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Imprensa

O JP morreu. Viva o JP

O Jornal Pessoal não circulará na 1ª quinzena de dezembro, nem na 2ª quinzena. Na verdade, deixou de existir na versão impressa em papel. Tomei a decisão de encerrar suas atividades neste último dia 19, depois de uma reflexão extensa e intensa sobre a sua existência. Para não se repetirem os finais anteriores, que nunca chegaram a ser definitivos, não haverá uma edição de despedida. O anúncio do fim é este, pela via eletrônica.

São várias as causas da exaustão do JP, algumas mais antigas, outras mais recentes. Sua prolongada sobrevivência, por 31 anos e meio, deveu-se mais a um ato de vontade (ou de teimosia), cada vez menos sustentável nos fatos concretos e numa tendência histórica voraz.

1 – O jornal nunca teve real viabilidade comercial, por se recusar a aceitar publicidade, opção que fez para garantir sua plena independência e autonomia, como crítico do poder, fora do alcance dos grupos de pressão, ainda quando recorressem à força intimidatória.

A tênue margem de lucro foi se estreitando na medida da redução da venda avulsa, efeito de novos hábitos de leitura e, como derivação, da redução drástica dos pontos principais de venda, as bancas de revista, ameaçadas de extinção. Atualmente, o jornal já não se paga. Sem capital, não tem como cobrir o prejuízo.

2 – O apoio voluntário se revelou incerto; na apuração dos números, insuficiente para garantir a perenidade da publicação. A esmagadora maioria dos que se declararam favoráveis ao JP se comportou, quando muito, como simples leitor, não como voluntário na defesa de um jornalismo crítico.

Não é inexpressivo o número dos que simplesmente deixaram de comprar o jornal por algum motivo diverso da proposta que ele encarnava, ou nunca o compraram. A 5 reais o exemplar, o jornal era tido até como caro.

3 – Com o surgimento deste blog e dos quatro outros que criei, há mais de quatro anos, manter o padrão do JP ficou cada vez mais difícil e sacrificante. Nas últimas edições, cresceu o aproveitamento de matérias do blog. Mesmo reescritas, aumentadas e atualizadas, elas foram ocupando espaços cada vez maiores.

A rigor, nem poderia ser de outro jeito. Houve dias em que escrevi mais de 10 notas ou matérias mais longas neste blog, na tentativa de ser contemporâneo de eventuais avalanches de fatos importantes. O blog era quase um jornal diário, a despeito de tão poucas contribuições de seus leitores – e tão numerosas críticas e acusações. Impossível não abordar os mesmos temas no JP sem desatualizá-lo.

Ainda mais porque, informado gratuitamente, muito leitor não se dispunha a pagar para manter o jornal em papel. Em ação, a lei do menor esforço ou o mandamento de Gerson para tirar vantagem de tudo.

4 – O desgaste físico e emocional não foi só por causa de uma produção em escala industrial de textos, precedida, evidentemente, por pesquisa e investigação, acompanhada por reações tão diversas dos leitores, a exigir a resposta devida nos casos extremos.

Sozinho, tinha que cuidar da edição, impressão, expedição e distribuição do jornal, num processo que costumava se alongar e atrair acidentes de percurso. Por vezes, o tempo decorrido entre a finalização dos textos e a chegada do jornal às ruas alcançou uma semana. O JP envelhecia nesse percurso, para minha frustração e angústia.

Esses fatores e mais alguns, de natureza mais pessoal do que o previsto pelo título do jornal, me levaram a amanhecer no dia 19 com a decisão tomada: o fim da edição impressa em papel do JP. Como o jornal não terá mais um número, a circunstância me dará a aptidão necessária para uma decisão final.

Final, porém, não do meu jornalismo – ou, pelo menos, ainda não.

