura.

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    Publicado por Diniz | 28 de outubro de 2018, 17:11
  10. Ironia nos textos pode, mas nos comentários é deboche e desrespeito? Há algo errado nessa diferenciação

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    Publicado por Kleber | 28 de outubro de 2018, 17:48
    • Não há nenhuma discriminação. Pode ser irônico, sim. Mas sem deturpar os fatos, sem atribuir ao contendor o que ele não disse para poder contraditá-lo com argumentos ajeitados para explorar o que não foi dito.
      Por exemplo. Qualquer pessoa bem intencionada verificará que eu não retive o comentário para publicar primeiro a minha resposta e só depois o objeto dela. A inserção seguiu a ordem natural de chegada, só que aninhando-se no comentário anterior e não no seguinte.
      Quem acompanhar o debate de cada post verificará que acusações primárias são feitas e depois abandonadas quando desmascaradas. Por exemplo: dizer que eu não escrevia sobre o Bolsonaro e talvez o considerasse até bonzinho. Reproduzi seis posts sobre Bolsonaro inseridos em setembro, nenhum dos quais favorável ao candidato do PSL, muito pelo contrário, mas sem enquadramento no cânone petista. O crítico não voltou ao tema.
      Outros criticam – e furiosamente – o que nem leram. É a velha tática de repetir mentiras e meias verdades até que elas se pareçam à verdade. Criação de irracionalidade e non-sense. Dissipação de energia.
      E assim tem sido, de tal maneira contaminando o necessário debate de irracionalidade e vício, que decidi suspender a atualização do blog, como vinha fazendo, tentando transformá-lo num espaço de informação e análise sobre os principais temas do cotidiano, em cima da hora, no calor dos acontecimentos. Retomei o ritmo em função do grave momento que vivemos. Infelizmente, o tom bilioso e de má fé de alguns interlocutores é de desanimar na possibilidade de manter um diálogo inteligente, sério e produtivo.

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      Publicado por Lúcio Flávio Pinto | 28 de outubro de 2018, 20:45
  11. A título de esclarecimento:O Major Olímpio é oficial superior do Polícia Militar do Estado de São Paulo(Força Auxiliar das Forças Armadas)e não do E.B.

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    Publicado por Wilton Almeida | 28 de outubro de 2018, 18:13
  12. Esse foi o comentário do IJSE, Instituto José Silva de Estatística, do analista político do Blog, na postagem “Em busca da história”, do dia 07 de setembro, dia seguinte ao atentado contra Bolsonaro:

    “Lúcio,
    Apesar dos fatos recentes, não há a mínima chance do Bolsonaro ser eleito. No primeiro turno é impossível, dada a sua altíssima rejeição. Se ele passar para o segundo turno, ele perderá para a coligação da centro-esquerda que se formará. Em caso de segundo turno, ele poderia comprar o centrão, que parece já estar pulando da canoa do Alckmin, mas isso seria ir contra o que ele prega. Veremos. Não acho que ele tenha muita margem para crescimento, até porque a população brasileira se dividiu em relação ao atentado.
    Falando do atentado, tudo indica que foi ação de um lobo solitário, possivelmente com algum distúrbio mental. É um risco natural que qualquer pessoa pública sofre.”

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    Publicado por Anônimo | 28 de outubro de 2018, 20:46
    • Obrigado anônimo por ter trazido esta minha mensagem. Vamos lá:

      1. Disse que ele não seria eleito no primeiro turno tal como queriam os bolsonaristas. Ponto para mim.

      2. Disse que no segundo turno ele perderia para a coligação de centro-esquerda que se formaria. Pois bem, a coligação não foi formada, pois nem o Ciro e nem o PSDB apoiaram o Haddad. Por isso o Bozo ganhou. Ponto para mim novamente.

      3. Disse também que a estratégia do Bolsonario no segundo turno seria comprar o centrão, coisa que não combinava com o que ele falava, por isso não acreditava na vitória dele. Entretanto, o que aconteceu? Depois do primeiro turno o centrão e os ruralistas foram em peso apoiar o Bozo a um custo muito alto. O preço será cobrado depois. Pode ir se preparando. Ponto para mim novamente.

      4. Sobre o atentado, a polícia federal disse que o cara trabalhou sozinho. Até agora não encontraram nenhuma evidência contra esta hipótese. Ponto para mim novamente.

      Resultado final: Jose Silva 4 x Anônimo 0.

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      Publicado por Jose Silva | 28 de outubro de 2018, 21:52
  13. O Major Olímpio é mais um representante da truculenciocracia, o governo dos truculentos.

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    Publicado por Pensador | 30 de outubro de 2018, 12:34

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