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Ecologia

A Amazônia segundo o Ethos

O Instituto Ethos garante que há duas décadas “faz parte da vida das empresas e marca presença nos momentos e projetos mais importantes do país. Conferências, publicações, ferramentas para negócios sustentáveis, construção de políticas públicas… uma trajetória inteira voltada para o desenvolvimento sustentável. Não é à toa que em todo o país, mais de 500 empresas são associadas ao Ethos, mais de 1300 compactuam compromissos e mais de 3900 utilizam os Indicadores Ethos”.

Num folheto de apresentação, sustenta que as edições da Conferência Ethos de 2018 “celebram essa trajetória de mudanças e inovação. E, como você também é protagonista, constrói com a gente mais soluções”.​

Com essas credenciais, promove amanhã, em Belém, no Hangar, uma conferência sob o provocativo tema “Qual o futuro para a Amazônia”, para a qual convidou 27 palestrantes, “um time de líderes e especialistas que enfrentam o desafio de implementar as agendas da sustentabilidade na governança, na estratégia e na gestão ampliada de suas empresas e organizações. São profissionais que trabalham por inovações no mundo da gestão e para o que há de mais atual e relevante para o desenvolvimento do país”.

O texto de apresentação do encontro analisa e questiona: “Os desafios para o desenvolvimento econômico e social na região amazônica deveriam ser centrais no contexto político das corridas eleitorais na atualidade. Até quando projetos de lei que desmontam a legislação ambiental, flexibilizam e são permissivos ao uso insustentável das florestas e da terra na Amazônia irão fragilizar e mudar a dinâmica da região com graves consequências socioambientais? Que encadeamentos produtivos são capazes de desmontar as disputas e violências que caminham junto à destruição da floresta?”

​O Ethos situa a questão: “Estimular a vontade política e o protagonismo para viabilização da economia florestal, da formação e consolidação de cadeias produtivas sustentáveis e garantir que as comunidades possam ter voz sobre o uso das terras e da floresta é fundamental para o amadurecimento do desenvolvimento sustentável da Amazônia e de todo o país. Discutir esse protagonismo e suas conquistas mais recentes é o foco da nossa programação, a fim de dar visibilidade às soluções e aos mecanismos políticos e sociais que já trabalham pela restauração florestal, pelos direitos humanos e pela transparência”.

Tudo isso conta com o patrocínio da Hydro (a única top, classe ouro) e mais, dentre outros: Alcoa, Shell, Petrobrás, Coca-Cola, Carrefour, Natura e Walmart. No encontro de São Paulo, no patrocínio estavam Braskem (do grupo Odebrecht), Queiroz Galvão (outra empreiteira da Lava-Jato), Amil, Arvos, Banco do Brasil, Caixa, Disney. Estre, MRV Engenharia.

Uma promoção com apreciável suporte.

Discussão

4 comentários sobre “A Amazônia segundo o Ethos

  1. Faça o que eu digo, não faça o que eu faço. Parece o governo norueguês…

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    Publicado por jjss555 | 27 de novembro de 2018, 20:01
  2. Ethos é uma ONG para convencer as empresas a serem sustentáveis. Com base nos resultados até agora, parece que ela não conseguiu avançar muito com a agenda.

    Um problema com a maioria das ONGs atualmente é que há um descompasso enorme entre o marketing e os resultados gerados.

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    Publicado por Jose Silva | 27 de novembro de 2018, 22:57
  3. Sociologia da reeleição, pois!

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    Publicado por Luiz Mário | 28 de novembro de 2018, 18:29

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  1. Pingback: Motosserra fora da Ufra? | Lúcio Flávio Pinto - 5 de janeiro de 2019

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