Está em finalização um site para abrigar todos os meus blogs, com o incremento do noticiário cotidiano deste, a coleção do JP, meus livros e vídeos. O acesso será possível com o pagamento mensal de 12 reais, renovável a cada 30 dias. Quando o site estiver pronto, comunicarei o endereço ao leitor, talvez na quarta-feira da próxima semana, dia 26.

Sigo o rumo que me dizem ser inevitável como um desafio a mais na minha vida e com a nítida sensação de que muito de mim ficou pelo caminho rumo à atualização tecnológica, mas ainda em busca de um mundo melhor, um Brasil à altura da sua grandeza e uma Amazônia com direito de ser o que é. Se possível, na companhia dos meus leitores.

Discussão

57 comentários sobre “O JP morreu. Viva o JP

  1. Com muitas interrupções, por muito emocionado, li em viva voz, para a minha esposa, que estava ao meu lado, esse texto de despedida do Lúcio Flávio Pinto, sobre o fim do Jornal Pessoal.
    ––Por agora, ainda muito emocionado, nem tenho como comentar, sobre o assunto.
    ––Desculpem-me.

    https://lucioflaviopinto.wordpress.com/2018/12/21/o-jp-morreu-viva-o-jp/

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    Publicado por Val André Mutran Pereira | 21 de dezembro de 2018, 19:28
  2. Lúcio, isso não vai acontecer !
    Imagino que não esteja atendendo muitas pessoas … Então será por aqui mesmo. Me liga! Eu e uma equipe vamos reinaugurar seu jornal no primeiro domingo de março! Já está marcado. Com sua liderança, seu comando , seu editorial , Sem Patrocinadores , sem partidos , com muita verdade , vontade e fé ! 999077777 . Ligue-me . Demethrius Lucena
    #jpnaomorrera #lfpmerece

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    Publicado por Demethrius Lucena | 21 de dezembro de 2018, 19:51
  3. Lúcio,

    O JP não precisa morrer. Pode evoluir para o formato digital que você está desenhando. Talvez JP possa ser o nome do seu super-blog. Pense que está é uma marca forte e que precisa ser mantida. Aguardo ansiosamente o novo formato para continuar contribuindo.

    Aos outros leitores. Precisamos ajudar. Não é fácil manter uma atividade jornalística intensa como a do Lúcio sem o apoio maciço do leitor.

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    Publicado por Jose Silva | 21 de dezembro de 2018, 20:17
    • Acho que o JP encerrou sua história. Foi além da sua viabilidade por um ato de vontade. Resisti o quanto pude. Mas acabei tendo que me curvar à realidade. Vou tentar agora com o blog, sem a periodicidade quinzenal do JP. E enterrando-o com dignidade. Recordo-me do fim triste de O Pasquim e dos jogadores que ignoram o aviso do tempo.

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      Publicado por Lúcio Flávio Pinto | 22 de dezembro de 2018, 09:46
  4. Lúcio,
    acompanhante desde o início do JP fico triste em não poder mais ler, em forma impressa, o “nosso” JP.
    Entendo todas as dificuldades que enfrentas para permitir aos teus fiéis leitores, usufruírem de uma publicação quinzenal de alta valia para aqueles que amam a verdade, em forma de debates livres, sem censuras.
    A cultura paraense não engajada em dogmas doutrinários e políticos fica órfã do grande fórum de debates.
    Quinzenalmente esperava a edição do JP.
    Sou do tempo antigo que se delicia em manusear papéis impressos, tanto nos livros, revistas e jornais. A internet e eu, somos antagônicos.
    De resto, fica o meu lamento.
    PS: diria o nosso Eça que toda a carta quede preza deve ter um adendo.
    Aí vai o meu: uma postagem no teu blog, há pouco, demonstra a vontade de um leitor que deseja à continuidade do JP, e até marca a data da “ressurreição para o dia 1/ março.
    Se aceitares a sugestão, me inscreve no rol dos que desejava volta do JP.
    Abraco

