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Cidades, Cultura

Ameaça ao palacete

Finalmente – e ainda bem. O promotor de justiça Benedito Wilson Corrêa de Sá, do setor do Meio Ambiente, Patrimônio Cultural, Habitação e Urbanismo de Belém, decidiu apurar “suposta deterioração, inutilização ou destruição do imóvel, denominado Palacete Vitor Maria da Silva, localizado na Rua Presidente Pernambuco, nº 204”.

O palacete, que fica numa das extremidades da praça Coaracy Nunes (ou Ferro de Engomar, sua denominação mais conhecida), é uma das mais valiosas construções particulares de valor histórico e cultural da cidade. Sua atual proprietária, o grupo Esplanada, pretendia transformar o imóvel em um estacionamento. Contida, mantém o imóvel fechado, a se deteriorar.

Este blog tem alertado sobre a situação do palacete. Em agosto do ano passado, registrou mais uma vez a situação:

“Suas platibandas, muretas que ficam na parte mais alta das paredes externas do prédio, construídas para proteger e ornamentar a fachada, estão prestes a ruir. Elas são sustentadas em alguns pontos por escoras de madeira, mas já são visíveis as rachaduras. O telhado também tem sinais de fissuras. O mato se expande por ele e pelas laterais”.

Discussão

2 comentários sobre “Ameaça ao palacete

  1. Esse promotor bem que poderia dar uma passada no Palácio Antônio Lemos e no Mercado de São Brás…

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    Publicado por Elias Granhen Tavares | 26 de fevereiro de 2019, 12:14
  2. Que comunidade formamos em Belém, que permitimos esses crimes como se não tivéssemos nada com isso?
    Perdemos tantos prédios históricos, dilapidados pela ganância dos proprietários, ou miséria dos herdeiros, inoperância e desleixo e até crime dos mandatários da Prefeitura, do Estado, da falta de visão e de planejamento, de iniciativa e de prestígio dos gestores e de nossas elites intelectuais, econômicas e organizacionais.
    O Palacete Pinho, que a justiça determinou a conclusão da reforma interminável que sofria, foi em seguida abandonado, sem que lhe fosse dado nenhuma serventia.
    Em que infrações ou crimes se enquadra o deszelo e abandono do patrimônio publico?
    A falta de visão empreendedora também causa prejuízos, pois deixa de gerar oportunidades de negócios e de empregos, condenando uma cidade a viver sem perspectivas de desenvolvimento.
    Ainda há os que investem recursos em projetos que até interessam e sõ bons para a comunidade, mas o fazem mais pensando em seus benefícios políticos e pessoais, que retiram dos cidadãos as vantagens que teria para usufruir do dinheiro de seus impostos investidos.
    Veja-se o exemplo do Portal da Amazônia, obra inconclusa mas que era um desejo de todos em ter janelas para os rios e baía. Foi imaginada para seguir em etapas até a UFPA, regularizando, drenando e organizando aquele belíssimo espaço ocupado pela exploração dos piores negócios, narcotráfico, feiras imundas, portos perigosos, crime bagunçado e facções assassinas, mas não passou dos primeiros dois quilômetros.
    Gastou-se mais do que o planejado e de quebra, sem querer ou não, esqueceram de agregar ao espaço público os igapós que aterraram aos fundos de propriedades privadas, que não ficaram infelizes, certamente, com esse presente grátis, prontos para que os agregassem aos seus patrimônios, namorando com o uso futuro na especulação imobiliária e construção de prédios de grande envergadura vertical.
    Comentava-se à época, que estava tudo certo para ser aprovado na Câmara de Vereadores em 2012, um projeto acabando com a restrição destinada às construções na Cidade Velha, onde fica o Portal, mas, com uma reação de alguns abnegados defensores de nossa cidade, o mesmo não passou e o autor não se reelegeu.
    Aí, o Prefeito sucessor abandonou o projeto e o local, que passou a ser alvo de assaltos e de eventos de gosto duvidoso. Quase permite a instalação de um atacarejo horroroso, logo na entrada do logradouro, que retira toda a beleza da área e impacta a visão do turista e visitantes logo ao adentrar o Portal.
    E ninguém comenta, ninguém protesta publicamente e vamos perdendo e perdendo as oportunidades de fazermos uma cidade melhor, mais humana e agradável para todos, respeitando a história dessa idosa senhora chamada Belém do Grão Pará.

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    Publicado por Jab | 26 de fevereiro de 2019, 23:07

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