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Economia, Estrangeiros, Grandes Projetos, Minério, Transporte

Plataforma de lançamento de minério

O terminal marítimo da Ponta da Madeira, que fica na ilha de São Luís do Maranhão, completou, no mês passado, 33 anos de funcionamento como o maior porto em movimentação de carga do Brasil e um dos maiores do mundo. Ele escoa, para o exterior, a produção de minério de ferro da Serra dos Carajás, no Pará, e mais outros minérios, além de carga geral. É também o terceiro porto graneleiro com maior movimentação de carga do mundo.

A mineradora Vale, concessionária do porto, lembra que foi em janeiro de 1986 que o navio Docepolo (da sua então subsidiária, a Docenave) levou o primeiro carregamento de minério de ferro partindo de Ponta da Madeira. Nesse ano, o volume total exportado foi de 11 milhões de toneladas. Em 2017, o volume chegou a 168 milhões de toneladas (3,6% das exportações nacionais), a maior parte destinada à China. Em 31 anos de operação, passaram pelo mais de 2 bilhões de toneladas do minério, o de melhor qualidade do planeta.

Discussão

4 comentários sobre “Plataforma de lançamento de minério

  1. A desoneração tributária do minério na exportação só beneficiou a China e a Vale. Isso começou a inquietar os deputados mineiros. De 1997 até 2018, Minas Gerais perdeu 92 bilhões de reais.

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    Publicado por Pedro Pinto | 12 de fevereiro de 2019, 09:52
  2. Antes da desoneração ocorrida em 1997 pela Lei Complementar 87 (apelidada de Lei Kandir por causa de seu relator, o deputado paulista Antonio Kandir), o Pará recebia 13% a título de ICMS pelo minério enviado para fora do país. A Constituição Federal garantia a desoneração na exportação de produtos acabados não de minérios por serem matéria prima. A perda anual do Pará deve ter começado com algo em torno de 500 milhões de reais já que o volume exportado era bem menor que o de hoje. No acumulado, estima-se um valor em torno de 50 bilhões. Naquela ocasião, o governo estadual subiu as alíquotas de consumo interno de combustível, comunicação e energia elétrica para compensar a perda.

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    Publicado por Pedro Pinto | 13 de fevereiro de 2019, 16:00
    • Por decisão do governador Almir Gabriel, no final de 1997, essas alíquotas foram parar na estratosfera: 30%. Quer dizerq ue o governo do Estado foi buscar no bolso do contribuinte nativo a compensação pela perda da receita com a desoneração das matérias primas e semielaborados destinados à exportação. Acabamos pagando a conta, como sempre.

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      Publicado por Lúcio Flávio Pinto | 13 de fevereiro de 2019, 19:07

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