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    Publicado por Ronaldo Passarinho | 21 de dezembro de 2018, 21:43
  5. Nestes dias que antecedem a despedida do ano, houve vários comentários sobre o encerramento de empresas que fizeram épocas e costumes, ditaram modas e rotinas, prazeres e ou trouxeram conhecimento, novidades, informações.
    Comentamos sobre o fim da Abril, como foi concebida, vendida a terceiros com outros objetivos, talvez, diferentes dos que marcaram sua principal revista, a Veja e Leia.
    Falamos que além dos empresários e empregados, os grandes órfãos eram seus clientes, seus públicos alvos, que nem consultados eram a respeito.
    Fica o vazio e a tristeza todo o fim, especialmente o que se degrada aos poucos em uma torturante sobrevivência sem perspectivas de ser o que era.
    No caso do JP, o processo vem sendo diferente, pois, afinal, estamos sendo ouvidos e participamos de alguma forma do esforço do jornalista para mantê-lo como sempre foi, marcante, atual, polêmico e fonte de consultas e base para debates e pesquisas dos mais estudiosos;
    Entretanto, como o próprio jornalista o batizou, é um jornal pessoal e há limites à intromissão coletiva, pois assim foi preconizado.
    Pela inteligência e inquieta personalidade de seu mentor, não acredito que haja chegado ao fim, mas sim está sofrendo o processo de metamorfose necessária para atingir sua fase mais brilhante, como na natureza que explode em vida em constante evolução e recriação.
    É um processo árduo que exige muito paciência, obstinação e inteligência evolutiva, mas depende do afago do ambiente, nos caso seus clientes, seus leitores, que também são independentes e não seguidores, que certamente ajudarão no processo de transformação sem interferir no conteúdo, tal como a evolução dos lepidópteros, que se transformam de meras crisálidas em deslumbrantes borboletas, prontas para reproduzir e continuar o ciclo da vida.
    É o que certamente esperamos e veremos acontecer.

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    Publicado por Jab | 21 de dezembro de 2018, 21:46
  6. Siga o seu caminho no novo site, com a venda de assinatura mensal, de seus livros, artigos,cursos sobre literatura diversa, historias do pará, dê uma olhada no site “dialético” do Victor Sales. Produza vídeos de aulas etc. Um grande abraço.

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    Publicado por José Maria Mesquita Viana | 21 de dezembro de 2018, 22:10
  7. Quando soube das dificuldades em se manter o JP, resolvi comprá-lo religiosamente. Mas sempre acompanhei o blog, pois as notícias são atualizadas. Talvez a saída seja harmonizar as duas coisas: o formato de notícia, mas em suporte ágil, quase instantâneo, proporcionado pelo dinamismo do mundo digital via internet. No site, com certeza, continuarei a acessá-lo pelo valor de 12 reais proposto. Um motivo: porque nem sempre concordo com a opinião do autor do escrito. Esse contraditório, contudo, trás maduro exercício. Ponderar minhas próprias convicções.

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    Publicado por David Feio | 21 de dezembro de 2018, 22:50
    • Eu já não teria condições de manter as duas desgastantes frentes. O blog vai ter mais dinamismo, inclusive pela parte que sempre considerei a mais importante: a abertura de um diálogo verdadeiramente democrático entre – e com – os meus leitores. Aqui, ninguém é dono da verdade e não se admite julgamentos absolutistas, açodados e destituídos de fundamento. Aqui, a verdade tem que ser demonstrada. Se for estabelecida, será acatada. A prova dos noves é o selo final – mesmo assim, provisório e relativo, como tudo que é humano.

      Curtido por 1 pessoa

      Publicado por Lúcio Flávio Pinto | 22 de dezembro de 2018, 10:02
  8. Caro Lúcio. Foi uma batalha heróica, mas de fim previsível. Espantosamente perdurou bem mais do que se poderia supor. É hora, infelizmente, de ensarilhar armas. Os gigantes também tombam: Leônidas caiu no desfiladeiro das Termópilas; o outrora poderoso grupo Abril, ontem, em São Paulo, e aqui, pesarosamente, hoje, o nosso Jornal Pessoal. Tudo o que está dito no post é de uma obviedade cristalina, tanto que eu o disse mais de uma vez. Nas minhas licenças – nada poéticas – já o coloquei como um matador de leões; estoico como um monge trapista; resistente como um remador de Ben- Hur (não o de Nelson Rodrigues, mas o do William Wyler), tudo para manter a singular publicação que agora se vai.
    O preço no jornal cristalizou-se em módicos cinco reais, quantia que não compra um sorvete na Cairu….subversão insustentável das leis de economia. Nessa nova modalidade de publicação, antes de fixar precipitadamente o preço, melhor pedir
    orientação a um amigo economista. Temo que, anunciado o valor, por incompreensível pudor, não venhas de alterá-lo.
    Entre os primeiros, considere-me inscrito como colaborador nessa nova empreitada. Sucesso!

    P. S. – tem muito oba, oba mas raras são as colaborações; muitos querem ler de graça

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    Publicado por Alcides | 22 de dezembro de 2018, 01:48
  9. Meu querido professor, louvo a adaptação aos novos tempos. Sou pragmática e quero ler o JP, mas moro longe. Sei que a logística de produzir e distribuir o jornal impresso te rouba tempo precioso e não queremos isso. O JP jamais morrerá. Apenas migrou para uma nova mídia.
    Meu email está neste comentário, para eu ser avisada quando puder fazer a assinatura do website. Quero assinar a tua página, para poder te ler sempre e mesmo fora do Brasil.
    Continuo tua aluna.
    Com o beijo e a reverência da
    Sonia Zaghetto

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    Publicado por Sonia Zaghetto | 22 de dezembro de 2018, 05:04
  10. Muitos acompanhamos sua luta e seu sacrifício pelo JP impresso, mestre, mas só vc sabe de fato como foi dificil esse front. Espero poder continuar a ser tanto apoiador quanto leitor desse que é inquertionavelmente o maior, melhor e mais independente e confiável canal de informação sobre a Belem, o Pará e a Amazônia reais. Sucesso na nova fase, aguardo ansioso para ser um dos primeiros assinantes do novo formato integrado. Como o descrveu, é tudo que todos sempre desejamos e o que os novos tempos pediam. Tamo junto!

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    Publicado por Marlyson | 22 de dezembro de 2018, 07:56
  11. Um jornal que vive em nossos corações e mentes nunca morre.

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    Publicado por Ricardo Conduru | 22 de dezembro de 2018, 09:29
  12. Sempre li religiosamente o JP desde que cheguei a Belém há mais de 20 anos. Não seria diferente agora, nessa nova fase digital, que iria deixar de contribuir e usufruir dos seus excelentes textos analíticos. Assim, antecipo que, assim que disponível, farei a imediata adesão à versão digital do JP.Um abraço.

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    Publicado por Allan Santos | 22 de dezembro de 2018, 09:37
  13. .

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    Publicado por Allan Santos | 22 de dezembro de 2018, 09:38
  14. Conheci o JP ao início deste novo milênio, tentei trazer aqui para Redenção/PA é fiz um semelhante na UEPA de Conceição do Araguaia/PA. Durante cerca de um ano tive sua experiência: pagar despesas, não antecipar notícias, ser elogiado com prêmio e ver o jornal em cesto de lixo de banheiro público.
    Quando retonava a Belém percebi que o preço do JP não aumentava, já temia pelo fim do confiável meio de informação.
    A notícia do fim do independente noticiário é muito deprimente, para nós que temos o privilégio de ser seus leitores será uma data ligada ao trauma.
    No gibi O Demolidor o jornal Clarim impresso acabou aos 2015, e recentemente a revista Crusoé do Minardi foi inaugurada apenas digital, sem a versão em papel.
    Manter o JP em papel foi outro combate quixotescao seu! Machado de Assis quando colunista ao falar da “Pepsina” e da “Cola” destacou que “o droguista que lhe ofereceu os produtos patrocinava o jornal”. Depender de contribuição de leitores no Brasil é falência na certa, veja a situação da Saraiva!
    Marx disse que “O modo de produção determina o comportamento”, ou seja, os leitores estão reduzindo rapidamente.
    Novamente sugiro que vá para a Europa, faça seu canal com legenda em inglês no youtube e continue seu brilhante, árduo e marcante labor.
    Obrigado por ter deixado um legado respaldado no trabalho, na sua grande intelectualidade e no seu bom caráter.
    Deixo a frase do Millôr Fernandes porque sempre a associei ao JP: “jornalismo é oposição, o resto é atacado ou varejo”!

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    Publicado por Erick | 22 de dezembro de 2018, 10:06
    • Suas palavras “calaram fundo”, como se dizia antanho. Uma das decisões mais difíceis, que me causou a dor e a delícia dela resultante, eu a tomei no finalzinho de 1974, quando decidi voltar a Belém, depois de graduado em São Paulo. Sabia que a barra seria pesada, mas naquele ano eu tinha a vinculação a O Estado de S. Paulo e O Liberal. Quando lancei o JP, em setembro de 1987, a dosagem se tornou ainda mais excessiva. Eu iria deixar a grande imprensa, na qual trabalhara por 21 anos. Hoje, 31 anos depois, numa carreira solitária, abre-se um novo desafio, num contexto sobre o qual eu sequer podia fabular, com quase 70 anos nos costados. Sair do Brasil agora equivaleria a dar adeus às armas, como Hemingway. Esse momento paradisíaco passou, infelizmente. Talvez só consiga deixar o front carregado. Mas muito obrigado por sua opinião.

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      Publicado por Lúcio Flávio Pinto | 22 de dezembro de 2018, 10:20
  15. Caro Lúcio. “O bom jornalismo não morre”.
    Em outro espaço estou te remetendo sementes e um estudo que acabo de ler sobre o novo jornalismo. Uma semente a chamaria de LL -Lúcio line ou PL -Pinto line ( kkkkkkk). Que teu público ajude a escolher o nome futuro
    paz&saúde
    Namastê

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    Publicado por Valdemiro Gomes | 22 de dezembro de 2018, 10:19
  16. Sugestão:

    “O importante é que alertamos o leitor sobre como essas propostas foram os pilares de regimes como o nazismo, na Alemanha, e o fascismo, na Itália.”

    (https://jornalggn.com.br/noticia/o-que-bolsonaro-reserva-para-a-imprensa-em-2019-chumbo-grosso)

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    Publicado por Luiz Mário | 22 de dezembro de 2018, 11:11
  17. A leitura de jornais em papel atravessa uma crise terrível em Belém. Dono de famosa banca de revistas me mostra seus números. De oito exemplares de O Liberal, vendera, naquele dia, apenas um. Do Diário, dois ou três. Amazonia, apenas um. Situação desesperadora, considero. Lamento profundamente o encerramento de publicação do querido JP, mas os números confrontam os aficcionados em leitura em papel de hoje. Espero o site para me alistar, sempre como teu leitor e amigo, Lúcio.

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    Publicado por Edyr Augusto | 22 de dezembro de 2018, 12:20
  18. Oi Lúcio
    Acompanho o JP desde o tempo em que era impresso na gráfica Falagola, em que tu generosamente dava um exemplar pro meu pai. Ainda adolescente, com poucos recursos, a leitura do JP foi muito importante pra minha compreensão e análise da nossa triste e perversa realidade amazônica. É com bastante tristeza que fico sabendo do fim do JP impresso. Uma pergunta: tu não cogitaste manter uma edição impressa mensal ou mesmo bimestral?. Um forte abraço.

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    Publicado por Rui Guilherme Lamarao Pinto Junior | 22 de dezembro de 2018, 12:25
  19. O jornalista já deixou seu nome marcado na história do jornalismo e da Amazônia!

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    Publicado por Everaldo | 22 de dezembro de 2018, 13:22
  20. A ideia do site com acesso pago apenas aos assinantes, deveras postergado, agora ganha personalidade, bom para o Lúcio, melhor ao leitor que passa a valorizar a produção intelectual, não no sentido capitalista, mas, ao respeito a dedicação ao profissional de ponta no cenário jornalístico contemporâneo.

    As principais análises hoje, já estão disponíveis apenas ao seleto grupo de leitor que as assina, semestral ou anualmente, de maneira comparativa, as principais “commodities jornalísticas” são valorizadas no mercado editorial.

    Para além, desse fato, ensejo votos de sucesso e prosperidade profissional, Lúcio, nessa nova fase de inovação tecnológica. Atualizasse a plataforma de acesso para a expansão da essência amazônida da região para o mundo.

    E, de maneira extensiva para todas as leitoras e leitores, comemorações festivas aonde se sirva a alegria e a esperança da benção em novos conhecimentos para dotar a sociedade de equidade e jústiça social.

    Abraços,

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    Publicado por Thirson Rodrigues de Medina | 22 de dezembro de 2018, 14:36
  21. Lucio,
    Parabéns pelo jornalismo que você construiu à frente do JP. Por certo que seus leitores sentirão a falta da versão impressa. Mas sua contribuição irrequieta para o entendimento da importância socioeconômica da nossa Amazônia resistirá em qualquer tipo de mídia. Disso tenho certeza.
    Forte e afetuoso abraço.
    Luiz Aurélio

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    Publicado por Luiz Aurélio Imbiriba Rocha | 22 de dezembro de 2018, 15:13
  22. Um caminho quase irreversível dos impressos.Novos tempos.que apontam para a via inevitável da digitalização.Mesmo sem nunca ter sido assinante do JP tenho sua coleção quase completa.Acho a ideia do site muito apropriada ao momento.Os bons sites estão suprindo a necessidade do jornalismo opinativo.Ainda que expondo-se a insensatez dos que discordam.Contestações em sua maioria desprovida de conteúdo.Corre-se o risco.Mas um jornal sério, independente e sobretudo corajoso, não deve acabar.Que continue em sua mesma linha desse que surgiu.Expedito Leal

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    Publicado por Expedito Leal | 22 de dezembro de 2018, 23:37
  23. APOCALÍPTICO!
    O JP circulou com 666 edições.
    O número da tremenda besta que anunciará que o fim está próximo.

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    Publicado por flavionassar | 23 de dezembro de 2018, 02:28
  24. Lúcio, amigo.

    Não tem como não ficar riste com essa notícia do fim do Jornal Pessoal, que eu vi nascer e venho acompanhando sempre ao longo desses 31 anos. Sei da tua luta e sacrifício para que esse projeto permanecesse vivo por todos esses anos. Mas também sei que chega uma hora que se faz necessária uma decisão, mesmo que seja tão dolorosa como essa que acabas de tomar.
    Infelizmente o jornal impresso torna-se, cada vez mais, inviável. Se isso já é uma realidade até para as grandes empresas que operam comercialmente, imagina pra você com o JP.
    Se por um lado essa notícia nos deixa uma tristeza, por outro, me anima o fato de que vais continuar a trincheira do bom jornalismo que faz parte da tua história, agora, com uma nova plataforma digital.
    Quero que saibas que estaremos sempre por aqui, não só torcendo, mas empenhado no que nos for possível para que esse novo projeto dê certo.
    Digo isso, amigo, porque é sempre importante, em todos os aspectos, acompanhar a leitura da tua boa produção jornalística e analítica dos mais diversos cenários.
    Tenha um Feliz Natal ao lado da família.

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    Publicado por Orly | 23 de dezembro de 2018, 09:20
  25. um correção: triste e não riste..

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    Publicado por Orly | 23 de dezembro de 2018, 09:21
  26. Lúcio, desta tendência não escapam os mais importantes jornais do mundo, que sabem que essa hora chegará, apesar da resistência em dar o passo definitivo rumo ao mundo digital. Porém, com a crescente demanda por informação, a substituição do papel não é o fim do jornalismo. Ao contrário.
    Siga no bom combate, na trincheira digital, presenteando-nos con seu jornalismo.

    Abraço.

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    Publicado por Heber Gueiros | 23 de dezembro de 2018, 12:58
  27. Caríssimo Lúcio Flávio Pinto,já estou saudoso do JP!! Mas a garantia do blog já me deixa mais tranquilo. Continuaremos a ter conhecimento das verdades na região. Agora, muitos poderosos ficaram bem satisfeitos com o fim do jornal pois que só a chamada da capa, lida de soslaio, nas bancas e ilustrada pelo Luis Pinto, fazia muito baronete tremer nas bases.Cuide bem da saúde. O JP foi eterno enquanto durou e ficará na história do jornalismo , como exemplo de como exercer com dignidade e destemor esta FUNDAMENTAL atividade nas democracias . Um grande abraço.

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    Publicado por Helio Franco de Macedo Jr | 24 de dezembro de 2018, 08:54
    • Meu caro amigo: sua mensagem me fez sentir a intensidade da dor pelo fim do JP. Ele era um front de luta, uma bandeira hasteada (apesar de rota), um fórum de debate civilizado e democrático, um domínio da inteligência e uma posição de resistência a uma elite predadora. Também tentava resistir à tese do fim do jornal impresso em papel. Ainda acredito que essa tese é precipitada, quase tão errada como a que previu o fim do livro em papel e do romance. Desde já, porém, encerra uma vida de quase 53 anos de trabalho na imprensa em papel.

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      Publicado por Lúcio Flávio Pinto | 24 de dezembro de 2018, 15:54
  28. Lamentável, triste mesmo, o conteúdo da informação sobre o “falecimento” do JP. Perde o Pará, a Amazônia e o Brasil, um texto sempre rico sobre todos os aspectos.Resta-nos agradecê-lo, caro Lúcio, por tudo que vc fêz e tenho certeza que continuará fazendo pela informação sadia, instrutiva e sobre tudo cultivadora da democracia na sua essência.Fique com o Supremo Senhor dos Mundos, tenha um natal venturoso e um ano novo pleno de realizações e continue a contar com o apoio de seus admiradores incondicionais, DENTRE ME INCLUO COM ORGULHO.

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    Publicado por José de Arimatéia M. da Rocha | 24 de dezembro de 2018, 10:48
  29. Passado alguns dias, caldo mais frio, atrevo-me a dar uma sugestão:

    1) Como já o faz, a cada dia o jornalista lançaria novos fatos, informações e assuntos polêmicos do momento, no blog que acessamos;
    2) Deixaria os comentários acontecerem, com raras interferências suas, apenas quando necessárias para manter os debates no rumo da luz;
    3) Quando houver material necessário para a edição de um JP, reduziria ou parava as inserções diárias e se dedicaria a analisar as contribuições, de forma geral e, em certos casos que assim o jornalista entendesse, de forma específica.
    4) Elaboraria e formataria as sínteses, complementos e conclusões a respeito dos assuntos que mais interessaram a todos, e publicaria no JP que passaria a ser além de pessoal, interativo com os leitores.
    5) Os comentários dos leitores seriam reunidos em espaços acessíveis através de links e QRs, ficando logicamente a critério do jornalista, criar um espaço ao final de cada artigo com destaques de comentários que enriquecessem a matéria.
    6) O acesso ao JP atual somente seria dado na internet quando houvesse outro na praça.

    Vejo que em todas as revistas o espaço do leitor é muito concorrido. A maioria quer interagir, mas parece que não é esse o objetivo da grande media.
    Que tal inovar?
    Quanto custa tentar?

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    Publicado por Jab | 26 de dezembro de 2018, 19:53

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